1° de Outubro do último ano da Era Impura.

Alexandre olhava para o espelho compenetrado, como se quisesse enxergar sua própria alma no reflexo. Ele riu de leve com esse pensamento. É para perder todas as almas que eu cheguei até aqui.

Seria algo inexato afirmar que havia acordado sentindo a empolgação vibrar pelo seu corpo. Na verdade nem havia conseguido pegar no sono desde que saíra da última reunião da Fraternidade no cair da noite anterior. Depois de tantos anos de preparação, de tanto treinamento e tanta teoria havia chegado a hora de agir, finalmente. Era hora de colocar em prática tudo que havia aprendido em vinte e um anos de espera.

Hoje começa o fim.