O Acordo
49 Cap. 49
Notas iniciais
Três dias depois
Maria e os gêmeos receberam alta três dias depois do nascimento deles, após ouvir as ultimas recomendações dos médicos, Maria, Estevão e os gêmeos vão embora.
— ai, eu não acredito que estou indo para casa com os meus bebês, e eles são tão lindos.
— sim meu amor, nossos filhos são lindos_ Estevão fala a Maria enquanto coloca os pequenos nos bebês confortos, depois ele abre a porta para que Maria entre, e depois ele dá a volta e liga o carro e vão para a casa tranquilamente.
— você está bem mesmo?
— estou sim amor, não tem com o que se preocupar, estou bem, só não posso fazer muito esforço, mais fora isso, estou bem.
— fico feliz amor_ eles param no sinal, e Estevão aproveita e dá um selinho em Maria, minutos depois eles estão entrando no condomínio onde moram, mais alguns metros e já estão estacionando o carro, com cuidado Maria sai do carro.
E assim que ouve o barulho do carro, Melina que estava na sala com os outros sai apressadamente, sendo seguida por uma curiosa Andressa, que está louca para conhecer os primos.
Melina então abre a porta e pega Estrela.
— oi Estrelinha linda da tia_ ela dá um beijo na testa da bebê, que preguiçosamente vai abrindo os olhos.
— estou bem, obrigada por perguntar Mel.
— ai, desculpa Maria, mais eu estava louca pra vê esses coisas fofas, mais você está bem mesmo?
— estou sim, vamos entrar?_ pergunta enquanto sente seu vestido sendo puxado.
— tia, tia, ela é a minha priminha?
— sim meu amor,essa é a Estrela, e aquele é o Heitor—aponta para o bebê que está nos braços de Estevão.
— eu vou poder brincar com eles tia?
— eles ainda são novinhos princesa, não sabem brincar, mais quando eles tiverem maiores ai sim você vai poder brincar com eles.
— poxa tia.
Ela fala e os três sorriem da menina, Estevão com cuidado pega as bolsas dos meninos e Maria pega a sua, mas antes que possa dá um passo.
— eu levo sua bolsa Maria_ diz Melina.
— eu posso levar.
— não pode não, repouso_ completa Estevão.
— eu quero vê a Estrela_ diz Andressa animada, e correndo na frente, assim que eles entram na casa, Maria é surpreendida pelos amigos e familiares.
— ai meu Deus, eles são lindos, parabéns Maria.
— obrigada Carol, estou apaixonada por eles.
— ai que coisa fofa, dá até vontade de ter um também.
— é algo maravilhoso Érica, você não vai se arrepender.
— trouxemos presentes, Maria.
— obrigada Lilian_ Maria fala observando a colega de trabalho, talvez ela nunca cheguem a ser amigas, mas tem que ter um relacionamento profissional entre elas, já que estão trabalhando juntas.
— com licença, a tia mais gata passando_ diz Bianca indo até Melina e pegando Estrela.
— mais se acha né Bia_ provoca Melina.
— fala pra ela Estrela, que eu vou ser a tia mais legal_ se senta no sofá com a pequena em seus braços, e Andressa vai até ela e senta ao seu lado.
— ela só dorme, não tem graça_ reclama à pequena.
— você também só dormia quando nasceu.
— verdade tia.
— claro que sim, você passava a maior parte do tempo dormindo, assim como a Estrela e o Heitor, então você tem que ter um pouquinho de paciência com eles, está bem?
— sim tia_ Andressa pega na mãozinha da prima, e em seguida sente um pequeno aperto, não demora para que Estrela comece a lentamente abrir seus pequenos olhinhos.
— olha tia, a Estrela tá abrindo os olhos.
— meu amorzinho, seus olhos são lindos_ diz Bianca dando um beijo no rosto da sobrinha.
Todos começam a babar em cima dos novos membros da família, mas depois de um tempo, eles começam a chorar.
— me desculpem, mas eu vou ter que deixar vocês mais esses dois precisam mamar.
— eu te ajudo_ Nazaré se prontifica em ajudar a nora, enquanto Estevão pega as malas e vão para o quarto dos pequenos, assim Nazaré coloca Heitor no berço, enquanto Maria senta na poltrona e Estevão coloca Estrela nos braços dela, que abaixa o vestido e coloca a boquinha de Estrela em seu seio, e logo a menina está sugando com força, o que causa certo desconforto, uma vez que seu seio está dolorido, mas nada tira o sorriso de Maria, ao vê aquela cena, assim como em Estêvão, que nunca quis ser pai, mas esses pensamentos não existem mais, uma vez que sua relação com Maria o mudou, e depois que ele pegou pela primeira vez seus filhos no colo, não imagina mais outra vida, a não ser essa.
— não me imagino mais sem vocês- diz ele se aproximando de Maria e lhe dando um selinho, e em seguida beija a cabecinha da filha, que não está muito interessada nos carinhos do pai, só quer matar sua fome.
— eu também não me imagino sem vocês Estêvão, amo vocês mais que tudo.
— Estêvão, vá até a cozinha e peça para prepararem uma canja pra Maria, afinal ela precisa repor as energias e está se quarentena.
— claro, mais fica aqui com ela e os meninos, por favor.
— não se preocupe, eu vou ficar com ela, e mimar meus netos- Estêvão se aproxima mais uma vez dela e lhe dá selinho, e seguida sai, deixando as duas mulheres sozinhas.
— obrigada por isso Maria.
— isso o que? — pergunta um pouco confusa.
— tudo isso- faz um gesto com as mãos_ de certa forma você me devolveu meus filhos, e ainda me deu dois lindos netos, eu passei anos remoendo o passado, querendo recuperar o tempo perdido, mas o Fabiano não deixava, ele só queria o dinheiro que poderia tirar do Estêvão, aí como eu me arrependo de ter me casado com ele.
— não precisa agradecer, eu sei como é sentir falta de uma mãe e não ter, e o Estêvão teve a oportunidade de mudar isso, é eu não fiz nada, foi ele quem deu grande passo, ficar amargurado não ia resolver nada. Depois de alguns minutos Estrela para de mamar e Nazaré pega a neta e a faz arrotar, e logo a porta é aberta, e dona Fátima entra.
— eu vim ver os meus bisnetos_ ela então vai até o berço e pega Heitor que estava com as mãozinhas na boca.
— meu amor, você é tão lindo, parece o seu pai. — a senhora acha?_ Maria pergunta.
— agora que ela falou, e olhando bem, o Heitor é a cara do Estêvão quando ele nasceu_ Nesse momento ele começa a chorar e a senhora o leva até Maria, que desce o vestido, dando o outro seio para o filho, que suga com mais força que Estrela.
— calma amor, você vai se engasgar, e tem muito leite pra você. Mais o pequeno não estava preocupado com isso não, continuou mamando do mesmo jeito, quando já está satisfeito deixa o seio da mãe, e Maria o coloca pra arrotar, e não demora para que ele esteja dormindo. As três ficam ali mais um tempo olhando os gêmeos
— eu vou até o meu quarto, estou precisando tirar essa roupa de cheiro de hospital, e em seguida tomar um banho.
— que ajuda?_ Nazaré se oferece, Maria pensa em recusar a ajuda sogra, mais devido a sua situação, resolve aceitar.
— claro, eu ainda sinto dores, o médico empurrou com muita força, a minha barriga.
— vai lá com ela Nazaré, e eu vou lá na cozinha, Preparar a canja pra Maria. Dona Fátima não precisa, a Divina pode fazer isso.
— é melhor não discutir Maria_ Ela concorda e vai para o seu quarto, entra no banheiro em seguida, ela fica um pouco envergonhada, mas resolve deixar isso de lado, e tira seu vestido, sua barriga ainda estava inchada e os pontos estavam vermelhos e doloridos, por isso Maria tona o banho calmamente, depois que termina ela veste uma roupa confortável e deita na cama.
— que alguma coisa Maria?
— não, é obrigada pela ajuda, mais pode descer, eu vou descansar um pouco_ Nazaré concorda e desce para a sala. Não demora muito e Bianca entra no quarto.
— como está se sentindo Maria?_ pergunta enquanto se senta na cama.
— completamente feliz Bia, meu sonho se realizou, eu tenho dois filhos lindos, um marido incrível, acho que eu preciso de mais nada pra ser feliz.
— que bom Maria, você merece, e seus filhos são lindos muito lindos na verdade, da vontade de morder as bochechas deles
— não mesmo_ diz Estêvão entrando no quarto_ Maria o pessoal já está indo embora.
— eu vou descer então. — não é necessário amor, eles entendem que você precisa descansar.
— nada disso, o médico disse que era bom eu andar um pouco, não vai fazer mal. Mesmo contrariado Estêvão concorda e com cuidado eles descem a escada.
— Maria, não precisava descer.
— precisava sim Carol, e obrigada pela visita, eu amei.
— vamos voltar mais vezes, e babar naqueles fofos_ diz Erica.
— podem vir, não tem problemas.
— realmente Maria, seus filhos são lindos.
— obrigada Lilian,
—será que podemos conversar um instante antes que eu vá embora?
— Lilian pergunta um pouco sem jeito a Maria, sob os olhares atentos dão demais.
— claro, vamos até o Escritório
— diz e assim as duas fazem. Após se sentarem Lilian começa a falar.
— Maria, antes de tudo, quero que me desculpe pelas situações que eu causei por causa do Estêvão.
— Lilian, isso já é passado, vamos esquecer isso.
— olha, eu sei que não fui muito gentil com você, mais quero que saiba que eu não estava interessada no Estêvão, eu apenas achei ele um homem atraente, educado, gentil, foi apenas uma atração da minha parte, sendo que ele sempre deixou claro que amava a esposa, no caso você, e acredito que você já deve saber que eu estou com o Carlos.
— é, eu fiquei sabendo que a ex dele foi ao escritório e criou uma situação embaraçosa.
— embaraçosa foi gentil, ela foi doida isso sim, e o que eu quero dizer com tudo isso é que, eu sempre gostei dele, e agora estamos juntos, e quero me desculpar por tudo que eu causei.
— vamos esquecer isso Lilian.
— também sei que não seremos amigas, mas ao menos colegas de trabalho civilizadas acho que podemos ser.
— quanto a isso, você não precisa se preocupar, teremos uma boa relação de trabalho.
— obrigada mais uma vez por me receber bem em sua casa, e parabéns pelos filhos lindos que você tem, agora eu preciso ir, o Carlos me espera. Assim elas apertam as mãos e voltam pra sala, onde Lilian se despede de todos e vai pra casa, e não demora muito e dona Fátima aparece com uma bandeja e um prato com a canja pra Maria.
— eu iria falar que não precisava, mas ao sentir o cheiro, vou aceitar comer sim, e com prazer.
— fala se sentando e em seguida o local a bandeja em suas pernas, e começa a comer.
— dona Fátima, ainda tem dessa canja?_ pergunta Bianca.
— Bia, olha os modos_ reclama anda e Bianca só sorri.
— tem sim minha filha, pode ir lá comer. Bianca apenas sorrir para a senhora. — Andressa, vamos tomar canja?
— vamos sim tia_ Bianca sorri e pega a sobrinha e vai para a cozinha.
— essa daí não tem jeito_ Bárbara fala e todos concordam sorrindo, e assim se passa o tempo, com todos felizes.
Meses depois.
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