Alguns meses se passaram e os gêmeos de Maria e Estevão com três meses, e eram as coisas mais fofas que poderiam ter, eram os mais mimados que existe.

Os avós e a mãe de Estevão e Melina já foram embora há uma semana, pois tinham suas vidas no Brasil, mesmo querendo ficar perto dos netos e bisnetos, mas prometeram que voltam assim que puder.

Eles estavam no quarto dos pequenos, Maria tinha acabado de amamenta-los e agora eles estavam dormindo, e os pais babões só de olho neles dois.

— eu nem acredito que eles já estão com três meses e são as coisas mais lindas que eu já vi_ comenta Maria.

— nem eu Maria, é impossível olhar pra eles e não lembrar que esses dois são fruto de um amor lindo, o amor mais puro e sincero que eu já senti por alguém_ diz ele abraçando a esposa.

— eu me sinto da mesma forma, porque você é o homem que eu mais amei em minha vida, e os nossos bebês são a prova disso, te amo e te agradeço por fazer parte da minha vida e realizar meu maior sonho, que era o de ser mãe_ ele sorri e dá um beijo nela.

— eu não vejo a hora de vê eles dois falando e correndo por ai, a minha princesinha é linda, acho que já vou começar a procurar um colégio interno pra coloca-la.

— nem pensar nisso Estevão, a Estrela vai fazer tudo o que tiver vontade, eu vou ensina-la a se divertir, mas claro dentro das responsabilidades.

— mais ela é a minha princesinha, e eu não quero imagina-la ela namorando, ela é meu bebezinho, e não estou pronto para essa fase, eu prefiro que ela fique virgem por muito, muito tempo.

— eu não, eu quero que ela seja feliz e eu vou dá todo apoio a ela, e eu vou ensina-la tudo sobre sexo, sexo com segurança, e não há nada mais prazeroso do que fazer amor com quem à gente ama.

— então, eu vou ensinar ao Heitor a ser como eu_ diz sorrindo.

— não, meu bebê vai tratar as mulheres como uma princesa.

— assim como eu trato você _ mais uma vez ele a beija, e ela sorrir pra ele, eles ficam ali mais um pouco vendo os filhos dormindo juntos, mas logo eles saem do quarto e descem as escadas.

E encontram Melina e Daniel abraçados.

— então, aqueles fofos já dormiram?

— sim Mel, eles tomaram banho, mamaram e já estão dormindo.

— eu não acredito que eu sou tia de duas coisas super. Fofas, eu não me canso de babar por eles.

— está na hora de ter seus filhos Mel, meus bebês precisam de primos.

— estamos praticando isso Maria_ diz Daniel sorrindo e dando um beijo em Melina, ela apenas sorri para o namorado e Estevão fecha a cara para a cena, imaginar sua irmã tendo relações seria como imaginar sua filhinha nessas situações.

—eu prefiro que vocês esperem diz Estevão sério.

— qual é Estevão_ diz Daniel sorrindo, Estevão não fala mais nada, apenas vai se sentar ao lado da esposa, e ela deita a cabeça no ombro dele, que começa a mexer em seu cabelo.

— nós vamos ter nossos filhos mas no momento certo amor_ diz Melina beijando Daniel, que após isso, começa a mexer em sua mão.

....

Não muito longe dali

Ana Rosa estava em sua cela, conversando com outras detentas.

— então, está tudo certo?_ ela pergunta a uma mulher tatuada que estava fumando um cigarro.

— claro que sim patricinha, tudo certo, e na hora certa vamos agir.

— perfeito, não vejo a hora de me vingar de todos que me colocaram nesse inferno, a começar pela vadia da Maria, e depois a minha amável irmãzinha.

— e o que tu pensa em fazer?

— com a vadia da Maria, vou pegar aqueles bastardos, que ela teve com o meu estevão, eu nunca vou perdoar ela, por me tirar o meu amor, aqueles pirralhos deveriam ser meus, não dela, e com a minha adorável irmã, ela vai me pagar, a puta estava tendo um caso com um homem casado, o desgraçado que me prendeu, que vaca.

— com uma irmã dessa, tu tá feita patricinha.

— mais ela me paga, e eu dei um jeito de entregar as fotos para a mulher do cara, mais isso não é suficiente, eu quero mias, ela acabou com a minha vida e eu vou acabar com a vida delas e depois recuperar o meu homem.

— isso ai, mas pra isso dá certo não pode ter erro aqui dentro.

— eu sei.

Elas ficam planejando os detalhes finais da fuga, e assim as horas se passam, até que chega o momento de executar o plano, e assim elas fazem, enquanto distraem as carcereiras, Ana Rosa e outras detentas fogem por um túnel que elas fizeram, após alguns minutos, já estão no lado de fora e começam a correr, após se afastarem.

—agora patricinha, é cada uma por si.

— eu sei, e obrigada pela ajuda, eu agora vou para um esconderijo porque amanhã eu já quero colocar meu plano em ação.

— boa sorte_ dizem outras detentas e cada uma vai para um canto.

E Ana Rosa vai para um lugar que ninguém iria procura-la, e deita no colchão sorrindo ao pensar que está perto de se vingar de Maria, e assim ela dorme.

Dia seguinte.

O dia amanhece meio nublado, e Maria está cuidando dos seus filhos, quando sente um aperto em seu coração.

— está tudo bem Maria?

— eu estou angustiada Mel, não sei explicar direito.

— vai pra lá Maria, todas as vezes que você fica assim alguma coisa acontece.

— eu estou com medo Mel.

— não fica assim, você vai ver que não vai ser nada, agora vai amamentar essa delicia_ diz ela enquanto está segurando Heitor em seu braço, e o menino já esta impaciente, Maria pega o filho e abaixa o vestido, e o pega o seio da mãe, sugando forte, enquanto Melina brinca com Estrela.

Nesse momento Estevão entra no quarto, vai ate Maria e lhe d[a um selinho, enquanto dá um beijo na testa da irmã pegando afilha em seguida dá um beijo na testa da filha.

— e você minha princesa, acordou tão cedo.

— mais é bobo mesmo_ diz Melina sorrindo do irmão que fica todo bobo quando está com os filhos.

— o papai é bobo mesmo não é minha princesa linda_ diz fazendo graça para a filha, enquanto Maria amamenta o filho.

Eles ficam ali no quarto por mais um tempo, até Maria termina de amamentar Heitor, o coloca pra arrotar e saem do quarto com os filhos, descem pra tomar café da manhã.

Enquanto isso Ana Rosa acorda disposta a colocar seu plano em pratica, e pra isso vai para o condomínio onde Estevão mora, a espera do momento certo para atacar.

Já na casa de Maria e Estevão.

— eu vou até a praça levar eles pra passear­_ diz Maria tentando ignorar a sensação estranha que está sentindo.

—claro amor, vai com cuidado_ diz ele colocando os filhos no carrinho, e dá um beijo em Maria, que se despede dele e de Melina e pega as bolsas dos filhos e sai, anda um pouco e logo chega até a pracinha, se senta e a sensação ruim só aumenta, ela então pega Heitor no colo, mas não vê que está sendo observada.

Ana Rosa dá um sorriso diabólico.

— é agora, você me paga sua vadia_ então vai até Maria e por trás fala_ me entrega o pirralho agora.

Maria nesse momento gela e começa a tremer.

— ANDA, PASSA O PIRRALHO.

— meu filho não sua louca_ diz ao reconhecer Ana Rosa que estava fora de si, então avança em Maria e pega Heitor de seus braços empurrando Maria que cai sentada no banco, aproveita isso e sai correndo.

— SOCORRO, SOCORRO, PEGUEM ELA_ grita Maria desesperada, e algumas pessoas até tentaram pegar Ana Rosa, mas ela já estava com tudo planejado e conseguiu fugir, deixando uma Maria desolada pra trás.