O Acampamento - Uma Ultima Vez
14 Capitulo XIII - A Piora
Tinha se passado alguns dias e estava esgotando o prazo para que aqueles que tivessem sido atingidos pela magia, decidissem se iriam ser tornar sobrenaturais, vampiros e lobos, ou se iriam se deixar morrer. Uma coisa era certa, ninguém iria se deixar morrer, e o Léo estava se preparando para o pior.
— A verdade é que não sei o que fazer. — falou o Léo no centro médico com o Gustavo.
Gustava não tinha acordado, algo estava impedindo que ele recobrasse a consciência. O que tinha forçado a transferência dele para um hospital. Os pais de Léo e a mãe do Gustavo, não sabiam o que realmente eles estavam passando. O pai do Léo, assim como tinha prometido, iria pagar todo o tratamento do Gustavo. Eles só não sabiam que agora ele era um lobo e isso que estava fazendo com que ele piorasse cada vez mais.
― Ele está piorando, não é? — perguntou o Henry entrando na sala onde o Gustavo estava.
― Sim, irão transferir ele amanhã, e hoje é a última noite de lua cheia, tenho que arrumar um jeito de resolver isso tudo.
Nesse momento, o Leonardo entrou na sala correndo.
― Estão tentando matar uns aos outros na clareira próximo a cachoeira. — falou ele.
Léo e Henry começaram a correr em direção a clareira e o Leonardo logo atras. ele sabia que cedo ou tarde isso iria acontecer. Portanto, já estava preparado para fazer o que tinha que fazer. Ele continuava correndo pela trilha quando ouviu som de pequenas explosões e rosnados.
Chegando no local ele via os bruxos tentando se defender das pessoas que estavam famintas por sangue e os raivosos prestes a transformar em lobos.
― Parem com isso, o que vocês pensam que estão fazendo? — falou o Léo.
― Eu simplesmente não quero morrer, eu preciso matar minha fome e virar o que eu tenho que virar. — falou um garoto com as presas pra fora.
― Eu preciso sanar esse desejo incontrolável de matar alguém. — falou um com garras pra fora.
― Todos aqui estamos juntos pra passar por isso, iremos pensar em alguma coisa, mas não podemos matar uns aos outros. — falou o Léo.
― Você fala isso porque você não virou nenhum vampiro, ou lobo né? Você ficou com a parte fácil do sobrenatural — falou outro.
― Você acha que é fácil pra mim? Acha que eu queria isso? — perguntou o Léo.
― Talvez você quisesse né? — falou o Vinicius se aproximando.
― Do que você está falando? — Léo perguntou pra ele.
― Isso não é bom — Sussurrou o Henry para o Leonardo.
― O Léo não lembra dele, não é? — perguntou o Leonardo para o Henry.
― Não, de nadinha. Efeito da magia que ele mesmo usou para esquecer tudo que rolou entre eles dois.
― Foi tão fácil pra voe esquecer quem eu sou, não é mesmo Leo? — falou o Vinicius se aproximando dele e criando uma bola de fogo na mão.
― Como assim esquecer? — perguntou o Leo.
― As diversas vezes que a gente passou a tarde no mirante, somente eu e você. A porra da nossa transa na gruta, isso pra você foi fácil esquecer, deixar pra lá como se nada tivesse acontecendo. Foi fácil, não é? — perguntou o Vinicius novamente.
― Eu não sei do que você está falando, nunca estive com você no mirante, muito menos transei com você. — falou o Léo.
― Acho que o Gustavo foi bem melhor do que você não é mesmo? — falou o Henry — Já que pelo menos a transa entre eles dois o Léo com certeza lembra.
― Henry? — falou o Léo. — O que você está fazendo?
― Convenhamos não é Vinicius. Você foi um péssimo amigo, um péssimo ficante, talvez só ficou com ele porque queria algo em troca, e quando conseguiu você simplesmente fugiu. — falou o Henry — E você não tem nem o direito de vim cobrar isso dele, o que você fez mesmo pra retribuir todo o amor que ele tinha por ti? foi transar com outro, e ainda quer julgar ele ter escolhido esquecer o garoto toxico que você foi na vida dele? Você não merece o que ele tentou fazer por você.
Ao ouvir isso, o Vinicius lançou algumas bolas de fodo no Henry, que simplesmente absorveu elas com a mão.
― Você acha mesmo que isso iria me atingir? — falou o Henry.
Nesse momento todos que estavam tentando se matar, pararam para assistir p show.
― Acho melhor vocês dois pararem ou podem acabar se matando. — falou o Léo.
― Você acha mesmo que essa merdinha tem poder suficiente para me matar? — falou o Henry — Eu o odeio por tudo que ele fez com você.
― Aliás, eu estou aqui me perguntando, que você é pra ter que defender ele assim? — perguntou o Vinicius — Outro com quem ele deve estar transando?
Léo simplesmente olhou para o Vinicius e as mãos dele começaram a cintilar.
― O que você disse? — falou o Léo caminhando lentamente até o Vinicius. — Repete o que você disse.
― Isso mesmo que você ouviu, deve ser outro que você estar transando, porque parece ser desesperado por isso. acho que...
Vinicius não conseguiu falar mais nada, apenas sentiu uma pancada invisível atingir o estômago dele que o fez voar até uma arvore.
― Você não tem o direito de falar assim comigo, eu nunca transei com você, nunca transei com ele, e mesmo se isso tivesse acontecendo, você não é ninguém pra falar isso de mim. — falou o Léo o pegando pela camisa e o jogando no chão. — Eles são meus amigos, o Henry tem me ajudado desde que chegou aqui, ele tem feito tudo o possível pra ajudar todo mundo e você não tem esse direito. — Leonardo jogou mais uma lufada de vento nele, o prendendo no chão. — E pelo que ele está falando e se isso realmente for verdade, você que é o toxico daqui você que é a vadia da história, então lave sua boca antes de falar qualquer coisa de mim, ou de qualquer um dos meus amigos.
Léo levantou uma roxa enorme e a colocou uns três metros acima do Vinicius que estava deitado no chão. Léo soltou a rocha com toda força encima dele, e se a pedra atingisse o garoto, seria morte certa. Mas antes de atingi-lo, a pedra parou, mas não por vontade do Léo, ele tentava com todas as forças fazer com que a pedra o esmagasse.
― Não Léo, você não é assim, você não pode fazer isso. — falou o Henry segurando a rocha com os poderes dele.
Léo olhou para ele e para todos que estavam vendo, jogou a roxa ao longe e olhou para todos novamente.
― É isso que vai acontecer se algum de vocês machucar uns aos outros. — Léo sacudiu a mão e uma luz branca surgiu na testa de todos e sumiu.
― Vocês estão marcados, se algum assassinar alguém até eu resolver toda essa bagunça, a cabeça de vocês irá estourar, então saiam daqui, continuem o dia de vocês, controlem essa vontade que até a noite eu resolvo tudo isso. — falou o Léo para todos e depois olhou para o Henry — Vamos, temos trabalho a fazer.
Os três saíram dali. Léo foi até o centro médico verificar como estava a situação do Gustavo e descobriu que ele estava piorando cada vez mais rápido, e no ritmo que as coisas estavam indo, ele poderia não passar de 24 horas.
― Me encontra a noite na gruta — falou o Henry. — Vamos acabar logo com isso.
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