O Acampamento - Uma Ultima Vez
13 Capitulo XII - Ataques
O Gustavo avançou sobre eles, e logo o Léo achou que todos ali iriam morrer sendo devorados por um lobo. Lobo esse que era o seu melhor amigo. Mas foi que então algo aconteceu.
— Gustavo, chega. – falou o Henry.
O corpo do lobo flutuou no ar, tentou andar, mas as patas não estavam no chão. Ele rosnou mais rápido e mais forte.
— Durma. – falou o Henry.
Imediatamente o lobo começou a parar de tentar se soltar do feitiço do Henry, e caiu no sono rapidamente. O corpo do lobo foi se desfazendo e voltando para o corpo humano do Gustavo. Léo correu pra perto dele e o pegou no colo. Ele estava inconsciente. Então todos voltaram com ele até a cabine onde todos estava alojado.
Gustavo só foi acordar no dia seguinte, todos já estavam acordados e ficaram olhando-o levantar lentamente.
Minha cabeça parece que vai explodir – falou ele colocando a mão na cabeça e olhando ao redor.
Todos estavam olhando atentamente para ele.
— Porque vocês estão me olhando assim? – perguntou ele.
— Você não se lembra de nada que aconteceu ontem? – perguntou o Léo.
— Eu só lembro que a gente estava lá naquele lugar, e de repente... – ele parou de falar por alguns segundos – Meu deus, eu virei um lobisomem. – falou ele com cara assustada.
— Sim, exatamente, não é esse o nome ideal, mas é quase isso. – falou o Henry.
— Eu tentei atacar vocês. – falou ele ficando com um semblante triste.
— Você não tem culpa. – falou o Henry. – Ainda não consegue controlar o ser dentro de você.
— Eu não quero isso pra mim. – falou o Gustavo.
— Por isso temos que tentar desfazer isso. – falou o Léo.
— Henry, você é o que mais sabe sobre magia aqui, o que mais domina ela dignamente, fala que existe uma forma de reverter isso. – falou o Gustavo.
— Eu queria poder dizer que sim, mas desconheço alguma forma que possa fazer isso acabar. – falou o Henry.
Mas algo nele fez o Léo pensar que estava mentindo. Porem o Léo decidiu ficar calado no momento. Depois de alguns minutos o rosto do Gustavo ficou pálido, e ele foi de encontro a cama novamente, desmaiou.
— Gustavo? – falou o Leonardo chegando perto dele e tocando a testa dele – Ele está ardendo de febre.
— Como assim? – Léo se aproximou.
— Por acaso o Gustavo tem algum histórico de doença na família? – perguntou o Henry.
— Sim, ele tem uma doença. – falou o Léo.
— Isso não é bom. – falou o Henry.
— Porque isso não é bom? – perguntou o Léo.
— O Sobrenatural dele e a doença estão se conflitando, se a doença dele for algo autoimune, ele corre um grande risco de não sobreviver à essa batalha dentro dele.
Depois de um tempo o Gustavo foi levado ao centro médico do acampamento, e permaneceu dormindo pro algum tempo. Enquanto isso os garotos se reuniram no mirante do lago.
— Se isso não for revertido ele corre risco de morrer, não é? – perguntou o Léo para o Henry.
— Não vou mentir, tem sim.
— Eu preciso achar um jeito de reverter isso imediatamente. – falou o Leonardo.
Sem aviso e sem perceberem, eles ouviram um gemido de dor vindo do Leonardo, quando viraram para ele, viram o Ruan com duas presas no pescoço do Leonardo.
— Ruan, para. – gritou o Léo vendo o outro Leonardo desmaiar.
Ruan percebeu o que tinha acabado de fazer e soltou as presas do pescoço do Leonardo, fazendo assim escorrer uma quantidade de sangue.
— Desculpa, eu não sei o que deu em mim. – falou o Ruan se levantando e correndo deles.
Léo correu até o Leonardo desmaiado e o colocou no colo.
— Ele não pode morrer. – falou o Léo.
— Coloca sua mão no pescoço dele. – falou o Henry- se concentra, usa sua magia para curar o ferimento no pescoço dele, isso não vai fazê-lo virar vampiro, mas ele perdeu uma boa quantidade de sangue.
— Eu não sei como fazer isso. — Falou o Léo.
— Sabe sim, fecha os olhos e se concentra na minha voz.
Léo fechou os olhos e ficou ouvindo a voz do Henry.
— Agora imagina uma pequena luz saindo da sua mão. Imagina que essa luz é o que ele precisa, é o que vai salvar a vida dele. Respira profundamente e só imagina que isso está fazendo o ferimento dele se fechar, que o sangue dele está voltando pouco a pouco para o corpo dele. — Henry parou de falar por uns segundos. – Agora pode abrir os olhos.
Léo abriu os olhos e o ferimento no pescoço do Leonardo tinha sumido, ele voltava a consciência lentamente.
― O Ruan, ele não tem culpa – falou o Leonardo.
— Sabemos disso – disse o Léo.
— Se a gente não fizer nada, isso irá virar um banho de sangue. – falou o Leonardo. – Imagina os vampiros e lobos tentando atacar os outros.
— Não posso deixar isso acontecer. – falou o Léo. Preciso pensar em alguma coisa.
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