O Acampamento - Uma Ultima Vez
11 Capitulo X - Perdido no Paraíso
— Vamos, vou te levar até seu dormitório, e ele não vai te incomodar mais.
Falou o Léo segurando a mão dele, o que deixou o garoto corado, porem seguiu o Leo.
— Pelo o que sei, você fica no dormitório 8 né? – Perguntou o Léo.
— Você sabe o dormitório de cada campista? – Perguntou o Ruan.
— Como sou o responsável por aqui, então sim, é meio que meu dever saber onde cada um está. – Falou o Léo sorrindo – Mas pelo que eu percebi, ele também está no seu dormitório.
— Infelizmente sim. – Falou o Ruan.
— Vem comigo. – Falou o Léo puxando o garoto até o escritório.
Chegando lá, Léo começou a vasculhar uma das gavetas que ficava na pequena escrivaninha. Até encontrar uma chave.
— Bingo. – Falou ele alegre.
— O que é isso? – Perguntou o Ruan.
— A solução para os nossos problemas. – Falou o Léo – Me segue.
Os dois saíram do escritório e seguiram em uma direção um pouco afastada dos dormitórios, chegaram em uma construção próxima a quadra de esportes, Leonardo abriu a porta com a chave e entrou, logo em seguida o Ruan. Era uma espécie de dormitório, porem maior e com 6 lugares para dormir.
— Pelo o que eu li, os dormitórios não são apenas para 4 pessoas? – Perguntou o Ruan.
— Sim, mas esse é um a parte que eu lembrei que existia. Esse daqui nunca soube para o que servia e como não tem nenhum outro dormitório vago para a gente ficar, então esse vai servir, é bom que eu já resolvo a situação do Henry também. Agora que alguns adquiriram magia e poderão ver ele.
— Quem é Henry? E como assim magia? – Perguntou o Ruan.
— É uma história longa, mas te conto tudo depois. Nesse daqui vai ficar o Henry, o Gustavo, eu e você. Você vai amar eles dois. – Falou o Léo.
— Porque você está fazendo isso por mim? Eu que criei essa situação, não queria que você se preocupasse.
— Meu bem, é meu dever fazer com que todos se sintam bem aqui. Então não se preocupa. Vamos no seu dormitório, pegar suas coisas, depois vamos fazer uma limpeza aqui, pois está muito empoeirado. – Falou o Leonardo.
Os dois seguiram primeiro para o antigo dormitório do Ruan, chegando lá o garoto que cometeu assedio com o Ruan, estava no local, mas não falou nada, apenas observou o Ruan retirar as coisas e sair. Em seguida os dois foram até o dormitório do Léo, onde estava o Henry, Leonardo e Gustavo conversando. O Ruan levou um susto ao ver o outro Leonardo.
— Irei te explicar tudo, mas antes vamos arrumar aquela bagunça. – Falou o Léo. – E vocês três, nos sigam, por favor. E peguem todos os seus pertences e venham comigo, no caso só o Gustavo tem pertences. O Henry apareceu do nada, e o Leonardo chegou aqui com uma mão na frente e outra atrás.
— Léo, você está bem? – Perguntou o outro Leonardo.
— Claro, nunca estive tão bem, mas porque a pergunta? – Perguntou o Léo.
— Nada não. – Falou o Leonardo.
Os cinco garotos seguiram até a instalação maior e chegando lá começaram a limpar as coisas. Não demorou muito e tudo estava como se fosse novo. Cada um sentou em uma cama e ficaram se olhando.
— Eu sei quem você é. – falou o Henry olhando para o Ruan – Seu nome é Ruan, correto?
— Sim, mas como você sabe? – Perguntou ele.
— O Henry sabe de muita coisa e não quer nos dizer o motivo, e acho melhor a gente nem saber mesmo.
— E o fato de você poder me ver, só mostra que você também foi atingido. – Falou o Henry.
— Ele também se tornou um sobrenatural? – Perguntou o Gustavo.
— O garoto deve estar sem entender nada, ele está me olhando de um jeito estranho. – Falou o Leonardo.
— É estranho ter duas pessoas iguais aqui, vocês são o que? Irmãos gêmeos? – Perguntou o Ruan.
— Isso. – Falou o Gustavo.
— Acho melhor a gente não mentir. Vamos dividir o mesmo teto durante o restante do verão, então é o seguinte. – Falou o Léo olhando para o Ruan. – Esse outro Leonardo que você está vendo, ele veio de um universo paralelo, na noite da Lua de Prata, que foi um fenômeno que lançou uma magia antiga sobre a gente, uma espécie de buraco de minhoca, ou interdimensional, não sabemos, trouxe o Leonardo até aqui. Ele na verdade é filho de um Deus, tipo aqueles deuses gregos que a gente via em Percy Jackson, ele é filho da Deusa Hécate. Tem um filho de Zeus que está revoltado e querendo matar todos os semideuses, e por força do destino, ou algo assim, ele veio parar aqui bem no meio do fenômeno e provavelmente adquiriu mais magia do que ele já tinha. E sobre o fenômeno, a gente ainda está tentando entender o que é, e como essa magia vai nos afetar.
— Deve ser muita informação para processar, mas aos poucos você irá entender – Falou o Henry.
— E o Henry apareceu para mim um dia antes desse fenômeno, somente eu podia ver ele, mas depois disso, muita gente está conseguindo ver ele, como ele tá ligado diretamente a essa magia, os que podem ver ele, se tornaram sobrenaturais. – Falou o Léo.
— Que podem desenvolver seus poderes a qualquer momento e isso pode se tornar um caos. – Falou o Henry.
— Temos que procurar um jeito de conter essas pessoas, pelo menos tentar identificar quem está com magia ou não, explicar tudo para eles e conscientizar que agora eles não são mais pessoas normais. – Falou o Gustavo.
— Isso é muita loucura... – falou o Ruan – Amei.
— Eu sei como a gente pode fazer isso. – Falou o Henry.
Em seguida ele fez um movimento de mão e acabou fazendo aparecer um livro em suas mãos, onde na capa estava escrito "Família Facchini", o que levou a curiosidade do Léo.
— Porque esse livro tem o sobrenome da minha família. – Perguntou ele.
— É uma história longa, mas você vai descobrir aos poucos. – Falou o Henry – Nesse livro tem cada tipo de feitiço que você poderá precisar, e temos um aqui que pode fazer algum lugar de farol, onde irá chamar todos os sobrenaturais do acampamento para lá. Assim poderemos então saber quem tem magia e quem não tem. Fazer com que eles aprendam os poderes e por fim sabermos quais espécies estamos lidando.
— Como assim espécies? – Perguntou o Ruan.
— Se são bruxos, vampiros, lobos, etc., existem muitas espécies de sobrenaturais, cada um mais perigoso que o outro, caso usem os poderes para coisas não benéficas.
— Faremos o seguinte, eu e o Henry ficaremos responsáveis por achar o local adequado – falou o Gustavo – E os demais ficam planejando como iremos fazer com que nenhum deles tentem usar os poderes para o mal. E vocês podem aproveitar esse pequeno tempo e ensinar ao Leonardo o que ele precisa para conseguir derrotar o semideus babaca do mundo dele.
— Okay. – Falou o Léo.
— Na verdade eu quero ir com vocês, acho que o Léo e o Ruan têm que ter mais um tempinho juntos para conversar. – Falou o Leonardo.
— Como assim? – Leo e Ruan falaram ao mesmo tempo.
— Ótima ideia – falou o Henry. – Se cuidem crianças. Logo voltaremos.
Ruan e o Leo ficaram um olhando para o outro sem entender o que estava se passando.
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