O Acampamento - Uma Ultima Vez

6 Capitulo V - Sem Mentiras


— Assim que eu gosto, vida. – falou o Vinícius beijando o Léo, e enquanto o beijo rolava, ele aproveitou e fez o que tinha que ser feito.

Ele soltou uma arfada baixa, no ouvido do Léo, enquanto se acostumava com a sensação, que logo foi passando e o prazer tomando conta.

— Ainda bem que não doeu. – falou ele.

— Qualquer coisa é só você parar, eu não ligo. O importante é você se sentir confortável.

Leonardo falou segurando na cintura dele, e levantou o corpo pra mais perto do dele, abraçando a cintura enquanto o outro garoto estaria sentado no colo dele.

— Se tem uma coisa que não vou fazer, é pedir pra você parar. – Sorriu ele – Sou um animal humano que não desiste na metade das coisas.

Após falar isso, Leonardo sentiu Vinícius se mover, foi então que Léo segurou mais firme na cintura do garoto, ajudando ele a se mover com cuidado, pelo menos no começo, porque depois a coisa ficou mais intensa.

Eles sentiam uma sensação maior que quando fizeram com outras pessoas. Leonardo se sentia conectado com Vinícius. Talvez o baseado estivesse ajudando um pouco a amplificar as sensações que os dois estavam sentido a cada vez que o Vinícius se movia acima do Léo.

Leonardo pegou no cabelo dele e deu uma puxada fazendo com que Vinícius deixasse o pescoço a mostra. Leonardo aproveitou e começou a beijar naquela região, o que aumentou mais ainda a intensidade dos gemidos baixos que Vinícius soltava.

Enquanto isso, Leonardo foi até o membro do Vinícius e começou a ajudá-lo.

— Juntos... – falou ele no ouvido do Vinícius.

— C-como quiser...

Depois de algum tempo, enquanto os dois aproveitavam esse momento juntos. Cada beijo, cada subida e descida. O prazer ia aumentando e chegando ao seu ápice...

— Acho que eu vou... – falou o Léo.

— Então não para, pois eu também.

Eles então se beijaram mais uma vez, porém ao chegar ao seu limite, atingindo o ápice do prazer, Leonardo soltou um sussurro no ouvido do Vinícius, que não deu pra identificar o que era, mas o outro garoto tinha entendido o que era, e os dois chegaram onde queriam, juntos.

Aos poucos os movimentos foram se acalmando. Leonardo começou a olhar para Vinícius de uma forma satisfatória.

— Isso foi melhor do que eu imaginava... Espero não ser a única durante esses dois meses – falou o Vinícius.

— Na próxima a gente inverte. – Sorriu o Léo.

Os dois ficaram abraçados por algum tempo. Mas depois Leonardo olhou pra ele.

— Que tal um banho de cachoeira?

— Topo...

— Porém levanta devagar, se não percebeu, ainda está aí... – Léo sorriu com vergonha.

Vinícius levantou aos poucos e depois os dois foram para a beirada da cachoeira. E desceram até a queda d'água. Entraram lentamente e ficaram ali por algum tempo.

— Vamos mais pro fundo? Quero me sentir flutuando... – falou o Vinícius.

— Eu até iria, mas eu não sei nadar... – falou o Léo com vergonha.

— Você não sabe nadar? – falou ele se aproximando – Não tem problema, a gente fica por aqui mesmo.

Vinicius passou os braços pelos ombros do Léo, e deu um beijo. Léo por sua vez segurou na cintura dele e retribuiu. Depois do banho os dois subiram para a caverna novamente. Ficaram olhando para a lua até secarem naturalmente e foram dormir, um abraçado no outro.

Três dias tinham se passado desde que tudo tinha acontecido. Leonardo estava sentado novamente no mirante, planejando algo para que o acampamento tivesse um agito. Foi então que ele pensou em uma competição. Tinha a quadra de esportes e ele poderia fazer isso lá. Teria equipe de basquete, Vôlei e futebol. Tanto feminino quanto masculino. Ele tinha marcado para uns três dias próximos. Enquanto ele estava finalizando os últimos detalhes, uma garota chegou e sentou ao lado dele.

— A última vez que a gente conversou foi no refeitório. O que andou fazendo esse tempo todo? – perguntou a Samantha.

— Nada demais. Só tô organizando uma competição, pra ver se anima um pouco mais isso daqui. Já tem quase três semanas que tá todo mundo aqui e não fiz nada de atrativo. Eles só fazem as mesmas coisas de sempre. Trilha, cachoeiras e afins.

— Isso é uma boa ideia. Você joga algum esporte? – perguntou ela.

— Ah, sei um pouco de vôlei, futebol e até basquete. – respondeu ele.

— Ouvir falar de esportes? – perguntou o Vinícius sentando-se ao lado do Léo.

— É, estou criando uma espécie de competição pra animar.

— Você é o garoto que estava ontem com o Felipe na cabine dele? – perguntou a Samantha.

— Ah, sou eu sim. – respondeu o Vinícius um tanto com vergonha.

— Eu sou a Samantha. – falou ela. – O Felipe andou falando de você.

Nesse exato momento, o Léo sentiu alguma coisa estranha, mas permaneceu calado por alguns segundos. Apenas ouvindo o que eles estavam conversando.

— O que ele andou falando de mim? – perguntou o Vinícius.

— Nada demais... – sorriu ela maliciosamente.

— Okay né. – respondeu o Vini – Então vida, você está bem? – perguntou ele para o Léo.

— Estou.

— Pera, vida? – perguntou a Samantha – Vocês são namorados?

— Não. – respondeu o Léo. – Somente uma forma de tratamento entre nós dois. Eu vou ter que ir. Até mais. – Ele se levantou e começou a andar.

— Espera! – falou o Vini, mas o Leonardo apenas continuou a andar.

Léo saiu andando e deixou os dois conversando, ele não entendia muito o que estava acontecendo com ele nesse momento. Ele nunca antes sentiu essa vontade de sair de perto do Vinícius e isso deixou ele um pouco pensativo. Chegando na cabine o Gustavo estava jogando vídeo game. Mas olhou pro Léo e percebeu ele estranho.

— Você está bem Léo? — perguntou ele.

— Não, você não está bem. O que aconteceu?

Leonardo apenas deitou na cama, ficou olhando para o teto.

— Sei lá, eu me senti estranho em saber que o Vinícius tá saindo com outro. Tinha três dias que eu não o via. E eu não sei o que aconteceu comigo. – falou o Léo.

— Eu sabia... – respondeu o Gustavo – Você está apaixonado por ele.

— Não, claro que não. Eu sempre tive esses lances em outros acampamentos, e nunca levei a sério. Tanto que namorado eu sempre tive de fora daqui.

— Léo, entenda uma coisa, a gente não manda no coração, se por acaso você está apaixonado por ele, você não tem culpa. Pode ser que seja a primeira vez que você se apaixona por um campista. Talvez porque ele tenha algo que os outros não tinham.

— Não acho isso. Até porque, assim como ele, eu transei com os outros também. Então, estava tudo indo conforme foi das outras vezes. – respondeu o Léo.

— Você é safado hein. – falou o Gustavo rindo – Brincadeira, até porque você tem que aproveitar a vida mesmo. Aproveitar os momentos. É o universo tentando fazer você ser feliz finalmente com alguém. Porque pelo o que você me contou da sua vida, você nunca conseguiu ser feliz com seus antigos namorados. Foram todos amores falsos, todos eles sempre tinham interesse em alguma coisa. Até um te trocou pelo seu ex melhor amigo. É uma puta sacanagem o que todos fizeram. Sabe, você não tem culpa se todos os outros foram uns filhos da puta contigo. Pelo menos você sempre fez o que queria fazer, sempre amou eles, ajudou eles, mas se eles não te derem valor. A culpa não é sua, meu amigo. Olha só a pessoa incrível que você é. Sempre disposto a ajudar a todos. Sou prova disso, você me deixou ficar como campista, mesmo sem ter feito minha inscrição. Você não me trata com pena. Mesmo sabendo que eu estou morrendo. Você merece ser feliz, e se for com ele, que seja, vai na fé, ele parece ser uma pessoa boa.

— Não é questão disso. – respondeu o Léo – Ele não é do tipo de pessoa que quer algo sério. Porque se fosse, ele não teria ficado com outro. Pois a gente já estava ficando antes. Não tô com raiva dele, nada disso. Ele é solteiro, eu também. Eu só não entendo isso que eu estou sentindo.

— Ciúmes.

— Não, eu sei como é sentir ciúmes, e isso não é sentir ciúmes. – respondeu o Léo – Tá mais pra tristeza.

— Explique.

— Você já viu o Vinícius, você já viu o quanto ele é lindo. E eu nem chego aos pés dele. Eu não tenho muita coisa pra oferecer pra ele, e pra ninguém. Eu sou sensível, sou chato, as vezes um babaca que só fala besteira. Não tem porque ele querer ter algo comigo além do que a gente tem. E tá tudo bem. Eu amo estar ao lado dele, eu amo beijar ele, não importa se ele beija outros por aí. O que importa pra mim é o que eu e ele temos. Pode ser só atração física? Pode, mas o que eu tenho de atraente? Nada!

— Tem sim, você é uma pessoa de luz, seu sorriso é sincero. Você não consegue esconder a felicidade em seus olhos quando volta de um dia ao lado dele. E eu já tinha percebido isso antes. Mas se ele não quer ter nada sério, aproveite o que vocês têm. Temos só mais um mês e uma semana de acampamento. Depois disso vai cada um seguir o seu caminho, vida que segue.

Leonardo ficou pensativo por alguns instantes e depois resolveu sair. Foi caminhando sem destino. A noite já estava caindo quando ele se viu na direção do mirante. Viu de longe a Samantha saindo de lá, e o Vinícius continuou lá. Leonardo continuou andando e lentamente sentou em silêncio ao lado dele.

— Eu estou magoado contigo – falou o Vinícius – Eu não achei que você fosse ficar com ciúmes de mim por causa de outro garoto.

— Eu não fiquei com ciúmes, até porque você é solteiro. Já percebi que você não quer nada sério. Não sei se é somente comigo. Mas está tudo bem. Eu não ligo. Depois do acampamento isso tudo vai acabar mesmo, vai ser apenas mais um lance de verão pra mim.

— Tem certeza que isso não lhe afeta? – perguntou o Vinícius.

— Não, não me afeta! – falou o Léo, mas parecia que eram mentiras saindo da boca dele.

— Então me dá um beijinho? – falou o Vini olhando pra ele.

Leonardo apenas se aproximou dele e deu um selinho nele.

— Espero que isso não afete o nosso relacionamento, eu gosto de estar contigo, mas muita coisa que aconteceu na minha vida, me fizeram ser assim... Espero que entenda. – falou o Vini.

— Eu entendo sim, mas eu acho que você nunca teve alguém pra quem seguir, e talvez tenha seguido alguém errado no seu passado que possa ter deixado uma grande ferida. Eu admiro a forma que você quer fazer tudo em sua vida, e talvez seja isso que mantenha seus sentimentos guardados em uma garrafa, como aqueles de piratas jogados ao mar, e isso é bom, impede que as pessoas te magoem. Mas quem sabe um dia essa garrafa possa ancorar em meu litoral.

Vinicius ouviu, porém, ficou em silêncio.

— Eu não me importo de sua resposta seja um silencio, até porque eu não quero nenhuma resposta, como eu disse, é bom o que a gente tem, o que nós mantemos. Mas eu estarei aqui sempre que você precisar de mim. Quero apenas colocar um sorriso no rosto das pessoas, no seu rosto, e isso já me deixa feliz. Eu vejo muita coisa escondida dentro de você, e isso as vezes pode assustar. Talvez segredos que você não queira contar para ninguém. Eu só peço que enquanto quiser estar comigo, só não esconda as coisas, e não me conte mentiras, e tudo ficará bem.

— Okay, vida! – falou Vini com um sorriso bobo no rosto – Obrigado por essas palavras. – falou ele abraçando o Léo.