O Acampamento - Uma Ultima Vez
5 Capitulo IV - Tudo que eu Preciso
— Então, está disposto a pagar o preço? – perguntou Leonardo novamente.
— Só bora. – respondeu o Vinícius.
Leonardo deu mais um beijo no Vinícius e depois se levantou, pegando o garoto pela mão e o levando em direção a cabine. Chegando na cabine, o Gustavo estava dormindo. Leonardo foi até o seu estoque, pegou um colchão de dormir, e uma lanterna, mais pra uma espécie de lampião, porém mais tecnológica.
Vinicius o seguia sem saber o que o Léo estava fazendo. Só o seguiu em todos os lugares que ele ia, até mesmo o refeitório, de onde pegou alguns lanches e bebida e depois seguiram em direção a parte de trás do campus.
— Pra onde estamos indo? – perguntou Vinícius.
— Para o lugar onde eu sempre me refugiava quando não estava me sentindo bem. – falou ele.
— Não é perigoso não a gente sair do campus? – perguntou Vinícius.
— Você confia em mim? – Perguntou Leonardo.
— Sim. – respondeu o Vinícius.
— Então me segue. Porque peque me lembro, hoje é noite de lua cheia, vai estar mais bonito lá.
Os dois continuaram andando, Leonardo sempre na frente porque conhecia o caminho, mas Vinícius ia sempre atrás dele, por não saber para onde os dois estavam indo.
A noite caiu e o Léo acendeu a lamparina, que tinha um ótimo alcance. Continuaram andando por mais alguns minutos, até que chegaram em uma grande cachoeira.
Leonardo pegou na mão do Vinícius.
— Vem, toma cuidado porque as pedras são escorregadias – Falou o Léo orientando o Vinícius durante a decida.
Foi então que Leonardo entrou por uma pequena passagem por trás da queda d'água. E quando Vinícius deu por aí, estava atrás da queda d'água. Era como se fosse uma caverna, mas no local não tinha pedras no piso, mas sim areia, o que deixava tudo mais fácil de andar.
Diferente das pedras feias e gélidas, existia uma areia bem fofa e aquecida.
Depois de se acomodarem, Leonardo pegou o colchão e coloco no chão. Sentou-se no colchão e chamou o Vinícius para fazer o mesmo. O garoto sentou e ficou observando.
A luz da lua batia contra a água que caia, e criava uma feixes de luzes, que dançavam com a quantidade de água caindo. A água não caia perto dos garotos, o que deixava seguro para os dois.
— Como você sabe deste lugar? – perguntou o Vinícius.
— Quando eu era uma criança atentada, eu fugi uma vez do acampamento e encontrei esse lugar. É tão escondido que ninguém me achou, passei a noite inteira aqui. Desde então é meu lugar secreto.
— Quantas pessoas já trouxe aqui? – perguntou o Vinícius.
— As vezes penso que você me acha um pervertido. – falou o Léo rindo e se aproximando dele – Você é a primeira pessoa que conhece esse lugar.
Vinicius se virou para ele, se colocando entre as pernas do Léo. Dando um selinho nele.
— Bom, fiz o que você pediu, agora vamos fazer o que eu sugeri.
— Você sabe que isso é apenas uma parte do preço né? Não se faça de ingênuo. Só trouxe você pra cá, porque é um local mais seguro e onde ninguém poderá nos atrapalhar.
— Eu sei o que você tá pensando vida, mas quero testar chapado. – falou o Vinícius tirando o baseado do bolso – Quase que amassa tudo.
Ele pegou o isqueiro, colocou a ponta do baseado na boca e começou a acender. Parecia que a umidade da caverna estava atrapalhando um pouco, mas depois de muito tentar, ele conseguiu acender e deu as primeiras puxadas.
Depois foi a vez do Leonardo, como ele já tinha dito antes, não era a primeira vez que ele fazia aquilo, então para ele não seria nenhum problema. Se passaram alguns minutos e os dois ficaram apenas um olhando para o outro, até que o Vinícius soltou um sorriso.
— Será que o universo realmente fez isso acontecer? – falou ele
— O que o universo tem haver com isso? – perguntou o Léo.
— Porque o universo que manda em tudo, ele está em todo lugar e em tudo que a gente ver. – falou o Vinícius olhando pra cachoeira – Acho que foi ele que fez eu vim pra cá, encontrar você, porque você faz bem.
— O ser humano é estranho. – falou o Léo.
— O que é o ser humano? – perguntou o Vinícius – Ser humano é apenas mais um animal, um animal racional. É um animal estranho também, porém o único que se cobre de vestimentas, tem afeições uma diferente das outras, não é que nem os outros animais, tipo, cachorro, a afeições deles são todas iguais, já o ser humano é um animal evoluído. Mas um animal estranho.
Leonardo começou a rir da forma que o Vinícius estava olhando pra ele e falando.
— Tipo, todo animal anda em bando, nunca parou na rua pra observar o animal humano andando em bando? É bando que se fala? Manada? Rebanho? Monte... Deve ser monte, um monte de ser humano junto.
— O ser humano não é tão evoluído assim, eu acho. – falou o Léo.
— As vezes eu tento me colocar na mente dos animais, porque eu acho que eles pensam, só não conseguem se expressar porque não conseguem falar. Imagina que estranho seria um animal falando? Imagina um cachorro falando: e aí meu, cadê minha comida?
— Eu acho que eles possam se falar entre si, só não somos evoluídos o suficiente pra entender. – falou o Léo.
— Eu acho que nenhum animal se comunica entre si. Eles não são evoluídos a esse ponto. Só o animal chamado ser humano. Um animal estranho.
— Os golfinhos se comunicam telepaticamente. – falou o Léo.
— E daí? Mas eles podem fumar um baseado? Fumar um cigarro? Vestir roupa? Ou coisas assim? Não podem.
— Você tem um ponto. – respondeu Leonardo.
Leonardo deitou no colchão e ficou olhando para o teto da caverna, que estava sendo iluminada tanto pelo lugar, quanto pela lamparina que ele trouxe.
— Ai, as vezes você me dá raiva, eu falando e tu me deixa falando sozinho. – falou o Vinícius.
— Mas eu tô falando contigo, só deitei um pouco pra ficar te ouvindo.
Vinicius deitou ao lado dele, e em seguida o abraçou. Leonardo se virou para ele e o beijou lentamente, sentindo em seguida os braços do Vinícius irem até os seus ombros. O Léo por sua vez levou as mãos até a cintura do garoto, e o puxou pra perto. Foi nesse momento que sentiu algo encostar nele. Assim como Léo, o Vinícius também estava excitado.
— Você tá querendo o que eu tô pensando? – perguntou o Vinícius.
— Porque acha que te trouxe pra longe de tudo e de todos?
— Tem certeza? Aqui?
— Você não quer? – perguntou o Léo.
Os dois queriam, essa era a verdade, o efeito do baseado estava bom demais para eles não aproveitarem. Foi então que Vinícius deitou o Léo no colchão, e se colocou no colo dele, começando a beijar o pescoço dele. Lentamente Léo foi retirando a camisa do garoto, sentindo uma pequena ereção começar. Ele levantou um pouco seu corpo, deixando o outro ainda em seu colo, retirou rua camisa, e beijou o Vinícius.
Quando se deram por conta, os dois já estavam sem nenhuma peça de roupa, apenas corpo a corpo, um colado no outro. Leonardo desceu beijando o corpo do garoto até chegar onde ele queria.
— Está pronto? – falou ele com um sorriso malicioso.
— Sou todo seu, aproveite. – respondeu o Vinícius.
Foi então que Leonardo fez o que queria, colocou na boca lentamente, e logo ouviu um pequeno gemido saindo da boca do Vinícius, esse foi o estímulo para ele continuar, indo um pouco mais rápido, olhando para o Vinícius aos poucos.
Depois de um tempo, Vinícius pegou a cabeça do garoto e puxou pra cima, dando um beijo nele e em seguida o colocando deitado de volta no colchão. Ele fez o mesmo que o Léo, começou beijando o corpo dele desde o pescoço até a cintura, e sem demorar muito, colocou na boca começando se movimentar.
Dessa vez foi o Léo que começou a soltar alguns gemidos, e colocou a mão na cabeça do garoto e o ajudou. Indo um pouco mais rápido. Porém, antes mesmo de finalizar, Vinícius parou, olhou para o Léo e falou...
— Acho que por enquanto essa parte está boa, vamos para o próximo passo?
— A noite é só uma criança. Vamos fazer o que der pra fazer...
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