Não há outro amor para mim.

51 Arranjo uma solução para Emma.


Notas iniciais
Olá, amigas leitoras. Depois de alguns dias impossibilitada de escrever, estou de volta. Esse capítulo seria maior, mas como notei que em grande parte minhas leitoras preferem capítulos como esse aqui menores, dividi ele. Agora eu quero mandar um super obrigada à Allana pela recomendação. Eu sei que já te agradeci, mas faço de novo e repito que foi uma das melhores recomendações que recebi. Muito obrigada, meu bem. Nos encontramos nas notas finais. Façam uma boa leitura.


Escapamos da festa e voltamos para casa como duas criminosas fugindo da polícia. Se formos pensar que Lily contou tudo à imprensa, eles seriam os policiais atrás de nós, nos torturando com perguntas e flashes das maquinas fotográficas.

A primeira coisa que fiz ao entrar em casa foi buscar gelo para as mãos de Emma que estavam bem vermelhas por conta da violência que usou em Lily. O.k. sem exagerar, estavam mais vermelhas pelos tabefes que ela deu na cara dura daquela mulher do que violência propriamente dita. Emma me olhava enquanto eu segurava o gelo contra seu punho e naquele instante, eu quis saber de onde ela havia tirado tanta raiva para me defender.

— Emma, o que foi aquilo?

— Não podia deixar aquela mulher dizer aquelas coisas de você. — respondeu ela, tomando o gelo da minha mão para segurar ela mesma.

Fitei seu vestido e ele estava sujo, depois a observei melhor e seu rosto estava suado e os cabelos bagunçados atrás.

— Eu nunca vi você daquele jeito. Eu nunca te vi tão... tão agressiva. — falei, com os olhos esbugalhados, me lembrando da cena. Emma jogando Lily contra a parede, mais três bordoadas e dois tapas na cara. Queria não estar assustada, mas vim o caminho inteiro dirigindo, pensando na raiva de Emma. Por um momento, quis ser minha mulher, quis acabar com Lily também, mas eu não tinha forças, pelo menos não como a de Emma. — Mas você quer saber de uma coisa? Eu gostei.

Emma sorriu mais aliviada.

— Juro que se aquela mulher tivesse tocado em você eu matava ela.

— Como soube que Lily estava falando comigo no toalete?

— Bem, você saiu e um tempo depois ela também saiu. Eu tive uma sensação ruim e quis ir atrás de você. Escutei tudo, a conversa que tiveram e eu não podia admitir aquilo, eu não podia deixa-la sozinha naquele momento.

— Você apareceu tão de surpresa que eu me assustei, mas foi incrível. Você parecia a Mulher Maravilha.

Rimos de leve.

— Nem tanto, vai. Ela mereceu. Desde a hora em que Maleficent falou de você na mesa que não engoli aqueles olhares dela.

— Ela é uma idiota.

Emma largou a pedra de gelo e me abraçou com força.

— Fica tranquila, ela não vai mais te aborrecer, nunca mais.

— Ah, Emma, você se esquece que estávamos em uma festa importante. E se ela espalhar para a imprensa? Ela é esposa de um dos diretores de arte da emissora, o que uma simples repórter como eu pode fazer? — me agarrei à Swan, e no aperto percebi que ainda estava vestida com o paletó de Killian, meu amigo que nos ajudou a sair da festa. Por baixo, minha blusa estava rasgada.

— O problema é dela. Você não fez nada para provocá-la. Duvido que Maleficent não fique do seu lado quando souber o que houve de verdade. — ela deslizava uma das mãos sobre meus cabelos, tentando me acalmar.

— Você não entende, Emma. Eu agradeço muito o que fez por mim, mas não é assim que devíamos resolver o problema com Lily.

— E você preferia apanhar dela? Ela foi invejosa, mal caráter, inventou uma história ridícula sobre você e sua chefe. Desculpa, minha vida, eu não pude me conter.

— Eu sei. Mas e amanhã? O que vai acontecer? Que coisas essa moça pode ter dito ao marido dela, à Maleficent? O Killian nos disse que todo mundo que estava naquela festa podia espalhar a história.

— Regina, calma. — Emma, segurou meu rosto. — Se acontecer alguma coisa, vamos resolver. Já sofremos muito com especulações. Vamos esquecer isso por hoje, esquecer por amanhã também, não vamos atender ao telefone, não vamos falar sobre isso por enquanto. — disse ela, convicta. A ideia de Emma era boa, todavia, não foi o que aconteceu.

Voltei a me agarrar à minha mulher. Nós subimos para tirar as roupas de festa rasgadas e sujas e tomamos um novo banho antes de nos deitarmos. Joguei a camisa rasgada fora sentindo uma grande repulsa por tudo o que passei naquela noite. Como Emma havia sugerido, desliguei meu celular e o aparelho telefônico de casa para ninguém nos importunar. Custei a dormir mas, os carinhos que minha loira me fez nas costas, mesmo com o punho machucado, me ajudaram.

Acordei tarde no dia seguinte, era domingo, eu nem devia me preocupar. Não me lembro de ter bebido tanto na festa, mas minha cabeça estava prestes a explodir. Eu estava largada do meu lado da cama quando abri os olhos e senti algo molhar minha bochecha ligeiramente, era minha baba por ter ficado um bom tempo de boca aberta no sono.

Desci, ainda um pouco tonta, encontrando Emma de pé na porta da sala, segurando alguma coisa.

— Meu amor? — chamei.

— Bom dia, minha vida. — ela se assustou e escondeu rapidamente o jornal que percebi segurar.

— O que é isso? O que diz o jornal de hoje?

Ela suspirou, manteve a mão escondida atrás do corpo e sorriu, me beijando para disfarçar.

— Dormiu bem? Você se mexeu muito durante a noite. Achei que só fosse acordar depois do meio-dia. — disse, me olhando fixamente.

Notei que havia algo de errado.

— Emma, eu posso estar com sono ainda, mas eu sei que tem alguma coisa nesse jornal que você não quer me mostrar. — disse eu com a voz lenta, porém, certa.

Emma engoliu em seco.

— Não há nada aqui. O.k.?

— Me dá isso. — agarrei seu pulso direito e tomei por trás com alguma dificuldade o jornal da mão dela. Desamassei e li a notícia perto do cabeçalho na primeira página: Festa da MBC acaba em briga no toalete feminino. Pag 4. Abri o jornal e cheguei na Página 4 para ler o artigo inteiro. Haviam fotos da festa, em especial de Maleficent e por último um foto de Lily sendo amparada por alguém quando saiu do toalete depois da briga. No artigo diziam também que a festa tinha tudo para ser perfeita se não fosse o problema que ocorreu quase no final com Lily. O que eu mais temia descobri descendo a página com os olhos. Tinham conseguido nos fotografar saindo do teatro pelos fundos e o jornal acusava Emma de ter espancado a outra mulher. Não consegui ler até o final porque inventaram que Swan havia ficado com ciúmes de mim e foi tirar satisfações. Devolvi o jornal à Swan a olhando com muita impaciência.

— Eu sinto muito, meu amor. — Emma largou o jornal de lado.

— Meu Deus, Emma, meu Deus... — esfreguei o rosto.

Ela coçou os cabelos por trás e pensou.

— Às vezes eu penso se não teria sido melhor matá-la? — seu tom pareceu cômico.

— Nem pense nisso. — a olhei com medo. — Podia ter sido ainda pior.

— Do que tem medo? De perder o emprego ou dela querer se vingar de mim?

— Dessas coisas e principalmente da sua reputação, querida. — coloquei as mãos na cintura como eu fazia às vezes involuntariamente. — O que vai acontecer agora? Você ganha fama de mulher violenta e sua carreira acaba? Eu adorei que me defendesse, meu amor, mas você realmente quase matou a Lily, e se eu conheço o tipo de pessoa que ela é, você ficará bem encrencada com tudo o que ela inventar que aconteceu naquele banheiro.

Emma deu a volta e ficou na minha frente. Estava vestida com um moletom confortável da Adidas que tinha há muitos anos, colocou as mãos nos bolsos e meneou a cabeça.

— E tem mais uma coisa que nos esquecemos.

— O quê?

— Henry. Se a notícia se espalhar dessa forma não vamos conseguir adotá-lo.

Era verdade. Essa semana havia sido decisiva na questão da adoção, e chegamos a um acordo em adotar Henry. Pensando no que Emma disse, a situação em que Lily nos colocou poderia afetar o nosso pedido de adoção do garoto e aí teríamos mais problemas.

— Ah, meu Deus do céu. — lamentei, colocando a mão na cabeça e zanzando pela cozinha, sentindo ainda mais dor de cabeça. — Maldita Lily. — praguejei o nome daquela pessoa de novo. E tudo isso por conta de uma coisa que ela havia inventado sobre mim e Maleficent.

Pensando em Maleficent foi como mágica. A campainha da casa soou duas vezes rapidamente. Pongo correu para a porta e latiu fraco. Era alguém que ele não reconhecia.

— Quem será? — perguntou Emma, se dirigindo até a sala.

Fui atrás e quando minha esposa abriu a porta, Maleficent esperava.

— Olá. — disse. — Me perdoem o inconveniente de vir até a casa de vocês hoje, eu não quero atrapalhar nada.

— Imagina. Entre, por gentileza. — Emma cedeu espaço para minha chefe entrar e, ela como sempre elegante, agradeceu, me vendo ao passar para dentro. Vestia algo mais casual, calça jeans, um casaco esportivo e tênis de camurça – confesso ter uma queda tremenda pelas roupas que ela usa.

— Regina — falou de um jeito seco. Tive medo ao olhar para ela.

— Maleficent. — repliquei. Eu ainda estava com a roupa de dormir. A velha camisa do Whitesnake e um short curtíssimo que me deixava parecendo nua dali para baixo. Parece que eu havia me esquecido desse detalhe, porque a única vergonha que eu sentia era a da noite passada na festa. — Eu sinto muito pelo o que aconteceu no toalete. Eu juro que não foi intencional, mas Lily me provocou, Emma me defendeu, foi apenas isso.

— Não se preocupe, Regina. — Maleficent fez um gesto com a mão. — Não vim para julgá-la ou procurar uma satisfação. Para falar a verdade eu não sei o que aconteceu. Eu nem sabia que você e Lilian haviam se encontrado no toalete.

— Não? — perguntei, confusa.

— Não. Eu queria entender o que aconteceu. Os jornais dizem que Emma espancou Lilian, e a própria me disse a mesma coisa.

— Lily seguiu Regina até o banheiro e disse algumas coisas desagradáveis, eu ouvi tudo e precisei interferir. — Emma disse, vindo na nossa direção.

Maleficent a olhou e pareceu ainda mais confusa.

— Ora, não foi isso que ela me contou. Estive na casa dela hoje mais cedo para saber o que houve.

— E o que ela disse?

— Que você estava dando em cima dela, Regina.

Minha mulher e eu trocamos olhares.

— Isso não é verdade. — Emma falou.

— Vocês sumiram, as três, depois houve uma confusão na entrada para os banheiros e Lily saiu de lá com sangue no rosto. Me disseram que ocorreu uma briga no toalete feminino, mas ninguém me explicou exatamente o que aconteceu. Ela e o marido saíram da festa. Um homem, acho que era um amigo seu, veio me dizer que eu não precisava me preocupar, que estava tudo bem, você havia voltado para casa.

— Era o Killian. Ele veio nos ajudar. É um repórter que compareceu à festa, Emma pediu que avisasse a você que tínhamos ido embora. Olha, Maleficent, eu sinto muito que tenha chegado a esse ponto, mas Lily estava me provocando desde que sentei na mesa, eu jamais daria em cima dela, foi por algo completamente diferente que discutimos.

— Notei que vocês duas não se entendem muito. Eu sinceramente não sei em qual das duas acreditar. Também não posso acreditar que você, Emma, tenha agredido a Lilian.

— Não foi por pouco. Seja lá o que essa mulher tenha dito a você, a verdade é que ela inventou uma história sobre mim e eu disse algumas coisas a ela, e Emma precisou me defender. Minha mulher pode ter passado sim dos limites, só que eu no lugar dela teria feito o mesmo.

Malefi fez que sim, mesmo parecendo pouco satisfeita com o que eu disse.

— Eu vou pensar no que fazer. Estão me ligando desde às sete da manhã querendo que eu fale sobre a confusão. Não sei se devo. Porém, se eu decidir falar, eu não vou omitir o que me contaram. Gosto das coisas bem esclarecidas.

Respirei fundo e cruzei os braços, me sentindo pela primeira vez decepcionada com Maleficent. Ela estava certa em não acreditar em nós ou em Lily, mas nós dizíamos a verdade e provavelmente ela protegeria a fofoqueira porque era esposa de um dos diretores em quem mais confiava. Era complicado.

— Bem, já que vocês estão bem, eu fico mais tranquila. Vim apenas para confirmar o que Lilian me disse, e confesso que estou mais perdida que o GPS do meu carro. — Maleficent voltou-se para a porta.

— Obrigada. — Emma falou, abrindo a porta para ela. — E, olhe, se achar que minha mulher tem culpa nessa história, não tire ela da emissora, nem a prejudique. Eu é quem devo pagar, eu é quem assumo, eu bati na moça, eu mereço carregar o fardo.

Malefi deu um riso fraco.

— A sua sorte, Emma, é que eu odeio injustiças. Eu tenho que pensar em quem está falando a verdade. — ela disse isso, saindo. Emma fechou a porta e nos vimos sem saber o que fazer ou pensar.

Para falar a verdade, não havia muito o que se fazer ou pensar, precisávamos deixar as coisas rolarem como dizem por aí.

Na segunda pela manhã cheguei na MBC sentindo o clima pesado nos corredores. Todos me olhavam, e não era por conta das especulações que Lily fez de mim e Maleficent. Tentei trabalhar normalmente. Archie não dirigiu a palavra a mim, mas no estúdio fez um gesto com a cabeça como se estivesse me entendendo. Pois bem, apresentei o jornal agradecendo que nenhuma das notícias fosse sobre a festa da MBC no último sábado. Quando acabei, saí rápido para meu escritório, sem saber se Lily havia ido ou não trabalhar, mas isso pouco interessava. Ninguém veio até mim para perguntar o que havia acontecido e nem me dei o trabalho de ler os outros jornais e revistas para saber o que diziam sobre Emma.

Mesmo tentando ser alheia as notícias, caí na armadilha de ligar o rádio enquanto dirigia de volta pra casa. Na primeira rádio que sintonizei, um programa especulava sobre o ocorrido na festa, no segundo sobre o futuro de Emma Swan e (de uma forma bem debochada) se ela toparia ser protagonista de um filme de luta. Senti uma gastura, vontade de vomitar. Então, desliguei o rádio e corri imprudentemente para casa na Mercedes.

Emma ficou com tanto remorso por ter batido em Lily que não saiu do sofá desde que a deixei nele na manhã de hoje. Estava sentada com o controle remoto na mão, olhando para a TV, séria. Estavam anunciando num programa de entrevistas que quarta-feira haveria uma reportagem exclusiva com Lilian Page, a funcionária da MBC agredida na festa. Me sentei ao lado de Emma e a fitei.

— Estão especulando sobre o seu futuro. — comentei. — Acham que você bateu em Lily porque teve ciúmes de mim, porque me ofereci para ela. É o que andam espalhando por aí.

— O telefone tocou o dia inteiro, Regina. — disse Emma.

— E quem eram?

— Revistas, repórteres... Todos atrás de uma declaração minha. Lily está falando com todos que a procuram e diz a mesma coisa.

Apoiei os cotovelos sobre meu colo e suspirei.

— Você quer que eu fale a verdade para esse pessoal, Emma? É uma forma de contornarmos isso, porque nós sabemos da verdade, que essa mulher é uma mentirosa.

— Do que vai adiantar. O rosto dela está quebrado em quatro partes, ela saiu machucada da festa, quem tem a razão? Ela. Não importa o que disser.

Tampei meus lábios com ambas as mãos.

— Até a senhorita Blue do orfanato nos ligou para perguntar se era verdade. — Emma continuou. — Estou começando a ficar arrependida.

A puxei para meu colo.

— Você não podia imaginar que essas coisas aconteceriam, Emma, nem eu poderia. Lily inventou mais ainda, certo, vamos deixa-la falar bastante. Entre você ficar com má fama, eu perder o emprego ou não conseguirmos adotar Henry em consequência da briga, o que é pior?

— Não conseguirmos adotar. — ela respondeu, triste.

— Ouça. Eu tenho um plano. Não vai ser o que você prefere, eu sei, mas é uma saída até que a poeira baixe. — falei. Sendo bem verdadeira, eu havia pensado nisso no sábado quando chegamos. Como nossos problemas só aumentavam, não tive mais dúvidas.

Emma se virou por cima de mim para me olhar.

— O quê?

— Vá para o Canadá. Aceite o papel que estavam lhe oferecendo e nesse tempo a imprensa esquece essa história. — me doía falar para Emma sobre aquilo, pedir para que aceitasse ficar fora por seis meses. Era tempo demais, estávamos frágeis, contudo, eu não via outra saída para tirá-la daquela situação.

— Eu já decidi, eu não vou. — ela me disse.

— Emma, se você ficar aqui por enquanto vai ser mais difícil. Não por mim, mas por você, pense, com você fora do país a fofoca uma hora irá acabar. Daqui a algum tempo o que Lily falou será asneira e você estará de volta. Eu me viro, contrato um segurança, não sei, mas cuidarei de tudo. Vou esfriar o clima inclusive para conseguirmos adotar, vai ficar tudo bem. — tentei ser paciente.

— Por que tem que ser tão complicado? — ela bufou, se levantando.

— Não é complicado, é mais simples do que está pensando.

— Você quer me ver longe? Que tipo de solução é essa para um problema, Regina?

— A melhor que estou encontrando. — eu disse, aflita. — Me desculpa. Se eu pudesse eu jamais teria levantado da mesa e ido ao toalete e arranjado encrenca.

Swan se virou de súbito.

— Era só o que faltava você me dizer isso. Ah, sei lá, eu estou chateada com tudo, principalmente pela mentira que ela está criando sobre nós, eu só não queria precisar sair de casa como se estivesse fugindo. — parou para prestar atenção em mim.

— Não é uma fuga. Só quero evitar que você se aborreça mais. — falei.

Emma de repente se sentiu ainda mais triste. Fez uma cara de choro que quase quebrou meu coração. Ela pensou por alguns minutos, andando de um lado para o outro.

— Você tem certeza?

— Sim. — respondi, tão chateada quanto.

— Vai ficar bem sem mim?

— Não, Emma, você sabe que não, mas vamos dar um jeito, vamos conversar por mensagem toda hora e ligar toda noite, há muitas maneiras. — mexi a cabeça, prendendo os lábios.

Ela deu um último suspiro e limpou o canto do olho com a manga do casaco que vestia.

Andou até o telefone e discou um número que sabia de cór. O número do diretor De Palma. Ele também já sabia, obviamente, do ocorrido no sábado, porém, não manifestou uma opinião, estava mais interessado em ter Swan em seu próximo filme. No fundo sua alegria do outro lado da linha tinha um motivo. Qualquer outro trabalho que Swan protagonizasse após o ocorrido na festa chamaria o público de certa forma, então a vaga ainda estava aberta para Emma e ela disse sim.

Notas finais
Bom, eu imagino que vocês não achavam que Emma voltaria atrás na decisão de ir para o Canadá. Na verdade ela não voltaria e está claro que só vai pela Regina. Podemos imaginar que elas sentirão muito a falta da outra, claro, porém, Emma também tem um plano para a saudade não matar a esposa e é aí que veremos uma graça nessa situação. Sobre a adoção de Henry, como eu disse para algumas leitoras, ele saberá o que fazer para resolver isso. Ou seja, há muito pano para a manga, pessoal. No mais, não se esqueçam de dar aquela opinião marota que vocês sempre capricham nos comentários, eu adoro. Em breve tem mais. Fiquem bem e um abraço.