Nychtas Aeterna - Entre Deuses e Reis
2 Capítulo I - O Início do Fim
Notas iniciais
ENTRE DEUSES E REIS
Só podia-se ouvir gritos em desespero naquele momento. Durante uma viagem com o fim de uma negociação amigável com o reino vizinho, o rei Friedrich de Synesthia estava encurralado: o Império de Yohtunheim havia lançado um dos demônios mais poderosos e temidos do calar das noites fora dos muros da Capital da Realeza, a demônio das serpentes Naga.
—Detenham a besta! Não deixem que se aproxime do vilarejo! — gritava o rei desesperado.
—Protejam o príncipe! — alertou um dos guardas reais que se encarregou de levar a criança até um local seguro.
O demônio pode ouvir o alerta do guerreiro atrás de si, e em um golpe, lançou o pequeno Lucian já quase desacordado e mais alguns homens ao mar.
Naquele momento, o mundo parecia ter congelado no tempo. O rei não pensou na interferência do império, ou no monstruoso demônio a sua frente, ou em quaisquer consequências que poderiam causar caso deixassem aquela besta no meio da batalha. Só pode pensar em seu filho.
Aquela queda poderia ser até mesmo fatal para um garotinho de 5 anos, mas o destemido rei de Synesthia não se deixou levar pelos pensamentos negativos e, mesmo que aquela fosse uma queda de quase 40 metros, desceu a elevada altitude com seu teletransporte até chegar perto da margem, e tirar seu filho daquele frio abraço de um mar levado pelas baixas temperaturas noturnas, mesmo que de certa forma, parecesse ser um sacrifício em vão.
Porém, antes de adormecer após o golpe recebido, o jovem príncipe, ainda ao mar, jurou ter visto uma luz vinda dos céus. Uma luz nunca antes presenciada por olhos humanos, ou pelo menos, não que pudessem se lembrar. Aquela luz foi capaz de acalmar o seu jovem coração do desespero que lhe havia tomado, e então após alguns segundos, o pequeno príncipe adormeceu.
A besta fora derrotada, deixando vários de seus homens esgotados.
No dia seguinte, o rei Charles de Dystophilia, sabendo do ocorrido ao príncipe do reino aliado, concedeu ao rei Friedrich uma estadia amigável até que o príncipe se recuperasse daquele terrível incidente.
—Ele é um rapazinho surpreendente, Majestade — afirmou o médico real que fora convocado para cuidar da saúde do jovem príncipe. — ser capaz de sobreviver a uma queda de tal altitude, sem contar pela hipotermia, eu deveria dizer que seria quase impossível, meu senhor.
O rei ficou estagnado. Acompanhou de perto a recuperação do filho, e de acordo com o ocorrido, era absolutamente impossível ele ter sobrevivido.
—Ele teve o pescoço deslocado e a temperatura dele chegou a próximo de dez, mas aparentemente não vão haver complicações posteriores. Ele está vivo por um milagre. É só o que eu posso dizer. -disse com convicção o médico, ainda impressionado — Devemos agradecer aos deuses por sua recuperação.
—De fato, doutor. — concordou o rei, observando as reações de seu filho, ainda desacordado. — Não posso acreditar… Adorea estava certa… — tomou a pequena mão de seu filho entre as suas. — sua vida foi entregue aos deuses nesse momento, meu filho. Eu espero que o guiem para cumprir o seu chamado, meu pequeno príncipe.
E assim, o pequeno príncipe Lucian cresceu.
~Quebra de tempo~
16 anos depois...
O príncipe havia crescido e se tornado um homem bastante habilidoso na arte da batalha, sendo capaz de empunhar vários tipos de armas de combate corpo a corpo, lanças e até armas de fogo. Também fazia bom uso de sua magia em caso de combates mais intensos, sendo portador da magia elemental de fogo, assim como também o ritual de invocação dado pela Lacrima de Nyx a todos os defensores de Synesthia: o reequipamento, ritual que o permite invocar suas armas em combate, fazendo com que seu arsenal pessoal de armas fosse bastante maleável em batalha, assim como também a magia espacial que fora herdada pelos filhos de Synesthia, o teletransporte, que o permitia avançar para um trajeto alvo em um uma abertura no espaço-tempo. Mas apesar disso, não conseguia acompanhar o desenvolvimento de sua querida irmã adotiva e embaixadora de Synesthia, Keira.
A habilidade de combate de Keira era de longe uma das mais perfeitas naquele tempo, sendo portadora da rara magia elemental de domínio dos raios, assim como o ritual sagrado de reequipamento, dada a mesma por seu pai, a princesa guerreira de Synesthia era conhecida como uma impiedosa lutadora em qualquer tipo de combate, sendo considerada também uma notável estrategista, portando qualquer tipo de arma, sejam espadas, arcos, armas de fogo, lanças, machados e quaisquer ferramentas de combate. Também possuía a magia real de criação de portais, que a permite abrir pequenos buracos no espaço-tempo, assim como também pode transportar outro além de si mesma. Por não possuir sangue real, não agia como uma herdeira do trono, mas como fiel companheira de batalhas do príncipe herdeiro e embaixadora de seu reino, e também sua defensora em tempos de guerra.
O príncipe agora já era um homem de estatura média e um físico atlético, possuía pele esbranquiçada, assim como cabelos negros na altura dos ombros que se desfazem em um corte desalinhado, que deixava uma parte de seu cabelo com certo volume, com uma franja que quase escondia o tom azulado de seus olhos heterocromáticos.
Mesmo sendo da realeza, fora criado de forma humilde, e como herdeiro do trono, já agia como um verdadeiro líder, sempre se preocupando com o bem estar de seu povo em primeiro lugar, em especial por estarem em tempos de grande conflito contra o impiedoso Império de Yohtunheim.
Keira era uma mulher de estatura mediana, de corpo esbelto e pele morena, dando uma bela tonalidade a suas curvas, mesmo que não se importasse muito com sua aparência física. Possuía cabelos castanhos escuros de comprimento que chegava a 1,30m quando soltos, por isso, mantinha-os sempre trançados; e também, uma franja longa que deixava parte de seu rosto coberto, sempre mantendo sua personalidade forte e imponente. Olhos de cor âmbar e olhar ameaçador faziam parte das características mais marcantes da jovem infante* de Synesthia.
No momento, Lucian estava lutando com sua irmã, utilizando as mais diversas habilidades que aprendera em todos os seus anos de treinamento. Apesar de ser o que possuía menos vantagem, aquela não era uma luta de vida ou morte, portanto todo o seu poder destrutivo não estava sendo utilizado.
—Qual é Luce. Você já foi melhor do que isso! — brincou Keira, com um sorriso de quem estava se divertindo.
—A é mesmo? Vamos ver então quem é que você está enfrentando, irmãzinha. — retrucou, apontando sua lança para a mesma, também com um sorriso brincalhão, enquanto ela mantinha a sua arma como um cajado apoiado ao chão.
Em um movimento rápido, Lucian mirou sua lança para o alvo a sua frente, e Keira seguiu sua ação.
—Vamos lutar a sério, então. — o respondeu a mulher, em posição de batalha.
No entanto, nesse momento foram interrompidos.
—Vossa alteza! — os interrompeu Elwin, o mordomo dos príncipes, demonstrando seriedade.
—O que houve, Elwin? — questiona o príncipe curioso.
—Sua majestade solicita a vossa presença no Salão Real com urgência. — disse calmamente, esperando sua confirmação.
—Devemos ir. — voltou-se a sua irmã, guardando sua lança em sua magia de reequipação. — Estamos a caminho. Obrigado, senhor Kaerych.
—Disponha, vossa alteza. — disse, se retirando do local.
—Puxa! Agora que eu estava me divertindo! — disse, irônica a princesa.
—Deve ser outro ataque surpresa do Império. — disse se direcionando a mulher ao seu lado.
—Bom, o que estamos esperando? — questionou, se vestindo adequadamente com seus trajes reais. — Vamos logo.
~Salão Real~
—Suas altezas reais, o Príncipe Lucian e a Infante Embaixadora Keira de Synesthia. — ouviu-se em alto e bom som a voz do Guarda Real, marcando a presença dos príncipes diante de sua majestade e os governadores, que representavam os principais estados além da Cidade Real, que questionavam a segurança e as reações aos ataques imperiais que estavam ocorrendo com cada vez mais frequência em direção ao reino de Synesthia, que mesmo estando protegido pelo escudo alimentado pela magia da Lágrima de Nyx, ainda deixava os estados menores desprotegidos das invasões imperiais.
—Vossa majestade. — curvaram-se as altezas perante seu rei, e também, seu pai. — solicitou nossa presença?
—Vamos pular as formalidades, meus filhos. — direcionou-se o rei aos príncipes, surpreendendo-os de imediato. — Preciso de vocês para auxiliarem os nossos exércitos, ocorreu um novo ataque a cidade fronteira com o estado de Altaire.
No momento em que lhe foi dada a ordem, o príncipe sentiu um estranho choque percorrer por todo o seu corpo, e imagens sem nexo tomaram conta de sua mente. As visões começaram a retornar, o pegando de surpresa em outro momento em que era previsto uma possível tragédia.
—"Alteza, o senhor está bem?" — sussurrou o guarda real que se encontrava a sua frente.
—Ahn… Sim.
—O senhor deseja que façamos uma intervenção? — questionou ao rei a princesa, já prevendo uma batalha.
—Exato. Vocês irão acompanhados da Guarda pessoal da coroa de Synesthia. As coordenadas serão dadas a vocês durante o trajeto até o local. Vocês partirão imediatamente. — ordenou diretamente o soberano, ainda sentado em seu trono no altar acima de seus filhos e guardas responsáveis por sua segurança.
—Seu desejo é uma ordem, senhor. Faremos o que foi ordenado. — assegurou-se a princesa guerreira.
—Vocês partem com a minha benção. Que nossa deusa Nyx** os guie até a vitória. -abençoou-os o rei.
—Obrigado, vossa majestade. — disse, já se retirando do lugar, o príncipe, deixando a princesa para trás.
—Obrigado, senhor. — curvou-se a princesa, e em seguida, seguiu seu irmão em direção ao salão das armas, para se armarem com suas armaduras e trajes de batalha.
O príncipe sentiu uma forte dor de cabeça, enquanto saía do salão real, viu imagens desconexas que acreditou ser de algum conflito, já que suas visões sempre previam desastres.
—Eu nunca entendo o que elas querem dizer... — pensou alto, tentando compreender as visões que havia recebido recentemente, deixando-o temeroso do que viria a seguir.
—Você devia ser mais educado na presença dos anciãos, Luce. — interrompeu seus pensamentos Keira, mostrando uma face indiferente, porém já sentia-se que ela lhe daria uma bronca.
—Eu precisava sair logo de lá… — respondeu o príncipe, ainda tentando decifrar as imagens desconexas de sua recente visão.
—Se for ter outro sono instantâneo***, é melhor que nem vá. — respondeu preocupada a princesa — Eu e o nosso exército podemos assumir, ao menos para tirá-los do nosso território.
—Como eu posso provar ser um bom regente se me permitir faltar em uma batalha sob uma ordem do rei, diante dos anciãos, não é verdade? — questionou o moreno, tendo em mente suas futuras responsabilidades como herdeiro do trono de Synesthia.
—Você é quem sabe. — assumiu, suspirando sua derrota, a princesa. — Porém, não temos mais tempo. Vamos logo, uma batalha nos espera.
~No local da batalha: Altaire — 05:57PM~
Já haviam se passado algumas horas desde que a batalha havia se iniciado. Os soldados magitech do Império de Yohtunheim eram consideravelmente menos resistentes, porém mais habilidosos, já que aqueles em questão se tratavam apenas de atiradores de elite, focavam apenas em executar o maior número de inimigos possível. Porém, a situação já estava bastante complicada para o exército real de Synesthia.
—Façam um recuo tático, as tropas inimigas estão avançando! — ordenou o general de exército, vendo sua situação de desvantagem.
—Não deixe que avancem para a fronteira! Mantenham os cidadãos seguros, não importa o que aconteça! — o comandante real alertou sobre o foco em sua missão.
-General Yates! — chamou a atenção a líder do setor de comunicações entre os soldados e os representantes que lhes enviavam as devidas ordens da Cidade Real. — foi alertado que o príncipe e a princesa vão interferir diretamente na batalha! Eles virão com a guarda da coroa, pelo que me foi informado.
—O rei vai enviá-los para lutar nessas condições? O que ele pretende com isso?! — questionou o general sobre a informação recebida, não compreendendo o porquê daquela atitude por parte de sua Majestade.
—Tenho certeza que o rei sabe o que está fazendo. Até porque, a guarda da coroa e o príncipe e a princesa são mais habilidosos que qualquer um aqui, general. — confirmou um dos soldados em batalha, pelo comunicador que cada um possuía.
—Não estou duvidando da capacidade deles. Só estou preocupado com a vida do nosso futuro rei e da nossa princesa. — explicou-se o general.
—Sei que eles saberão o que fazer, senhor. — disse, confiante, a mulher por trás de seu comunicador.
O general olhou para o céu, analisando a situação de seu exército, e também, observou a luz se esvaindo sobre a imensidão do horizonte.
—Está anoitecendo… — observou o general.
Algum tempo se passou, e a situação da batalha ainda estava indefinida. O exército inimigo era bastante numeroso, porém os soldados eram mais fracos em relação a resistência.
O exército que permanecesse vivo sairia com a vitória.
—Senhor Eles chegaram! — afirmou a informante, despertando o general de sua recente observação.
—Certo! Mudar para formação defensiva! Artilheiros para trás dos muros, franco-atiradores para cima, a infantaria e os lutadores permanecem. Os magos continuam cuidando da defesa! — ordenou novamente o general — o príncipe e a princesa vão chegar para lutar. Dêem-os espaço para um combate.
Suas ordens foram ouvidas e seguidas como o esperado.
—Que os deuses os abençoem com a vitória, altezas.
~Na nave de combate~
—A formação já foi feita. Parece que é a nossa hora de agir. — apressou-se o príncipe, observando a situação de seu exército de sua posição na aeronave.
—Não vai esperar a aeronave pousar? É uma queda bem alta. — questionou a princesa, observando a distância que ainda possuíam do solo. Se não tivesse cuidado, poderia ser uma queda mortal.
—Sabemos o que estamos fazendo, irmã. Vou logo analisar a situação do nosso futuro combate.
—Você é quem sabe. Não faça nada imprudente, e espere meu sinal. Acho que tenho um plano.
—Como quiser. — e o príncipe lançou-se da aeronave em direção ao solo, tendo em vista a altitude em que se encontrava, apenas aguardava o encontro com o chão.
—Sempre tão imaturo… — a princesa vendo o que seu irmão iria fazer, alguns segundos mais tarde seguiu-o em sua atitude precoce, mas que provavelmente não lhe traria problemas. Talvez aquilo fosse, de certa forma, interessante.
Sentindo os ventos quentes passando por seu rosto e adentrando o traje de batalha que utilizava naquele momento, o príncipe apreciou temporariamente a queda livre em que se lançara, observando seu ponto de decolagem em cima dos muros protegidos pela infantaria mágica, composta pelos magos que foram encarregados de auxiliar a defesa do estado com a barreira de proteção temporariamente, até que aquele conflito terminasse. Assim que chegou perto de alcançar o solo, usou uma de suas espadas para cravar na superfície dos muros que protegiam a divisa, fazendo daquele o seu ponto de parada, se preparando para iniciar sua luta.
—Qual é a situação? — perguntou para os franco-atiradores que ali se encontravam.
—Vossa alteza. Perdemos muitos soldados, mas ainda estamos lutando em igualdade. — respondeu um dos soldados
—Aparentemente, eles mandaram apenas soldados de magitech dessa vez, além de aeronaves e os demônios. É uma verdadeira batalha. — respondeu, outro que acompanhava o mesmo.
—Estamos em uma formação defensiva, devo esperar a Keira para começar a avançar. — analisou o príncipe, tendo consciência de sua desvantagem caso tentasse atacar de forma imprudente.
Seguido de sua confirmação, dessa vez foi Keira a pousar, de forma que mais parecia uma entrada triunfal.
—Vamos ser massacrados se não avançamos de forma prudente. — disse pelo seu comunicador, aproximando-se dos guerreiros magos que estavam formando a barreira de defesa da muralha que formava a divisa da cidade fronteira. Analisando a situação, a princesa formulou novas técnicas de contra-ataque. — General Yates, eu assumo a partir daqui. Preciso que cuide da artilharia, apenas isso.
—Entendido, vossa alteza. — recebeu a resposta do general por seu comunicador, dando-a liberdade para seguir com seu plano.
—Franco-atiradores, abrirão fogo ao meu sinal; infantaria, mudar a formação de ataque para avanço ofensivo. Lucian!
—Entendido. — foi a vez do príncipe iniciar sua manobra. Utilizou sua reequipação para invocar espadas duplas, eram leves e maleáveis, porém igualmente afiadas e resistentes, o que o ajudaria a atacar com mais velocidade. — Hora de acabar com isso de uma vez. — e assim, iniciou-se o contra-ataque.
O príncipe agia tão rapidamente que era difícil o acompanhar com olhos humanos, apenas era visto com exatidão nos momentos em que se recuperava para focar em novos inimigos. Alguns soldados nem mesmo conseguiam acompanhá-lo com suas submetralhadoras e eram surpreendidos com a execução instantânea. Com certeza sua habilidade para o combate era inquestionável, mas estava longe de poder encarar tamanho o exército inimigo sozinho.
—Quero que foquem o exército inimigo, mas apenas nos alvos longe do príncipe! Não queremos que o futuro rei caia pelas nossas mãos.
—Sim, vossa alteza. — e então, os fuzileiros e a artilharia começaram a agir.
—E vocês. — disse, se referindo aos magos detrás de si. — quero que façam uma cortina de fumaça para impedir as aeronaves de se aproximarem. E também… — olhou para o céu pensativa. — vocês conseguem produzir um raio?
—U-um raio?! — espantado, questionou um dos magos. — S-sim, alteza, m-mas não seria perigoso?! Digo… Temos soldados em campo.
—Eu sei. — ativou seu comunicador. — “Todos em campo de batalha. Ao meu sinal, quero que todos façam um recuo tático. Vou avançar com capacidade máximo e não quero ter que me preocupar em executar um aliado.”
—Entendido, alteza! — foi ouvido em alto e bom som pela princesa guerreira, que já se preparava para dar o seu golpe e acabar com aquela batalha de uma vez por todas.
Enquanto verificava o progresso do esquadrão arcano com a barreira de fumaça que havia proposto, Keira observava seu irmão em batalha. Era difícil acompanhá-lo com tal velocidade, visto que só podia-se ver sombras em um tom escarlate que brilhavam como neon o seguindo com sua movimentação. Além de seu irmão, outros soldados lutadores enviados diretamente pelo rei, a guarda da Coroa, o auxiliavam se encarregando de abater os monstros que avançavam contra os muros, impedindo que fossem obrigados a fazer um recuo precoce. Algum tempo se passou, e o exército inimigo já não parecia tão extenso quanto no momento em que chegara, porém podia-se ver que a quantidade de monstros parecia estar crescendo potencialmente.
—Ele sozinho derrotou mais soldados magitech que 100 dos nossos juntos. Com certeza vamos conseguir afastá-los dessa vez. — pensou alto.
—Alteza! — chamou a atenção um dos soldados arcanos depois de um tempo canalizando sua magia para o fim que lhe foi proposto. — Já movemos a situação da forma como sua alteza pediu. A senhorita já pode manipular os raios quando quiser.
—Certo. — ativou seu comunicador.- “Lucian, tudo já está pronto! Mova o nosso exército e saia daí agora!”
—Entendido! “Atenção, vamos entrar em situação de perigo. Recuem agora!” — alertou para todos os fuzileiros em combate.
—”Abortar missão! Recuar, recuar!” — alertavam os soldados uns aos outros, até que todos pudessem receber a mensagem.
—Essa batalha termina agora. — disse a princesa guerreira, com convicção.
Continua…
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