Notas iniciais
Preparadas(os) para o cap? Respire fundo (kkkk' exagerei, eu sei, mas é que quando eu escrevi esse cap fiquei com tanto ódio do Kyle >.<')
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Tem umas expressões aí que o significado vai estar nas notas finais (para quem não sabe, é obvio)
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Gente, eu coloquei uns palavrões para dar ênfase. Não fiquem bravas (os) comigo! >.<'
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Agora acabou kkk' Boa Leitura! :)

POV: Kyle.


– Don't wanna be an american idiot, Don't want a nation under the new midia...

Acordei.

– Mais que porra! Quem colocou o celular para despertar? — berrou Jason, acordando com um super bom humor.

– Foi o Mike. — dedou Jake.

– Cala a boca, seu imbecil! — disse Mike. — Eu nem coloquei meu celular para dispertar, é alguém que estava me ligando.

– É a mamãe, né? — disse Jason, zoando.

– Claro que não, seu babaca, é o Matthew. Ele tá fazendo um trabalho comigo. Acho que ele ligou para ver se eu fiz a pesquisa.

– E você, Kyle? O gato comeu a sua lingua? — perguntou Jason.

– Não, eu tô é com saudades... — respondi.

– De quem?

– Da minha namorada.

Eles fizeram um coro de "Aaain!".

– Pelo amor de Deus, Kyle, que diabos está acontecendo com você? — perguntou Jake. — Ontem você nem curtiu a balada direito! E olha que tava muito bom! Por que você não aproveita um pouco?

– Ah, eu acho que eu to criando juízo, isso sim. E além do mais, aquela balada que nós fomos, era um desastre. ¬¬'

Eles riram.

– E então? O que a gente vai fazer hoje? — perguntou Mike.

– Piscina. Vamo? — respondeu Jake.

– Vamo, é claro! — respondeu Jason.

– Peraí... é piscina hidromassagem né? — confirmou Mike.

– NAAAAAAAAAAAAAAAAAO, É UMA PISCINA COMUM, IDIOTA! — gritaram Mike e Jason.

Conclusão: Era divertido ficar na presença deles, mas na verdade, eles são uns caras bagunceiros, irritantes, metidos e imbecis. Não sei porque Cartman, Stan e Kenny me mandaram ir para a balada com eles por cinquenta pratas e a Katy viva. Acho que, em relação á Katy, eles estavam brincando. Espero que seja mesmo uma brincadeira.

– E você, Kyle? — perguntou Jason. — Vai ficar aí moscando, vai na piscina com a gente ou vai dar uma de nerd como o Mike?

– Tem outra opção? — perguntei.

– Depende do que você querer.

– Eu só queria dormir um pouco mais. — menti.

– Vish! Isso porque você nem bebeu, hein? — comentou Jake.

– Você bebeu escondido da gente, Kyle? — perguntou Mike, debochando. — Parece que você tá de ressaca!

– Ah, calem a porra da boca e me deixem dormir! — me irritei colocando o travesseiro em cima do rosto, fazendo uma escuridão artificial e fechando os olhos.

– Vamos pra piscina, fubazada! — exclamou Mike.

– É, vamo deixar a madame dormir! — disse Jake.

E então, eles sairam.

Foi um momento perfeito para mim. Me levantei do colchão que eu estava dormindo, arrumei minhas coisas, tomei um banho e fui embora escondidamente.

Não tenho nada contra Jason, Mike ou Jake, mas eles parecem ser muito babacas. Se eles fossem um pouquinho mais legais, eu até que entraria na piscina ou ficaria mais um pouquinho lá, mas não fiquei. E, além do mais, estava morrendo de saudades da Katy. Eu não consigo acreditar que deixei ela ir para São Francisco, eu não acredito que saí do meu quarto.

Dei um suspiro e decidi ligar para ela. Mas quando liguei, seu celular estava desligado. Ela deve estar em reunião – pensei.

Com certeza, é uma reunião prolongada. Eu me lembro das reuniões do meu tio, que duravam um dia. Isso porque ele morava no Kansas e tinha que ir para Los Angeles fazer as reuniões, mas tinha vezes que essas reuniões duravam mais de um dia, e então meu tio tinha que pousar em Los Angeles.

Eu só desejava sorte e vida para a Katy.

De repente, achei um taxi. Feliz da vida — por ter uma oportunidade de poder fugir de perto de Jason, Mike e Jake — , entrei nele.

– Boa tarde, senhor. — disse. — Pode me levar até o meu apartamento?

– É claro, meu jovem! — respondeu o taxista, simpaticamente. — Qual é o seu prédio?

Passei para ele o prédio e ficamos conversando sobre os apartamentos bons da cidade. Esse é o primeiro taxista com quem eu tive uma conversa interessante, digamos assim.

No meu prédio, paguei ele e fui direto pro meu quarto. Não havia ninguém no apartamento. Com certeza, eles sairam depois de almoçar.

No meu quarto, peguei meu violão e começei a compor uma música, o dia inteiro. Mas quanto chegou oito horas, fui jantar, terminei de compor a música e fui dormir.



Acordo com o meu celular vibrando. Pego ele e vejo: "Uma nova mensagem!" e "De: Katy.", e com certeza, para mim, esse é o melhor jeito de ser acordado — pela pessoa que você ama — depois de acordar sozinho do lado dela. Abro a mensagem e leio:


"Oi, amore di mina vida!¹ Tudo bem?
Só pra constar, você não precisa ficar mais tão preocupado comigo, porque eu já cheguei em Nova Iorque ontem, sã, salva e sem nenhum arranhão, juro! kkk'
Desculpa por não te retornar a ligação ou ir até aí, eu só queria ter um dia para descansar — mesmo morrendo de saudades suas.
Hoje, eu quero ir até a biblioteca. E quero ir JUNTO COM VOCÊ. Hoje vamos passar o dia juntos. Quero solucionar aquele caso.
De: Katy
Para: Kyle."


Como eu não poderia aceitar? Desde que euu esteja com ela, tudo vai ficar bem.


"Oi Perfeição! L'amour de ma vie, Je t'aime! ²
Que bom que você chegou inteira de São Francisco. Estava a ponto de ir até lá te buscar. Você sabe o quanto foi chato a durante a sua ausência para mim? E sobre a ligação e você não ter vindo aqui, tá tudo bem. Eu não me importo com isso, afinal, eu tenho a eternidade para viver com você.
E é claro que eu vou para a biblioteca com você! Eu tenho que protejer o que é meu, nao concorda?

De: Kyle
Para: Katy."


"Ok, você pode vir aqui em casa agora?

De: Katy
Para: Kyle."


"Posso, e eu já estou indo. Até logo, Perfeição!"

De: Kyle
Para: Katy."


"Até, Judeu!"
De: Katy
Para: Kyle."


Levantei da cama, tomei um banho, tomei café e saí. Stan, Cartman e Kenny ainda não haviam acordado. Devem ter ido em alguma boate. Peguei um taxi, cheguei no apartamento da Katy e bati na porta, e Alex atendeu:

– Oi, Kyle! Tudo bem?

– Tudo sim, Alex! E você?

– Ah, eu estou bem também!

– A Katy está aí, não está?

– Ela está sim! Ela está escovando os dentes.

Entrei e fui até o quarto dela, silenciosamente, mesmo que ela já tenha percebido, que com certeza percebeu.

– Oi amore di mina vida! — disse Katy vindo me abraçar.

– Oi L'amour de ma vie! — respondi. — Como vai?

– Morrendo de saudades suas. — ela me abraçou pela cintura e colocou sua cabeça nos meus ombros. Fiz questão de colocar minhas mãos na cintura dela também. — E você?

– Igual a você, meu amor! — respondi a apertando.

Ficamos um tempo assim. Para mim, aquele momento pderia durar para sempre. Depois, ela levantou a mesa e ficou olhando para mim, fiz o mesmo, encarando aqueles olhos castanhos intensos... Não percebi que já estava a beijando. Era incrível sentir ela nos meus braços, sentir que ela me amava, sentir o perfume dela, olhar os olhos dela...

Ela desgrudou seus lábios do meu e mordeu um de seus lábios.

– É melhor já irmos para a biblioteca, senão, vamos ficar aqui o dia inteiro, o que seria perfeito para mim... — disse ainda mordendo o seu lábio.

– Sabe que para mim também seria perfeito? Além do mais, precisamos ter mais tempo juntos.

– Mais do que já temos?

– Aham.

Ela sorriu e se desgrudou do meu abraço, e depois, pegou minha mão e começou a me conduzir até sairmos do apartamento dela e estarmos em um taxi. Não consegui nem me despedir da Lily e de Alex.

Dentro do taxi, me lembrei que na mensagem dela, ela havia escrito que tinha um mistério para estudar, portanto, perguntei:

– Que mistério é esse, que você enviou na mensagem?

– Sabe aquele que eu te disse de descobrir o assassino dos meus pais? Você sabe que eu estou descobrindo, não sabe?

Balancei a cabeça positivamente. E ela começou a contar desde o início de suas descobertas. Fiquei um pouco enciumado quando ela falou que foi em South Park, e encontrou com um rapaz e pediu ajuda para ele para encontrar algo em uma casa abandonada. E fiquei bastante nervoso quando ela falou que foi em São Francisco para procurar um tal de Patrick para conversar com ele. Poxa, a cidade é perigosa, é bastante distante de Nova Iorque e pra variar, vai sozinha?

– Não se irrite, meu amor, eu... Eu só não queria envolver ninguém nesse assunto. — disse, percebendo minha raiva. — Principalmente você.

– Qual é, Katy? Você sabe que eu amo você e que eu vou estar do seu lado em qualquer situação! Cassete! Por que você é sempre tão teimosa?

– Kyle! Será que dá pra você entender a minha situação? Eu também te amo, mais eu não desejaria ver você morrendo por uma coisa que é meu dever, eu que te envolvi! Sou eu, EU! Que tinha que estar morrendo! Eu vou morrer logo, logo Kyle... — disse. — E não há nada que vocês possam fazer, porque eu não vou deixar. E eu preciso descobrir o maldito assassino dos meus pais. Nem que seja a última coisa que eu faça.

Depois dessa, foi como uma adaga que entrou na minha garganta. Por um lado, ela estava certa, mas nada do que ela dizia minha cabeça aceitava. Dei um suspiro e disse:

– Katy, eu QUERO me envolver nisso, porque eu não vou deixar você, a minha garota, se envolver nisso sozinha. — disse. — Se vai te matar, vou pedir para que seja eu. Se vai te machucar, quero que seja eu. Eu não consigo deixar você ir, Katy. Eu nunca, nunca amei ninguém como eu amo você em toda a minha vida...

– Kyle, eu só não quero que você saia prejudicado nessa...

– Katy, quantas vezes eu tenho que falar? Eu quero me envolver nisso! Eu vou defender o que é meu!

– Tem certeza que você quer isso?

– Absoluta. Nem precisava perguntar.

Ela me abraçou. Por um instante, era o paraíso. O paraíso no meio de um inferno extremamente sangrento. Por um momento, senti o que ela sentia: Sem saída. Um problema sem uma boa solução.

Quando chegamos na biblioteca pública, ela se esbaldou nos livros de cursos de detetive. Eu pegava alguns livros que me interessava, e lia. Ou inteiro ou pela metade.

Uma hora, eu senti vontade de usar o banheiro. Disse para Katy que ia e ela assentiu.


POV: Katy.


Com tanta coisa que eu estudava, até perdia a hora. Quanto mais livros eu lia, mais o meu "enigma" se resolucionava, mas ao mesmo tempo, ainda havia outras respostas pendentes, mas isso eu ia confirmar. De tanto que eu estudava, eu não percebia as pessoas á minha volta indo embora. Até que, de repente, uma mulher velha coloca as duas mãos em cada ombro meu e diz:

– Minha jovem, você gostaria de levar esses livros para casa? Já estamos fechando a biblioteca.

– Sim, eu gostaria sim. — respondi me levantando.

– Então venha comigo até o balcão para fazermos o empréstimo... E você veio acompanhada, não veio? Aquele rapaz já foi embora?

– Não, que eu saiba, ele foi só até o banheiro.

– Bem, eu tenho aqui um papel e uma caneta. Tudo de que eu preciso para fazer seu empréstimo é dar seu nome inteiro e o número de seu celular ou telefone.

Ela me deu o papel e a caneta. Anotei o número do meu celular, do telefone do apartamento e meu nome inteiro.

– Vou lá fazer o empréstimo. Não demore! — disse a mulher antes de sair.

Fui até o pátio. É que lá, era assim: Tinha um pátio, e nesse pátio havia o banheiro masculino e o banheiro feminino, e havia também um bebedouro. Com certeza, ele estaria lá.

No pátio, encontrei uma surpresa bastante magoante.

– Kyle? — chamei.

Ele se desgrudou de uma menina de cabelos castanhos cacheados. Ele estava beijando ela.

– Espere, Katy! Não é isso que você está pensando! — disse Kyle.

Já podia sentir uma lágrima escorrer no meu rosto. Caralho, eu amava ele pra caramba! Como ele pode me retribuir desse jeito?

– Não? E por que você estava beijando ela? — perguntei.

Ele olhou para ela.

– Você já sabe. — respondeu, como se quisesse ensinuar alguma coisa além daquela resposta.

– Poisé, eu já sei. — disse. — Você ama ela, e não eu. Então, por que você quis ficar comigo? Por que você me fez me apaixonar por você se você ama ela?

– Queridinha, ele já era meu antes dele vir para cá! — disse a garota.

– Cale a droga da boca! — disse para ela. — Tá tudo acabado entre nós. — dei meia volta e começei a ir até a bibolioteca.

– Espere, Katy! A gente precisa conversar! — berrava Kyle.

– A gente não tem mais nada para conversar. — respondi. — Você é realmente um babaca! Desde criança eu já sabia disso, mas eu não sei por que eu fui me envolver e perder meu tempo com você.

Peguei os livros e saí de lá chorando e correndo. Não queria mais ver ele. Não queria ouvir ele.

Como ele pode fazer isso comigo? Onde eu errei com ele?

Cheguei na rodoviária, peguei um taxi e pedi para ele ir até o meu apartamento.

Na viagem, excluí todas as mensagens dele, ainda chorando. O taxista tentava falar alguma coisa, mas não tinha palavras para me reconfortar. Então, durante toda a viagem, foi em silêncio.

Quando cheguei em casa, Alex não estava. Deve ter ido trabalhar e ter levado Lily. Foi até bom, porque eu precisava ficar sozinha.

No meu quarto, eu andava de um lugar para o outro, indecisa, sem saber o que fazer. Eu não conseguia estudar, porque na minha mente só havia as imagens do Kyle beijando aquela menina. Eu estava querendo exprimir meus sentimentos, mas ao mesmo tempo, estava com uma baita preguiça.

Me lembrei que ele poderia estar vindo aqui. Liguei na recepção:

– Alô? Aqui é a Katy Marshal... — disse.

– Olá, querida! Em que posso ser útil? — disse uma recepcionista que não consegui reconhecer pela voz.

– Eu gostaria que barrassem alguém antes que entrasse aqui.

– Quem devemos barrar?

– Kyle Broflovski. Um rapaz que usa um chapéu verde limão, ruivo, olhos verdes, pele clarinha...

– Tudo bem. Caso ele venha aqui nós o barraremos. Gostaria que fosse informada?

– Sim.

– Mais alguma coisa?

– Não, só isso. Obrigada.

– Disponha. Se precisar, estamos aqui.

– Tudo bem obrigada. — e desliguei.

Me enfiei debaixo das cobertas e dormi, tentando esquecer o que aconteceu hoje.

Notas finais
1- Amore di mina vida - Amor da minha vida, em italiano.
2- L'amour de ma vie, Je t'aime! - Amor da minha vida, eu te amo!, em francês.
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Eaí?