Nunca Vou Deixar Você Partir
27 Derek
Notas iniciais
Eu quero terminar essa fic logo, eu tenho excelentes idéias para a próxima fic >.<'
Boa Leitura! :)
POV: Katy.
Meu celular vibrou. Uma mensagem.
"Katy. Desculpe se te acordei, mas, eu preciso esclarecer umas coisas.
De: Derek
Para: Katy."
Fiquei surpresa. Fazia um bom tempo de que eu não via mensagem dele.
"Pode esclarecer, Derek. Mas, meu crédito tá acabando. Eu posso ligar para você?
De: Katy
Para: Kyle."
"Pode. É o mesmo número de sempre.
De: Derek
Para: Katy."
Me levantei da cama e fui até o telefone. Liguei para ele.
- Alô? Derek? — começei.
- É ele mesmo. Tudo bem, Katy?
- Tudo, e você?
- Eu tô com bastante jet lag. — respondeu.
- O que?! Você veio para Nova Iorque?
- Vim, e estou te esperando no aeroporto.
- Ah, ok, eu estou indo. Vou só trocar de roupa rapidinho.
- Ok.
- E... Você não queria esclarecer algumas coisas para mim?
- Eu acho melhor conversarmos isso a sós.
- Tudo bem, me fez de boba agora. — disse dando um risinho.
- Desculpe, não era essa a minha intenção.
- Não, tá tudo bem.
- Tá, até logo.
- Ok.
E então, desligamos. Dei um suspiro. Vou reencontrar com o meu ex. Queria poder ver o que vai acontecer. Fui até o meu quarto, coloquei um sobretudo bege e fui para o elevador. Mas ele estavam ocupados e eu estava com pressa. Desci as escadas mesmo.
Eu ia descendo os degraus quase correndo. Na metade, o degrau estava escorregadio, e por conta disso, escorreguei. E eu tentei me segurar nos escorrimões, porque, se eu não segurasse fortemente, eu estaria rolando escadas á baixo.
- Droga! — reclamei me recompondo no outro degrau.
Senti algo quente caindo pelos meus braços. Olhei para eles. Sim, era sangue. Mas ignorei e continuei a correr escadas á baixo. Na recepção, todos olhavam para mim curiosos, eu ignorei os olhares e fui até o taxi que estava saindo do hotel.
- Taxi! Taxi!! TAXIII!!! — chamei, na última vez ele parou.
- Perdão, moça. — desculpou-se, parando o carro. — Em que posso ser últil? — perguntou olhando para os meus pulsos sangrando.
- Quero que me leve até o aeroporto, por favor. — respondi entrando no carro.
- Acho melhor você ir até a um hospital. Olhe para suas mãos!
- Por favor, senhor, eu estou com pressa!
Ele meteu o pé no acelerador e então, corremos até o aeroporto por meio de atalhos. Paguei ele e fui até o encontro de Derek.
- Katy! — exlamou ao me ver, e logo me abraçou.
- Oi, Derek... — respondi ao "oi" dele.
Logo ele me soltou e olhou para os meus pulsos. Ele pegou minha mão esquerda e viu o enorme da ferida que estava sangrando. Na hora, senti começar a doer.
- Ai... — reclamei pegando meu braço de volta e o escondendo com meu sobretudo, mas eu saba que não podia esconder o rastro de sangue que ele fazia.
- Katy, temos que ir para o médico! Olhe só para o seu braço! — exclamou Derek.
- Não, tá tudo bem. — disse. — Eu resolvo isso em casa.
E então, ele pegou sua mala verde escura atrás dele e carregou até chegarmos a um taxi.
No taxi, quando me sentei nos bancos de trás, ao lado dele, dei um longo suspiro e começei a olhar para os meus pulsos.
- Katy, você parece... triste. — disse Derek. — Você está com olheiras profundas, e eu não comentei isso na hora que te vi porque estava preocupada demais com seu braço.
- Ah, não é nada. — respondi. — Eu andei trabalhando muito, só isso.
- Não é, eu sei que seu suspiro é de alguém que está magoado, está triste. — disse. — Pode me dizer, Katy. Eu também tenho sentimentos, e é claro que eu posso entender e ajudá-la.
Olhei para ele para ver se ele falava sério. Só seus olhos me encaravam preocupadamente, e sua postura parecia que havia um certo quê de tristeza.
- Eu... Eu terminei com o meu namorado recentemente, o Kyle. — respondi. — Ele estava beijando uma outra garota na minha frente. E ele, quando está comigo, diz que me ama, e tudo mais, e isso só me deixou mais apaixonada por ele. E, quando vejo aquela cena, todos aqueles sonhos que construímos juntos desapareceram. Todo aquele amor que eu sentia por ele, parece que começou a doer, a inflamar dentro de mim, e eu não pudesse fazer nada. Era como se, aquele momento, fosse a minha morte. Ah, cansei de ser poética. Você entendeu, né?
- Entendi, sim... — respondeu seguida de um suspiro cansado. — Mas, você já conversou com ele?
- Eu não quero mais ver ele.
- Katy, não seja tão dura como foi comigo. Não cometa o mesmo erro. — disse balançando a cabeça negativamente. O que ele falou, parece ue a ferida inflamou mais ainda. — Por que você não conversa com ele, pergunta o que realmente aconteceu? Nem tudo o que a gente quer ouvir é realmente a verdade.
- Eu, não sei se eu tô pronta pra desculpá-lo novamente.
- Katy, você pode resolver isso, e eu confio em você. — disse Derek. — Você pode resolver seus dois problemas sem derramar sangue ou lágrima nenhuma.
- Obrigado, Derek. — agradeci.
O restante da viagem até o meu apartamento, foi com ele me falando de sua viagem. Aquela ferida, começou a sangrar. De repente, me lembrava de que eu estava com o Derek, e de repente também, eu estava com o Kyle. Eu não estava começando a gostar do Derek de novo, eu só me lembrava de tudo o que eu passei com ele. Eu realmente estava apaixonada pelo Kyle, mas ele só me ilusionou e eu não consigo esquecer ele.
Quando chegamos, finalmente, no meu apartamento, ele deixou as malas perto do sofá, fui fazer um curativo para os meus pulsos e fomos tomar café.
- Você sabe que horas são? — perguntou.
- Não, pera, que eu vou olhar... — disse pegando o meu celular. — Seis e quareta e oito. Por que?
- Não está cansada?
- Não.
- Posso começar a... falar?
- Claro, faça o favor.
Ele coçou a garganta duas vezes.
- Tudo começou, na época em que eu tinha seis anos, vi meu irmão uma vez na rua perto de casa...
"- Patrick? O que você tá fazendo aqui? — perguntei.
Ele olhou em nossa volta, e viu que não havia ninguém na rua. Me pegou pelos colarinhos do meu sueter azul e me legou até a um beco onde ninguém frequentava. Por um momento, pensei que meu irmão iria me matar, e eu fiquei estático, sem dizer nada.
Quando finalmente chegamos no beco, ele soltou os colarinhos do meu sueter e deu mais uns três passos para frente, e passou a mão pelo queixo, antes de respirar fundo e se voltar para mim:
- Derek, eu preciso da sua ajuda. — disse.
- Em que você precisa de ajuda, Patrick? Eu não tenho mais dinheiro...
- Não é de dinheiro que eu preciso agora, porra!... — ele pareceu irritado, mas logo se controlou. — Eu sou psicopata. E eu quero me vingar de três pessoas que fazem parte da mesma família.
Eu fiquei chocado. Meu irmão nunca demonstrou ser um psicopata. Ele só violentava as pessoas, como ele me dizia. Mas não sabia que violentar havia virado um vício.
- Sinto muito, irmão, mas eu n...
- Como assim não pode ajudar? — disse ele, levantando o tom da voz e me interrompendo.- Eu estou TE OBRIGANDO a me ajudar.
- Senão o que? Senão eu morro? Pode me matar então, porque eu não vou matar ninguém. E então, seu plano vai ser dificil de ser realizado, já que não tem um babaca para te ajudar! — respondi levantando o tom de voz.
- Eu não vou te matar. E esse babaca é a pessoa de quem eu preciso. — disse dando um sorriso malicioso.- Eu estava planejando matá-los mais tarde, mas já que você está teimando...
Primeira coisa que eu pensei: a minha familia. Meus pais só haviam condições de cuidar de mim, e não de Patrick quando nascemos.
- Isso é errado, Patrick! — exclamei.- Quero que me mate no lugar deles!
- Eu já disse que não vou te matar, Derek!
Dei um suspiro. Não havia outra saída?
- Escolha outra pessoa para fazer isso.- disse seco.
- Não. Eu. Quero. VOCÊ.
Não, não havia saída.
- Eu aceito. — respondi.
Ele deu um sorriso de vitória.
- Excelente! — exclamou. — Venha comigo até a minha casa, onde eu estou hospedado."
Ele parou um pouco, com lágrimas nos olhos, e logo continuou.
- E então, passou, mais ou menos de, uma semana e eu não contei nada pros meus pais. Nem sobre que eu encontrei o Patrick na rua, nada, nada mesmo. Você lembra que eu fui para para Seattle para ver meu irmão? — respondi balançando a cabeça positivamente. - Eu, na verdade, fui para São Francisco, fazer o plano para matar a família bastarda...
" — Temos que poupar a vida da garota por enquanto! — exclamei. — Você não tem dó de matá-la? Ela é só uma garotinha...
- Eu sou psicopata, lembra? Eu adoro matar as pessoas, principalmente criancinhas... — disse antes de rir.
Aquilo me fez dar uma repulsa interna e silenciosamente.
- Vamos só... poupar a garota, ok?
- Ok... — respondeu se levantando. — Irmãozinho, eu vou sair.
- Vai pra onde? — perguntei.
Ele já estava abrindo a porta.
- Já ouviu falar de passeio noturno? — após dizer isso, ele saiu e fechou a porta."
- Vocês estavam falando de... mim? — perguntei, bastante surpresa.
- Aham.
- Meu Deus, eu tô surpresa...
- Continuando... — disse. — Depois daquele dia, fomos para South Park. Foi lá onde matamos Edwin Marshal. — meu avô. — E, a esposa dele, Raphaela Marshal se envenenou com venenos naturais, após alguns meses da morte do marido. E, esses venenos, acho que não eram reconhecidos como venenos quando eles faziam um tipo de análise no corpo da pessoa, quando ela morria, para ver se ela se envenenou, ou se o coração parou de bater, sei lá...
"- Qual é a nossa próxima vítima, Derek? — perguntou meu irmão.
Eu já estava ficando cada vez mais maduro. Cada dia eu amadurecia um pouquinho mais. Isso porque eu só era uma criança de seis anos e já matava as pessoas. Patrick me ensinou a ser assim, quando se tratava com os assuntos dele.
- São... Catherine e David Marshal...
- Perfeito! Mal podia esperar por eles..."
- Vocês. Mataram. Meus. Pais!... — exclamei, estaticamente surpresa.
- Eu posso terminar?
- Ok, ok... Desculpe!
- Contudo, eu voltei para Nova Iorque. Deixei passar nove anos sem ver Patrick. Era uma coisa boa, porque eu estava me envolvendo demais no assunto. Eu já estava me sentindo o vilão da história, mas isso era a última coisa que eu queria me sentir. Contudo, depois de três anos, quando eu estava na quarta série, no meu intervalo, Patrick invadiu o pátio da escola para vir falar comigo...
"- Cara, vamos? — convidou Patrick.
Todos presentes no pátio nos olhavam como se Patrick fosse algum traficante de drogas e eu um usuário da droga dele. Ninguém falava nada, ninguém se mexia. Todos só ficaram olhando para nós curiosos.
- Para onde?
- Para São Francisco, lembra?
- Desculpa, agora eu não posso e você sabe disso.
- Eu sei disso, maninho... — respondeu. — Você vai pra lá.
- Eu sei, e eu vou... — respondi. — Quando eu sair da aula eu vou. Mas eu não quero matar ninguém mais, eu estou me sentindo mal.
Ele assentiu e pegou uma cadeira que estava na frente dele e jogou em Luke Hills (um garotinho que na época, tinha cinco anos), e o matou na frente da escola inteira, e ainda saiu na maior naturalidade. Não conseguia mais ver o garoto, só conseguia ver o sangue formando poças em volta dele. Todos na escola passaram por uma psicóloga, para ver se ficara traumatizado. E a escola também fora processada pelos pais de Luke, por deixar que Patrick deixasse entrar e matasse Luke. Á partir daquele dia, pude concluir que em lugar algum, e em hipótese alguma, você está seguro. Não segurança. Segurança é só uma fantasia criada pela mente.
Depois da escola, disse para meus pais que eu iria visitar meu irmão em São Francisco. Eles deixavam eu ir, pois achavam que esse era o melhor jeito de eles se reaproximarem de Patrick.
Era incrível, para um garoto que tinha a mesma idade do que eu, fazer coisas tão horrendas assim."
Ele pegou um copo de água e tomou.
- Contudo, Patrick continuou me forçando a ajudá-lo a matar seus pais de qualquer jeito, e eu tentei recusar de todos os jeitos. Ele até prometeu que ia matar minha mãe e meu pai na minha frente, e ia matar devagarmente, só para eles sentirem mais dor. E, acabei aceitando fazer isso novamente, mas não porque ele me obrigou, e sim pleos meus pais. Certo dia, achamos a casa de vocês. E fomos bem, mas bem de madrugada matar seus pais. Eu fiquei num lugar bem escondido para vigiar a porta, que foi ordens do meu irmão. E ele entrou na casa. Foi então que ele matou seus pais, e decidimos te poupar por enquanto. Mas, agora... agora é a hora certa para você morrer... - continuou.
Me levantei da cadeira, com um movimento brusco, e me afastando dele para ver se ele ia me atacar.
Eu já podia sentir a dor, me afetando antes de eu ser tocada por meio de socos ou da bala. Ele nem se mexeu,
- Eu não vou te matar, eu já te disse que eu estou aqui para te proteger. — disse.
Voltei a me sentar na mesa mais tranquilizada.
- E por qual motivo ele matou toda a minha família?
- Eu não sei. Ele nunca me falou sobre essas coisas.
- E como vamos descobrir?
- Eu não sei.
- Talvez sua mãe deva saber.
- Vamos ir lá perguntar para ela?
E então, levantamos da mesa e fomos até a porta. Quando a abrimos, outra grande surpresa...
- Titia?! Titio?! — exclamei.
- Olá, Kat? — ela sempre me chamou de Kat. Ela acha que é legal esse apelido. — Como vão as coisas?
- Ah, vão muito bem! — menti.
- A Lily está, não é mesmo? — perguntou.
- Sim, ela está dormindo. — respondi.
- Ah, pois deixe me pegá-la.
- Deixe eu me despedir dela primeiro. — disse. — Você me espera, Derek?
Ele balançou a cabeça positivamente e eu fui.
Lily estava dormindo, ainda. Fui do lado dela e começei a acordá-la. Aos poucos ela ia abrindo os olhinhos.
- Katy... O que está acontecendo? — perguntou.
- Seus pais chegaram.
Ela abriu os olhos, admirada.
- Não brinca..
- Não estou brincando. — respondi. — E eu vi aqui me despedir de você.
- Ah, então tá... — disse triste. — Tchau, Katy! Vou sentir muita falta sua! — e então, ela me puxou para um abraço.
- Eu também.
Ficamos um pouquinho lá. Depois, ela me soltou do abraço e pegou um CD que estava em baixo da cama dela e me deu.
- Eu sabia que seria assim, Katy. — respondeu. — Então, eu gravei esse vídeo me despedindo de vocês.
Peguei o CD e ela se levantou e trocou de roupa rapidamente. Depois, ela pegou suas malas e foi até a sala. Coloquei o CD em cima da cama e fui atrás dela.
- Ah, Katy! — chamou minha tia. — Deixei meu telefone e e-mail em cima do seu sofá. Estamos com pressa. Vamos morar em Londres agora e não podemos perder tempo. Adeus. — e então, ela foi embora com a Lily.
- O que vamos fazer agora? — perguntou Derek.
- Vamos para a casa de Olívia. Olívia O'Conner.
- Da minha mãe?!
- Precisamos interrogá-la. — respondi. — E antes de que você me pergunte, ela nunca me viu. Fique tranquila.
- Ah, ok.
E então, saímos. fomos até um taxi e vimos Lily entrar em outro taxi muito triste. Senti pena dela.
Depois, quando chegamos na casa dela, ele bateu na porta e chamou a mãe.
- Detalhe, tudo o que ela perguntar para você, se eu balançar a cabeça positivamente, responda sim, se eu balançar negativamente.
- Ok.
E então, Olívia apareceu.
- Filho! Você novamente, Srta...
- Srta.Thomas! foi o único sobrenome que eu sonsegui lembrar.
- Ah, sim. — disse. — Quer me interrogar mais um pouco? — senti Derek me fuzilar com os olhos.
- Sim, falta mais um pouco para mim resolver aquele caso.
E então, entramos e nos sentamos no sofá dela.
- E então? Já se conheceram? — perguntou Olivia olhando para Derek.
Derek olhou para mim. Balancei a cabeça positivamente.
- Sim, ela veio a minha procura em Berlim. — respondeu Derek.
- Fantástico! — exclamou Olivia. — Como conseguiu descobrir que ele estava em Berlim? Que eu me lembre, eu não te disse que Derek estava em Berlim.
- Um detetive não revela suas táticas. — disse. — Estou prestes a descobrir esse caso. Recebeu mais informações de Patrick?
- Não.
- Então quero que me conte TUDO o que sabe sobre Patrick O'Conner.
Ela começou a contar. Mas nada que ela contou respondia a pergunta: "Por que ele matou a minha família?". Resolvi desistir.
Quando saímos da casa, Derek quis ir visitar Stan. E, eu fui aproveitar meu domingo estudando alguns enigmas pela internet no meu apartamento, no meu quarto. Quando deu umas sete horas, Derek voltou, foi pegar suas malas e foi dormir em uma pousada próxima. Comi um pouco (mas não jantei), coloquei meu celular para despertar e fui dormir, me desejando boa sorte amanhã
Notas finais
Mas, eai? Gostaram?
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