Nudez Mortal

26 Um passo a frente.


Notas iniciais
Oi meninas, estou de volta com mais um capítulo quentinho.
Espero que gostem, tem Bella e Ed bem hot.

FINAL DO CAPÍTULO ANTERIOR

- Escuta Edward, eu não devia ter pedido isso para você e eu não estou a fim de vê-lo se complicar por minha causa...

— Caladinha Bella... – Ele se empolgava com as barreiras que surgiam e ele ia traspondo.

— Edward, por favor...

— Bella, nós ultrapassamos as barreiras e abrimos a porta. Cabe a você decidir se a gente segue em frente ou recuamos pelo caminho que não nos dará as respostas. Você escolhe.

Agora estava feito... Ela havia quebrado regras e que Deus a ajudasse.

******

Bella se lembrou das três mulheres que morreram, que ela não pode salvar. Não tinha descoberto algo importante para impedir suas mortes. Ela olhou para ele que a encarava esperando uma resposta. Então ela virou-se e ele continuou a dança dos dedos no teclado.

Ela foi servir mais vinho e continuou a olhar os dados que estavam na tela. Estava tudo em ordem. Pagamentos em dia. Investimentos normais e bem conservadores. Tudo bem que o gasto em roupas e joias era demasiadamente grande, mas aquilo não era um crime. Nem mesmo ter uma segunda casa é um crime.

Algumas contribuições feitas para o grupo conservador politico era normal, por mais que ele se dissesse moderado.

Bella ouviu um xingamento baixo feito por Edward e virou o seu olhar para ele. Ele estava tão concentrado que era como se ela nem estivesse ali. Ela nunca imaginou que ele soubesse fazer tanta coisa com o computador. Charlie falava para ela que é algo tão complexo esse tipo de pesquisa que somente técnicos e hackers conseguiam.

Mas lá estava ele, lindo, rico, fazendo um trabalho que geralmente era passado para alguém do escritório em que trabalha.

Por um momento ela esqueceu o que ele estava fazendo e sorriu para ele.

- Sabe de uma coisa Edward? Você é uma pessoa linda.

Então ela viu que pela primeira vez conseguiu pega-lo desprevenido. Ele olhou para ela e ficou encarando aqueles olhos da cor de chocolate por alguns segundos. Mas logo depois ele sorriu aquele sorriso torto que a fazia ficar sem ar.

- Você vai ter que fazer bem mais que isso para me agradecer, Tenente. Eu coloquei você lá dentro.

- Verdade Edward? – Como um raio ela girou seu corpo em direção as telas. – Mostra logo.

- Telas dois, três e quatro.

- Enfim estamos no fundo do poço. – Ela avaliava as contas e os números. – Parece que está tudo dentro do esperado de acordo com o salário que ele ganha.

- Verdade. Um pouco de juros ganhos a partir dos investimentos feitos... – Edward avaliava cada detalhe das páginas mostradas nos telões. – Algum dinheiro ganho com palestras. Ele vive na corda bamba, mas dentro do limite das posses dele.

- Merda. – Ela bebeu de um gole só o vinho que estava em sua taça – Existem mais coisas para podermos fuçar?

- Vindo de você, uma mulher linda e muito inteligente isso é considerado uma pergunta boba. Contas ocultas. Dois tipos de livros contábeis são a forma mais antiga de esconder contas de entradas ilícitas.

- Mas se estamos falando de dinheiro ilícito, quem seria burro o bastante para documenta-lo?

- Uma pergunta que sempre terá a mesma resposta sempre. Todos documentam isso em uma conta oculta. E antes que você me pergunte, ai vai a resposta. Sim. Eu também tenho uma conta oculta.

- Não preciso saber dessas coisas Edward. – Ela fechou a cara para ele.

- O fato é. Como eu faço isso, eu sei muito bem como se faz. Temos todos os dados aqui presentes, não é verdade? – Com alguns comandos no teclado ele fez com que todos esses dados se unissem na tela um. – Vamos mais além do fim do poço. Computador pesquisar todas as contas no exterior no nome de Volturi, Aro.

- Não existem os dados solicitados. – A maquina repassou.

- Sempre existe. Sempre há mais para fuçar. – Ele começou a dança dos dedos no teclado. A maquina soltou um apito agudo.

- Que som é esse Edward?

- É o computador me avisando de que eu esbarrei em uma parede de proteção. – Ele se animou e então como alguém que finalmente entraria no jogo com tudo, ele tirou o paletó e dobrou as mangas da camisa. – Se existe uma parede sólida, existe sempre algo por trás dela.

Ele continuava trabalhando com uma única mão enquanto bebia o vinho com a outra. Quando repetiu o comando anterior para a maquina, ouviu uma resposta diferente.

- Dados protegidos.

- Olha só, começamos a nos entender então.

- Edward, como você faz...

- Silêncio Bella. – Ele falou e Bella não teve opção a não ser sentar calada na cadeira ao lado dele. – Computador, eu quero uma pesquisa numérica e alfabética de todas as combinações de senhas possíveis. – Satisfeito com o andamento da pesquisa ele se recostou na cadeira para relaxar. – Isso aqui vai demorar um pouco Bella, por que você não vem aqui?

- Então você vai me falar como... — Ela não conseguiu terminar de falar por que foi pega de surpresa quando ele a puxou para senta-la em seu colo. – Edward, isso é importante. Não podemos...

- Isso também é importante. – Tomou a boca dela com impaciência e deslizou a mão da coxa até a curvatura dos seios. – Essa busca pela senha correta pode levar muito tempo, uma hora talvez. – As mãos dele, como um passe de mágica, já estavam embaixo do suéter dela trabalhando em carícias ousadas na pele dela. – Pelo que eu sei de você, você detesta perder tempo.

- Isso mesmo. Detesto. – Bella pensou que era a primeira vez que sentava no colo de um homem e não se sentia incomodada com isso. Retribuiu o beijo com toda a vontade e desejo que transbordava dentro dela. Porém um zumbido a fez parar e ela ficou surpresa quando viu uma cama surgindo de uma abertura que ela nem havia notado antes. – Olha só, o homem tem tudo mesmo.

- Não tudo. – Ele sorriu quando a levantou no colo e a levou em direção à cama. – Mas terei tudo logo, logo.

- Edward. – Ela tinha que admitir que estava amando ser carregada no colo.

- Diga.

- Eu achava que a mídia de um modo geral colocava ênfase demais sobre o sexo.

- Você pensava isso?

- Pensava. – Ela falou sorrindo e de modo rápido ela fez um movimento que o desequilibrou e derrubou os dois na cama. – Não penso mais.

Ela aprendeu com ele que fazer amor pode ser algo intenso, poderoso e muito excitante. Ela só não podia imaginar que pudesse também ser algo divertido. Foi uma grande surpresa para ela saber que podia rir e brincar com ele sobre a cama. Como se fossem crianças.

Cócegas, beijinhos, mordidinhas. Sorrisos bobos e gargalhadas que a deixavam sem ar. Ela nem sabia que podia soltar risadas como aquelas em sua vida. Ela gargalhou enquanto imobilizou Edward de costas na cama.

- Peguei você garotão.

- Pegou mesmo. – Amando cada momento com ela, ele se deixou ficar preso embaixo dela ao mesmo tempo em que ela depositava beijos por todo o rosto dele. – E agora que você me pegou, o que vai fazer comigo?

- Usar e abusar de você. – Ela mordeu o lábio inferior dele. – Aproveitar você. – ela puxou a camisa dele para fora da calça e a tirou com uma rapidez impressionante. – Você tem um corpo esplendido. – Para comprovar o que estava dizendo deslizou a mãos pelo peito dele, pela barriga definida. – Eu achava também que essas coisas de manter o corpo bonito eram valorizadas demais. Afinal de contas, hoje em dia é muito fácil ter um corpo bonito.

- É, mais eu não comprei o meu corpo. – Edward se viu defendendo seu físico como nunca antes.

- Não comprou, mas eu sei que nessa sua imensa casa deve ter uma aparelhagem de ginastica de última geração. Não é verdade? – Deitando mais ainda por cima dele, ela deu beijos sensuais em toda a extensão do pescoço aos ombros. – Quero vê-la qualquer dia desses. Seria bem legal ver você suar.

Como um tigre atacando ele rolou na cama e em um piscar de olhos ela estava por baixo dele. Ele sentiu quando os músculos dela se retesaram, mas logo sentiu o prazer de observar como ela enfim relaxou embaixo dele. Aquilo era um bom sinal. Ela começava a confiar nele.

- Eu quero muito malhar com você tenente. Quando você quiser. – Ele puxou o suéter dela por cima da cabeça dela.

Ele liberou as mãos dela e sentiu que seu peito ia explodir de emoção quando ela o puxou para um abraço cheio de amor e ternura.

Ela era tão forte, enquanto ele sentia que os sentimentos iam mudando de uma simples brincadeira para um momento de ternura. Ela era tão simples, tão macia, tão cheia de problemas. Ele a possuiu com toda ternura que existia dentro de si. Ouvia o gemido suave dela enquanto ele absolvia todo choque do prazer.

Ele precisava com urgência dela. Isso ainda o deixava muito assustado, a necessidade que ele tinha dela. Ele ajoelhou-se e a trouxe consigo. As pernas dela o agarravam como um laço poderoso. O corpo dela se arqueou para trás. Ele tomou a boca dela enquanto a penetrava lenta e constantemente.

Toda vez que ele sentia o corpo dela estremecer ele se sentia forte. A pele branca e sedosa da garganta dela era um baquete cheio para ele. Ele provava o sabor dela, beijava com volúpia cada pedaço. Era um banho sensual que ele se permitiu proporcionar para ela.

E enfim, no momento intenso de prazer ela só falou o nome dele. Edward.

Bella decidiu que fazer amor a deixava renovada e cheia de uma energia poderosa. Não ficou constrangida ao vestir suas roupas ainda com o corpo cheirando a prazer. Cheirando única e exclusivamente a um prazer que só ele poderia dar.

- Eu me sinto protegida ao seu lado. – Ela disse isso, mas ficou assustada por que sabia que admitir isso dava a ele uma vantagem sobre ela. Ainda que pequena.

Ele admitiu que para ela, assumir isso era como soltar um grito aos quatro ventos de que estava perdidamente apaixonada.

- Eu fico feliz por isso. – Ele traçou cada angulação daquele rosto com estrema delicadeza. – Também me sinto bem estando com você.

Ela virou-se para as telas que exibiam diversos números e sequencias de letras. Ficou nervosa ao ouvir a declaração dele.

- Por que você quis me falar sobre sua infância e sobre o seu pai?

- Acho que você não costuma se envolver com alguém que não conhece. – Ele admirava as costas dela enquanto colocava a blusa e a fechava. Você me contou sobre você e eu achei que tinha que falar sobre mim. Espero ainda que você tenha confiança em mim e me conte quem te machucou tanto quando você ainda era uma menina.

- Já falei para você que eu não lembro quem foi. – Ela sentiu o próprio pânico em sua voz. – Eu não preciso me lembrar.

- Não precisa ficar assim. – Ele massageou os ombros tensos dela. – Não vou pressionar você a nada. Eu sei o que você passou e como teve que ter forças para modificar sua vida. Eu sei como é difícil afastar-se do que existiu antes.

Como ele poderia explicar para ela que não importa o quanto fugisse o passado sempre seria como uma sobra atrás de si.

Mas Edward apenas a abraçou por trás circundando seus braços pela cintura dela. Sentiu seu coração disparar quando ela colocou as mãos em cima das suas. Sabia que ela estava novamente concentrada nos monitores e percebeu o instante em que ela viu algo neles.

- Filho da mãe, idiota. Olha só para aqueles números Edward. Gastos e rendimentos são praticamente iguais.

- Nada de praticamente. Eles são iguais. – Ele a soltou por que sabia que a policial que acordou dentro dela ia querer se mover pela sala. – Iguais até mesmo nos centavos.

- Não pode ser. Isso é impossível. Ninguém gasta exatamente o que ganha. Toda pessoa normal leva sempre um dinheiro no bolso, para compra uma Coca em uma máquina, comprar uma lembrança de camelô. Eu sei que hoje quase tudo é gasto através de cartão, transferência eletrônica, mas tem que existir um dinheiro vivo, espécie circulando. – Ela virou-se para ele bruscamente. – Você já sacou o que tudo isso significa. Anda Edward, desembucha.

- Achei que seria legal se achássemos onde ele esconde o ouro. – Ele olhou o exato momento em que a luz vermelha da máquina tornou-se verde. – Parece que achamos a mina. Ora, ora... Como previ, o Volturi é um homem bem tradicional. Ele confia nos bancos suíços. Exibir dados na tela dois.

- Caramba! – Bella exclamou.

- Os resultados das contas mostram os valores em francos suíços. Converter para dólar americano. Mostrar na tela três. Como podemos ver a carta de investimentos dele quadruplicou.

- Eu sabia que ele ficava com dinheiro para si. – A adrenalina corria rápida pelo sangue de Bella. – Inferno, eu sabia. Da uma olhada nas retiradas feitas por ele no ano passado. Vinte e cinto mil dólares por trimestre. Isso da um total de cem mil dólares Edward. – Ela virou-se para ele. – Isso bate com a lista da Jéssica. Volturi... Cem mil dólares. Ela o estava chantageando.

- Talvez você consiga provar isso.

- E irei provar. – Ela começou a circular pela sala. – Ela o tinha em suas mãos. Talvez fosse alguma coisa ligada a sexo ou a algum tipo de suborno. Talvez ela tenha pedido mais e ele não estava mais aguentando a chantagem. Então ele deu fim a tudo. Tem alguém tentando acabar com as minhas investigações. Alguém que tem poder suficiente para ter acesso a todas as minhas informações. Tudo aponta na direção dele.

- E quanto às outras duas vítimas?

A mente dela trabalhava em uma velocidade assustadora.

- Ele usava o trabalho de uma prostituta para se divertir. Pode muito bem ir atrás de outra. Jéssica e Lucinda sabiam da existência uma da outra. Uma delas pode sim ter conhecido Lua e tê-la indicado para ele. Ou ele pode ter escolhido aleatoriamente. Ele talvez tenha se empolgado com a primeira morte e pode ter feito às outras duas para se sentir poderoso.

Parou de andar pela sala e virou-se para olhar para Edward que fumava tranquilamente sentado na poltrona.

- Stanley é um dos aliados do Volturi. O Volturi tem se mostrado totalmente a favor da lei a favor da moral que Stanley vai apresentar essa semana. As vitimas são simples prostitutas. São mulheres sem pudor algum que são legalizadas para trabalhar com seu corpo e existe uma delas o chantageando. Que tipo de perigo ela poderia representar quando ele lançasse sua candidatura para governador do estado? Droga... Estou falando um bando de besteiras.

- Para mim tudo que você falou se encaixa perfeitamente.

- Não quando você para avaliar verdadeiramente o sujeito. Stanley não tem inteligência para agir assim. Eu penso sim que ele seria capaz de matar, mas não teria uma mente tão esperta para bolar um plano de assassinato tão complexo. Ele não consegue recitar um código penal sem que alguém sopre para ele em seu ouvido. Matar alguém em um momento de desespero eu entendo que ele faça, mas planejar passo a passo três mortes, não.

- Então ele teve ajuda de alguém.

- Pode até ser. Se eu pelo menos conseguisse pressiona-lo quanto a isso.

- Eu posso te ajudar nisso. – Edward deu uma ultima tragada e apagou o cigarro. – O que será que a mídia faria se recebesse de mão beijada informações sobre as contas clandestinas do Secretário Volturi?

Bella sorriu ao imaginar a cena.

- Ele seria sacrificado. E se ele estiver envolvido ou souber de algo, mesmo que ele tenha uma horda de advogados o cercando, eu farei com que ele abra o jogo.

- A bola está com você tenente, é só marcar o ponto.

Bella pensou nas regras que tinha que seguir, afinal ela não tinha conseguido aquelas informações dentro da lei. Ela fazia parte de um sistema... Mas ela lembrou as três mulheres mortas e talvez pudesse evitar que mais três pessoas morressem.

- Há alguém, uma repórter. Ângela Webber. Mande tudo para ela.

Notas finais
E ai meninas... Ângela vai amar receber esses dados.
Muito fofo eles dois juntos né...ele está conseguindo romper as barreiras da Bella.
Quero muitos comentários e quem sabe recomendações das leitoras novas...