Nudez Mortal
6 Sentimentos Desconhecidos.
Notas iniciais
Estou tentando passar pra vocês o melhor de mim.
Mas uma vez vou explicar que essa fic é baseada na série mortal da Nora Roberts e leva o nove do primeiro livro da série, Nudez Mortal.
Os personagens, quase todos são da tia Sthep e alguns são de The Vampire Diaries, outro eu mesma criei.
Qualquer dúvida me perguntem nos comentários.
Final do capítulo anterior
...
– Não. Eu não era amigo da vítima. Era amigo da família dela. – Ele falava enquanto notava que ela esfregava as mãos por dentro do bolso do casaco. – A senhorita está quase congelando tenente
Ela tentou fazer com que suas pernas parassem de tremer. Parou de esfregar as mãos, mas logo se arrependeu, pois suas pernas tremeram mais ainda.
– Somos amigos há muito tempo. Amigos bem próximos. — Ele olhava para ela, agora com bastante interesse. Estava quase vendo a hora que os dentes dela iam começar a bater com tanto frio. O vento frio espalhava os fios que ela havia deixado solto do coque que ela havia feito. Fios esses que brincavam pelo rosto dela. Um rosto inteligente, forte, sexy. Qualidades, na opinião dele, para olhar mais de uma vez para uma mulher. – Você não acharia melhor que fossemos conversar em outro lugar? Um lugar mais quente.
POV Bella
– Eu ia mesmo procurar por você, mas já que eu o encontrei aqui preciso só fazer umas perguntas. – Ela falou tentando controlar sua tremedeira.
- Imagino que você estava voltando para Nova York não é tenente? – Perguntou ele indo em direção ao carro.
- Sim, mas...
- Então como estamos indo para o mesmo lugar você pode vir comigo e terá todo o trajeto até lá para me fazer perguntas.
- Só preciso de algum tempo e depois pedirei para que você compareça a Central para que tenhamos uma conversa melhor. – Ela falava enquanto tentava acompanha-lo em direção aos carros.
- Olha, eu detesto perder tempo com qualquer coisa. Então vamos logo aproveitar todo o tempo que teremos juntos.
Ele ia andando bem rápido tentando controlar suas mãos, que tremiam não pelo frio, mas por um motivo que ele ainda não descobriu e que estava com medo de descobrir.
Pela primeira vez Edward Cullen estava com medo.
- Você deve ter chegado aqui na cidade e ter pegado um carro alugado não é Tenente?
- Sim. Não tive como vir no carro da polícia até aqui.
- Vou providenciar para que ele seja devolvido. Você segue comigo no meu carro, vai ser melhor assim. Passe-me as chaves do seu carro.
- Olha, não vai ser preciso. Eu...
- Tenente, estamos realmente perdendo tempo. Eu gosto das coisas simples. Você vai para o aeroporto agora, eu também. Você vai pegar um avião que a levará para Nova York e eu irei no meu avião. Vamos unir o útil ao agradável. Você quer me fazer perguntas e eu estou disposto a respondê-las. Então... — Falou ele esticando a mão para receber as chaves que ela relutantemente entregava.
- Ok. Você tem razão. – Mas no mesmo instante se arrependeu ao olhar para uma limusine enorme que estava com a porta aberta e com um motorista todo uniformizada esperando para que o patrão entrasse.
Ele sorriu ao ver que ela hesitava em entrar na limusine. Ele entrou e esticou a mão para que ela pegasse e entrasse no carro. Foi então que ele sentiu uma corrente elétrica passando entre eles com apenas aquele toque entre as mãos.
Ela também sentiu e foi isso que a fez entrar rapidamente e largar a mão dele com mais rapidez ainda.
Para tentar se acalmar ele deu instruções para que o motorista entregasse o carro dela na locadora em que ela o alugou, logo após eles fossem deixados no aeroporto.
- Tenente, você aceita um pouco de conhaque para esquentar um pouco esse frio?
Ela olhos seriamente para ele e fez uma negativa com a cabeça.
- Desculpe, esqueci que você está de serviço. Então seria melhor um café.
- Sim, por favor. Puro se possível.
Ela tentava não demonstrar o quanto estava amando o calor que a envolvia dentro do carro. Ela sentia todo o frio abandonado o seu corpo enquanto olhava ele apertar alguns comandos no AutoChefe para preparar dois cafés.
- Boa escolha. Uma mulher do tipo que eu aprecio. – Falou ele enquanto entregava para ela uma xicara com café em um pires.
Bella sentiu o aroma do café invadir suas narinas e tomar conta de todo os seus sentidos. Ela começou a flutuar e a se sentir no céu com aquele cheirinho do café.
Ela provou um gole da bebida e quase ronronou como uma gatinha que tem sua barriga afagada.
Aquele líquido era café de verdade. Não era uma mera imitação feita com produto vegetal aromático, que hoje em dia era normalmente utilizado após a destruição das árvores das florestas tropicais no século passado. Aquilo era o produto real, torrado e moído a partir de deliciosos grãos que ela não ia perder tempo pensando de onde vinham. A cafeína reinava naquele líquido
Ela tomou mais um gole e dessa vez não segurou o gemido que soltou.
Ele olhava admiradamente para ela. Ele percebia o prazer que ela estava sentindo e ficou curioso.
- Tenente. Algum problema com o café?
- Você sabe, ou ao menos imagina a ultima vez que eu coloquei na minha boca um café de verdade?
- Não. — Ele respondeu sorrindo para ela.
- Pois tenha certeza que nem eu sei essa resposta.
Ela falou e dessa vez não ligou que ele olhasse o quanto ela estava se deliciando com aquela xicara de café.
- Cullen, você terá que me desculpar, mas esse é um momento muito íntimo e importante na minha vida. Vou deixar para fazer minhas perguntas a você quanto estivermos no avião.
- Tudo bem então.
Enquanto isso ele iria ficar apreciando aquela mulher intrigante.
Incrível. Seus instintos nunca falharam assim antes. Ele sempre soube identificar quando havia um tira por perto, foi assim a vida toda.
Afinal ele havia começado a juntar sua fortuna e sua fama de forma não muito correta, se é que se pode usar essa forma de dizer. Ele sempre trabalhava em formas que pudesses burlar as leis. Ele havia parado de utilizar os meios escusos há muito tempo, mas não se arrependia de nenhuma forma de como começou a ser Edward Cullen.
Hoje ele era um dos homens mais ricos do mundo graças a sua força e determinação e tinha orgulho de trabalhar a favor da lei hoje, mas isso não fazia diminuir o seu desejo de se manter afastado de policiais. Mas seus instintos falharam e isso o deixava muito preocupado.
Estava totalmente absorto no funeral de Jéssica Stanley quando sentiu algo forte que fez seu estômago revirar. Era quase físico o que sentiu. Quando olhou na direção dela, sentiu o golpe do seu olhar. Um olhar que o prendeu por quase um minuto.
Aquele olhar era algo que ele nunca tinha visto antes, tinha uma força que o deixou sem forças.
Seus instintos falharam. Ele via apenas uma mulher linda, de pele branca, com um cabelo castanho preso em um coque com alguns fios soltos, olhos da cor de chocolate derretido e um queixo forte, mas ao mesmo tempo delicado. E uma boca que clamava por um beijo.
Era uma infeliz brincadeira do destino que ela fosse uma policial.
*********
Ele não ficou surpreso ao olhar para a cara que ela fez ao entrar na cabine do avião particular dele. Um modelo JetStar 7000.
Ela detestava mostrar que se importava com o luxo, mas não conseguiu evitar que sua boca abrisse diante de tanta beleza e requinte. Ela olhava todos os detalhes, as poltronas com o melhor estofado, o carpete fofíssimo que a fazia sentir vontade de tirar as botas e colocar os pés descalços no chão.
Havia um telão que mostrava a imagem de países que ela nunca sonhou em ir.
A comissária de voo não se mostrou admirada ao ver seu patrão entrar com uma mulher desconhecida, afinal não havia uma que resistisse a ele, porém ela tinha que admitir que ela era a primeira que via que se vestia tão mal e que por incrível que pareça, Edward Cullen não conseguia desviar o olhar.
- Luana, traga café para a minha convidada e para mim um conhaque, por favor.
Ele viu os olhos dela brilharem quando pronunciou a palavra café.
Enquanto ele a guiava pelo avião até a área reservada para reuniões dentro do avião ela ia olhando cada detalhe.
- Eu já tinha ouvido muita coisa sobre o JetStar, mas de perto ele é melhor do que imaginei.
Ela falou enquanto retirava o casaco e entregava para a comissária que voltou e colocou a bandeja com o café na mesa de reunião.
- Que bom que você gostou. Levamos um ano e meio para projetar esse modelo. Ele é um dos nossos jatos mais rápidos.
- Você está falando das Indústrias Cullen?
- Sim. Eu sempre prefiro usar meus próprios produtos. Carros, aviões, entre outros. Afinal de contas eu só uso o que há de melhor. – Falou com um sorriso torto.
Ele não ia fazer com que ela perdesse o foco dessa vez, pensou ela. Você está a trabalho Bella e ele é um de seus suspeitos, lindo sim, mas suspeito. Bella repetia isso várias vezes em sua mente como um mantra.
- Peço que você coloque o sinto, vamos decolar. – Ele apertou o comunicador que havia ao seu lado. – Estamos pronto, pode decolar.
- Sim senhor. Vinte segundos para a decolagem.
- Há quanto tempo o Senhor conhecia Jéssica Stanley?
- Há pouco tempo. Eu fui apresentado a ela em uma festa na casa de um amigo em comum.
- Você me falou que era amigo da família.
- Amigo dos pais dela. Os conheci primeiro em nível de negócios, depois a relação se tornou pessoal e nos tornamos bons amigos. Conheço Lisa e Thomy há muitos anos e em nenhum momento tive contato coma filha deles. Parece que ela estudava fora e retornou há pouco tempo e nesse curto período a conheci e sai para jantar com ela uma vez. Depois disso a única notícia que soube dela foi a da sua morte.
Ele relatou os fatos e quando terminou pegou uma cigarreira de ouro e de lá tirou um cigarro que acendeu com um belíssimo acendedor.
- Senhor Cullen, se você não sabe fumar é crime.
- Eu sei, mas eu também sei que não é crime no espaço aéreo, em águas internacionais e muito menos em propriedade privada.
Ele soltava baforadas para irritá-la.
- Tenente, você não acha que existem coisas mais importantes para a policia resolver e melhorar do que tentar legislar a vida de um civil e seus hábitos pessoais?
- É por isso que você, senhor Cullen, coleciona armas de fogo? É um habito pessoal? Um estilo de vida?
- De certa forma sim. Sabe Tenente, eu as acho fascinantes.
- Assassinar pessoas com esse tipo de arma não é nem um pouco fascinante. É uma quebra de regras e sem regras o caos se instala.
- Mas, é verdade também que do caos surge a vida. – Falou sério dessa vez.
- Senhor Cullen, você possui em sua coleção um revólver Smith & Wesson, calibre trinta e oito, modelo Doze, fabricado em torno de 1990?
- Creio que sim. Essa foi a arma que a matou?
- O Senhor estaria disposto a me mostrar essa arma quando eu solicitar?
- Sim, quando você estiver com tempo disponível eu adoraria.
Droga Bella, isso está fácil demais. Eu detesto quando eu consigo as coisas fáceis demais.
- Você esteve com a vítima alguns dias antes de sua morte, estou correta? Vocês jantaram.
- Sim. Você está correta. Fomos jantar no Chile alguns dias antes do seu assassinato. Tenho uma pequena Villa na costa Leste e quis agradá-la.
- O Senhor teve algum relacionamento físico com a vítima?
- Você está querendo saber se eu fiz sexo com a Jéssica? Não. Apenas jantamos e conversamos.
- Então o Senhor está me informando que esteve na companhia de uma mulher estonteante, que por um acaso do destino era uma acompanhante licenciada e somente jantou com ela? – Ela não conseguiu esconder o sarcasmo que existia na pergunta.
Ele apagou o cigarro que estava em sua mão e pensou por alguns minutos antes de responder.
- Tenente Swan, eu aprecio a companhia de mulheres por vários motivos, entre eles está à beleza delas e uma boa conversa e não posso negar que existe sim o sexo, mas eu não preciso pagar para tê-lo. E você, o que acha disso?
- Ora Cullen, não estamos aqui falando de mim. Eu não sou o assunto dessa conversa.
Ele riu ao perceber a raiva que surgiu nos olhos dela. Como ela tem olhos lindos Deus.
- Ora Tenente, estamos aqui a mais de vinte minutos e pelo que eu vejo, afinal de contas não sou cego e entendo de mulheres, você é uma ótima representante da espécie. Você é uma mulher linda e mesmo assim só trocamos uma xicara de café e uma ótima conversa. Não é incrível Tenente o meu autocontrole?
- O Senhor a viu em algum momento após esse jantar?
- Não. Eu a deixei em casa por volta de duas da manhã e fui para a minha casa sozinho.
- Você pode me informar onde esteve na noite do crime por volta de onze horas até três horas da manhã do dia crime?
- Estive em casa dormindo e às duas e meia da noite fui acordado para resolver alguns problemas que surgiu em um dos meus negócios. Participei logo após essa ligação de uma teleconferência. Você pode verificar todos os meus registros se quiser.
- Ah, pode ter certeza de que vou verificar. E depois da teleconferência?
- Fiquei trabalhando em casa mesmo, tenho também os registros desse trabalho. Logo mais as seis fui tomar meu café pois iria ter que sair para o trabalho bem cedo. Você gostaria de saber o que eu comi no meu café da manhã?
- Não seja cínico, Cullen.
- Só estou sendo cuidadoso e não pretendo deixar você com dúvidas em nada.
- Então quer dizer que você esteve em casa só com o seu trabalho.
- Sim, tenho meus empregados em casa, mas não servem como um álibi, afinal eles falam o que eu quiser. Desculpe não ter um álibi melhor para você.
- Você é muito arrogante sabia?
- Já me falaram isso uma porção de vezes.
Ele sorria. E ela tentava se controlar e não gritar de raiva. Ele era bem escorregadio.
- Você somente coleciona armas ou tem costume de usá-las quando tem vontade?
- Sabe Tenente, eu tenho uma ótima pontaria. Se você quiser ver gostaria muito de mostrar pra você essa minha habilidade. Se for possível para você, amanhã está ótimo para mim.
- Para mim está ótimo também.
- Acredito que você já saiba onde eu moro não é Tenente, então eu vou espera-la em minha casa por volta das seis horas. Acho melhor apertar o cinto, nós vamos aterrissar.
Bella avaliava seus sentimentos enquanto o avião aterrissava. Ela ainda não tinha certeza se ele a deixava perturbada como assassino ou como homem. Talvez fosse as duas possibilidades. Mas, ela não ia se abalar por tão pouco. Foco Bella, pensou ela ao saírem do avião.
Bella. Um nome tão lindo e tão simples para uma mulher tão forte. Será que ela tinha alguma personalidade que combinasse com o nome? Ele se perguntava.
- Você já esteve alguma vez no apartamento de Jéssica Stanley, Cullen?
Ela cortou os pensamentos dele com essa pergunta.
Ela era durona, mas ia descobrir a maciez que existia por dentro dela, ou ele não se chamava Edward Cullen.
- Não, nunca estive lá durante o período que ela esteve morando por lá, talvez nem antes disso que eu me lembre. Mas vou verificar isso para você também, afinal de contas você deve saber que eu sou o dono daquele prédio.
- É verdade. Já tenho essa informação.
Droga, ela perdeu o trunfo que tinha nas mãos. Não era para ele saber que eu sabia! Droga Bella.
Ele a ouviu bufando do seu lado e sorriu.
Notas finais
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Até o próximo capítulo.
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