Nudez Mortal

24 Enfim o entendimento.


Notas iniciais
Meninas ai vai mais um capítulo para vocês.
Espero que gostem...

FINAL DO CAPÍTULO ANTERIOR

Quando mais ainda eles poderiam seguir juntos?

Ele só sabia que tinha ficado destruído por acreditar que ela desconfiava dele. O que sentiu, o medo da traição foi tão intenso e causou tanta dor que ele não sabia como tinha aguentado. Uma dor que há anos não sentia com tamanha intensidade.

Ela fez surgir dentro dele uma vulnerabilidade da qual já havia se livrado. Ela tinha o enorme poder de machuca-lo. Eles machucam um ao outro e isso é algo que deve ser pensado com cuidado.

Naquele momento, porém era importante descobrir quem estava querendo machucar os dois e qual o motivo.

Ele ainda pensava nisso quando segurando as mãos delas, entrelaçou seus dedos e a trouxe para mais perto dele. Só assim ele conseguiu deslizar para o mundo dos sonhos.

******

Quando abriu os olhos Bella percebeu que estava sozinha na cama. Era bem melhor assim, pensou ela. Acordar acompanhada por alguém dentro de seu apartamento tornava tudo mais íntimo e ela queria evitar isso. Ela já estava envolvida demais, como nunca estivera antes, era sempre bom dar uma freada. Ela sabia que se continuasse daquele jeito com ele, a história poderia durar pelo resto de sua vida.

Ela levantou e foi tomar uma rápida chuveirada. Colocou um robe macio e seguiu para sua cozinha, e lá estava Edward, apenas vestido com sua calça, dando uma olhada rápida no jornal da manhã pelo monitor que estava em cima da bancada.

Parecia totalmente a vontade, como se estivesse em sua casa, percebeu ela com uma leve pontada de satisfação e de medo.

— O que você está fazendo?

— O que? Ah... – Ele virou-se para abrir o AutoChef – Estou preparando o seu café.

— Está fazendo café pra mim?

— Uhum. Eu ouvi quando você acordou e começou a andar pelo seu quarto – Ele pegou o café e levou até ela. – Você não costuma fazer muito isso.

— O que? Andar pelo meu quarto?

— Não. Sorrir pra mim. – Ele sorriu também e deu um selinho nela. – Simplesmente sorrir pra mim.

Sorrindo. Eu estou sorrindo? Bella se perguntou mentalmente.

— Eu pensei que você já tivesse ido embora. – Ela deu a volta em sua mesa e foi para perto da bancada. A cotação da bolsa estava no monitor. – Você deve ter levantado cedo.

— Tinha alguns assuntos para resolver. – Ele olhava para ela enquanto ela passava a mão pelo cabelo molhado. Era um gesto que nem mesmo ela se dava conta do quão sexy era. Ele pegou o telelink que estava na mesa e guardou no bolso. – Estava resolvendo uns assuntos com o pessoal da Estação Espacial. A reunião estava marcada para a 05h30min da manhã em nosso horário.

— Entendi... – Ela tomou um gole do café e se deliciou com o sabor de um café de verdade. – Sei o quanto essas reuniões eram importantes para você. Sinto muito por tudo.

— A maior parte dos problemas já foi solucionada. O resto eu posso facilmente resolver daqui mesmo.

— Você não irá mais voltar para a Estação?

— Não.

Bella foi até seu AutoChef e dedilhou nas teclas para conferir o cardápio. Estava com pouca coisa para comer.

— Não tenho muita coisa para comer, você aceita algumas torradas?

— Bella. – Ele foi até ela e colocou as mãos nos ombros dela. – Por que você não quer que eu note que você ficou feliz por eu não ter mais que viajar?

— Seu álibi ainda está de pé, então eu não tenho nada a ver com...

Ela parou de falar na mesma hora em que ele a virou para olha-lo bruscamente. Ela viu a raiva estampada naqueles olhos e então se preparou para a discussão que estava prestes a começar. Porém não estava preparada para o beijo que ele lhe deu. Um beijo cheio de urgência e força. Um beijo que fez seu coração derreter dentro do peito e sua mente sonhar com algo possível.

Ela deixou então que ele a amparasse em seu abraço e descansou a cabeça na curvatura do pescoço dele.

— Não sei como agir em meio a tudo isso que esta acontecendo, Edward. – murmurou – Não tenho um bom histórico nesses assuntos. Preciso de regras. Regras que me orientem na forma de agir sem machucar a mim e nem a você.

— Eu não sou mais um dos seus casos que precisam de solução e de regras.

— Eu não sei bem o que você é. Só sei que essa história está indo longe demais, aliás, nem deveria ter começado. Eu não devia ter permitido.

— Por que, Bella? – Ele a afastou de seu abraço para avaliar o rosto dela.

— É difícil explicar. Tenho que me arrumar, preciso ir para o trabalho.

— Me de pelo menos algumas dicas sobre você. – Os dedos dele pressionaram o ombro dela com mais força – Quem realmente é você, Bella?

— Sou uma policial. Tenho vinte e oito anos e só mantenho uma intimidade forte com apenas duas pessoas na minha vida e mesmo com elas eu consigo me segurar.

— Segurar o que, Bella?

— O fato de que elas possam ser importantes. Quando algo ou alguém se torna importante demais pra você isso em algum momento acaba destruindo você até não sobrar nada. Eu já me senti destruída uma vez e não quero que isso aconteça de novo.

— Quem te machucou tanto?

— Eu não lembro. – Mas ela lembrava. – Não preciso e nem quero me lembrar. Eu fui uma vítima, Edward. Quando você passa por isso tem que lutar até o fim para não passar por isso novamente. Antes de eu entrar para a policia era isso que eu era, uma vítima. Sempre tinha alguém decidindo por mim, me jogando para onde bem entendiam.

— Você acha que eu estou fazendo isso com você?

— É isso o que está acontecendo comigo de novo.

Ele queria enche-la de perguntas, mas viu nos olhos dela que teriam que ser feitas depois. Talvez ele precisasse agir diferente. Colocou a mão no bolso e tirou dele o que levava sempre consigo.

Sem jeito, Bella olhou para baixo e viu o pequeno botão que estava na mão dele.

— Isso é da minha roupa.

— É sim. Por sinal uma roupa que não cai muito bem em você. Você combina com cores mais fortes e vibrantes. Eu o achei em minha limusine. Há muito tempo venho querendo lhe devolver.

— Ah... – Quando Bella estendeu a mão para pegar o botão, mas ele foi mais rápido e fechou a mão.

— Uma mentira pequena. – Riu da cara que ela fez. – Eu realmente nunca pensei em devolvê-lo para você.

— Você tem algum tipo de tesão por botões, Edward?

— Eu venho andando com esse botão desde o momento que o achei. Como um garoto que leva um cacho da mulher amada.

Ela voltou a olhar para ele e algo dentro dela se tornou mais claro e forte. Principalmente por que notou que ele ficou sem graça ao dizer aquilo.

— Isso é uma coisa esquisita, Edward. – Ela murmurou sem saber o que dizer e o que pensar.

— Eu também acho. – Ele voltou a guardar o botão no bolso. – E sabe o que mais eu penso disso tudo?

— Nem consigo imaginar.

— Acho que eu estou apaixonado por você.

Ela sentiu que todo o sangue se esvair do seu corpo. Seu coração ia como um míssil bater em sua garganta.

— Bem... Isso é...

— Eu sei, Bella. – Ele passou a mão pelas costas dela de baixo a cima. – eu passei um bom tempo pensando sobre tudo isso e eu não consegui achar outra palavra para definir esse sentimento. Mas agora vou voltar ao que eu queria provar desde o principio.

— Você queria provar algo? – Ela perguntou nervosa.

— Quero provar algo muito importante. Eu estou cada vez mais ligado a você assim como você está ligada a mim. Estou, da mesma forma que você, desconfortável com a situação, embora eu não esteja lutando contra isso como você está fazendo. Eu não vou deixar você sair da minha vida até eu descobrir o que está acontecendo com a gente.

— Ahn... Isso torna as coisas complicadas.

— Completamente complicadas. – Ele concordou.

— Edward, nós dois não nos conhecemos direito, não fora do quarto.

— Nos conhecemos sim. Somos duas almas solitárias. Nós dois deixamos para trás o que nos tornava fracos e nos transformamos em outra pessoa. Não é de se estranhar que o destino tenha unido às pontas das nossas vidas e formado um circulo forte. Temos que decidir juntos se queremos mantê-lo assim.

— A investigação do caso é a minha prioridade no momento. Preciso de toda a minha concentração agora.

— Eu sei disso e te entendo, mas você precisa também ter uma vida pessoal.

— A minha vida pessoal, grande parte dela surgiu por causa deste caso. E o assassino está fazendo com que ela fique mais pessoal ainda. Plantar aquela arma para incriminar você foi uma tentativa de retaliação ao que estamos vivendo. O assassino está completamente focado em mim.

— O que você quer dizer com isso? – Ele desamarrou a faixa do robe dela.

Regras. Havia regras que ela estava prestes a quebrar.

— Vem comigo. Vou contar tudo para você enquanto eu visto minha roupa. – Ela entrou no quarto com o gato se enroscando em suas pernas e indo se instalar em cima da cama. – Lembra-se daquele dia que você estava no meu apartamento sem a minha permissão e eu vi aquele envelope que você colocou em cima da mesa?

— Aquele envelope que a deixou muito preocupada.

— Olha só, alguém que não caiu na minha lábia de boa atriz. – Com um sorriso insinuante ela tirou o robe – Sou a numero um no disfarce de emoções. Mas você não caiu no meu teatro. Eu sou a melhor no pôquer em toda a policia.

— Eu ganhei o meu primeiro milhão em um jogo.

— Não me admiro com isso. – Ela colocou o suéter por cima da cabeça e como não queria mudar de assunto. – O envelope tinha o vídeo com o assassinato de Lua Star. Ele já havia vindo deixar o vídeo com a morte de Jéssica Stanley.

— Ele entrou no seu apartamento? – Ele sentiu o coração parar e apertou a mãos para reprimir a raiva e o medo que sentiu.

Ela estava tão preocupada por que não tinha mais uma roupa de baixo para vestir que nem ao menos notou o tom frio na voz dele.

— Eu não sei. Pode ou não ter entrado. Não havia nenhum sinal de arrombamento na porta. Pode ter colocado o disco por baixo da porta. Da primeira vez ele fez assim. Com o disco da morte de Lucinda ele fez diferente, ele mandou pelo correio. Nós havíamos colocado o prédio sob proteção. – Ela vestiu a calça sem nada por baixo rezando para não incomodar mais tarde. – Ele devia ter imaginado que ficaríamos esperando por ele aqui. Ele fez questão de fazer com que eu recebesse os três discos. Ele sabia que eu era a responsável pelo caso antes mesmo de mim.

Ela saiu à procura de suas meias e sorriu ao achar um par de cores iguais.

— Ele me ligou logo após o assassinato de Lucinda Bekers e transmitiu para mim o assassinato. – Sentou na cama e vestiu as meias – Deixou a arma e se certificou de que ela poderia ser rastreada. Para incriminar você. Sem contar que uma acusação dessas poderia complicar sua vida, Edward. Se eu não contasse com o apoio do Comandante eu já estaria fora do caso e da policia em um estalar de dedos. O assassino sabe tudo o que esta acontecendo na policia e tudo que esta relacionado com a minha vida.

— Ainda bem que ele não sabia que eu estaria fora do planeta.

— Isso foi uma grande sorte. – Ela pegou as botas e as calçou. – Mas isso não vai fazer com que ele pare. – Bella levantou e pegou o coldre – Ele ainda vai tentar me derrubar e fazer isso através de você é a maneira mais fácil no momento.

Edward olhava enquanto ela pegava a arma a laser e olhava antes de prender no coldre.

— Por que você, Bella?

— Ele não tem uma boa opinião sobre as mulheres. Ele está com raiva por ter uma mulher a frentes das investigações. Isso faz o status dele ir por terra. – Ela prendeu o cabelo em um rabo de cavalo e deixou alguns fios soltos, não por charme, mas por que não tinha paciência para ajeita-lo. – Essa é a opinião que consta no relatório da psiquiatra.

Pensativa ela pegou o gato que tinha saído da cama para se enroscar na perna dela, o acariciou um pouco e o jogou novamente na cama.

— É também opinião da psiquiatra que ele possa tentar colocar você como uma de suas vitimas? – Edward perguntou com medo da resposta que ouviria.

— Isso não combina com o padrão dele. – Ela respondeu calmamente.

— E se dessa vez ele quebrar o padrão? – Edward enfiou as mãos no bolso por que sentiu uma imensa vontade de usa-las para prendê-la e solta-la quando tudo isso acabasse.

— Eu sei me virar. E posso me defender sozinha.

— Não vale a pena arriscar sua vida por causa de três mulheres que já estão mortas.

— Vale sim. – ela enfim notou o tom de raiva na voz dele e não teve medo. – Vale a pena colocar minha vida em risco para fazer justiças para três mulheres mortas e para evitar que outras três morram. Ele só está na metade do caminho. Ele deixou uma nota em todos os assassinatos. Queria que a gente soubesse que ele tinha um plano. Quer que tentemos acabar com ele, é uma espécie de jogo para ele. Uma de seis, duas de seis, três de seis. Eu não vou o deixar fazer a quarta.

— Coragem ao extremo. Foi isso que me encantou em você no inicio, mas agora me apavora.

Ela foi até ele e passou a mãos pelo rosto dele, mas rapidamente se afastou sem graça pelo momento de fraqueza.

— Edward, já sou policial há muito tempo e até agora só fui premiada com alguns arranhões e manchas roxas. Não se preocupe.

— Acho que você vai ter que se acostumar com alguém se preocupando com você de vez em quando.

Ela olhou para ele com um olhar derrotado. Saiu do quarto e foi até a sala em busca de sua bolsa e do casaco.

— Eu só falei isso tudo para você Edward, para que você saiba que eu não posso me dar ao luxo de parar para pensar no que está acontecendo entre nós. Esse caso é complicado.

— Sempre terão outros casos, tenente.

— E espero que não sejam tão difíceis quanto esse. Não se trata de um crime por dinheiro, ou algo passional. É um caso de crime calculado, frio e...

— Diabólico?

— Isso. Por mais que a gente tenha conseguido a cura para o câncer, melhora na engenharia genética ainda não conseguimos lidar com as falhas que nós humanos temos. Inveja, ódio, luxúria.

— Algo a ver com os sete pecados capitais.

— Uhum. Agora tenho que ir.

— Você vai me procurar depois que sair do trabalho?

— Não sei a hora que eu vou sair do trabalho. Acho melhor...

— Mas você vem me ver?

— Sim.

Então ele sorriu e esperou que ela tomasse a iniciativa. Ele sabia o quanto era difícil para ela ter ir até onde ele estava e beija-lo, ainda que de forma casual. Foi o que ela fez.

— A gente se vê Edward.

— Bella, você devia sair com luvas. – Ela digitou o código para trancar a porta depois que eles saíram.

— Eu sei, mas eu tenho mania de perdê-las.

*********

O bom humor dela durou até o momento que cruzou a porta de sua sala na Central e dau de cara com Stanley e o assessor dele.

Ele olhou para o seu relógio de pulso com ar de desprezo.

— Seu horário de trabalho mais parece com o de um executivo, Tenente Swan.

Ela sabia que estava apenas alguns minutos atrasada, mas como não estava a fim de discursões tirou o casaco e sentou em sua mesa.

— Desculpe. Mas o Senhor tem que entender que aqui nós levamos uma vida simples e cheia de mordomias. O que o senhor Senador deseja?

— Fiquei sabendo que houve outro assassinato. Não venho notando da sua parte um progresso nas investigações, mas eu vim aqui para amenizar os danos. Não gostaria de ver o nome da minha neta ligado nessa história junto com as outras vítimas.

— Então você veio tratar com a pessoa errada. Deveria ter ido direto ao Secretário Volturi ou então até a sua assessoria de imprensa.

— Não gosto de ver esse sorrisinho debochado em sua cara minha jovem. – O Senador se inclinou na cadeira até ficar bem próximo dela. – Minha neta já está morta e nem eu nem você podemos fazer algo que possa mudar essa situação, mas eu não quero ver o nome Stanley sendo manchado por toda essa lama que envolve duas prostitutas comuns.

— O Senhor tem uma visão bem negativa sobre as mulheres não é Senador. – Não sorriu dessa vez e ficou observando as expressões no rosto dele.

— Você está enganada. Eu as respeito e é por isso que aquelas que vendem seu corpo e se rebaixam por dinheiro não merecem o meu apoio.

— O senhor inclui sua neta nesse grupo?

Ele ficou pálido e logo depois ela viu os olhos dele se enchendo de ódio. Ela tinha certeza que ele a teria agredido se Michael não tivesse entrando entre eles.

— Ela o está provocando Senador. Não permita que ela ganhe esse jogo sujo.

— Não vou permitir que você, uma policialzinha suje o nome da minha família. – Ele falava rapidamente e respirava com dificuldade. Ela se perguntou se ele tinha algum histórico de problemas cardíacos. – Minha neta errou e pagou por seus erros. Não vou deixar que outras pessoas que eu amo sejam expostas ao ridículo por conta dessa história. Não permito que você continue com as suas insinuações desprezíveis.

— Estou apenas tentando encaixar as peças no jogo. – Ela gostava de ver como ele tentava se recompor. – Estou tentando achar a pessoa que fez isso com sua neta e creio que isso é uma das prioridades da sua agenda também.

— Achar esse homem não irá trazer minha neta de volta. No momento quero manter limpo o que restou e para isso o nome dela precisa ser desvinculado do caso.

Bella não gostava da opinião dele e estava pouco se lixando para a coloração vermelha que o rosto dele apresentava, mas não queria nenhum homem morto em sua sala.

— Aceita um pouco de água Senador. – Ele afirmou com a cabeça e ela foi ao corredor pegar um pouco para ele. Ao voltar viu que ele havia conseguido se acalmar.

— O Senador vem trabalhando muito nos últimos dias – Michael começou – O projeto de lei para regulamentação de normas morais vai ser submetido ao Senado amanhã. A pressão do que aconteceu na família está pesando muito na vida dele.

— Eu entendo tudo isso e estou trabalhando muito pra resolver o caso. — Ela pensava que pressão política era também muito forte dentro de uma investigação. – Não gosto de saber que estou sendo vigiada em meu tempo livre.

— O que a senhorita disse? – Michael perguntou com suavidade – Pode explicar melhor.

— Eu fui seguida há uns dias atrás e o meu relacionamento com um civil foi relatado ao Secretário Volturi. E todos já sabem que os laços de amizade entre o Senador e o Secretário são fortes.

— O Senador e o Secretário dividem uma aliança política e uma grande amizade. – Michael afirmou. – Mas não seria ético e muito menos do interesse do Senador investigar e vigiar a vida de um dos membros da policia local. Eu afirmo a você que o Senador está mais preocupado com sua dor pessoal e com os problemas da população local do que com seus... Casos pessoais. Mas é do nosso conhecimento que a senhorita teve muitos encontros com Edward Cullen.

— Um oportunista imoral. – O Senador deixou o copo com água de lado – Um homem que não mediria esforços para aumentar seu poder.

— Um homem que foi devidamente investigado e liberado de qualquer envolvimento com a investigação. – Declarou Bella.

— Não há nada que o dinheiro não compre. A imunidade é uma dessas coisas. – Stanley cuspiu as palavras com nojo.

— Não no meu caso. Não na minha investigação. Sei que o Senhor vai pedir o relatório do caso e nesse período quero que saiba que respeito a sua perda e farei o possível para achar o assassino.

— Creio que devo lhe parabenizar por sua dedicação. – Ele se levantou – Só espero que sua dedicação não prejudique minha família.

— O que fez o Senhor mudar de opinião Senador? – Ela perguntou com curiosidade – Antes você me ameaçou com meu emprego seu eu não colocasse o homem que fez isso atrás das grades rapidamente.

— Minha neta está morta. – Foi a ultima resposta antes de o Senador sair da sala.

— Tenente. – Michael manteve a voz suave. – Volto dizer que a pressão sobre o Senador é muito grande, capaz de esmagar um homem menos forte do que ele. O que realmente acontece é que tudo isso destruiu a esposa dele. Ele teve um colapso.

— Eu sinto muito por ela.

— Os médicos acham que talvez ela nunca se recupere. Isso deixou o filho dele mais transtornado e a filha dele que já se mantinha afastada se isolou mais ainda. Para o Senador, a única forma de isso tudo melhorar é deixar todo esse horror que envolve a morte de Jéssica Stanley passar.

— Então seria mais correto pedir que o Senador deixe todo o trabalho nas mãos da policia.

— Tenente... Bella – Com um charme que causou nojo nela – gostaria de convencê-lo quanto a isso, mas isso seria tão impossível quanto faze-la deixar Jéssica em paz.

— Você pode ter certeza quanto a isso.

— Então... – Ele segurou a mão dela – Temos que fazer o possível para acertar as coisas. Foi bom revê-la.

Bella fechou a porta e ficou avaliando o caso. Stanley tinha um temperamento que poderia muito bem levar a violência. Quase se entristeceu por também ter notado que ele não tem estrutura e nem força para planejar três assassinatos.

Notas finais
E ai meninas...sei que a história está ficando meio fria, mas logo logo ela esquenta de novo...muitas surpresas ainda antes do fim.