Notas iniciais
Oi meninas, espero não ter demorado muito, mas já estou de volta.
Esse é o ante penúltimo capítulo, ou seja, estamos quase chegando ao final dessa saga, desse caso.
Maaaaaassss não fiquem tristes, pq eu postarei outras histórias, com outros casos e novos personagens e com o romance desses dois mais forte do que nunca. Daqui para o final dessa semana a nossa fic Nudez Mortal chega ao fim e até lá eu espero chegar a pelo menos à dez recomendações.
Vamos lá meninas, para escrever a próxima fic e para que novas leitoras a leiam elas precisaram passar por essa para poder compreender o que vai se passar na segunda fic. Conto com a ajuda de vcs minha leitoras lindas e fofas.

FINAL DO CAPÍTULO ANTERIOR

A altura das câmeras poderiam ter dado essa diferença. As mulheres estavam sentadas em cima das camas e o homem em pé. Poderia ser esse o motivo, ela pensava enquanto colocava a imagem de Lucinda. Porém o ângulo dos olhos... Somente o de Jéssica era diferente.

Ainda olhando para a tela ela ligou rapidamente para a doutora Renné.

— Não quero saber se ela está ocupada, eu preciso falar com ela agora. – falou para a recepcionista.

Ela falou vários palavrões enquanto era colocada em modo de espera ouvindo uma música chata.

— Tenho uma pergunta para fazer? – Ela falou quando viu a doutora surgir na ligação.

— Pois não, Tenente.

— É possível a existência de dois assassinos?

********

— Uma pessoa que está imitando a forma do primeiro assassinato? Não acho isso possível, Tenente, por que sabemos que o modus operante do assassino foi mantido em sigilo durante as investigações.

— Mas muitas coisas têm vazado isso pode ter vazado também. Achei algumas quebras de padrão, elas são pequenas, mas existem. A minha teoria é que o primeiro assassinato foi cometido por alguém que conhecia muito bem a vítima Jéssica Stanley, cometeu o ato por impulso e depois teve um autocontrole para limpar todos os vestígios. Os outros são imitações do primeiro crime. São atos bem estudados, realizados por uma pessoa fria e calculista que não possuía nenhum tipo de ligação com as vítimas. E essa outra pessoa é mais alta do que a primeira.

— É uma boa teoria, Tenente. Porém pode ter acontecido dos três homicídios terem sido realizados por uma única pessoa que foi se aprimorando a cada sucesso obtido nos assassinatos anteriores. Em minha opinião, e isso eu coloquei nos relatórios, ninguém pode ter realizado os outros dois assassinatos sem estar ciente ou ter vivenciado o primeiro assassinato, sem saber os detalhes.

Bella soltou o ar resignada. Ela poderia mesmo esta errada em sua teoria. O computador dela já havia excluído a hipótese com apenas 35,6% de possibilidade de dois assassinos existirem.

— Ok, então. Obrigada doutora Renné. – Ela desligou a ligação. Ela sabia que era idiotice sentir-se triste por ter sua teoria descartada, aliás, qual a diferença de estar perseguindo um ou dois assassinos? O seu telelink tocou novamente. Com um pouco de raiva ainda dentro de si, ela atendeu a ligação sem paciência.

— Swan. O que é?

— Oi Tenente delicia, atender desse jeito vai dar a impressão de que não quer falar com ninguém.

— Não estou para brincadeiras, Damon.

— Não desligue a ligação na minha cara. Eu tenho algo bom pra você.

— Também não tenho tempo para as suas insinuações.

— Não Tenente, agora é de verdade. Poxa vida, a gente se insinua duas vezes para uma pessoa e nunca mais ela leva você a sério. – Ela viu pela expressão dele que ele estava magoado, mas nem ligou. – Você não lembra que foi você que pediu que eu entrasse em contato quando eu lembrasse algo novo?

— Foi Damon. – Fique calma, Bella. Ela repetia em pensamento como um mantra. – Então, você tem algo novo pra mim? Lembrou-se de algum fato novo?

— Foi o assunto dos diários que me fez pensar. Lembra quando eu comentei que a Jéssica sempre registrava alguma coisa em seus diários? Como você estava fazendo perguntas sobre eles para mim eu achei que você não tivesse os encontrado no apartamento dela.

— Nossa Damon! Você devia virar detetive e sair dessa vida.

— Não. Eu gosto muito do que faço. É legal... Enfim, fiquei tentando imaginar onde ela poderia tê-los escondido para que estivessem seguros. Daí eu me lembrei de um cofre que ela alugava em um banco.

— Nós já verificamos isso, mas obrigada pela ajuda.

— Ah... Tenente, como você chegaram até o cofre sem a minha ajuda? Jéssica já esta morta. Então...

Bella já estava quase desligando quando parou.

— Como assim sem a sua ajuda?

— Há algum tempo atrás, coisa de anos, ela pediu para que eu alugasse um cofre no meu nome, ela não estava afim de que o nome dela aparecesse.

— Mas no seu nome, como então ela pode usar...? – O coração de Bella estava disparado, ela sabia que com isso fecharia o caso.

— Então... – Ele sorriu da forma mais charmosa que existia. – No contrato, eu a coloquei como minha irmã. Eu tenho mesmo uma irmã. Ela mora em New Jersey. Então eu listei Jéssica como sendo Lia Salvatore. Ela sempre pagava o aluguel então eu nem me lembrava mais disso. Também nem sei dizer se ela quis continuar mantendo esse cofre, mas achei que você ia querer saber.

— Onde é esse banco?

— É o Second Manhattan, na agencia da Avenida Madison.

— Escuta só Damon. Você está em casa certo?

— Sim, estou.

— Fique ai, bem quieto vendo TV que eu vou chegar ai em vinte minutos. Nós vamos ao banco, eu e você.

— Se é só isso então eu fico... Ei Tenente Delicia, isso foi uma boa dica não foi?

— Não saia daí, eu já chego. – Ela desligou, pegou o casaco e já ia saindo quando o telelink tocou mais uma vez. – Swan. – atendeu com pressa.

— Transferência. Temos uma ligação para você em espera. O sinal de vídeo está bloqueando e a pessoa pediu para não ser identificada.

— Já conseguiram rastrear?

— Estamos tentando.

— Então me coloque na linha. – Ela colocou a bolsa no ombro e saiu. – Alô, aqui é a tenente Swan.

— Tem alguém com você? Você está sozinha? – Era uma voz feminina. Uma voz trêmula.

— Estou sozinha. Você está precisando de ajuda?

— Olha só, a culpa não foi minha. Você precisa entender que a culpa não foi minha.

— Ninguém está culpando você por nada. – Pela experiência de vida que tinha, Bella sentiu medo e pena pela mulher. – Me conte com detalhes o que aconteceu.

— Ele me estuprou. Eu não podia evitar que ele fizesse isso, não tinha como evitar. Depois ele a estuprou também e depois a matou. Ele poderia ter me matado também.

— Me fale onde você está agora. – Ela olhava fixamente para a tela enquanto aguardava o sinal de localização da chamada. – Eu quero muito te ajudar, mas primeiro preciso saber onde você está.

— Ele me falou que era para deixar tudo em segredo. Que eu não podia contar para ninguém. – A respiração começou a ficar entrecortada e ela começou a chorar. – Eu não podia contar para ninguém. Ele a matou para que ela não contasse para ninguém, e agora ele vai me matar também. Ninguém vai acreditar em mim.

— Olha só, eu acredito em você. Eu vou te ajudar. Só quero que me diga... Merda. – Ela xingou quando a ligação caiu. – Vocês conseguiram rastrear? – Ela perguntou quando voltou a falar com a telefonista.

— A ligação veio de Royal Front, na Virginia. Numero 8093-55307. O endereço é...

— Não precisa. Entre em contato com Charlie na Divisão de Detecção Eletrônica. Rápido.

Bella esperou três minutos e quase fez um buraco no chão de tanto andar para lá e para cá enquanto esperava.

— Charlie, surgiu uma coisa nova e é super importante.

— Pode falar.

— Não dá para explicar com detalhes agora, mas eu preciso que você vá pegar Damon Salvatore no apartamento dele.

— Nossa, Bella, achamos o assassino?

— Ainda não. Damon vai leva-lo até um cofre em um banco. Cuida dele direitinho Charlie. Vamos precisar dele depois e também tome muito cuidado com o que você vai achar no cofre.

— Você está indo para onde?

— Preciso pegar um avião. – Ela desligou e ligou para Edward logo depois. Ela esperou mais três minutos até que ele pudesse atender.

— Ei, estava quase ligando para você, Bella. Parece que tenho que ir para a Irlanda. Você gostaria de ir comigo?

— Edward, eu preciso do seu avião. Depressa. Tenho que chegar à Virginia o mais rápido possível. Se eu for pelos meios normais vai demorar muito até que eu chegue lá.

— O avião vai estar preparado para você. Terminal D, portão 15.

— Obrigada Edward. Fico te devendo essa.

Porém o senso de divida sentido por ela passou no mesmo momento em que ela o viu parado em frente ao portão de embarque indicado por ele.

— Eu estou sem tempo para conversa agora. – Ela caminhava rapidamente pelo caminho que separava o portão da área de embarque.

— Então a gente conversa no avião.

— Você não vai comigo. Trata-se de um assunto oficial e...

— O avião é meu... Tenente. – Ele a interrompeu suavemente enquanto o elevador fechava as portas com os dois dentro.

— Você alguma vez na sua vida consegue as coisas sem usar o seu maldito poder?

— Consigo sim, mas infelizmente essa não é uma dessas coisas. – A porta do avião abriu e uma linda aeromoça se apresentou para atendê-los.

— Sejam bem vindos a bordo Senhor Cullen e Tenente. Aceitam beber algo?

— Não, obrigado. Por favor, avise ao piloto que ele pode decolar quando a pista estiver livre. – Ele sentou calmamente e colocou o sinto, enquanto Bella continuava em pé olhando para ele com ódio. – Tenente, não iremos decolar enquanto você não sentar e colocar o sinto.

— Eu pensei que você tivesse que ir para a Irlanda. – Ela brigava com ele enquanto sentava.

— Não era nada importante. Isso aqui é importante. Escute, Bella, antes que você comece a falar alguma coisa deixem-me dizer uma coisa. Você está indo para Virginia com pressa demais. Então tem algo a ver com o caso de Jéssica Stanley. Lisa e Thomas são meus amigos, amigos íntimos. Eu não tenho muitos amigos íntimos e você também não. Agora, ponha-se no meu lugar. O que você faria?

Ela batucava os dedos na poltrona do avião enquanto este decolava.

— Edward, isso não deve se tornar uma coisa pessoal.

— Não para você. Para mim sim. Lisa ligou para mim no momento que eu estava organizando os detalhes do avião. Ela pediu para eu ir até lá.

— Ela falou por quê?

— Não quis falar. Nem precisava, ela só precisou me chamar. – Bella pensou que lealdade entre amigos era algo contra qual ela não podia lutar.

— Eu não posso te impedir de ir comigo até lá, mas deixo bem claro que eu estou indo resolver um assunto oficial.

— E pelo que vejo a policia hoje esta mais agitada do que nunca. Acho que foi devido a informações sigilosas que vazaram para imprensa. Já descobriram quem é a fonte anônima? – Ele perguntou sorrindo.

— Eu agradeço muito por ter me ajudado nisso. – Ela falou se recostando ao banco e tentando relaxar.

— Você me agradece tanto ao ponto de me contar o que aconteceu depois?

— Acho que tudo isso vai estourar até o final do dia. – Ela falou olhando pela janela e torcendo para que o avião fosse mais rápido para que ela pudesse pisar em terra firme de novo. – Creio que o Volturi vai culpar seus contadores, eu não esperava outra coisa dele. A Receita Federal vai ficha-lo por fraude fiscal. Eu imagino que as investigações que serão feitas vão descobrir de onde estava vindo o dinheiro. Pensando na falta de imaginação que o Volturi tinha, creio que todo esse dinheiro veio de propinas e subornos.

— E sobre o assunto da chantagem?

— Ah, pode ter certeza de que ele estava mesmo pagando para ela. Ele mesmo admitiu isso antes de seu brilhante advogado tapar a boca dele. Só que eu sei que ele vai se agarrar a isso com unhas e dentes, por que para ele seria bem melhor ser condenado por pagamento de chantagem do que por ser cumplice de assassinato.

Ela pegou o seu comunicador e contatou Charlie.

— Oi Swan.

— E ai? Pegou todos os diários?

— Sim. Estão todos bem organizados por datas. Estão todos etiquetados. – Charlie levantou uma pequena caixa que apareceu nas imagens da pequena tela do comunicador. – Temos uns dez anos de pesquisa aqui.

— Ei, Tenente delicia. – Damon apareceu no canto da tela sorrindo para ela. – Me sai bem nesse trabalhinho?

— Muito bem. Obrigada Damon. Agora você vai ficar calado sobre esse assunto. Nada de comentar sobre bancos, cofres ou diários.

— Que diários Tenente delicia? – Ele perguntou e deu uma piscada sensual para ela. Depois mandou um beijo antes que Charlie o empurrasse para longe na tela.

— Estou voltando agora para a Central, Bella. Mantenha contato comigo.

— Ok. Tchau. – Bella desligou e guardou o comunicador no bolso.

Edward esperou uns instantes antes de perguntar.

— Tenente delicia?

— Não me amola, Edward. – Ela fechou os olhos tentando ignora-lo, mas sem tirar o sorriso do rosto.

Notas finais
Bom meninas, como vcs viram o diário já está nas mãos da polícia, o que será que vai está escrito por lá?
Quem ligou para a Bella???? Quem era essa mulher?