Nudez Mortal

23 Desculpas e entendimentos.


Notas iniciais
OI meninas, olha ai mais um capítulo para vocês.
Sei que muitas de vocês ficaram chateadas com o Ed por ele ter ficado zangado com a Bella, mas ele teve seus motivos e vocês vão compreender nesse capítulo.
O assassino quer abalar as estruturas desse relacionamento por que sabe que assim a Bella ficara fraca.
Nos vemos lá embaixo...

FINAL DO CAPÍTULO ANTERIOR

Ela olhou para a porta quando viu Charlie entrar na sala. Bella se levantou e foi ao encontro dele.

Eles foram para fora e lá ele confirmou as suspeitas dela.

— A transação foi feita por meio eletrônico. Pagamento em dinheiro. As pessoas responsáveis pelo leilão afirmam que Edward Cullen nunca manda representantes para um leilão, ele sempre vai pessoalmente ou por conferencia. Em oito anos que o Cullen compra com eles nunca mandou representantes.

— Isso ratifica o que ele me falou lá dentro. – Ela se permitiu respirar aliviada – Mais alguma coisa?

— Fiz uma busca mais completa no registro da arma. A arma foi colocada há duas semanas no nome de Edward Cullen, então não tem por que segura-lo por mais tempo aqui. O Comandante pediu que ele fosse liberado.

— Obrigada pela informação, Charlie. – Ela não podia ainda se dar por satisfeita. Ainda tinha muita coisa para ajustar na história agora.

*********

— Você está liberado. Pode ir pra casa, se precisarmos do senhor novamente o chamaremos. – Bella dirigiu-se a ele quando retornou para a sala.

— Tão fácil assim? – Edward falou quando ela já voltava para porta para sair.

— Não existem mais motivos para prendermos você aqui, não queremos mais causar inconveniência para o senhor.

— Inconveniência? – Ele foi para perto dela depois que ela saiu e a porta fechou por trás dele. – É isso que você pensa disso tudo? Uma inconveniência?

Ela pensava que ele tinha todo o direito do mundo de estar com raiva por está passando por tudo isso mais uma vez, mas ela só estava tentando fazer o seu trabalho da melhor forma possível.

— Três mulheres foram assassinadas e se eu não fizer o meu trabalho outras podem engrossar essa lista. Eu preciso explorar todas as possibilidades desse caso.

— E eu sou apenas a droga de uma das suas possibilidades? – Ele foi tão rápido que por um instante a fez perder o fôlego. Ele a puxou pela blusa com violência assustadora. – É apenas isso que existe entre a gente?

— Sou uma policial e eu não posso me dar ao luxo de deixar passar nenhum detalhe e muito menos fazer suposições.

— Você não consegue confiar, em nada e muito menos em alguém. Se algo tivesse feito a balança pender para o outro lado você teria me prendido? Teria me posto dentro de uma cela, Bella?

— Tire as mãos dela. – Charlie falou com raiva quando viu a cena. – Já falei para solta-la.

— Pode deixar a gente sozinhos Charlie. – Bella falou com medo de chamar a atenção das pessoas em seu local de trabalho.

— Nem pensar. – Charlie ignorou Bella e deu um empurrão em Edward.

— Não venha com sua arrogância para cima dela não seu playboy. Ela quase se destruiu por sua causa. E da maneira como as coisas estavam acontecendo ela quase perde o emprego que é a coisa que ela mais ama na vida. O Secretário Volturi já estava pronto para entrega-la aos leões só por que ela fez a extrema burrice de dormir com você.

— Cala a droga dessa boca, Charlie. – Bella pediu.

— Mais que inferno, Swan. – Charlie bufou.

— Mandei calar a boca. – Ela falou com toda a raiva contida na voz. Sentido que a cabeça iria explodir a qualquer momento ela se dirigiu a Edward. – O Departamento agradece a sua colaboração com o caso. Obrigada. – Livrando sua camisa da mão dele ela se afastou rapidamente.

— O que você está querendo dizer com isso, Charlie? – Edward perguntou.

— Eu tenho mais o que fazer do que ficar aqui tirando as duvidas de um playboyzinho.

Edward o empurrou para uma parede e o manteve preso lá.

— Se quiser me prender por agredir um policial fique a vontade, mas você vai me falar o que quis dizer sobre o Volturi.

— Você quer mesmo saber? – Charlie olhava em volta a procura de uma sala que os deixassem com privacidade para a conversa que teriam. – Estou a fim de ir ao banheiro, vem comigo.

Bella ficou na sua sala com o gatinho em seu colo. Ficava triste ao pensar que teria que devolve-lo para a família Bekers. Já teria feito isso se não tivesse encontrado a companhia que precisava naquela pequena bola de pelos.

Ficou com raiva quando ouviu o interfone de sua sala tocando, não queria a companhia humana, muito menos quando olhou no visor e viu que a companhia era de Edward.

Estava sensível e ao mesmo tempo nervosa. Deixou o interfone tocar e voltou para o sofá para se enroscar com o gatinho de novo. Não queria ver ninguém.

Ouvir o som de sua fechadura sendo aberta a fez soltar o bichano e dar um pulo do sofá.

— Seu idiota. – Ela falou quando viu Edward entrar. – Você não acha que já ultrapassou demais os limites.

— Por que você simplesmente não me contou? – Ele perguntou enquanto colocava sua chave mestra no bolso da calça.

— Não quero olhar para sua cara. – Ela falou e sentiu raiva por sua voz ter saído com um tom de desespero. – Pelo menos uma vez vê se você se manca e dá o fora daqui.

— Não gosto que as pessoas me usem para magoar você.

— Você já faz esse trabalho muito bem sozinho.

— E você realmente acha que eu devo ficar calmo quando você me acusa de matar alguém? Quando você acredita que eu fiz isso?

— Eu jamais acreditei. – Ela falou tentando conter a raiva. – Nunca, por um momento acreditei nisso depois que conheci você. Apenas coloquei o meu lado pessoal de fora disso tudo e fiz o meu trabalho. Agora dá o fora daqui.

Ela foi andando em direção aporta e quando ele a segurou por trás ela foi mais rápida e ao se virar deu um soco no rosto dele. Ele não tentou se desviar do golpe. Com toda calma do mundo ele limpava o sangue que escorria do canto da boca. Ela ficou rígida, com a respiração entrecortada.

— Ótimo. Continue, dê outro soco. – Ele falou. – Eu não vou revidar. Não costumo bater em mulheres e muito menos mata-las.

— Me deixa sozinha. – Ela pediu e foi para o sofá onde o gatinho se encontrava deitado como se nada estivesse acontecendo na sala. – Você não vai me fazer sentir culpada por realizar o meu trabalho.

— Você me machucou muito Bella. – Admitir aquilo o deixou com mais raiva ainda. Saber que ela tinha o poder de causar tantas coisas a ele. – Você ao menos não poderia ter dito que confiava, que acreditava em mim?

— Não. Não podia. – ela passou a mão no rosto em um gesto de frustração. – Será que você é tão burro que não percebe que se eu tivesse demonstrado que confiava em você seria pior? Que se Carlisle não acreditasse que eu estava sendo objetiva ou então se o Volturi desconfiasse que eu estivesse mostrando preferencia por alguém teria sido muito pior. Eu poderia não ter conseguido o perfil psicológico do assassino tão rápido. Poderia não ter colocado o Charlie para trabalhar rápido para achar o rastro da arma.

— Não tinha pensado assim. – Ele falou baixo – Eu não conseguia pensar assim. – Quando ele foi até ela e colocou a mão no ombro dela ela se afastou dele.

— Eu falei pra você trazer a porcaria de um advogado, mas você não me ouviu. Se Charlie não tivesse trabalhado direito você ainda estaria lá. Só conseguiu se safar dessa por que Charlie fez um bom trabalho e por que o perfil psicológico não aponta para você.

Ele tentou toca-la mais uma vez e mais uma vez ela se desvencilhou dele.

— Achei que não iria precisar de advogado. Achei que só iria precisar de você.

— Não importa agora. – Ela falou mais calma – o fato de você ter um ótimo álibi para a hora do crime e de que a arma foi plantada tiram toda a suspeita de cima de você. – Ela se sentia esgotada, precisava se esconder do mundo para se recuperar. – Pode ser que você não se livre completamente das suspeitas, mas um perfil traçado pela Doutora Renné vale muito. Ela já eliminou você e isso vai contar muito para a promotoria.

— Eu não estou preocupado com a promotoria.

— Mas deveria estar.

— Parece que eu te causei muitos problemas, desculpe.

— Esquece isso.

— Já vi muitas olheiras embaixo desses olhos desde o dia em que eu te conheci. – Ele passou o dedo carinhosamente elo rosto dela. – Eu estou me odiando por ser o causador dessas.

— Você não tem por que ficar assim, sou responsável por meus atos.

— E eu não tive nem um pouco de envolvimento no problema que colocou seu emprego em jogo?

Como Charlie é bocudo, pensou ela com ódio.

— Eu tomo as minhas próprias decisões e pago pelas consequências.

Não dessa vez e não mais sozinha, pensou Edward.

— Na noite que eu te liguei, depois que estivemos juntos, eu percebi algo estranho com você, mas você tratou de disfarçar rápido. Charlie me falou por que você estava daquele jeito. Seu amigo queria me fazer sentir culpado por tudo o que te aflige e ele conseguiu.

— Charlie não tinha o menor direito...

— Não. Não tinha. Mas ele não agiria assim se você tivesse confiado em mim e compartilhado o que te aflige comigo. – Pegou os dois braços dela e segurou firme antes que ela pudesse esboçar qualquer movimento. – E nunca mais dê as costas para mim. – Falou coma voz fria. – Você é boa em colocar as pessoas pra fora da sua vida quando bem entende, mas não comigo. Nunca mais, Bella.

— E como você queria que eu agisse? Que eu corresse pra você chorando? “Ai Edward, você me envolveu com seus encantos e agora eu preciso do seu apoio. Por favor, me ajude.” Ah! Poupe-me Edward. Você não me forçou a nada, fiz sexo com você por que quis e eu queria tanto que nem conseguia pensar em mais nada, muito menos em ética. Mas agora eu estou sentindo as consequências e estou aguentando bem. Não preciso da ajuda de ninguém.

— Que você não quer ajuda isso é bem claro.

— Não quero ajuda. – Ela não queria se sentir humilhada tentando fugir dele, por isso permaneceu impassível enquanto ele ainda a segurava. – O Comandante ficou feliz por você não esta envolvido nos crimes. Você está limpo e será registrado em sua ficha que tudo foi um erro da policia. Eu também vou colocar que foi um erro em meus relatórios tê-lo envolvido nisso. Se eu estivesse errada a seu respeito, a respeito da sua índole, seria bem diferente.

— Se você estivesse errada a meu respeito você colocaria em risco seu distintivo.

— Sim. Eu colocaria em risco o meu distintivo. A minha carreira que é tudo o que tenho. Mas isso não aconteceu e está acabado. Vamos seguir em frente.

— E você acha que eu vou simplesmente sair daqui e ir embora?

A voz dele que estava calma e suave ao dizer aquelas palavras a enfraqueceram mais do que tudo.

— Não posso me dar ao luxo de me envolver com você, Edward. Não posso me permitir ficar com ninguém.

Ele deu um passo a frente ao soltar os braços dela e a deixar encurralada entre seus braços e o sofá.

— Eu também não posso me permitir ficar com você, mas eu não ligo a mínima para isso.

— Olha só...

— Desculpa por ter te magoado. – Ele falou coma voz sofrida. – Sinto muito por não ter confiado em você e por ter acusado você por falta de confiança em mim.

— Eu não esperava que você agisse diferente.

Essas palavras ditas por ela machucaram mais do que o soco que ela havia dado.

— Sinto por isso também. Você arriscou muita coisa por mim. Por que Bella?

— Por que eu simplesmente acreditei em você.

— Obrigado. – Ele beijou os olhos dela que estavam fechados.

— Isso foi um apelo ao meu julgamento – ela começou com a voz fraca por que ele beijava o rosto dela.

— Vou ficar hoje à noite com você. – Ele falou e beijou o canto da boca dela. – Quero ter certeza de que você dormira bem.

— Uso de sexo como calmante e sonífero?

Ele afastou o rosto dela por um instante para logo depois roçar os lábios dela com os seus.

— Se você quiser esse método. – Ele falou enquanto a levantava do chão a aninhando em seu colo. – Vamos encontrar a dose certa desse remédio.

******

Mais tarde, a noite com as luzes do quarto baixa, ele a observava dormir. Ela dormia com um ar calmo, estava com o corpo mole após terem vivido momentos inesquecíveis. Para se deliciar ele começou a deslizar a mão pelas costas nuas dela, sobre a pele lisa e macia, ela tinha um corpo forte e que o deixava sem folego sempre que a via assim. Ela não se mexeu com a caricia dele.

Deixou que os dedos passassem pelos cabelos dela, como se os estivesse penteando. Eram longos, de um tom castanho perfeito, fios grossos, mas ao mesmo tempo macios. Um corte bom os tornaria mais lindo do que já eram. Pegou-se sorrindo enquanto passava os dedos levemente pelos lábios dela. Lábios firmes, que o enlouqueciam quando tomava posse deles.

Ele ainda estava surpreso por ter feito com que ela se entregasse pra ele como nunca antes. Por saber que ela ainda podia mais, ele estava surpreso por esta cada vez mais conhecendo tudo sobre ela e deixando-a conhecer tudo sobre ele.

Quando mais ainda eles poderiam seguir juntos?

Ele só sabia que tinha ficado destruído por acreditar que ela desconfiava dele. O que sentiu, o medo da traição foi tão intenso e causou tanta dor que ele não sabia como tinha aguentado. Uma dor que a anos não sentia com tamanha intensidade.

Ela fez surgir dentro dele uma vulnerabilidade da qual já havia se livrado. Ela tinha o enorme poder de machuca-lo. Eles machucam um ao outro e isso é algo que deve ser pensado com cuidado.

Naquele momento, porém era importante descobrir quem estava querendo machucar os dois e qual o motivo.

Ele ainda pensava nisso quando segurando as mãos dela, entrelaçou seus dedos e a trouxe para mais perto dele. Só assim ele conseguiu deslizar para o mundo dos sonhos.

Notas finais
E ai meninas, felizes por eles terem se entendido...
Ainda vai rolar muita água por baixo dessa ponte.
Bjinhos e até o próximo capítulo.