Nudez Mortal
16 Cuidado extra.
Notas iniciais
Boa leitura...
O Ed voltou com tudo.
FINAL DO CAPÍTULO ANTERIOR
- Fiquei interessada em saber mais sobre esse homem. Se quiser um perfil completo dele pode me procurar que terei muito prazer em ajuda-la.
— Estamos trabalhando com Código Cinco nesse caso.
— Entendo.
— Se não conseguimos chegar até ele antes que ele chegue até a próxima vítima, talvez eu apareça por aqui para pedir ajuda.
— Estarei esperando.
— Obrigada doutora.
— Bella. Mesmo mulheres fortes e que trabalharam para moldar a si mesma, mesmo ela possuem pontos fracos e ocultos. Não fique com medo de encara-los de frente.
— Vou tentar... – Saiu antes que baixasse a guarda.
******
Bella foi ao encontro do seu informante ainda nervosa e um pouco trêmula por conta da Sessão de Testes, isso quase a fez perder uma informação importante sobre o caso Lucas.
O seu mau humor era visível quando chegou a Central de Polícia e só piorou ao ver que não havia nem uma mensagem do Charlie para ela. Os colegas de trabalho da Tenente já tinham informações de onde ela havia passado parte do seu dia e todos evitaram chegar próximo a ela pelo menos um metro. Bella trabalhou sozinha por quase duas horas.
Ela ainda fez uma tentativa de entrar em contato com Edward Cullen, mas não ficou surpresa por receber a informação de que ele não se encontrava no momento. Ele devia estar em um dos seus trabalhos ou então comprando algum planeta por ai, Bella pensou frustrada. Deixou uma mensagem para que ele se encontrasse com ela o mais rápido possível.
Então encerrou o expediente de trabalho e seguiu em direção ao Noturno’s Bar. Bella estava muito a fim de se afogar em bebida barata e ouvir uma música de baixa qualidade, isso tudo enquanto via sua amiga Rose se acabar de cantar no palco.
O lugar ficava um pouco isolado da cidade, era quase considerado como uma espelunca, sua clientela especial não passava de bêbados e mulheres facilmente irritáveis, o serviço era o de pior qualidade e definitivamente isso era tudo o que a Tenente Bella Swan queria no momento.
Bella quase foi derrubada no chão pela força do som quando entrou no bar. Ela via Rose lá em cima conseguindo facilmente que sua voz aguda e esganiçada fizesse se ouvir mais do que o som da banda que consistia em dois garotos cheios de piercing e tatuagens que comandavam uma aparelhagem do som.
Antes de chegar a uma mesa vazia próximo do palco Bella conseguiu se livrar de um homem que queria que ela fizesse companhia para ele em uma das cabines privadas. Apertou o botão que ficava na mesa e pediu um mata leão e se ajeitou melhor para apreciar o show da amiga.
Rose não era tão ruim assim, ela avaliou. Mas ainda tinha muito que melhorar, porém os clientes não estavam nem ai, só queriam mesmo se divertir. Rose estava naquela noite toda coberta por tinta, respingos laranja e traços roxos e algumas manchas em tom de dourado. Varias pulseiras e outros acessórios faziam barulho enquanto ela se remexia no palco ao ritmo da música. O palco era bem pequeno, mas parecia que ela não estava nem ai para isso.
Bella via de longe quando um embrulho era passado de mão em mão pelas pessoas. É claro que aquilo era droga. Bem que o governo tinha feito um monte de coisas para proibi-las, depois legalizou e depois não estava mais nem ai.
A Tenente não sentiu nem uma gota de coragem de fazer um servicinho extra à noite e dar um flagrante naquelas pessoas, em vez disso fez apenas um aceno na direção da sua amiga.
O show continuou apenas com a banda por que Rose pulou do palco e foi até a mesa da amiga.
— Oi senhorita trabalho.
— Oi Rose. Quem é o artista lá cheio de tatuagem?
— Ah! É uma carinha que eu conheci há pouco tempo. – Rose virou para o palco e começou a tamborilar suas unhas vermelho sague em sua nádega esquerda. – O nome dele é Juan, ele me autografou bem ai na minha bunda, dá pra ver? Espero que sim, por que ele está querendo se promover sabe e como as pessoas não tiram o olho da minha bunda achei que era um lugar bem estratégico para ele assinar.
Rose revirou os olhos e fez cara de desgosto quando uma mulher veio deixar um copo com uma bebida vermelha espumante na mesa da Bella.
— Ah Bella, você pediu um mata leão, por que não taca logo um porrete na cabeça e desmaia logo.
— Hoje o meu dia foi uma tremenda cagada. – Tomou o primeiro gole da bebida e encheu os olhos de lágrimas. – Nossa senhora! Isso aqui tá cada vez pior.
— Posso abandonar o palco por algumas horas e ficar aqui com você. – Rose falou preocupada.
— Não precisa. – Bella pensou que pudesse escapar da morte dessa vez e então tomou mais um gole da bebida. – Passei só para ver você cantar e para esfriar um pouco minha cabeça. Rose, você não anda usando essas porcarias que estão passando por ai não né?
— É claro que não! – Rose olhou mais preocupada do que revoltada. – Agora eu sou careta. Esqueceu? Tem sempre uma coisa nova rolando por aqui, mas é tudo brinquedinho leve. Comprimidos para alegria, adesivos ligadões, calmantes. Se você que fazer um servicinho aqui espere pelo menos pelo dia de folga.
— Desculpe. – Bella esfregou os olhos cansados. – Olha, eu não estou a fim de companhia humana, estou muito chata. Sobe lá em cima e canta, eu gosto da sua voz.
— Tudo bem senhorita chata, mas quando quiser ir embora me avisa que eu vou com você e não adianta discutir.
— Tá certo. – Quando ficou só, Bella fechou os olhos e ficou surpresa quando começou a ouvir a voz da sua amiga cantando uma música lenta e suave. Se ela não abrisse os olhos podia até imaginar que estava em um lugar de classe.
— Esse lugar não parece com seu lugar de trabalho a favor da justiça Tenente.
Bella abriu os olhos e deu de cara com Edward Cullen.
— É incrível que em todo lugar que eu olho você aparece. – Bella falou resignada.
Ele sentou em uma cadeira que estava de frente para ela, do outro lado da mesa. O espaço era tão pequeno que a única opção confortável que ele teve foi afastar e unir as suas coxas com a dela.
— Foi você que disse que queria me ver e esse foi o endereço que eu peguei lá na Central de policia sobre o seu paradeiro.
— Eu queria um encontro profissional e não um parceiro de bebidas. – Ela já começava a ficar zangada.
Ele olhou a bebida que ela estava tomando e cheirou o conteúdo do copo.
— Então vamos para um lugar bem melhor. Que tal? – Ele botou a mão em cima da dela só para ter o prazer de vê-la se zangar e puxar a mão.
— Olha só, hoje eu não estou com saco para chateações, Cullen. Então marque logo outro lugar e outro dia para que possamos conversar e depois dê o fora daqui.
— Que espécie de encontro? – Ele perguntou, mas logo sua atenção foi roubada pela cantora que estava no palco quase se contorcendo para chamar a atenção.
— Bella, ou a cantora está tendo algum mal súbito ou ela está fazendo sinal para você. – Falou divertido.
Bella olhou para Rose e fez um sinal com a cabeça.
— É uma amiga minha. – Balançou a cabeça mais uma vez quando Rose fez um sinal de ok com as mãos. – Ela acha que eu estou me dando bem.
— E ela está certíssima. – Ele pegou a bebida que estava na mão dela e colocou em cima da mesa que estava ao lado e sorriu quando várias pessoas lutaram para pegar o copo. – Precisa me agradecer, eu acabei de salvar sua vida.
— Mas que inferno...
— Se você está a fim de se embriagar Bella, escolha um local que sirva algo que deixe o seu estômago forte. – Ele olhou o cardápio na mesa e viu que não tinha nada que prestasse. Levantou e a puxou pela mão. – Não tem nada comível por aqui, venha comigo.
— Eu estou ótima aqui. – Voltou a sentar.
Com toda calma do mundo ele se abaixou e colou o rosto no dela.
— Você está com vontade de encher a cara para sair por ai dando pancadas em alguém sem pensar nos prejuízos. Ótimo então, comigo você não precisa disso. Pode me bater sem precisar ficar bêbada, eu deixo e juro não revidar.
— Por quê? – Ela perguntou.
— Por que eu vejo uma tristeza nos seus olhos. E isso me deixa incomodado. – Enquanto ela pensava no que ele disse ele aproveitou e a colocou de pé e já ia puxando ela em direção à saída.
— Vou par minha casa. – Ela falou.
— Não vai, não.
— Escuta aqui meu chapa...
Tudo foi muito rápido, ela estava preparando um discurso enorme para jogar pra cima dele, mas quando viu já estava com as costas grudadas em uma parede e a boca dele tomava conta da dela. Bella não esboçou reação. Ele a tomava com vontade e ela sentia toda necessidade colocada naquele beijo.
Bella conseguiu fazer com que o beijo parasse, ela precisava de ar para respirar.
— Pode parar com isso. – Ela falou e ficou com raiva por que sua voz saiu apenas como um suspiro leve.
— Não quero saber o que você pensa e nem o que você quer. – ele lutava para se mantar calmo, mas o beijo o abalou tanto quanto a ela. – tem momentos na vida que você precisa de alguém por perto. – Com a paciência chegando ao limite puxou-a para fora. – Onde você deixou o seu carro?
Ela apontou com a cabeça para o carro e se deixou levar pelo puxão dele através da calçada.
— Eu não sei qual é o seu problema. – Ele falou zangado.
— O meu problema é você. – Ela falou enfática.
— Sabe o que você parecia lá dentro quando eu olhei pra você? – Ele perguntou quando chegou ao carro e abriu a porta com força. – Sentada de olhos fechado cheios de olheiras por falta de sono.
Quando descrevia a cena assim só ficava com mais raiva. Ele a empurrou para que ela sentasse no banco do carona e deu a volta no carro para sentar no lugar do motorista.
— Qual é a droga do seu código de liberação? – Ele perguntou sem paciência.
Ela ficou fascinada por vê-lo assim tão nervoso e por trata-la com tanto cuidado. Resignada digitou o código e então ele apertou firme a ignição e saiu dali com muita pressa.
— Eu queria só tentar relaxar um pouco. – Ela falou calma.
— Mas você não sabe como fazer isso. Você vai guardado tudo dentro de você e não consegue colocar para fora depois. Você está vivendo em uma linha muito estreita Bella.
— Eu fui treinada a minha vida toda para viver assim.
— Você não sabe quem é o inimigo dessa vez.
— E você sabe quem é? – As mãos dela apertaram o banco com tanta força que seus dedos doeram.
— Vamos falar sobre isso mais tarde. – Ele estava quase controlando suas emoções.
— Eu quero falar agora. Fui até a casa de Elisa Forbes ontem.
— Fiquei sabendo. – Bem mais calmo ele tentava se acostumar com o carro dela. – Você está tremendo. Ligue o aquecedor.
— Ele está com defeito. Por que você não me contou sobre o pedido de Elisa para você se tornar amigo de Jéssica?
— Ela me pediu isso em segredo.
— Qual sua ligação com Elisa Forbes?
— Somos apenas amigos. – ele olhou com ar divertido para ela – Eu tenho um ciclo de amizades pequeno e Thomas e Elisa fazem parte dele.
— E quanto ao Senador Stanley?
— Detesto o jeito prepotente dele, e também a arrogância. Se ele se candidatar para uma nova eleição eu vou colocar todos os meus recursos na campanha do oponente, mesmo que seja o diabo em pessoa.
— Você é bem nervosinho. – Ela sorriu para ele. – Você sabia que Jéssica tinha um diário?
— É uma ideia bem lógica, afinal ela era uma mulher de muitos negócios.
— Não estou falando de registros de trabalho, eu estou falando de algo pessoal. De segredos e chantagem.
— Olha só. – Ele rolava pela cabeça a informação. – Você encontrou o motivo de tudo.
— Isso ainda preciso avaliar. Você possui muitos segredos Edward.
Ele gargalhou alto quando chegou ao portão de sua casa.
— Bella, você realmente acha que eu seria vítima de uma chantagem? Você acha que uma pessoa patética ia ter informações minhas que nem mesmo você conseguiu descobrir?
— Não. – Ela colocou a mão no braço dele. – Eu não vou entrar com você.
— Bella, se eu estivesse trazendo você aqui para fazer sexo com você, eu faria sexo com você. Você disse que queria falar comigo e eu sei que você quer usar a arma parecida com a que matou Jéssica e também a outra vítima.
— Sim. É verdade.
— Então vamos.
Os portões abriram e eles entraram.
Notas finais
Eles estão inegavelmente envolvidos um com o outro. Quanto tempo mais eles vão segura o desejo?
Até mais meninas e comentem....
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