Nudez Mortal
17 Enfim o prazer.
Notas iniciais
Eles vão se entregar de corpo e alma.
Boa leitura.
FINAL DO CAPÍTULO ANTERIOR
- Bella, você realmente acha que eu seria vítima de uma chantagem? Você acha que uma pessoa patética ia ter informações minhas que nem mesmo você conseguiu descobrir?
— Não. – Ela colocou a mão no braço dele. – Eu não vou entrar com você.
— Bella, se eu estivesse trazendo você aqui para fazer sexo com você, eu faria sexo com você. Você disse que queria falar comigo e eu sei que você quer usar a arma parecida com a que matou Jéssica e também a outra vítima.
— Sim. É verdade.
— Então vamos.
Os portões abriram e eles entraram.
******
A Tenente deu de cara com o mesmo mordomo e ele pegou o casaco dela com a mesma vontade que tinha demonstrado da última vez que esteve aqui.
— Leve café para a gente da sala de treinamentos e tiro, obrigado. – Edward falou enquanto levava Bella pela escada.
Ele segurava a mão dela com firmeza, mas aquilo não era um carinho ou uma forma de ser gentil, mas sim uma garantia de ela não fugiria correndo dali.
Ao chegarem ao andar que estava à sala onde estava a coleção de armas ele parou e com toda calma do mundo pegou as armas que iriam ser usadas. Ele as pegava como se fizesse isso todos os dias, era incrível ver como ele combinava com aqueles objetos.
Depois de colocar as armas escolhidas em uma maleta de couro preto ele foi em direção a uma parede onde havia um enorme quadro de uma paisagem verde. Bella não havia conseguido ver o que ele fez, mas ela sabia que ali havia algum painel onde só ele podia ter acesso. Após alguns segundos a imagem se abriu e deu lugar a uma passagem que ia direto a um elevador.
— Esse elevador leva a lugares restritos na casa. – Ele a fez entrar e se acomodar. – São poucas as pessoas que vem a essa casa e conhecem a sala de treinamentos e tiro.
— Por quê? – Ela quis saber.
— Toda a minha coleção de armas e os motivos que me fazem usa-las na sala de tiros são mostrados para as poucas pessoas que conseguem aprecia-los.
— Muitas dessas armas você conseguiu através do mercado negro?
— A policial em você sempre dá um jeito de entrar em ação. – Ele prendeu o riso. – Compro meus brinquedos através de fontes totalmente legalizadas. – Ele olhou para a bolsa que ela carregava no braço esquerdo. – Essa é minha fonte de compra até você desligar o gravador que está na bolsa.
Ela sorriu e abriu a bolsa, pegou o gravador e desligou manualmente. Ele era esperto, mas ela gostava dessa qualidade nele.
— Seria legal se você desligasse o outro também. Sabe aquele de reserva?
— Você é muito sabidinho para o meu gosto sabia. – Mas mesmo assim ela pegou o gravador que estava preso em sua blusa por baixo do suéter. Ele era tão fino quanto uma folha de papel e Bella teve que usar a unha do dedo mindinho para desliga-lo. – Pronto. Quanto a você Edward, aqui tem muita câmera de segurança e dever ter também muitos microfones para captação de áudio. – Ela falou quando as portas do elevador abriram e eles saíram para um corredor.
— É claro. Sou um homem precavido.
O teto do corredor era muito alto e a decoração fazia com que ela se imaginasse em tempos antigos. Ela ainda não conseguia entender por que um homem que fazia sua fortuna e fama com o futuro gostava tanto de coisas antigas ou que remetiam ao passado.
As luzes acenderam automaticamente quando eles entraram na sala e iluminou todo o ambiente que tinha paredes pitadas em tons claros, poltronas confortáveis e uma mesa onde a bandeja com o café já estava posto.
Edward colocou a maleta em uma mesa e foi até um console onde colocou a mão para que as impressões fossem reconhecidas. Depois disso um painel com vários controles se acendeu.
— Guardo aqui uma grande quantidade de munição. – Ele clicou alguns botões e uma mesinha com alguns objetos foram ejetados da parede. – Tome, use isso, você vai precisar.
Ele entregou para ela um óculos e um protetor de ouvidos.
— Isso tudo é como um hobby pra você não é? – Ela perguntou enquanto ajustava os óculos e o protetor de ouvidos.
— É, é como um hobby.
Edward pegou um revolver de calibre 38 e o preparou com a munição.
— Essa arma aqui era a principal usada pela policia no século XX. Depois com a chegada do novo milênio eles passaram a usar as armas de nove milímetros.
— As armas de nove milímetros também foram as mais usadas durante as Guerras Urbanas e também até a década de quarenta do século XXI.
— Você andou estudando. – Ele ficou surpreso.
— Com certeza. – Ela via como a arma se encaixava com perfeição na mão dele.
— Se você estudou mesmo direitinho você deve saber que o laser que você está usando agora não era muito apreciado a uns trintas anos atrás.
— O laser NS, depois de aperfeiçoado passou a ser a arma da policia a partir de 2024. Engraçado, eu não vi nenhuma arama a laser na sua coleção.
— São brinquedos exclusivos da policia. Proibidos até para colecionadores. – Ele olhou para ela sorrindo e então apetou um botão fazendo aparecer um holograma tão real que ela quase se colocou a postos para atacar, mas rapidamente ele se refez do susto.
— Que ótima a qualidade da imagem. – Bella falou vendo um homem imenso, que aparentava ter uns dois metros. Ele segurava uma arma que ela não conseguiu identificar.
— É uma imagem quase idêntica a daqueles bandidos fortões que existiam no século XX. Ele está com um fuzil AK – 47 nas mãos.
— Ok. – Ela ficou olhando todos os detalhes. Era mais assustador do que as fotos e os vídeos que havia estudado dentro da policia em seus treinamentos.
— Ele usa uma arma de ataque que foi feita para matar. Depois que eu o ativar e se ele te atingir, você vai sentir um pequeno choque e uma pequena pressão no lugar atingido, bem melhor do que sentir uma bala verdadeira. Quer tentar?
— Você pode ir primeiro?
— Pode ser. – Ele ativou o holograma e os sons tomaram toda a sala. Ele avançava com a arma empunhada, pronto para matar qualquer um que se colocasse em sua frente.
Ela conseguia ouvir todos os sons da rua, barulhos de carros, obscenidades sendo proferidas. Por instinto ela se afastou um passo para trás. Ele ouviu vários disparos e viu quando um esguicho bem parecido com sague saiu dele e então ele caiu para trás e largou arma no chão. Depois tudo sumiu.
— Nossa! – Ela exclamou.
Ele abaixou a arma, e ficou surpreso por ter tentado se exibir para ela. Ele nunca foi se agir assim.
— Eu queria que ficasse bem real quando ele fosse atingido. Acho que ficou bem parecido com todo aquele sangue e a forma que ele voou para trás.
— É ficou bem real. – Ela ficou rígida por causa do pensamento que surgiu em sua mente, não gostaria de vê-lo atingido nem por brincadeira. – Você foi atingido Edward?
— Não. Mas se torna muito fácil quando é só um contra um e você consegue visualizar todos os passos do oponente.
Edward apertou um novo botão e lá estava o brutamonte novamente de pé e ela viu quando o Edward se colocava rapidamente em posição de ataque.
Ela viu a imagem se movimentar rapidamente enquanto Edward atirava e procurava se proteger. Viu surgir também outros hologramas de outros tipos de bandidos, uma mulher com cara de deboche armada com uma metralhadora que Bella reconheceu. Um homem também fortemente armado com uma arma que ela não reconheceu e também havia uma senhora com um carrinho de bebê passando pela calçada com um ara assustado e sem reação nenhuma a não ser proteger a criança.
Eles atacavam Edward simultaneamente e ele se protegia e atirava ao mesmo temp. Ela ouvia gritos, choros e por fim só havia sobrado o carrinho do bebê com a mulher caída ao lado. Tudo sumiu depois.
— Uma rodada como essa cheia de personagens e com mais inimigos é melhor. — Ele falou divertido – Dessa vez fui atingido.
— O que? – Bella ficou preocupada.
- Não fica assim. – Ele se divertiu com a preocupação. Foi só de raspão no braço.
Ela tinha ficado realmente preocupada e se obrigava a pensar que não devia se sentir assim em relação a ele.
- Isso aqui é uma tremenda brincadeira. Você joga sempre?
- Só quando tenho tempo, ou seja, quase nunca. Quer tentar agora?
Se ela conseguiu passar pela Sessão de Testes, por que não ia conseguir fazer aquilo, pesou.
- Tudo bem. Coloque um padrão igual ao seu ultimo.
- É por essas e outras que eu gosto de você, tenente. Você encara o que tiver que encarar. Vamos primeiro fazer um treino.
Ele fez com que surgisse um alvo circular com um ponto no meio. Colocou a arma totalmente recarregada na mão dela e se colocou por trás dela segurando em suas mãos, para que ela apoiasse a arma melhor. Colou o rosto ao dela.
- Você tem que mirar bem no alvo, por que ela não é como a que você usa que possui sensor de calor e movimento. – Ele ajustou o braço dela corretamente e ajudou com a mira. – Quando tiver com o alvo na sua mira você só precisar apertar o gatilho. Você vai sentir um baque no seu braço e no ombro, mas nada tão grave.
- Ok. Entendi. – Ela não devia está tão nervosa com a aproximação dele, com o toque dele em suas mãos, com o cheiro que vinha dele. Mas ela não conseguia evitar que seu coração batesse descompassadamente. – Edward, você esta me apertando.
Ele virou a cabeça e roçou a boca levemente pela orelha dela. Uma orelha simples, sem brincos, mas que o faziam ter várias ideias do que fazer com ela.
- Eu sei que estou apertando você, mas eu quero fazê-la se acostumar com isso. Não fique intimidada.
- Eu não estou intimidada. – E como prova ela apertou o gatilho e viu seu braço ser arremessado para trás como o disparo. Ela sentiu a pressão no ombro e então atirou mais umas duas vezes e viu o centro do alvo ser atingido por penas alguns centímetros. – Nossa, a gente sente mesmo o impulso da arma. – Ela baixou a arma e virou os ombros para os lados.
- Você tem uma boa mira tenente. – Ele estava verdadeiramente admirado, mas não quis que ela notasse. – Mas atirar em um alvo parado é totalmente diferente de atirar em alguém em movimento.
Ela pensou que ele a estava desafiando e ela aceitou o desafio.
- Ainda tenho quantas balas aqui?
- Vou recarregar sua arma totalmente. – Ele programou uma serie nova e cheio de curiosidade e também como uma espécie de desafio ele escolheu um bem difícil para ela. – Está pronta?
- Sim. – Ela olhou para ele e ajeitou o corpo para a ação.
A imagem que surgiu foi a de um senhor atravessando a rua com uma bengala e ela se segurou bem a tempo de acertar a bala na cabeça de um garoto que passava correndo atrás de uma bola. Atirou rapidamente em um homem que tentava atacar o velhinho com um bastão de ferro. Ela sentiu uma fisgada no braço e se virou para acertar uma mulher que segurava uma arma idêntica a que ela usava.
Então ela viu quando surgiram vários bandidos armados. Mas ela estava preparada e se protegeu a tempo. Acabou com todos eles de um por um.
Edward a observava. Ele viu que ela não se deixava intimidar realmente por ninguém. Os olhos dela estavam focados. Olhos de uma policial. Ele imaginava que a adrenalina dela deveria estar a mil, mas ela não aparentava. Estava calma, seus movimentos eram firmes e ao mesmo tempo suaves como em uma apresentação de balé.
A mão dela estava firme segurando a arma. E ele a desejava, como nunca desejou ninguém em sua vida. Ele sentiu a pressão no peito. Ele a queria.
- Conseguiram me acertar duas vezes. Um tiro no braço e outro bem na barriga. – Ela falou enquanto ela abria o tambor da arma e recarrega como viu fazendo. – isso me faz uma tira morta ou então bem machucada. Bote outra serie.
Ele colocou e mais uma vez ficou apenas vendo como ela se movimentava.
Quando terminou a serie ela pediu para testar a outra arma. Ela gostou mais daquela, se ajustou melhor a ela. Ela viu toda a vantagem que um revolver tinha. Mas mesmo assim nenhum dos dois fez ela se sentir tão bem como se sentia com sua arma a laser.
Ela viu todo o estrago que uma arma daquela fazia em uma pessoa e agradeceu mentalmente por não existirem mais tantos crimes cometidos daquela forma.
- Você foi atingida de novo? – Edward perguntou.
- Não. Nem de raspão. – Mesmo que as imagens tivessem desaparecido ela ainda olhava fixamente para a parede. – Elas fazem muitos estragos. – Ela colocou a arma em cima da mesa. – Deve ser horrível trabalhar com um instrumento que você sabe que é capaz de matar e saber que ela pode ser usada contra você. Seria meio insano.
- Você conseguiria. – Ele falou tirando os protetores dela. – é fácil quando você sabe que está apenas cumprindo o seu dever. Você passou pela sessão de testes e se saiu bem.
- Como você ficou sabendo disso? – Ela virou para ele.
- Como eu soube que você fez testes? Tenho os meus contatos. Como eu soube que você ficou abalada com ele? Eu vejo isso nos seus olhos. – Ele pegou o queixo dela e a fez olhar para ele. – Sua cabeça está sempre em luta com o seu coração. Não sei se você sabe, mas é isso que a faz ser tão boa em seu trabalho. E tão boa para mim.
- Não estou tentando ser boa para você. Estou tentando achar o homem que usou armas iguais a essas para matar e não para se defender. – Ela olhou fixamente para ele. – Não foi você Edward.
- Não. Não fui eu.
- Mas você sabe de alguma coisa.
Ele fez um carinho levemente no queixo dela antes de abaixar a mão.
- Não estou tão certo sobre o que eu sei. – Foi até a mesa onde serviu um pouco de café para ele. – Armas antigas, para cometer crimes de forma antiga, por motivos antigos? Esse seria o meu palpite.
- Até agora isso foi muito pouco. Uma dedução simples.
- Mas então me fale tenente, você gosta de deduzir sobre essas histórias e assuntos antigos ou fica pensando somente no agora?
- Sou bem flexível sobre essas questões.
- Você não é, mas é bem esperta. Quem quer que tenha assassinado Jéssica, tinha uma obsessão pelo passado. Eu tenho uma enorme curiosidade sobre o passado. Obsessão? Você que pode avaliar isso.
- E estou trabalhando para ter uma avaliação correta.
- eu sei que sim. Vamos trabalhar o caso sem a ajuda de dados e sem probabilidades dadas pelo computador. Pensemos na vítima. Você acha que Jéssica era uma chantagista e isso combina muito com ela. Era uma mulher que necessitava de poder e precisava ser amada.
- Você percebeu isso tudo só com aqueles poucos encontros?
- Sim, mas também através de conversas com pessoas que a conheciam. – Ele entregou uma xícara com café para ela. – Pessoas que a conheciam a achavam cheia de vida, mas uma mulher reservada. Uma mulher que mesmo tendo desprezado a família fazia muitas coisas em sua vida pensada no que eles iriam achar. Acho que nós dois já avaliamos todos esses detalhes.
- Eu não sabia que você estava avaliando detalhes relacionados sobre um caso de policia. – A irritação começou a tomar conta dela.
- Os pais de Jéssica são meus amigos e eu trato minhas amizades com respeito gosto de vê-los bem. Eles estão sofrendo Bella. Eu não gosto de ver Lisa se culpando pelo que aconteceu.
- Ok. Vou aceitar sua argumentação. Com quem você anda conversando?
- Pessoas, conhecidos, amigos, sócios. – Ele largou a sua xícara de café enquanto ela continuava tomando a sua e circulando pela sala. – É incrível como uma mesma pessoa pode ter várias faces. Pergunte para um e descubra que Jéssica era festeira, pergunte a outro e descubra que ela era caseira, outro vai dizer que ela era fria e arrogante, outro vai falar que ela era amiga e muito feliz. Nossa Jéssica era uma caixinha de surpresas.
- Usava uma personalidade para cada situação. Isso é bem comum.
- E qual dessas personalidades a matou? – Ele tirou um cigarro do bolso e o acendeu. – Chantagista. – Pensando ele soltou uma nuvem de fumaça. – Ela poderia sim ser boa nisso. Ela gostava de saber o segredo dos outros e usava o seu charme para isso.
- Ela usou esse charme em cima de você?
- Com todo o seu poder. – Ele riu com isso.
- Eu não gosto de entregar segredo em troca de sexo. Ainda que ela não fosse filha de quem é ou se não trabalhasse com o que trabalhava, ainda sim ela não faz o tipo de mulher que me atrai. Prefiro outro tipo de mulher. – Ele olhou para ela e começou a pensar. – Ou achava que gostava de outro tipo de mulher. Agora eu não sei por que mulheres fortes, decididas e cheias de complexidades me atraem tanto no momento.
- Isso não é um elogio. – Ela falou e pegou mais café.
- Eu não falei para ser um elogio. Embora eu ache que alguém que use um cabelo lindo sempre preso e não use qualquer tipo de produto de beleza no rosto, você é uma mulher que muitos não conseguem parar de olhar.
- Meu cabelo me atrapalha e eu não tenho saco para produtos de beleza. – E nem disposição para falar sobre esses assuntos, pensou ela. – Continuando o assunto da vítima. Se pensarmos que a Jéssica foi morta por um dos clientes que ela chantageava, onde Lua Star se encaixa nessa história?
- Ai está um grande problema. – Ele soltou outra nuvem de fumaça. – A única coisa que tinha em comum era a profissão. Eu tenho quase certeza de que elas nunca se viram e sequer tinham o mesmo gosto para clientes, mas um deles conheceu as duas.
- Um deles escolheu as duas. – Ela corrigiu.
- Sim. Escolher é um termo bem melhor.
- O que você estava querendo dizer quando me avisou que eu não sabia onde estava me metendo?
Por alguns segundos ele hesitou antes de responder.
- Eu não sei bem se você conhece o poder que o Senador Stanley possui. O assunto que envolve o assassinato de sua neta pode trazer mais poder para ele. Ele quer a presidência e precisa de poder para isso.
- Você está insinuando que ele pode usar a morte da neta politicamente? De que forma?
- Ele poderia pintar a neta como a vítima de uma sociedade que ainda aceita o sexo como forma de trabalho. – Edward apagou o cigarro. – Ele poderia formular vários questionamentos a seu favor sobre o assunto.
- Mas ele defende a política do armamento e ela foi morta com uma arma de fogo, arma essa que nem pode está mais sendo usada na sociedade.
- Você está certa, mas ele pode argumentar que talvez ela estivesse viva se estivesse armada também. – Antes que ela conseguisse argumentar ele continuou. – Como pode uma mulher ser assassinada dentro da própria casa, indefesa e vítima da liberdade sexual que existe hoje na sociedade?
Ele foi até o console que programa o holograma e o desmontou.
- O partido conservador está ganhando terreno cada vez mais Bella. Você já pensou que talvez ele não queira que o assassino seja encontrado?
- Como assim? – Ela perguntou chocada. – Ele poderia se favorecer quando o encontrássemos. “Vejam, esse é a escoria que matou minha pobre neta.”
- Isso é um risco que ele corre. Já imaginou que o assassino pode ser alguém respeitado na sociedade e que por algum motivo saiu do caminho correto? Quem Bella queria que você estivesse naquela Sessão de Testes? Quem está vigiando você e observando cada passo que você dá durante a investigação? Quem está cavando sobre o seu passado e tentando abalar o seu desempenho profissional?
- Eu acho sim que ele está por traz da minha sessão de testes. – ela falou nervosa e deixou a xícara de café em cima da mesa. – Ele não confia em mim, ou ainda não ache que eu seja boa para investigar o caso. E ele colocou alguém para seguir a mim e ao Charlie quando estávamos saindo do seu gabinete em Washington. Como você sabe que ele está investigando o meu passado? Só por que você está fazendo isso também?
Ele não ligou para a raiva que viu surgir nos olhos dela, pelo contrario, ele gostou de ver aquela reação. Ela se fortalece mais com a raiva.
- Não por que eu esteja te vigiando, mas por que eu estou o vigiando enquanto ele vigia você. Achei melhor descobrir as coisas sobre você pessoalmente do que através de relatórios. – Ele chegou perto dela e passou a mão pelos fios do cabelo dela que estavam soltos. – Respeito os segredos das pessoas que me importam e eu me importo com você Bella. Não sei o que é, mas você vai surgir algo desconhecido dentro de mim.
Quando ela começou a se afastar ele a segurou pelo braço com firmeza.
- Estou ficando cheio de toda vez que estamos perto você coloca um assassinato entre nós.
- Existe um assassinato entre nós.
- Não. Esse assassinato apenas fez com que chegássemos onde estamos. É essa a sua dificuldade? Você não consegue se afastar da tenente Swan para se deixar sentir?
- Essa é quem eu sou Edward.
- Então é essa que eu quero. – Seus olhos se tornaram negros com a força do desejo que sentia dentro de si. Ele sentia raiva de si mesmo por estar envolvido a um ponto de quase ter que implorar para ela. – A Tenente Swan não demostraria medo de mim, mesmo que a Bella tivesse.
- Não tenho medo de você Edward.
- Não tem mesmo? – Ele colocou a mão envolta da cintura dela e a trouxe para perto. Rapidamente ele começou a toca-la por baixo da blusa. – O que acha que iria acontecer de você saísse da linha?
- Aconteceria muita coisa. – Ela conseguiu responder, sua mente estava começando a nublar com aquela carícia em sua pele. – Mas sexo não é minha prioridade, é apenas uma distração.
- Com toda certeza! – Ele estava com raiva e isso o fez soltar seu sorriso mais sombrio. – Sexo é uma ótima distração quando sendo bem feito. Já não está passando da hora de você me deixar mostrar par você?
Ela agarrou os braços deles, mas ela não tinha certeza se era para que ele a soltasse ou se era para ele mantê-la entre eles e nunca mais deixa-la sair.
- Isso tudo é um erro. – Ela falou trêmula.
- Então vamos fazer valer a pena. – ele falou antes de tomar a boca dela em um beijo devastador.
Bella se agarrou mais a ele.
Os braços dela o agarraram como uma espécie de corrente, Ela deslizou os dedos através do cabelo dele. O corpo dela pulsava em conjunto com o dele, vibrando, enquanto o beijo ia ficando mais quente, mais intenso e depois quase feroz. Ele tinha uma boca firme, chegando a ser cruel. O choque daquele beijo foi tão forte que enviou correntes elétricas para dentro dela, para o seu intimo.
As mãos dele trabalhavam rapidamente como se tivesses vida própria. Ele levantava o suéter dela e afastava a blusa do jeans, para tira-las. Em revide ela tentava se colar mais a ele, como se pudesse senti-lo através da roupa dele. O calor do corpo dele a atraia como um imã.
Ele conseguia fazer surgir em sua mente a cena dela deitada no chão, e ela gemendo e gritando com cada vez que ele arremetia para dentro dela.
Com a respiração falhando ele abriu os olhos e afastou a boca do corpo dela. O rosto dela estava rubro de desejo, a boca já vermelha por causa da força do beijo. Ele rasgou a blusa dela antes de conseguir tira-la.
Eles estavam em uma sala cheia de armas, cheirando a pólvora. Uma sala repleta de violência.
- Não. Aqui não. – Ele a pegou no colo e antes que ela pensasse algo coerente ele já a havia empurrado para dentro do elevador e a colado na parede. Ele terminou de tirar a blusa dela e colocou a mão no coldre dela enquanto a beijava novamente com a mesma intensidade de antes. Ele desgrudou a boca da dela. – Tire essa droga de coldre. Agora!
Ela abriu o feixe e manteve o coldre com a arma em uma mão enquanto tentava abrir a camisa dele com a outra.
- Por que você usa tanta roupa? – ela perguntou rompendo o beijo.
- Da próxima vez estarei vestido de índio. – Ele falou enquanto tomava a boca dela novamente.
Ela sorriu com entre a boca dele. A língua dele devastava cada canto de sua boca. Ela já estava totalmente preparada para recebê-lo.
Ele tocou o seio dela por cima do minúsculo tecido que o protegia e adorou ver aqueles olhos cor de chocolate se nublarem de desejo.
- Onde você gosta de ser tocada Bella?
- Não pergunte, você está no caminho certo.
As portas do elevador se abriram e eles estavam totalmente unidos. A boca dele deslizava pela garganta dela. Ele mordia, sugava, lambia ela teve que se segurar nele para não desabar.
Ele saiu do elevador com ela presa em sua cintura, com as pernas em volta dele. Ele queria arrancar aquela calça que impedia que ele sentisse como ela estava quente.
Ela olhou envolta e viu a grandeza do quarto em que estavam. Ela voltou à atenção para ele e enquanto ele sugava os seios dela ela tentava arrancar a calça dele.
Ele quase enlouqueceu quando ela gemeu seu nome.
Ele a jogou em cima da cama e a ajudou a se livrar da calça dele. Depois foi com tudo para arrancar a dela.
- Você dorme aqui Edward?
- Eu não quero dormir hoje.
Ele deixou a língua deslizar pelo corpo dela, tão macio, sedoso. Ela tinha uma pele branca que ele desejava marcar como dele para todo o sempre. Ela se contorcia debaixo dele.
Ela gemia e sabia que ele estava apenas começando.
- Eu tenho quer está na Central amanhã cedo Edward.
- Cala essa boca tenente.
- Tudo bem.
Ela sorriu quando o pegou de surpresa e rolou por cima dele. Então ela o beijou tão profundamente que ele achou que poderia morrer com aquele beijo.
Ela não sabia que havia guardado tanto desejo dentro de si. Ela roçava a intimidade dele com a dela e amou o momento que o fez gemer.
Quando eles se livraram de todas as roupas ela se imaginou por cima dele recebendo toda a potencia dele dentro dela, mas ele foi mais rápido e mudou as posições e calou os protestos dela com um beijo.
Então ele separou as bocas e pela primeira vez a olhou. Ela viu o desejo misturado com carinho naqueles olhos verdes.
Ele queria agora com calma. Ele queria ver todas as reações dela a ele.
- Você está apressada Tenente? – Ele viu o desejo transbordar dos olhos dela quando ele tomou o seio dela em suas mãos e com o polegar começou a acariciar o mamilo. – Eu quero ver você Bella, quero ver o que você sente.
- Eu preciso de você – Ela murmurou.
- Eu sei. – Ele se posicionou em cima dela e deslizou a mão pela cintura dela até chegar à coxa. Ele seguia com o olhar todo o caminho percorrido pela mão. Ele seguia o sangue dela bombeando rapidamente. – Você tem um corpo magro, mas ao mesmo tempo forte. Você é esguia... – Ele tomou o seio novamente em sua mão. – Um seio pequeno, mais rígido, perfeito.
- Quero você dentro de mim agora.
- Você quer uma parte de mim.
- Droga Edward! – Ela gemeu quando ele tomou o seio dela na boca. Ele sugava, lambia, soprava.
Ela se contorcia embaixo dele enquanto ele a torturava. Uma tortura divina. Ela teve que morder o lábio com força para não gritar de prazer.
Ele continuava a exploração com as mãos. Ele tocava, experimentava cada cantinho do corpo dela. Ele a queria por inteiro.
Bella não estava acostumada com aquilo, quando ela queria sexo, era rápido, algo para sacia um desejo momentâneo do corpo. Mas aquilo era diferente, os sentimentos brincavam perigosamente em um precipício. Ela não sabia o que pensar, só sabia sentir.
Ela tentou toca-lo, mas sentiu pânico quando ele prendeu os braços dela em cima da cabeça dela.
- Não faça isso Edward. – Ele quis soltar quando viu medo nos olhos dela, mas manteve as mãos dela presa por que também viu desejo.
- Você não pode está sempre no controle de tudo Bella. – Enquanto falava soltou uma mão que a prendia e a percorreu pelo corpo dela. Viu-a gemer quando deslizou a mão pela coxa. Ela tremeu quando ele tocou a parte de trás do joelho dela.
- Não! – Ela falou quando encontrou um pouco de ar.
- Não o que Bella? Não encontre um ponto vulnerável? Não me dê prazer.
Ele deslizou um dedo para o centro dela e acariciou. Ela se contorcia tentando se livrar dele.
- Acho que agora é tarde. Você quer gozar sem sentir prazer. – ele tracejou uma trilha de beijos que iam dos olhos até o pescoço dela. – Mexia o quadril por cima dela enquanto ela lutava embaixo dele. – Você não precisa de ninguém para fazê-la sentir prazer, mas hoje você terá. E eu vou dar prazer na mesma proporção que receber.
- Não posso. – Ela choramingou.
- Solte-se Bella. – ele estava doido para estar dentro dela, mas ele precisava fazê-la se entregar primeiro.
- Não posso.
- Eu vou fazer você se entregar. Eu vou seus olhos quando isso acontecer. – Ele mais uma fez sua ereção roça-la e sentiu o corpo dela tremer mais uma vez. Como uma ultima tentativa ele colocou a mão em cima dela, bem no meio das penas dela e pressionou a mão.
- Seu traiçoeiro. – ela não conseguia mais controlar o corpo. – Eu não consigo.
- Mentira Bella. – Ele elevou a voz. E então deslizou um dedo para dentro dela. Ele gemeu junto com ela quando ele tocou o ponto mais quente e mais apertado dela. Colando mais ainda seu corpo ao dela e viu quando o pânico e o medo que havia nos olhos dela, se transformaram em choque e logo depois ele viu a rendição dela.
Ela ainda lutou contra, mas ela se deixou cair no abismo do prazer. Ela gritou e então com um vulcão seu corpo explodiu. Ela amoleceu por baixo dele.
Ele amou aquele momento.
- Mais uma vez Bella. – Ele a puxou para cima e a beijou como nunca tinha feito antes.
- Sim. – ela gemeu e sentiu tudo recomeçar as mãos dele deslizavam e tomavam posso de locais desconhecidos até mesmo por ela. O novo orgasmo dela o pegou como garras e então ele não pode mais se conter. Ele levantou o quadril dela e se enterrou fundo como se disso dependesse sua vida. Ela o apertava, o sugava...
Ela arranhava as costas dele enquanto ele estocava com força dentro dela e quando ele sentiu que ela amoleceu com o terceiro orgasmo e ele se perdeu dentro dela.
******
Depois de tudo o que aconteceu ela não falou nada. Não conseguiu pensar em nada para ser dito naquele momento. Ela deu um passo errado e arcaria com as consequências quando essas surgissem.
Agora ela precisava juntar a força que restara para ir embora.
- Preciso ir embora. – Ela sentou na cama e pensou onde havia deixado suas roupas.
- Não precisa ir não. – Ele falou com uma alegria na voz que só a fez sentir mais raiva de si mesma. No momento que ela tentou sair da cama ele a segurou e a derrubou sobre a cama mais uma vez.
- A diversão foi boa, mas acabou.
- Foi maravilhosa, mas eu não colocaria isso que aconteceu como uma diversão. O que aconteceu aqui foi muito intenso para ser considerado uma diversão. Eu ainda não terminei com você Bella...
Ele perdeu o fôlego quando o joelho dela se encontrou com suas partes intimas. Ela rolou pra cima dele e colocou o braço no pescoço dele o prendendo.
- Escute aqui Cullen, eu vou e volto quando e para onde eu quero. Portanto verifique o grau em que o seu ego se encontra.
Ele levantou as mãos em pedido de paz e ela aliviou a pressão no pescoço, isso foi tudo que ele precisou para toma-la e fazer com que ela estivesse presa novamente embaixo dele.
Ela era forte e esperta, mas ele adorava um desfio.
- Atacar uma policial vai te dar alguns anos de cadeia Edward Cullen, e eu não vamos coloca-lo em uma cela limpa não.
- você não está usando seu distintivo, aliás, você não usa nada no momento. – ele mordeu o queixo dela. – Coloque isso no seu relatório.
Pronto, ela havia perdido o resto de dignidade que havia sobrado.
- Eu não quero entrar em uma briga com você. – ela falou calma agora. – Eu só preciso ir embora.
Ele se colocou por cima dela e viu os olhos dela perderem o foco e se fecharem quando ele a penetrou novamente.
- Não feche os olhos Bella. Olhe para mim quando eu estou dentro de você.
Ela manteve os olhos abertos olhando para ela enquanto ele arremetia para dentro dela.
Agora ele estava mais calmo, ia mais profundo, tocando a alma dela. O orgasmo que a atingiu foi diferente, trouxe todos os sentimentos dela a tona.
Ele a beijou enquanto entrelaçava os dedos com os dela. Ele se entregou por completo e se manteve ali parado, com a respiração ofegante.
- Fique comigo. – Ele sussurrou. – Por favor, Bella.
- Tudo bem. Eu fico com você.
E o sono arrastou os dois.
Notas finais
Perdoem os erros, mas não tive tempo para corrigir!!!
Comentem e quem sabe esse capítulo me proporcione mais algumas recomendações....
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