Now You've Got To Breathe
29 Na Estrada
Notas iniciais
O último capítulo chegou galera :( Falta só o epílogo e NYGTB chega o fim. To chateada, queria continuar postando aqui e lendo os comentários de vocês. Mas quem sabe em breve me vem uma ideia bem show e eu começo outra fic longa como essa. Por falar nisso, Treehouse Cafe tá quase pronta, daqui a pouco to postando aqui!! To animada, acho que vocês vão adorar :)
MUDANÇA LOUCA DE ASSUNTO: Estou planejando começar um blog em breve, e queria saber se tem alguém aqui que tem um blog no wordpress? Queria saber se é pago, porque se for eu vou para o bom e velho blogspot mesmo.
TCHAU ATE SEMANA QUE VEM COM A SERIES FINALE
— Atende, atende, atende... — murmurou para si mesma enquanto segurava o celular no ouvido com tanta força que podia quebrar. Quando a ligação caiu na caixa, Lydia grunhiu e jogou a aparelho no banco do passageiro. Deixar uma mensagem não ia adiantar, já havia deixado umas cem.
Estava tentando falar com ele desde o momento que pisou fora de casa. O garoto parecia estar numa viagem para a lua, porque ninguém conseguia falar com ele, ou sabia onde ele estava. A garota havia dirigido até Scott, rezando para encontrar seu namorado lá, mas sem sorte; o garoto havia saído horas antes. Scott sabia apenas a direção que o irmão havia seguido, e algo sobre "talvez" ir até o México. Horas depois, com todas as estradas para o México em sua frente, ela ainda se apoiava nesse "talvez". Lydia ignorou a parte da sua mente que dizia que ele podia estar em qualquer lugar e só dirigiu. Seu celular tocou. Esticando o braço para pegá-lo sem tirar os olhos da estrada, ela apertou o botão verde sem nem olhar quem era. — Oi! — Lydia, — ela ouviu a mãe dizer. Soltou um suspiro; não era a voz que esperava. — Onde você está agora? — Estou em algum lugar perto de... Não sei. Acabei que passar por um restaurante verde. — Você vai mesmo ir adiante com esse plano louco de ir até o México? — Natalie perguntou impacientemente. Lydia revirou os olhos. Estava cansada de se explicar. — Mãe, se Stiles está indo para lá, ele não sabe que estou de volta, então eu tenho que contá-lo. E eu não ligo se tiver que dirigir até o Canadá, eu vou encontrá-lo! Natalie suspirou. — Lydia, é melhor você vir para casa. Vamos pensar em outro jeito de alcançá-lo... — Não, mãe! — a garota a interrompeu, controlando-se para não aumentar o tom de voz. — Ele já está muito longe, e tenho certeza de que estou indo na direção certa. Não posso parar agora, tente entender... — E se ele não estiver indo para lá? — Natalie perguntou. — E se ele estiver indo para um lugar completamente diferente? E se você não o encontrar no México? — Então eu vou virar a droga desse mundo de cabeça para baixo, — Lydia disse, decidida. — Não vou mudar de plano, mãe. Não vou parar. — Tudo bem, então! — Natalie exclamou, desistindo. — Vá para o México. Dirija para o horizonte! Lydia ignorou o sarcasmo da mãe. — Ok, mãe! Te amo, tchau! — disse, terminando a ligação e deixando o celular de lado. Stiles não estava atendendo, e ela não precisava de ninguém tentando convencê-la a voltar para casa. Uma trovoada a faz pular. De repente, uma chuva torrencial começou a cair. Xingando, ligou o ***** e semicerrou os olhos, tentando enxergar através da água. Bem, isso definitivamente iria atrasá-la, mas não iria parar. O céu poderia cair e ela ainda não iria parar. Poderia ter um maldito furacão... E a luz que indicava pouca gasolina acendeu. — Ah, qual é! — gritou. — Merda! Agora não podia evitar parar. Tentou lembrar se havia passado por um posto. Havia sim, mas já estava muito longe e ela já perderia muito tempo enchendo o tanque. Rezou para que um posto aparecesse na paisagem como nunca antes. Não podia ter seu carro morrendo no meio da estrada deserta, embaixo de uma chuva daquelas. Se isso acontecesse, certamente não encontraria Stiles; nem voltaria para casa. Quando Lydia estava quase chorando de desespero, uma luz aparece no horizonte. Um posto de gasolina. Comemorou e encostou o carro, já tirando o cinto. Pulou para fora assim que estacionou e correu para uma das bombas. — Mas que pedaço de merda! — ela ouviu alguém gritar de algum lugar do posto. O comentário grosseiro passaria despercebido na correria em que estava, mas reconheceu a voz; a única que queria ouvir naquele momento. — Ai meu deus, — arquejou. Seu coração começou a acelerar. Quais eram as chances? XXXXX Stiles estava tento um dia bom. Acordou cedo, tomou um café da manhã reforçado e um banho revigorante. Mas a melhor coisa era: ele estava indo embora. Depois de semanas de preparações e listas de lugares para ir, finalmente era hora de colocar as malas no Jeep e ir. — Então você vai mesmo fazer isso, não é? — Scott perguntou, jogando a última mochila no banco de trás do carro e fechando a porta. Ele vinha tentando convencer o irmão a desistir daquela viagem, mas sabia que era uma luta perdida. — Vou, sim, — Stiles respondeu, animado. O mais velho suspirou. — Bem, fiz o que pude, — disse. Eles se abraçaram por um longo tempo, dando tampas nas costas uns dos outros, como era de costume. — Mantenha contato, ok? E se você não ligar, eu saio de caçando. — Certo, — Stiles disse, revirando os olhos. — Mas não por um tempo, meu celular descarregou. Scott o olhou com olhos semicerrados, controlando-se para não dar um tapa na cabeça do garoto. — Você vai sair dirigindo sem destino e seu celular está descarregado? — Ele balançou a cabeça. — Era uma tarefa tão simples, Stiles. Você é inacreditável. — Vou ficar bem. Prometo, — disse o outro garoto, tentando soar o mais honesto possível, sendo que, na verdade, não sabia se ficar bem. Pelo menos, não o tempo todo.
— É, ok, — Scott brincou. Stiles entrou no carro e o ligou, deixando Scott para trás. Dirigiu mais rápido quando saiu da cidade, abriu a janela e aumentou o volume do rádio. Era estranho ficar tão feliz. Talvez fosse só uma onda de alegria, algo que se sente quando está alto ou algo assim. Talvez essa onda fosse embora com o tempo, deixando-o vazio. Perguntou-se se teria que passar sua vida indo atrás dessas ondas, procurando uma razão para acordar todas as manhãs, porque ele não tinha nenhuma. De qualquer jeito, tinha que continuar indo, mesmo que fosse vivendo de alguma felicidade artificial. Não era bem uma vida, mas era alguma coisa. Por um tempo, pensou sobre Lydia. Imaginou o que ela devia estar fazendo. Stiles nunca telefonou, e Scott era cuidadoso em nunca falar sobre ela, então tudo que sobrava era imaginar. Como estava a vida dela? Será que tinha voltado à escola, feito novos amigos? Será que tinha conhecido... alguém novo. Esse pensamento o fez querer vomitar. Não queria nem imaginar Lydia com outra pessoa. Mãos estranhas a tocando, lábios estranhos a beijando... Stiles balançou a cabeça. Era por isso que ele nunca se permitia pensar sobre ela. Era doloroso e estranho demais imaginar sua garota vivendo a vida de outra pessoa. Uma pequena explosão e tirou dos devaneios. Fumaça preta vinha da parte da frente do carro, fazendo-o tossir. — Não, não, não... — implorou enquanto seu Jeep perdia velocidade, até parar. — Droga! Saiu do carro e levantou o capô. A fumaça densa o fez tossir mais, seus olhos enchendo de lágrimas. Analisou o estrago por um tempo, logo decidindo que tudo que precisava era um pouco de fita adesiva. Correu para a mala, de onde tirou a caixa de ferramentas, depois voltou e começou a trabalhar. Não era nada que não havia feito antes, seu carro iria ficar novinho em folha. Depois de uma hora de trabalho, abaixou o capô e voltou para dentro. O carro ligou na terceira tentativa e, comemorando, Stiles continuou sua jornada. Alguns quilômetros depois, o carro voltou a parar. Não importava o que fazia, não conseguia fazer o motor funcionar. Teria que procurar um mecânico. Xingando, foi até a traseira do Jeep e o empurrou com toda a sua força. Por um segundo achou que o carro não ia se mexer e que estava ferrado, mas as rodas começaram a rodar bem devagar. Agora só o que tinha que fazer era empurrar o Jeep até um posto e achar um mecânico, ou alguém que saiba o que está fazendo. Seus músculos queimavam quando chegou até o posto, e suspirou aliviado quando alguém o viu e ofereceu ajuda. Depois de horas tentando consertar o maldito carro, Stiles recebeu o diagnóstico: irreparável. Você pode vender algumas peças, disse o mecânico. O que restava do seu coração quebrou. Não podia perder seu Jeep. Haviam vivido muitas coisas juntos, não podia simplesmente vendê-lo. O mecânico o deixou sozinho, como um médico faz com a família de uma paciente, para que pudesse digerir. Stiles chutou o pneu, frustrado. — Mas que pedaço de merda! — berrou. — Ai meu deus, — ouviu alguém sussurrar atrás dele. Virou-se, pronto para discutir com quem não gostou do seu vocabulário, mas quando viu a garota que o encarava, sua mente ficou vazia. Lá estava ela, com olhos marejados, cobrindo a boca enquanto uma lágrima rolava por sua bochecha. Seu coração parou de bater. — L-Lydia? — ele gaguejou. — O que você está fazendo aqui? — Estava procurando por você, — ela respondeu, sua voz falhando. Ainda o olhava como se não acreditasse que havia o encontrado. E ele a olhava como se estivesse delirando, como se ela fosse uma miragem embaixo do sol quente. — P-Por que? — perguntou com a voz fraca. Sua presença o afetava de uma maneira que ele não podia explicar. Ouvi—la era como respirar novamente. Todo amor que sentia por ela parecia correr em suas veias, esquentando-o por dentro. — Eu... Eu... — Para a surpresa dele, Lydia soltou uma risada curta, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. — Não sabia que ia ficar tão nervosa. — O que foi? — ele perguntou, confuso. Precisava saber por que ela estava ali, porque precisava se preparar para o que aconteceria depois que ela fosse embora novamente. Lydia aproximou-se, deixando dois passos de distância entre eles. Stiles podia sentir seu perfume. Ficar tão perto dela fazia o mundo parar, e tudo que ele queria era segurá-la em seus braços e nunca deixá-la ir. Percebeu que não podia viver de não pudesse vê-la, tocá-la. Podia tentar e fugir, mas ele seria nada além de um corpo vazio. Ela era sua alma, seu tudo. — Stiles, — ela disse, olhando-o bem nos olhos com um leve sorriso em seus lábios cheios. — Eu me lembro de você. Stiles piscou, sem respirar. — Você... Você o que? — Eu me lembro de você, — ela repetiu, aproximando-se. — De você e de todos os momentos que passamos juntos. Lembro de tudo. — Meu deus, — ele murmurou, encarando-a com admiração, mal acreditando no que havia escutado. — Lydia... Meu deus. Sem esperar mais um segundo ele a abraçou, mais apertado do que todas as outras vezes. Derretam um no outro, ambos sem conseguir evitar as lágrimas e os sorrisos em seus rostos. Seus corações batiam juntos, eles respiravam em juntos, e a terra e o tempo pararam para vê-los virar um só. Lydia inalou profundamente o perfume da camisa dele. O perfume dele. Estar ali, segura em seus braços fortes, rodeada pelo seu calor, era como voltar á vida. Se ele deixasse, ficaria ali para sempre, até o fim de tudo. Achou que não podia sentir-se mais contente, mas então ele colocou as mãos em ambos os lados do rosto dela e a beijou. Lydia sentiu que estava flutuando. Seu coração parecia a ponto de explodir em seu peito, mas ao mesmo tempo, sentia paz. Beijá-la era como voltar para casa. Stiles quase podia sentir os pedacinhos do seu coração juntando-se, deixando-o inteiro novamente. Não sabia como seuquer pensou em continuar sua vida sem aquela garota. Ela era uma parta fundamental dele, a parte que o fazia funcionar. O coração dele era o dela, a alma dele era a dela. Estar separado não era uma opção. Depois que ambos perderam o fôlego, deixaram as testas coladas, respirando junto. — Como... — Stiles perguntou, extasiado e ainda mal acreditando que estavam ali. — Como aconteceu? — Eu não sei muito bem, acordei e... Ele a silenciou com outro beijo. Lydia riu contra os seus lábios, entrelaçando os dedos em seus cabelos escuros. Ficaram ali para sempre, porque não tinham mais pressa. — Eu te amo, — ele sussurrou, olhando-a como se ela fosse a única coisa do mundo. E era. — Mais do que tudo. Lydia sorriu, acariciando seu rosto. — Também te amo.
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