Notas iniciais
OI GENTE LINDA! A fic acabou poxa :( Esse epílogo é só mais um momento de felicidade antes de dizer tchau. Queria mandar muito BEIJOS E ABRAÇOS para vocês que comentaram, favoritaram ou simplesmente leram essa história. NYGTB significa muito para mim, e vocês também. Prometo que não vou sumir! Treehouse Café tá quase pronto para postar, e já to com uma ideia para um FIC SCALISSON YAY! Como eu ainda quero muito começar outra fic longa, não vou desistir até ter uma ideia babado e voltar para cá. Então é isso gente, beijos e até a próxima :)

Tudo ao redor de Stiles estava vermelho.

Estava deitado numa posição estranha dentro do carro destruído. O silêncio o incomodava, soava em seus ouvidos. Olhou ao redor. Estava escuro do lado de dentro, e ele também não podia ver muita coisa do lado de fora. Tudo o que via era sangue. Manchas vermelho escuro que brilhavam no escuro lembrando-o de algo horrível havia acontecido, e de que estava rodeado pelo sangue das pessoas que mais amava. Chorou enquanto chamava por seus pais, mas sabia que ninguém responderia. Então fechou os olhos e esperou pela morte.

— Stiles, — uma voz doce o chamou. Mas aquela voz não pertencia a aquele lugar. Não podia ver de quem era. — Stiles, — ela chamou de novo. Desta vez, ele sentiu algo balançando-o de leve. — Acorde.

Stiles abriu os olhos, puxado para fora do sonho. Estava suado e ofegante, como se tivesse corrido numa maratona, mas não era nada comparado aos ataques de pânico que tinha sozinho em seu quarto. Desta vez haviam mãos pequenas acariciando seu braço e seus cabelos, e uma voz calma sussurrando coisas como "está tudo bem" e "estou aqui", ou simplesmente "shh... shh...". E quando ele rolou na cama, encontrou dos grandes olhos verdes o olhando.

Depois de tantos anos juntos, Stiles ainda não estava acostumado em acordar ao lado de Lydia. Mesmo que toda vez que toda vez que ele a dizia isso ela corava e dizia que ele estava mentido, achava que ela era linda quando acordava.

— Oi, — ela murmurou, acariciando sua bochecha com o dedão de leve.

— Oi, — ele respondeu, admirando-a.

— Mesmo sonho?

Ele assentiu. Eles quase não aconteciam agora, mas naquela data em particular, era quase uma tradição tê-lo. Porque naquela mesma data, anos atrás, ele viveu uma das piores noites de sua vida. Era o único dia que ele ia visitar o lugar que mais detestava, até mais que hospitais: o cemitério.

— Por que não vai tomar um banho enquanto eu preparo o café, hun?

— Okay, — ele disse, inclinando-se para beijá-la. Lydia sorriu de leve contra seus lábios, como todas as vezes que ele a beijava. Ah, os beijos matinais. A melhor forma de começar o dia.

Quando Stiles chegou na cozinha, havia um prato cheio de waffles esperando por ele. Sentou-se e começou a comer, o que era sempre divertido de assistir, na opinião de Lydia. Ele sempre dizia que ela fazia os melhores waffles, e os comia como se fosse sua última chance.

Lydia foi se arrumar enquanto Stiles limpava a cozinha. Haviam feito este mesmo passeio várias vezes, e ele sempre apreciava sua companhia. Scott e Allison também se juntariam ao casal, e depois todos sairiam juntos, como era de costume. Depois de comprar algumas flores, os dois entraram juntos no cemitério, e foram de mãos dadas até o túmulo dos pais do rapaz. Era sempre difícil ler seus nomes escritos na pedra, Lydia sabia disso, por isso segurou a mão do marido mais forte.

— Oi, mãe. Oi, pai, — ele disse, abaixando-se ao lado do túmulo e colocando as flores na terra. Ficou olhando para a pedra por alguns minutos em silêncio, e Lydia sempre se perguntava se ele estaria conversando com eles, porque sabia que ele não era de rezar. Depois de ter seu momento, Stiles olhou para a esposa. — Scott não disse que vinha?

— Disse... Espera. — A mulher procurou pelo celular que vibrava em sua bolsa e leu o nome na tela. — É ele.

— Pergunte onde ele está.

— Oi, Scott, — ela o cumprimentou. — Onde... — Lydia se interrompeu, provavelmente ouvindo o que o homem do outro lado dizia. Seus olhos se arregalaram, e Stiles aproximou-se dela, pegando sua mão.

— Que foi? O que aconteceu? — ele perguntou, já preocupado. Lydia levantou um dedo para silenciá-lo.

— E como ela está? — perguntou, segurando o marido pelo braço e puxando-o para a saída. — Ok, estamos indo.

— Lydia, o que aconteceu? — Stiles perguntou angustiado quando entraram no carro.

— Allison está tendo o bebê! — ela meio gritou, meio riu.

— O que?! Puta merda! — Stilea riu, acelerando o carro. — Scott deve estar pirando!

— Ah, acredite, ele está.

Dirigiram o mais rápido que puderam até o hospital e, depois perguntar pelos na recepção, foram encontrá-los. Scott estava no corredor esperando por eles, praticamente subindo pelas paredes. Seus olhos estavam arregalados e cabelo bagunçado; parecia que ia desmaiar. Stiles correu para abraçar o irmão, assim como Lydia. A porta do quarto se abriu e uma Allison bem suada e cansada apareceu numa maca empurrada por enfermeiras.

— Lydia! Stiles! — ela os cumprimentou com uma voz fraca. Antes de eles pudessem dizer alguma coisa, ela rangeu os dentes e soltou um grito quase inumano. — Ai meu deus, Scott, seu filho vai me matar!

— Não vai não, querida. Estou bem aqui, — Scott disse, segurando a mão da esposa. Andou ao lado da maca em direção a sala de parto, olhando para trás e lançando um olhar desesperado aos amigos. Stiles e Lydia levantaram os dedões, dando seus melhores sorrisos encorajadores.

Os dois esperaram por um longo tempo ali até que Scott saiu correndo e pulando da sala de parto.

— Meu garoto nasceu! Meu garoto nasceu! — ele gritou para o hospital todo ouvir. Stiles abraçou o irmão, rindo e pulando junto. Lydia entrou no quarto para encontrar a melhor amiga. Allison estava deitada na cama, coberta de suor, segurando o bebezinho nos braços.

— Oi, Ally, — murmurou, sorrindo. A morena levantou os olhos cheios de lágrimas.

— Ele é tão perfeito, — ela disse, maravilhada.

— É, sim, — Lydia concordou, segurando a mão de bebê entre os dedos.

— Que segurá-lo?

A ruiva olhou para ela.

— Quero sim.

Allison colocou o bebê nos braços da amiga cuidadosamente. Lydia olhou para o pequeno pacote em seus braços, mal se mexendo. Uma sensação boa tomou conta dela, como um abraço que a deixava morna por dentro. Era indescritível a alegria de estar lá com sua melhor amiga, segurando seu sobrinho.

— Oi, carinha, — murmurou naquela voz feita para bebês. Acariciou sua bochecha de leve com o dedo.

A porta se abriu atrás dela. Scott veio e sentou ao lado de esposa, colocando seus braços ao seu redor e beijando sua testa. Lydia sentiu braços a envolvendo por trás, e Stiles colocou o queixo em seu ombro, olhando para o pequeno menino em seus braços. A ruiva se aproximou da amiga, que levantou os braços para aninhar o filho.

— Mal posso esperar para ter um, — disse Stiles, assistindo um dos dias mais felizes do outro casas.

— Que bom, — disse Lydia. — Porque o seu está chutando.

— Sério?! — Ela assentiu, sorrindo. Pegou a mão dele e colocou-a num ponto específico na sua barriga de cinco meses. Ele a olhou cheio de expectativa até sentir o pequeno chute contra sua mão. — Ca...

— Não xingue, tem um bebê no quarto, — Allison reclamou.

— Foi mal, — ele disse. Lydia riu e beijou sua bochecha.

— Já sabem se vai ser menino ou menina? — Scott perguntou.

— Ainda não, — Lydia respondeu, sorrindo para o marido. — Mas sei que vai ser perfeito de qualquer forma.

— Também sei disso, — ele concordou, beijando-a. — Mas eu quero que seja menino, — ele murmurou não tão baixo para Scott, num tom conspiratório, fazendo todos rirem. Lydia deu um tapa leve em seu braço, mas ele apenas riu e beijou-a novamente.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!