Novos Heróis - 3ª Temporada [Interativa]
9 Capítulo 9 - Sem piedade
Notas iniciais
Monte da Justiça, 19:40
Dean foi jogado para o outro lado da sala e bateu com as costas na parede de metal. O herói estava sem a armadura, pois pensou que poderia vencer essa luta. Ele se levantou e correu na direção do oponente, mas antes que ele chegasse perto o bastante, levou um chute no abdômen e caiu de cara no chão.
– Pega leve! — ele gritou, colocando as duas mãos no local onde havia levado o chute.
– Foi mal, fofo. — Summer riu. — Mas você tem que treinar o seu combate. Você é muito fraquinho.
– Eu quero um intervalo. — ele se levantou e andou para fora da sala de treinamento.
– Não fica chateado, eu prometo pegar mais leve da próxima. — ela sorriu e andou atrás dele.
– Geralmente, quando um cara é derrotado em combate pela própria namorada ele fica chateado. — Dean pegou uma garrafa d'água e entrou na sala de estar, vendo que Henry e Renata estavam se beijando no sofá. Ele revirou os olhos e andou até os dois, derramando água na cabeça deles, que se separaram com um susto.
– Ah! Seu demente! — Renata gritou e deu um tapa no braço do irmão.
– Se peguem em outro lugar, eu quero ver TV. — Dean se sentou no meio deles e ligou a televisão.
– Que irmão ciumento ... — Summer riu e foi para o seu quarto.
Dean continuou vendo TV até que seu comunicador tocou. Era um aviso dizendo que havia um trem desgovernado indo na direção de Nova York.
– Opa, o dever chama. — ele se levantou e correu até a sala onde ficava sua armadura.
– Você se esqueceu? — Renata correu na direção dele e cruzou os braços.
– Provavelmente sim, mas eu tenho certeza de que você vai me lembrar agora mesmo. — ele terminou de vestir a armadura e olhou para ela.
– Hoje tem o meu recital de piano às oito e meia. Você prometeu que iria. — ela fez uma cara triste.
– Eu prometo que vou. Só preciso salvar o dia, de novo.
– Não pode deixar que outro herói faça isso? Só hoje.
– Sinto muito, maninha, mas eu não gosto de dividir a minha glória com ninguém. — ele piscou para Renata e fechou a máscara da armadura, levantando voo logo em seguida e quebrando o teto.
Marlena saiu do quarto ao ouvir o barulho e olhou para cima, espantada.
– Que diabos foi isso? — ela olhou para Renata.
– Foi só o Dean. — ela suspirou e tentou parar de ficar triste. — Então, como você está, com essa estória do Damian?
– Mal. Muito mal. Eu queria esmagar a cabeça dele com as minhas mãos, e triturar os ossos dela com os pés ... — a loira olhou para o lado. — Eu acho que eu vou dar uma volta. Para esfriar a cabeça.
– Boa sorte. Ah, a Chiara saiu com a Carol e a Leena foi para o cinema com o Austin e a Lyra. Henry e eu vamos no meu recital de piano e o Dean saiu em missão.
– Resumindo, a Natalie vai ficar sozinha no Monte da Justiça? — Marlena olhou para a Nat, que estava fazendo bolas de neve com as mãos e colocando corante para transformar em um sorvete. — Acho que ela vai ficar bem.
Dizendo isso, ela saiu do Monte da Justiça e seguiu rumo à Gotham, onde ela iria tentar conversar com Damian. Ele pareceu realmente arrependido, mas ela continuava sentindo muita raiva dele.
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Gotham, 19:50
Devastador estava em cima de um prédio, com uma colt m16a2 (arma) apontada para a entrada de um salão de festas. Estava tendo um baile formal para todos os representantes da ONU, e ele havia sido contratado para matar o membro principal, que chegaria logo.
Enquanto ele se preparava, ouviu um barulho vindo do telhado ao lado. Ele viu a silhueta de uma mulher que usava roupas azuis escuras coladas no corpo e um capacete que cobria o seu rosto. Ela fez um sinal para que ele a seguisse, então começou a pular de telhado em telhado. O vilão tentou ignorar, mas ficou realmente curioso para saber quem era ela.
Ele guardou a sua arma e correu atrás da figura misteriosa, passando por diversos telhados e desviando de um grande número de chaminés. Quando ela finalmente parou, eles estavam em um telhado de uma universidade perto do centro de Gotham.
– Chega de brincar de pique-pega. Quem é você? — Devastador colocou a mão em sua espada e ficou atendo a cada movimento brusco que ela fizesse.
Com apenas um movimento para baixo do dedo indicador, Devastador sentiu a gravidade o puxando para baixo e o fazendo cair no chão. Por mais que ele tentasse se levantar, o peso sobre ele ficava cada vez maior, até que ele perfurou o chão e caiu dentro de uma sala de aula.
– Vocês vilões são muito previsíveis. É por isso que eu vou acabar com essa raça de uma vez por todas. — Cosmos pulou em cima das costas de Devastador e pegou uma adaga que ela tinha em seu cinto de utilidades. — Eu gosto de relembrar o passado das minhas vítimas antes de matá-las.
Ela passou a faca pelo rosto de Devastador lentamente, e o vilão continuava preso no chão, não só por Cosmos estar em cima dele, mas também por uma força que o empurrava para baixo.
– Adam Wilson. — ela sorriu. — Abandonado pelos pais e forçado a sobreviver nas ruas frias e violentas de Gotham, foi adotado por Slade como aprendiz e conseguiu vencê-lo em um combate corpo-a-corpo, coisa que nem a própria filha do Exterminador conseguiu.
– Cala a boca! — Devastador tentou se levantar, mas estava completamente impotente.
– Você gosta mesmo deles, não é? — ela riu e saiu de cima dele. — Acho que depois que eu te matar, vou fazer uma visitinha ao seu papai e a sua irmãzinha.
– Não! — ele gritou e conseguiu pegar a pistola em seu cinto, dando um tiro na perna direita de Cosmos, que caiu no chão de joelhos. Quando fez isso, a pressão sobre o vilão parou e ele se levantou, ainda um pouco cansado.
– Como ousa, seu verme! — ela colocou a mão na frente do ferimento e a bala saiu da perna dela. Devastador pensou que ela podia ter telecinesia, mas ele logo descartou essa ideia, pois ela já teria explodido a mente dele a essas alturas. — Se você quer jogar o jogo assim, eu aceito.
Ela se levantou e tirou o capacete, revelando seus longos cabelos soltos e seus olhos azuis penetrantes. Devastador ficou impressionado com a beleza dela, mas não se deixou distrair. Ele pegou sua espada e apontou para ela.
– Vou arriscar um palpite e dizer que você é quem está matando vilões. — Devastador andou, lentamente, ao redor de Cosmos.
– Você é bem esperto. Nós poderíamos usar você, mas seria mais alguém com quem eu teria que dividir o poder. — ela não tirou os olhos dele.
– Como sabe de tudo isso sobre mim. Eu nunca deixo nada sobre o meu passado ao alcance de ninguém. — o vilão parou na frente dela.
– Nós sabemos de tudo. Temos os registros de todos os vilões do mundo e de potenciais vilões. — Cosmos sorriu com o canto dos lábios. — Sabe o que o torna um vilão amador? O fato de que você ainda se importa com a sua família e com as pessoas que você ama. — ela deu um chute no rosto dele e o empurrou para trás, o fazendo cambalear.
Devastador cravou sua espada com força no chão e então pulou em cima da mesa, pegando impulso para dar um chute circular no rosto de Cosmos, a fazendo cair para o lado. Quando parou no chão, o vilão pegou a espada e tentou acertar Cosmos, mas ela desviou e cravou sua adaga na perna dele, que gritou de dor.
Depois disso, ela ergueu a mão e o vilão foi lançado na parede, deixando a sua espada cair ao seu lado. Cosmos andou até ele e pegou a espada.
– Vilões não podem sentir amor, ou afeto por ninguém. — ela cravou a espada no peito dele, fazendo a lâmina atravessar o corpo dele e se fincar na parede. — Sem piedade.
Devastador cuspiu uma grande quantidade de sangue, que ficou acumulada em sua máscara. Cosmos andou até a janela e pulou para o lado de fora, pousando em cima de um carro preto. Ela abriu a porta do carro e vários guardas armados saíram, segurando toneis de gasolina.
– Queimem tudo. — ela tocou em sua perna, que sangrava muito, e então entrou no carro.
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Nova York, 20:35
Chiara e Carol estavam na frente de uma loja de roupas no shopping, olhando para as roupas na vitrine.
– Eu não sei qual fica melhor, o roxo ou o verde. — Chiara colocou a mão no queixo e começou a pensar.
– Eu acho que você fica muito bem de roxo. — uma voz disse atrás delas, e quando as heroínas se viraram, viram Ryan sorrindo para elas. — Mas se me permite dizer, você fica linda de qualquer jeito.
– Vou deixar vocês a sós — Carol sorriu e andou para longe dos dois. Chiara ficou um pouco vermelha por conta do elogio e deu um leve sorriso para Ryan.
– Quer comer alguma coisa, ou ir à algum lugar? — ele perguntou.
– Claro! Hum, quer dizer ... É, vai ser legal. — ela se sentiu uma boba por estar tão animada, mas ele riu e a guiou para a saída do shopping.
Quando eles passaram pela porta, Ryan apertou um botão em seu relógio e um alarme silencioso foi acionado.
Carol caminhou pelo shopping, distraída, quando esbarrou em alguém que vinha na direção contrária. Ela levantou os olhos, pronta para se desculpar, mas quando viu quem era, assumiu uma expressão de raiva.
– Jason! — ela gritou e deu um soco no braço dele.
– Ai! Carol, qual é o seu problema?! — ele colocou a mão no local onde ela socou e olhou para ela, assustado.
– Voltou a me seguir? — ela cruzou os braços.
– Não terminamos a nossa conversa ... — Jason olhou para o lado e ficou encarando o vazio por alguns segundos. — Ouviu isso?
– Ouvi o que? — Carol olhou em volta e depois para Jason.
– Armas sendo carregadas. — ele segurou o braço dela e começou a correr. Nesse momento, uma onda de tiros atingiu o local onde eles estavam, e Carol ficou boquiaberta. Jason continuava puxando ela, até dar de cara com um enorme grupo de homens vestindo preto e segurando armas que emitiam um brilho azul. — Abaixa!
Os dois se abaixaram e imediatamente várias bolas de energia passaram por eles. As pessoas que estavam no shopping gritavam e corriam, enquanto algumas eram atingidas pelos raios de energia.
Jason segurou a mão de Carol e correu na direção da porta, ainda abaixados, então eles saíram do shopping e foram seguidos pelos atiradores. Jason levou Carol até o estacionamento, onde a colocou dentro de seu carro, e logo em seguida fechou a porta, com ele ainda do lado de fora.
– O que você está fazendo? Entra logo! — ela bateu no vidro.
– Eles querem a mim, não a você. — Jason apertou um botão em seu relógio e o carro saiu a toda velocidade, levado Carol para fora do perigo. De repente, ele sentiu algo acertar suas costas e ele caiu no chão.
Um carro preto parou atrás dele e de lá, saiu Cosmos, sem seu capacete e segurando um pistola.
– Jason Miller, o Corvo. — ela andou até ele.
– Samantha Henderson — ele se levantou e olhou para ela. — Você não é a única que tem seus truques.
– Muito bom. Eu ouvi falar de você, e eu quero algo que você tem — Cosmos apontou a pistola para ele.
– Como todos os outros vilões que você matou. Todos tinham algo que foi roubado, ou seja, você não mata vilões só porque é divertido. Você quer algo deles.
– Exato. E você sabe o que eu quero de você — ela sorriu.
– Eu sei, mas não vou te dar.
– E quem disse que eu pedi permissão? — depois que ela disse isso, disparou com a arma, mas ao invés de sair uma bala, saiu um dardo. O objeto atingiu o pescoço de Jason e o mesmo caiu no chão quase que imediatamente. — Levem ele para a base, e me deem a lista dos vilões que faltam. Ryan já deve ter acabado com aquela pirralha.
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