Novos Heróis - 3ª Temporada [Interativa]
10 Capítulo 10 - Confusão sangrenta
Notas iniciais
Chiara e Ryan andavam pela rua conversando sobre coisas que aconteceram no passado. A conversa levou a eles começarem a falar sobre o incidente de cinco anos atrás, onde a Legião havia deixado a cidade explodir.
– Mas você era tão pequena assim? — ele perguntou, por mais que já soubesse da história que Cosmos contou.
– Sim. Eu fiquei um pouco assustada e precisei de alguns anos de terapia, mas agora que a equipe voltou eu acho que vamos nos dar melhor. Dean e Damian brigam muito só que são amigos.
– Eu gostaria de saber o que se passa na cabeça do Dean. Ele é inconsequente e irresponsável, totalmente o oposto do Damian.
– Ele pode ser meio bobão as vezes, mas realmente se importa. Eu me lembro de uma missão, um pouco antes do incidente, em que ele perdeu o braço para salvar a irmã e o mundo. — Chiara sorriu ao lembrar de toda a equipe trabalhando junta para deter a invasão.
– Eu aposto que ele gosta muito da irmã, não é? — Ryan sorriu para ela e continuou caminhando pela rua, que começara a ficar deserta.
– Muito mesmo, afinal eles são irmãos. — Chiara olhou em volta e viu que não havia mais ninguém na rua, então olhou para Ryan — Nós estávamos indo para um restaurante, não é?
– Quase isso. — Ryan puxou uma arma que emitia um brilho azul e atirou em Chiara, ela foi lançada para longe e bateu com a cabeça na parede, desmaiando logo em seguida. Ryan pegou o telefone e ligou para Cosmos.
– Você já perdeu, porque eu matei o Devastador — disse ela, rindo do outro lado da linha.
– Acho que eu ainda não matei a pirralha. — ele viu Chiara se mexer um pouco no chão — Lembra que eu falei sobre matar o Dean? É, eu mudei de ideia. Tem um outro jeito de fazer eles sofrerem mais.
– Faça o que você quiser. Acabei de pegar a Sombra e o Leigh, vou levar eles para a base e vamos começar com a extração. Depois eu vou atrás da Elena.
– Droga, Samantha! Você está muito na minha frente. Então eu vou atrás da garota Stark, a com poderes de gelo e a namoradinha do Damian. — ele olhou para Chiara — O que eu faço com essa aqui?
– Se ela tiver poderes leve para a base junto com as outras.– dizendo isso, Samantha desligou. Ryan colocou Chiara sobre os ombros e apertou um botão em seu relógio, fazendo uma vã preta aparecer na frente dele depois de alguns segundos.
Gotham City, 21:00
Damian estava fazendo uma ronda pela cidade, quando viu a universidade de Gotham pegando fogo. Estava com o andar inferior completamente dominado pelas chamas e a parte superior estava quase sendo atingida também.
– Isso não pode ser bom — ele ativou o seu comunicador, mas antes de pedir ajuda se lembou que todos estavam bravos com ele. O herói pensou por alguns segundos para quem ligar, então pensou em alguém que provavelmente não estaria tão chateado.
Nova York, 21:05
Henry estava na primeira fileira do teatro, assistindo Renata tocar o piano sem errar uma nota se quer. Ela estava completamente concentrada e mal olhava para a plateia, pois além de estar nervosa sabia que Dean não iria, e ela não queria ficar triste naquele momento.
Ele pegou uma caixinha preta que estava no bolso de seu casaco e a abriu, revelando um anel de ouro. Henry estava pronto para pedir Renata em casamento depois da apresentação, quando viu seu anel dos Lanternas Verdes brilhar.
– Damian? — disse ele, surpreso ao atender ao chamado.
– Cara, preciso de uma ajuda em Gotham. Acha que pode vir?
– Agora? — Henry ouviu todos aplaudirem, pois a apresentação havia terminado. Renata estava agradecendo e acenou para ele.
– Tem um incêndio acontecendo e eu acho que podem ter algumas vítimas, mas se eu entrar lá sem proteção vou virar churrasco.– Damian respondeu e Henry assentiu.
– Estarei ai em um minuto. — Henry se levantou e saiu do teatro, sendo despercebido por Renata, que achou aquilo estranho.
Ela andou até a parte de trás do palco, onde foi recebida por várias pessoas que a elogiaram pelo ótimo trabalho. Um homem usando uma blusa preta, parecendo ser um contra-regra, lhe entregou um enorme buquê de rosas. O homem sumiu logo depois e por mais estranho que ela tivesse achado, ficou com o buquê.
Renata foi para a sala onde estavam suas coisas e a primeira coisa que fez foi pegar o seu celular para ligar para Henry e perguntar por que ele havia saído sem falar com ela. Enquanto discava os números ela se sentiu fraca e percebeu que havia um gás saindo das flores. Antes que se desse conta, a heroína já estava no chão e não conseguia se mover.
Ela viu dois homens usando preto entrarem na sala e segurarem ela, para depois a levarem para o lado de fora pela porta dos fundos e a colocarem em uma vã preta.
Gotham City, 21:30
Damian esperou Henry por meia hora e quando o Lanterna Verde chegou, ele fez uma bolha de energia ver em volta dos dois e eles entraram no prédio em chamas. Começaram vasculhando o primeiro andar, onde não encontraram ninguém, o mesmo aconteceu no segundo andar.
No quarto andar, Devastador conseguiu tirar a espada de seu peito, mas ele caiu no chão e não conseguiu mais se levantar por conta da dor que sentia e pelo fato de ter perdido muito sangue. O fogo já tinha se alastrado por toda a sala, mas ele ainda não havia atingido o vilão.
Henry e Damian arrombaram a porta e viram Devastador no chão, então os heróis se aproximaram dele rapidamente.
– É o Devastador? — Henry perguntou, ainda protegendo eles do fogo com seu anel.
– Sim. Ele ainda está vivo, mas temos que tirá-lo daqui agora. — Damian colocou o braço do vilão em volta de seu pescoço e o ajudou a se levantar, então algo lhe chamou a atenção, uma pequena bala de prata com sangue no chão. Devastador não tinha sinal de ferimento a bala, portanto aquele sangue só poderia ser de quem o atacou.
O herói pegou a bala e a colocou em seu cinto de utilidade, em seguida fez um sinal para Henry, que os tirou de lá rapidamente. Logo que saíram, o prédio desabou fazendo com que uma enorme fumaça cobrisse metade do bairro.
Nova York, 22:00
– Aí! Doeu! — Elena gritou e tentou acertar Leena com um porta-retrato que estava sobre a mesa, mas a heroína desviou.
– Se você ficasse quieta eu não te espetaria toda hora! — ela retrucou, enquanto continuava a moldar o vestido de noiva da irmã.
– Por que eu tenho que usar isso enquanto você faz essa merda?! — a vilã gritou, ainda mais irritada.
– Porque você ganhou alguns quilinhos e o seu casamento é em algumas semanas! Você não pode ser uma noiva quase morrendo de falta de ar porque você ficou gorda. — disse Dama, enquanto comia alguns biscoitos que Franklin havia feito.
– Eu não engordei! Esse vestido ficou pequeno e eu vou matar a mulher que me vendeu ele, e depois vou matar a Leena por estar me espetando tanto! — Elena empurrou a irmã para o lado e tirou o vestido. Então estalou os dedos e a sua armadura apareceu em seu corpo.
– Aposto que a armadura está apertada também... — Leena riu junto com Dama. Elena pegou sua espada e tentou acertar a irmã, que correu para longe dela, iniciando uma perseguição pela casa. Franklin apareceu no momento em que elas começaram a fazer isso e segurou o braço da noiva.
– Eu já não pedi que você parasse de tentar matar as pessoas aqui em casa? — disse ele, calmamente.
– Elas estão me chamando de gorda! Eu vou matar as duas! — Elena tentou sair, mas Franklin continuou segurando ela.
– Você está perfeita, linda. — ele sorriu, mas ela continuou com raiva.
– Perfeitamente inchada. — Dama riu junto com Leena, e quando Elena ia arremessar a espada nelas, várias pessoas usando preto e segurando armas quebraram as janelas e arrombaram a porta.
Elena não esperou muito para ir para cima deles, mas quando deu um passo, sentiu uma picada no seu pescoço. Ela tirou o dardo de lá e viu que era um anestésico. Como não surtiu efeito, ela correu na direção do homem que lançou o dardo e cortou a cabeça dele com sua espada.
– Eu sou uma semi-deusa, humanos patéticos. Vão ter que tentar melhor do que isso! — ela gritou enquanto matava mais homens armados. Franklin e Leena viram uma mulher usando um capacete preto entrar na casa, então ela apontou uma arma pequena para Elena e disparou seis dardos nela. A visão da vilã começou a ficar turva e ela caiu no chão, desacordada.
Cosmos pegou a espada dela e olhou para os outros. Franklin ia atacá-la, mas logo ele e Leena também foram atingidos por uma série de dardos e caíram no chão. Dama queimava todos que apareciam na sua frente e jogou uma bola de fogo em Cosmos, que desviou com a espada de Elena.
– Você não tem utilidade alguma. — Cosmos caminhou na direção de Dama e cortou a sua cabeça em um movimento lateral com a espada, fazendo com que sangue espirrasse para todos os lados.
Ela ordenou que os homens levassem todos para as vãs paradas do lado de fora e em seguida queimou a casa.
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