Notas iniciais
Olá pessoal! Eu voltei =)

Desculpem por não ter postado domingo, como eu disse que eu faria, mas é que eu acabei dormindo quando fui escrever e ontem eu tive que estudar.

Espero que gostem desse novo capítulo, e desculpem pela demora, mas é que a Cataclismo está tendo alguns probleminhas com o computador dela e eu estou atolada com os estudos.

Esse capítulo é um pouco longo, tipo umas 3000 palavras, mas vai ser bem emocionante =)

Nova York, Sede da Liga dos Assassinos

Elena usou sua espada para cortar as plantas e libertar Franklin, que já estava quase sem ar. Ele se levantou e olhou para ela.

– Obrigado, amor. — ele tentou beijá-la, mas ela colocou a mão na cara dele.

– Conversamos mais tarde. — ela andou na direção de Corvo. Ele e Carol haviam parado de brigar e agora estavam discutindo sobre o motivo de eles terem terminado.

– Você foi um babaca! — ela gritou.

– Você queria que eu lesse os seus pensamentos?! Como eu ia saber disso?! — ele gritou de volta.

– Ei! — Elena gritou. — Vocês dois podem discutir isso depois. Eu quero vocês heróis fora daqui, AGORA! — ela apontou para a saída.

Marlena andou até Dean, que estava caído no chãocom a mão no olho e reclamando sem parar.

– Por que?! — ele gritou.

– Você mereceu. — Natalie disse, com raiva.

– Não precisava socar ele Nat. — Marlena ajudou ele a se levantar. — Vamos sair daqui e achar o Damian.

– Nem morto! — Dean cruzou os braços.

– Você vai vir por bem, ou por mal. — Lyra segurou a orelha dele e o puxou para o lado de fora.

– Ai! Ai! Isso doí sua maluca! Alguém tira ela de perto de mim! — ele gritava, enquanto Lyra o arrastava até o jato.

Os heróis saíram da sede da Liga dos Assassinos e foram para o jato. Franklin começou a pilotar e disse:

– Para onde ele foi?

– Vamos procurar em casa. — Marlena se sentou ao lado de Frank — Se ele não estiver lá vamos ter que falar com o Bruce.

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Gotham City

Damian voou a toda velocidade para Gotham, sem ter um destino definido. Desde que havia falhado naquela missão, não teve coragem de encarar o seu pai, nem sua mãe. Ele não se considerou mais um herói e agora carregava o peso de milhões de mortes nas costas.

Ele estava tão confuso com seus pensamentos, que nem percebeu que havia começado a chover. O herói pousou no chão e tirou a máscara que cobria os seus olhos, sentindo a chuva cair sobre seu rosto. Ele já havia pensando em ir embora. Simplesmente desaparecer, mas não podia deixar Marlena sozinha.

– Damian? — uma voz familiar o fez sair de seus pensamentos. Ele olhou para o lado e viu Samantha andando na direção dele. — Que bom que eu te encontrei! — ela sorriu.

– Ah, oi ... eu não sabia que estava em Gotham. — ele forçou um sorriso. Ela estava sem guarda-chuva, mas não parecia se incomodar com a chuva. Os cabelos dela estavam molhados e suas roupas ainda pareciam um pouco secas, mas o que chamava a atenção nela, eram seus olhos azuis da cor do céu. Qualquer um ficaria hipnotizado só de olhar para eles, e Damian não era uma exceção.

– Eu vim para fazer um trabalho como escritora. Soube que aqui é a cidade onde existem mais vilões e quero investigar quem, ou o que, está provocando essas mortes. — ela se aproximou dele.

– Bem, eu adoraria te ajudar com isso, mas eu tenho ... — antes que ele desse uma desculpa, ela disse:

– Você pode me ajudar. Eu estou escrevendo um livro sobre heróis e a Legião vai estar nele, mas eu preciso saber o que aconteceu com vocês à cinco anos atrás.

– Eu ... não sei se quero falar sobre isso ... — Damian olhou para o outro lado da rua deserta. Só agora ele percebeu que só os dois estavam lá.

– Por favor! Isso seria ótimo para o meu livro. — Samantha sorriu para ele. Damian suspirou pesadamente e fez sinal para que ela entrasse no prédio.

Eles foram para o apartamento do herói e Samantha se sentou no sofá. Damian foi até o banheiro e pegou duas toalhas, dando uma delas para Samantha.

– Então, o que você quer saber? — ele se sentou ao lado dela enquanto secava o seu cabelo.

– Eu queria que você me contasse exatamente o que aconteceu. — ela secou o seu rosto e depois olhou para o herói. — Até o mínimos detalhes.

– Não é uma história muito legal de se ouvir. — Damian olhou para ela, como se esperasse que ela mudasse de ideia.

– Eu vou correr o risco. — Samantha se acomodou no sofá e cruzou os braços. Damian suspirou e começou a contar:

– Foi algum tempo depois que nós impedimos a invasão alienígena provocada pelo Loki e pela Elena. A Liga e os Vingadores tiveram que impedir Darkside de tentar atacar a Terra, mas para isso, eles foram para Apokolipse e deixaram a Terra sob nossa proteção.

Flashback On

– Vamos arrasar nessa missão! — Chiara disse.

– Vocês vão ficar aqui. — Damian falou.

– Como assim? — Renata disse, parecendo decepcionada.

– O Coringa tem uma bomba. Se muitos heróis forem só vai atrapalhar tudo. Vai ser melhor se apenas eu, Summer, Marlena e Dean formos.

– Não é justo! Eu queria dar uma surra nele! — Chiara ficou emburrada.

– Henry, se algo der erradovocê protege o jato com a energia do anel. — Damian disse.

– Nada vai dar errado cara. — o herói sorriu.

– Tudo bem, vamos entrar lá, acabar com a raça daquele palhaço e depois voltar. Eu tenho muitas coisas para fazer. — Dean disse, enquanto mexia em um pequeno dispositivo. Ele não largava aquilo a semanas, pois dizia estar trabalhando em um novo projeto de armadura.

– Você tem que parar com esse vício! — Summer tirou o aparelho da mão dele — O que você tanto digita nessa coisa?

– Estou criando uma nova armadura que vai ser controlada por controle remoto. Assim posso fazer as coisas sem estar dentro da armadura. — ele respondeu e pegou o dispositivo da mão de Summer.

– O papai já fez isso. — Renata disse.

– A minha vai funcionar com um videogame. — ele riu.

– Chegamos pessoal. — Franklin pousou a nave a alguns metros da cidade, pois se eles se aproximassem muito, o palhaço poderia ativar a bomba. Dean, com a armadura, Summer, Damian e Marlena saíram do jato e andaram na direção da cidade.

– Tudo bem, o plano é o seguinte — Damian começou a dizer — Nós vamos entrar lá separadamente e sem chamar a atenção ... — antes que ele terminasse, Dean voou na direção da cidade a toda velocidade. — Dean! — Nightbat voou mais rápido na direção dele e o empurrou para o chão, antes que ele chegasse a cidade.

– O que foi? — Iron boy reclamou e se levantou.

– Você ficou maluco?! Eu sou o líder! Você tem que em ouvir. Toda essa cidade depende de nós e você quase arruinou tudo! — Damian gritou. Summer e Marlena se aproximaram deles e tentaram fazer os dois pararem de discutir.

– Pessoal, a missão ... — Summer tentou intervir, mas eles continuaram a brigar.

– Eu nunca concordei com você sendo o líder. E por que todo mundo, sempre, tem que fazer o que você manda?! Só porque é o filhinho do Batman e da Mulher-Maravilha? — Dean riu, debochadamente.

– Pelo menos não sou o filho de um herói inconsequente que leva tudo na brincadeira. — Damian retrucou, ficando com mais raiva.

– Vocês querem parar! Nós temos que ... — Marlena ouviu um barulho alto e todo o chão tremeu. Dean olhou para a cidade e viu uma onde de fogo e destroços vindo na direção deles. Ele segurou Summer e a jogou no chão, ficando por cima dela, enquanto Marlena empurrou Damian e fez um campo de força em volta deles.

O fogo passou por cima deles, e por mais que Marlena tentasse, ela não conseguia conter tudo. As chamas começaram a atravessar o campo de força e quase tocaram as costas dela, mas Damian a colocou em baixo dele e o fogo queimou suas costas. Dean também sentia o fogo corroer a sua armadura, mas com o Extremis no corpo, ele era imune ao fogo.

Quando o fogo acabou, Damian caiu de costas no chão. Assim que abriu os olhos, ele viu a fumaça pairar sobre si. Gritos de pessoas que não morreram na explosão, e agora queimavam até a morte, podiam ser ouvidos.

Seus olhos se voltaram para Marlena, que estava caída sobre seu peito, e ele desejou que ela não estivesse morta. Olhando ao seu redor, ele viu a cidade completamente destruída. Por sua culpa.

Dean se levantou e olhou em volta, vendo que a bomba havia explodido. Seu ouvido zumbia e sua visão estava turva, mas ele pode ver que um brilho verde cobria o jato onde os outros heróis estavam. A porta do jato se abriu e todos saíram de lá correndo e foram na direção deles.

Franklin se ajoelhou ao lado de Damian e Marlena e começou a falar com eles, mas ambos não conseguiam ouvir nada por conta do zumbido em seus ouvidos.

– ... Pessoal! — a voz de Frank começou a ficar mais alta, até que eles ouviam tudo o que ele estava falando. — O que aconteceu? Damian, você precisa de primeiros socorros, rápido!

Renata ajudou seu irmão a se levantar e Carol ajudou Summer. Ambos estavam atônitos e mal acreditavam no que havia acontecido.

– Leena ... leva a Chiara para o jato ... — Damian disse, quase sem forças.

– O que houve? — Chiara perguntou, enquanto Leena, que também estava assustada, a levava para o jato.

– Nat e Austin, tentem usar o gelo para apagar os incêndios. — Franklin disse e os dois correram para a cidade em chamas. — Lyra e Carol, tentem encontrar sobreviventes e tragam-nos para cá.

As duas correram para lá a toda velocidade. Damian se levantou e ajudou Marlena a fazer o mesmo. Henry se aproximou dele e viu suas costas completamente queimadas.

– Vamos sair daqui, cara. Você precisa de um médico. — o Lanterna Verde colocou a mão no ombro do amigo, mas Damian se desvencilhou dele e andou na direção de Dean.

– Isso tudo é culpa sua! — o herói gritou. — Se você não quisesse fazer tudo sozinho e chamar atenção isso não teria acontecido!

– Minha culpa?! Você é quem sempre tem que estar no controle! Ninguém pode fazer o que você não quer! Eu não sei você sabe, mas nós somos uma equipe, e não suas marionetes! — Dean gritou de volta.

– Marionetes seriam mais úteis quando só eu tenho bom senso nessa equipe! Vocês levam isso na brincadeira e são completamente irresponsáveis.

– Coitado, vai chorar filhinho do papai? — Dean debochou — Eu já cansei de receber ordens de um cara babaca como você! — o herói empurrou Damian. Summer, Marlena, Frank e Henry prenderam a respiração de nervoso, pois viram a cara de ódio que Damian fez.

Nightbat voou o mais rápido que pode e empurrou Dean na direção da cidade, passando no meio de vários prédios em chamas e derrubando a maioria deles.

Quando conseguiu se mover, Dean deu um soco no rosto de Damian, que foi lançado a alguns metros do herói de ferro.

– Eu estava doido para fazer isso. — Dean voou na direção de Damian e lhe deu um chute no rosto e quando tentou dar outro soco nele, Nightbat segurou sua mão e a apertou, fazendo com que a armadura amassasse.

Natalie e Austin tentavam apagar o fogo com o gelo, mas isso quase não estava adiantando. Eles viram que mais prédios estavam caindo e quando se aproximaram, viram Dean e Damian lutando violentamente.

– O que deu em vocês dois?! — Austin se teletransportou para o meio deles, mas quando fez isso, levou um soco no rosto, tão forte que ele caio no chão.

Natalie ficou assustada com a violência com que eles estavam lutando e então usou o seu comunicador e chamou os outros.

Carol e Lyra foram as primeiras a chegarem e quando viram aquilo, ambas reviraram os olhos.

– Nós já não temos problemas demais, e vocês ainda ficam brigando! — Carol andou na direção deles.

– Fiquem fora disso! — Damian gritou e empurrou Dean de cara no chão. A armadura do herói já estava quase completamente destruída, mas Dean sabia que Damian estava cada vez mais fraco e estava esperando ele se cansar.

– Parem de ser tão crianças! — Lyra segurou o ombro de Damain e ele a empurrou. O herói não pretendia usar força, mas ele estava com tanta raiva que não viu que a jogou em cima de Austin, que ainda estava no chão.

Dean se aproveitou da distração e deu um chute na barriga de Damian, o fazendo cambalear para trás. Carol puxou Dean e o jogou contra uma parede.

– Para! — ela gritou. Dean não estava com paciência para isso, então apontou a mão para ela e disparou o seu propulsor. Por acidente, pegou no rosto dela e a heroína caiu no chão com as mãos no rosto.

– Droga! — ele andou até ela. — Carol, foi mal! Eu não quis ... Olha, a culpa foi sua!

Ela tirou as mãos do rosto e olhou para ele com ódio. Antes que ele pudesse recuar, ela deu um soco de baixo para cima, que acertou o queixo dele e o fez sair do chão e cair de costas no chão.

– Carol! Isso não está ajudando. — Lyra ajudou Austin a se levantar enquanto os outros chegavam.

– Thomas Damian Wayne, para com isso agora! — Marlena gritou e andou até ele.

– Eu não vou parar até esse idiota aprender uma lição! — Damian gritou de volta. — Olha o que ele me fez fazer! Eu matei todas essas pessoas!

– Não! O Coringa matou. Você só não pode impedir. — Henry olhou para o amigo — Nós não pudemos impedir.

– Se o Damian fosse menos mandão e trabalhasse mais em equipe nós teríamos conseguido! — Dean se levantou e tirou o capacete da armadura.

– Vamos nos acalmar. — Summer segurou o braço do namorado. — Dean, peça desculpa ao Damian.

– Acha que eu tenho cinco anos para você falar comigo assim? — Summer ia responder, quando ele a interrompeu. — Pensando bem, não responde.

– Você é um irresponsável, igual ao seu pai! — Damian andou até ele.

– Wow, Damian, vai com calma. — Renata se colocou entre ele e o irmão. — Não quero que fale do meu pai.

– Vamos nos acalmar e deixar isso para lá. — Natalie disse — Ainda estamos no meio de uma cidade em chamas.

– Que bonitinho, agora precisa da irmãzinha para se defender? — Damian debochou, coisa que muitos não esperavam que ele fizesse. Dean correu na direção dele, pronto para lutar de novo, mas Lyra se colocou na frente e usou a parte lateral da lâmina de sua espada como um taco de baseball. Quando ela bateu em Dean, ele foi jogado tão longe que bateu com as costas no jato.

Leena e Chiara sentiram o jato tremer e saíram para ver o que havia acontecido. Elas se surpreenderam ao ver Dean caído no chão com a armadura completamente destruída.

Os outros chegaram alguns segundos depois e eles discutiam sem parar.

– Por que você acertou ele com a espada?! Quem merecia isso era o Damian! — Renata gritou com Lyra.

– Ele mereceu! Eu ainda quero acabar com a raça dele! — Carol disse, indo na direção dele.

– Ninguém vai bater no Dean! — Summer se colocou entre o namorado e os outros heróis, apontando uma flecha para eles.

– Não aponta essa coisa para mim! — Carol quase deu um soco em Summer, mas Franklin a segurou.

Damian se aproximou de Summer, que não hesitou em atiraruma flecha nele, mas o herói desviou e a empurrou para fora do caminho. Então, ele segurou Dean pelo pescoço e o ergueu acima do chão.

– Isso tudo é culpa sua! — ele gritou. Dean deu uma joelhada na barriga dele e quando o herói o soltou, ele deu uma cotovelada em suas costas que estavam queimadas, fazendo Damian cair no chão.

O herói estava pronto para quebrar todos os ossos de Dean, mas quando ele se levantou, viu o olhar apavorado de Chiara. Ela não merecia passar por tudo aquilo, e agora, por mais que quisesse quebrar a cara de Dean, Damian teria que se controlar.

– Acho que eu não sou o único que concorda que essa equipe acaba aqui. — ele disse, cerrando os punhos.

– Eu também acho. — Dean andou para longe deles.

– Isso é sério? — Franklin olhou para os outros, que permaneceram calados.

– Vamos ver se conseguimos fazer esse incêndio acabar. Depois disso, eu estou fora da equipe. — Carol andou na direção da cidade e foi seguida por Austin e Lyra.

Summer e Renata foram atrás de Dean, enquanto Damian entrou no jato junto com Marlena.

– Damian, você tem certeza disso? — ela perguntou.

– Sim. Não quero mais falar sobre isso. — ele respondeu, friamente.

Flashback Off

– Eu não fazia ideia de que tinha sido tão sério. — Samantha disse, com uma expressão surpresa.

– Pois é. — Damian olhou para ela — Eu acho que foi um erro voltar. Nós nunca fomos uma equipe de verdade.

– Eu acho que você tinha razão. Dean foi mesmo um idiota. — ela se aproximou dele, que chegou um pouco para o lado, desconfortável com a curta distância entre eles.

– Hum, é. Mas as vezes eu fico pensando e acho que eu exagerei um pouco.

– Cosmos, os heróis chegaram.– Samantha ouviu Ryan dizer pelo seu comunicador.

– Sabe Damian, eu gosto de você. — ela sorriu e se aproximou mais dele.

– Eu também gosto de você. — ele tentou se afastar mais, mas ele já estava quase caindo do sofá. — Você é uma pessoa bem legal.

– Não, eu quero dizer que eu gosto mesmo de você. — ela sorriu e então o beijou. Damian ficou atônito, mas tentou fazê-la parar.

Com o canto do olho, o herói viu a porta se abrir, então empurrou Samantha com um pouco mais de força e viu que todos os outros heróis estavam parados na porta, olhando para eles, boquiabertos.

Notas finais
O que acharam?