Notas iniciais
Olá pessoal! O capítulo de hoje é um pouco grande, mas espero que vocês gostem :)

Gotham City, 22:30

Depois de levar Devastador para o hospital, Damian e Henry conversaram sobre quem poderia ter feito isso com ele. Os heróis não puderam examinar o local onde havia ocorrido a batalha, pois o fogo já havia destruído tudo. O que Damian conseguiu salvar foi a bala com o sangue da pessoa que Devastador havia baleado.

– Você pode usar o DNA do sangue para identifica o suspeito usando os registros do seu computador. — Henry sugeriu.

– Seria muito difícil e iria demorar semanas. Mas eu sei quem pode fazer isso para mim em menos de duas horas. Enquanto eu tento resolver isso, você cuida para que o Devastador não saia daqui.

– Ok — Henry ficou chateado por ter deixado Renata sozinha e agora tinha que ser babá de um vilão. Ele se sentou em uma cadeira no corredor do hospital enquanto Damian ia embora.

Nova York, 23:57

– Não quero falhas. Eu te libertei daquele lugar com um propósito e eu quero que você o cumpra — Ryan disse, seriamente para o homem de armadura na sua frente.

– Se tem algo que eu odeio mais do que Asgard, é a filha do Thor que fez com que Odin me colocasse naquela prisão por cinco anos. — o homem disse, entredentes.

– Pode fazer o que quiser com ela depois que eu tiver a espada. O filho da Lince Negra não tem utilidade, você pode matá-lo. — Ryan retrucou — Você tem cinco minutos. Eu vou esperar no carro. — dizendo isso, ele andou para longe.

Do outro lado da rua, Lyra e Austin saíam do cinema.

– Isso foi horrível! — Austin disse, parecendo apavorado.

– Você nunca esteve em um batalha, não é? Aquilo é perfeitamente normal para mim. — Lyra falou, rindo da expressão aterrorizada dele.

– Normal. Cabeças voando por todos os lados, corpos sangrando no chão. Esse é o seu conceito de normal?!

– Não seja frouxo, Austin! Aprenda a agir como um guerreiro. — Lyra deu um soco fraco no ombro dele. Enquanto eles andavam pela rua, viram algo pousar na frente deles. Uma cratera se abriu no lugar onde ele caiu e quando Lyra viu quem era, ficou boquiaberta e paralisada.

– Você sempre foi muito durona, Lyra, mas parece assustada em me ver. — Aegir se levantou com um sorriso tenebroso no rosto.

– C-como você conseguiu escapar? Isso é impossível! — ela gritou e estendeu a mão. Em alguns segundos sua espada veio voando e parou na mão dela.

– Achei que tínhamos deixando o bumbum dele congelando naquela dimensão — Austin se tornou completamente de gelo e se preparou para lutar.

– Depois da nossa luta o meu pai e Odin levaram ele para Asgard onde ele deveria apodrecer na cadeia! — Lyra tentou acertá-lo com a espada, mas Aegir segurou a lâmina e deu um chute no rosto da heroína.

– Eu tive uma pequena ajuda de alguns amigos seus — ele pegou a espada das mãos dela. Austin se teleportou para trás dele, pronto para lançar uma rajada de gelo, mas o vilão se virou e o acertou com a espada, fazendo o herói cair no chão.

– Não toca nele! — Lyra gritou e deu um soco no rosto de Aegir. O vilão segurou o braço dela e a ergueu muito acima do chão.

– Você gosta dele, não é? — ele riu malignamente, então deu um soco forte no rosto de Lyra, fazendo ela desmaiar. Depois ele andou até Austin que estava desacordado e segurou, junto com Lyra.

Monte da Justiça, 00:00

– Por favor, Nat! — Summer implorou.

– Нет, вы не можете съесть мое мороженое (Não, você não vai comer o meu sorvete) — ela respondeu, em russo.

– Меня мать русская, Нат, я также знаю, как говорить по-русски. Пожалуйста, у вас есть аль много мороженого! (Minha mãe é russa, Nat, eu sei falar russo. Por favor, você tem muito sorvete!)

– Tudo bem. Pega o azul e eu fico com o vermelho. — ela disse, comendo seu sorvete enquanto Summer fazia o mesmo. Elas continuaram conversando em russo, pois Natalie sentia saudade de conversar com alguém de sua terra natal.

De repente, elas ouviram o barulho da porta explodindo e vários homens armados entraram lá. Eles começaram a atirar nelas, mas como era treinada, Summer empurrou Natalie para baixo do balcão da cozinha e elas correram para a sala de estar.

– Distrai eles enquanto eu pego o meu arco. — Summer disse, então correu para dentro do seu quarto. Natalie se levantou e fez um vento forte e gelado derrubar todos os homens que atiravam nelas, depois ela fez uma luva de gelo cheia de espinhos e começou a socar todos eles sem piedade.

Summer voltou com seu arco e começou a disparar flechas para todos os lados. Eram flechas sem ponta, mas cada uma fazia algo, como dar choque, paralisar e anestesiar. Enquanto jogava suas flechas, ela viu um dos homens pegando uma arma grande que parecia um aspirador de pó, e quando ele disparou, saiu um tipo de gás que fez Natalie cair no chão.

A heroína se aproximou sem parar de atirar suas flechas, mas quando respirou o gás, sentiu como se levasse um soco forte na cabeça. Summer também caiu no chão e então começou a ver centenas de aranhas andando por seu corpo. Ela tinha pavor de aranhas e quando viu tantas, começou a gritar sem parar.

Enquanto tentava tirar as aranhas de seu corpo, ela pode ver os homens levando Natalie para fora do Monte da Justiça. Ela tentou se levantar, mas o medo era muito grande.

Bristol, 00:10

Damian pousou na entrada secreta que ficava na cachoeira. Ele voou por entre as águas e só parou quando chegou no meio dos computadores e equipamentos de luta. Assim que chegou lá, ouviu o barulho da porta se abrindo e um cachorro veio correndo na direção dele, e quando o viu, deu um pulo em cima de Damian que o fez cair no chão. O cachorro rosnou, mas depois começou a lamber o rosto dele sem parar.

– É bom ver você também, Ace. — Damian riu enquanto tentava tirar o filhote enorme de cima dele.

– Eu não esperava ver você aqui. — Damian ouviu a voz familiar do alto da escada. Ele pode ver o homem alto e forte descendo as escadas. O cabelo dele estava um pouco branco, mas ele parecia ter a saúde de um adolescente.

– Eu preciso de um favor. — o sorriso de Damian se desfez quando Bruce parou na frente dele e o ajudou a se levantar.

– Pensei que tinha parado. — ele disse, seriamente.

– Eu queria saber se você pode descobrir de quem é esse sangue. — disse Damian, querendo mudar de assunto e entregando a bala para o pai.

– Por que você tenta fugir desse assunto? Não vai se esquecer se ficar se culpando.

– E se eu não quiser esquecer? E se eu quiser continuar sofrendo porque eu mereço por eu ter sido tão irresponsável naquele dia?! — ele gritou, claramente com raiva. Bruce ficou calado, apenas encarando o herói e então andou até o computador e deixou a bala em cima da mesa, para depois se virar novamente para o filho.

– Quando os Vingadores e a Liga voltaram daquela missão, nós nos deparamos com uma cidade totalmente destruída e a Legião separada. Se você tivesse prestado atenção, ou se interessado em investigar direito, como eu fiz, saberia o que realmente aconteceu. — ao ouvir isso, Damian levantou uma sobrancelha e se aproximou do pai.

– O que você quer dizer com isso?

– Você é o meu filho, devia ser tão bom detetive quanto eu, mas a culpa o deixou cego e burro. Você não pensou que algo estava errado então desistiu. Eu não vou mais tocar nesse assunto até que você pare de ser criança e aprenda suas responsabilidades como herói. Você quer saber o que aconteceu? Pergunte para ela. — Bruce virou as costas e se sentou de frente para o computador.

– Ela? Você não quer dizer...

– Sim. A filha dele. Desde que o Coringa morreu ela está em uma velha casa de festas em Gotham. As atividades criminosas dela aumentaram o que quer dizer que ainda está viva. — Bruce não tirou os olhos do computador enquanto falava.

– Está me dizendo para perguntar para a vilã mais lunática que eu conheço sobre o dia em que o pai dela morreu? Ok, isso vai ser divertido. — Damian se preparou para ir embora, mas Bruce disse:

– Espere. Tem uma mala em cima da pedra a sua esquerda. — o herói se virou e a mala estava lá — Só a abra quando descobrir a verdade.

Damian assentiu com a cabeça e pegou a mala, saindo voando de lá logo em seguida.

Gotham City, 00:30

Damian pousou na frente da casa de festa abandonada e andou até a porta. Um palhaço enorme estava desenhado lá com tinta vermelha, pelo menos, parecia tinta. Ele empurrou a porta lentamente e entrou no local pouco iluminado.

Enquanto caminhava, sentiu algo debaixo dos seus pés e ao pegar sua lanterna, viu que eram pequenas bombas que começaram a piscar. Ele levantou voo e elas explodiram, e com a velocidade em que ele pulou, sua cabeça bateu no teto e ele caiu novamente, agora longe das bomas.

– Ás! Eu só quero conversar! — ele gritou, enquanto massageava a parte de trás da cabeça. Uma garota saiu das sombras, ela tinha cabelos longos e pretos que iam até sua cintura e usava um vestido vermelho cor de sangue. Ela tinha olhos azuis muito claros e usava um batom do mesmo tom que o vestido.

– Bat-boy — ela abriu um sorriso igual ao do pai. — Que surpresa ver você depois de tantos anos!

– Você cresceu bastante. — o herói se levantou e olhou para ela. — Bonito vestido.

– Você gostou? É feito de tripas humanas Há Há Há!

– Mais informação do que eu precisava saber. Eu vim aqui para perguntar o que realmente aconteceu no dia em que o seu pai morreu.

– O que aconteceu? Bem, ele explodiu a cidade inteirinha! Há Há Há, eu adorava o meu papai.

– Me diz o que ele fez. Desde o começo — ele colocou a mala no chão e viu ela andar até um trono feito de ossos. Ela se sentou e colocou a mão no queixo como se tentasse se lembrar.

– Ele sabia que a Liga estava em um missão fora da Terra e que vocês seriam mandados para impedir ele. Eu era criança, mas me lembro que ele falou que essa seria a maior piada dele — ela riu um pouco então voltou a contar. — Ele programou a bomba no centro da cidade e então...

– Espera, programou? Ele programou a bomba? — Damian perguntou.

– Sim. Ele a programou para explodir meia hora antes. Ou seja, vocês não poderia impedir a bomba, mesmo se tivessem conseguido entrar na cidade Há Há Há. Ele sabia que vocês ficariam se remoendo de culpa e isso foi hilário!

– Quer dizer que isso foi só uma brincadeira imbecil! Aquela cidade foi destruída só para o seu pai pregar uma peça na gente?! — ele gritou e deu um soco na parede.

– Resumindo a história toda, sim. Foi isso. — ela riu da expressão de raiva de Damian.

– Droga! Tudo o que aconteceu poderia te sido evitado, e a Legião nunca teria se separado. Meu pai tinha razão, eu fui infantil e irresponsável por não ter visto isso. Era o Coringa! Eu devia esperar tudo daquele maluco psicótico.

– Agora que já tem suas resposta, dá o fora! Você perturba a minha paz. — ela começou a acariciar a cabeça de um esqueleto.

– Eles nunca vão acreditar em mim agora. Você vem comigo! — ele andou até ela e a colocou sobre os ombros.

– O que?! Não! Me larga, maluco! Socorrooooo! Tem um pirado me sequestrando! — Ás gritava sem parar enquanto Damian pegou a mala e levantou voo com ela, quebrando o teto.

Gotham City, 00:35

Marlena havia andado por horas, pensando se falava ou não com Damian. Ela ainda sentia muita raiva dele, mas queria dar uma chance para ele se explicar. E se aquela Samantha estivesse lá ela quebraria o pescoço dela.

A heroína finalmente se decidiu e subiu o elevador, então andou até a porta e a abriu, vendo que ele não estava em casa. Marlena andou até o quarto e então ouviu a porta de entrada se abrindo. Quando ela voltou para a sala de estar esperando ver Damian, ela viu Samantha.

– Olá, Marlena. — a morena sorriu.

– O que você está fazendo aqui, vadia? — Marlena cerrou os punhos de raiva.

– Vim ver o Damian. Nós não queríamos que você descobrisse daquele jeito, mas ele gosta de mim agora. Você é página virada. — ela riu levemente e andou na direção da heroína.

Marlena perdeu completamente a paciência depois desse comentário e deu um soco tão forte no rosto de Samantha que ela foi lançada de costas no vidro da janela, o fazendo trincar.

– Fala mais uma merda dessas e eu arranco esse sorrisinho sínico do seu rosto! — Marlena gritou.

Samantha se levantou e olhou com raiva para a heroína, então ela pisou forte no chão e Marlena foi lançada no teto e depois de volta para o chão. A loira ficou confusa, pois não entendeu o que acabara de acontecer, então ela sentiu Samantha segurar o seu pescoço e bater com a cara dela no chão.

– Você tem que escolher melhor suas brigas, fofa. — ela lançou Marlena para longe e a fez atravessar a parede do quarto. — Nunca lute contra uma assassina, pois você sabe que vai perder.

Marlena se levantou com dificuldade, mas antes que fizesse alguma coisa, Samantha atirou um dardo nela e a heroína desmaiou. Depois disso, Samantha andou até a televisão na parede e apertou um botão quase invisível na parede, fazendo a TV mover para o lado e a "caverna" de Damian se abrir. Ela entrou e começou a mexer no computador vendo todos os arquivos que haviam nele.

– Interessante. — ela sorriu, então pegou um pendrive em sua bolsa e começou a copiar tudo o que havia no computador.

Notas finais
Vish...