[Novo Nome] Perdida na Magia
7 Capítulo 6
Elaine olha para mim com cara de má.
-Vais-me levar até á enfermaria para o teste de saúde, ou não? -Eu não sei onde fica… -Então pergunta à tua fada madrinha! Bufo de impaciência. -Eu não sei como… Elaine tira-me o colar da mão e começa a esfregar. O colar começa vibrar e do nada aparece uma rapariga com asas, cabelo roxo e um vestido azul muito bonito. -Olá! Eu sou a fada madrinha guia de Sweet Amoris! Deves ser a Raquel… — Diz apertando-me a mão -… e tu a Elaine. Em que posso ajudá-las? -Teste de saúde. Leva-nos. Agora. A fada madrinha… etc., fica muito vermelha, pronta a nos dizer umas verdades, mas depois cala-se e faz sinal para que a siga-mos. Entramos na escola outra vez, vamos até a um corredor secundário e a fada abre a porta. Eu e Elaine olhamos lá para dentro e deparamo-nos com uma carrada de rapazes seminus. -Ops – Diz a fada corada – porta errada. – Fecha a porta e abre a do outro lado do corredor, onde várias raparigas estão-se a despir – Bem, se o meu trabalho aqui está feito, eu volto mais logo. A fada volta para dentro do colar, que Elaine me põe ao pescoço antes de entrar na sala. Eu entro também e vou para ao pé das minhas amigas. A enfermaria é um lugar enorme, com azulejos azuis, muitas macas encostadas á parede e cadeiras. As raparigas estão todas amontoadas de volta de uma mulher de cabelos brancos e bata a escrever num caderno, e de uma rapariga loira em roupa interior. -O que é que se passa aqui? – Pergunto para Havena -No teste de saúde vemos em que estado está a nossa magia. – Responde -Podes despir-te – Diz Thata. Tiro o vestido e os sapatos e fico apenas em soutien e cuecas cor-de-rosa. A mulher de cabelos brancos chama em voz alta: -Tamy Hale Syrus. Uma rapariga de cabelos brancos muito curtos e olhos vermelhos vai até ela. Primeiro conversam baixinho, depois a enfermeira diz num jeito enigmático: -Mostre-nos a diretora. Tamy acena e mantem-se muito quieta. De repente, o corpo começa a contorcer-se, bolhas enormes aparecem na sua cara e então, apesar de já ser muito baixa, fica ainda mais baixa, o corpo aumenta de volume e aparece a diretora. -Muito bem! – Diz a enfermeira – Agora, diz qualquer coisa. Tamy (lê-se a “diretora”), pensa um bocado e depois diz: -“ Estava só a cometar com a escola INTEIRA, como é bom que a menina tenha voltado ao planeta terra”. – As raparigas à minha volta começam a rir e a olhar para mim, não só porque ela está a gozar comigo, mas também porque a sua voz é igual à da verdadeira diretora. -Muito bom. Podes sair. Tamy volta à forma original, e antes de vir para ao pé de nós pega numa folha que a enfermeira lhe dá. Passa ao meu lado e vejo que os seus olhos estão azuis. Não eram vermelhos? Ah, não interessa. -Havena Prince. – Chama de novo a enfermeira. Havena aperta-me a mão e vai para ao pé da enfermeira. -Oh, o que será que ela vai fazer este ano? – Sussurra Thata para Caroll. Esta encolhe os ombros e olha para mim. -A Havena é um elfo, já te tínhamos contado? Penso um pouco e não me lembro de nada. -Hum, não. O que fazem os elfos? -Oh, já vais ver. – Diz Caroll de um jeito que me deixa curiosa. Foco a minha atenção na Havena que coloca quatro frasquinhos no chão. Primeiro, ela coloca-se no meio dos frascos, depois começa a mexer as mãos, como se ela fosse uma planta bebé no meio de uma ventania enorme. Então, uma corrente de ar remexe e mexe com os nossos cabelos, mesmo não estando uma janela aberta. O ar sossega. Havena abre os braços no ar e começa a suar. Até eu começo o suar. O ar fica mais quente, e vejo uma leve cor laranja na pele de todos nós. Depois, um dos frasquinhos pega fogo. Fico alarmada e cheia de medo, mas depois Havena baixa os braços e o fogo desaparece. -O que… — Pergunto para as minhas novas amigas. -A Havena, — Explica Caroll – é um elfo, como já dissemos. Sabes onde há elfos? Nego com a cabeça e vejo Havena dançar num círculo, com uma corrente feita de água a segui-la. -E fadas? – Digo que sim. -Sim, no bosque. Thata observa Havena fazer desaparecer a corrente de água com um suspiro antes de dizer: -Fadas e Elfos estão encarregados de proteger a Mãe Natureza, logo… — Ela deixa a frase a meio para eu a completar. Depois de pensar, digo: -… logo, é normal que eles comandem os cinco elementos. Caroll abana a cabeça no preciso momento que Havena faz o mesmo. Olho para ela pelo canto da vista a fazer uma árvore nascer de dentro de um frasquinho. -Cinco não, apenas quatro. A própria Mãe Natureza é o quinto elemento. -E os elfos e fadas fazem parte da mãe natureza. – Completa Thata. -Logo elfos e fadas SÃO o quinto elemento. – Concluo. Caroll e Thata sorriem contentes. Havena chega com uma folha na mão. — Thata Pierce. – Chama a enfermeira. -Desejem-me boa sorte – sussurra antes de ir. Quando chega ao pé da enfermeira, faz uma careta de dor ao ouvir o que a primeira lhe diz.
-Não te preocupes – Consola-a – Não vai acontecer nada de mal. -Se a senhora o diz… Insegura, Thata avança e fecha os olhos. Depois, começa a diminuir, e a diminuir, até que fica apenas com cinco centímetros de altura. -E agora? – Pergunta numa vozinha muito esganiçada A enfermeira levanta-se e aponta para si. Thata suspira e vai até ao seu encontro, até que lhe pega ao colo, elevando-a no ar. De volta ao chão, a enfermeira dá um papel à mini Thata, que volta ao normal. Quando chega ao pé de nós, suspira. -Todos os anos faço o mesmo. -Não é verdade… — Diz Havena – O ano passado ficaste enorme e explodiste com a enfermaria! Então essa é a razão de haverem duas enfermarias. Interessante. -Mas eu pensava que eras uma bruxa! – Digo confusa -E sou! – Assegura – Tu sabes que as bruxas são seres humanos que conseguem “brincar” com a matéria, sabes, as coisas que existem. Bem, o certo é que certas bruxas têm mais habilidade para certos feitiços. Apesar de conseguir fazer todo o tipo de magias, tenho mais habilidade a crescer e a encolher. -E quanto à questão da força? -Oh… — Diz corada – Isso foi um acidente que aconteceu quando eu era bebé. -Maria Amoris. – Chama a enfermeira. Dirigi-mo até ela, mas no caminho uma rapariga com cabelo preto e madeixas pretas faz-me uma rasteira e eu caio. A enfermeira ajuda-me a levantar e olha para a rapariga zangada. -Que graça, Liliane. -O prazer é todo meu. – Diz, e por um momento, lembro-me do Castiel. (Porque é que corei ao pensar nele?)? Vou até ao meio da sala com a enfermeira. -Mostre-me os seus poderes, Raquel. -O que quer que eu faça? Ela pensa um pouco, e depois de consultar uma ficha, diz sorridente: -Ouvi dizer que tem jeito para as explosões. Que tal explodir qualquer coisa? Tento dizer-lhe que eu não explodo com as coisas por que quero, mas sim porque sou má na magia, mas ela já está a escrevinhar e a atenção da sala está toda virada para mim. Olho á minha volta até que avisto uma lâmpada fundida no tecto. Serve. Aponto a mão para ela, e concentro-me em fazer um simples feitiço de explosão, mas em vez de rachar, o vidro ficou duas vezes mais forte. -O que se passa? -Olha, que bruxa da treta. -Viste o que ela fez? As raparigas começaram a sussurrar, e eu a me irritar. Furiosa, elevo as duas mãos no ar, sem me focar em nenhum objecto preciso e faço o feitiço de explosão. É o caos. Todas as lâmpadas na sala rebentam, os óculos e as janelas, e as luzes vão-se abaixo. A enfermeira começa a escrever algo no caderno e dá-me uma folha a dizer: -Concentração: MUITO BOA -Poderes: MUITO BOM -Controlo: MAU Antes de sequer ligar ao facto de ter levado um mau no controlo, a diretora abre a porta furibunda, com os óculos rachados, o fato sujo de café, e com um olhar mortífero. -QUEM É QUE FEZ ISTO? Imediatamente, todos os dedos da sala estão apontados para mim.
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