As paredes começaram a tremer enquanto os ruídos denunciavam sua movimentação. O que antes era, agora já não é mais.

Como um perfeito quebra cabeças, as fendas davam lugar a novas formas, reorganizando-se em salas distintas.

Lilith foi a primeira a sofrer as consequências. A única porta que havia em sua frente trocara de lugar com um corredor obscuro e cujo caminho era distorcido em suas 4 dimensões.

A mulher tinha medo de prosseguir, mas se não o fizesse, quem a ajudaria?

Seus pensamentos induziram-na ao percurso carregado de portas e quadros. Ela tentou abrí-las, mas estavam todas trancadas. — Teu desespero aumentava, mas quem ligava?!

Talvez fosse castigo... é... — Seus lábios fremiam e as mãos gélidas averiguavam a queda de temperatura ambiente enquanto os olhos esbanjavam lágrimas inúteis. Por fim, cedendo à histeria, a mulher começou a espancar as paredes, batendo em um dos quadros pendurados, que ao cair, revelou uma pequena passagem em cujas bordas de ferro havia a seguinte inscrição:

“Crucifixus, mortuus et sepultus...”