Notas iniciais
M- Matsuo ?? - Personagem anônimo

Dor... a dor pesava sobre seu corpo... não, não era a dor que pesava, era... era um outro alguém. — Matsuo ainda estava com os olhos cerrados, mas sentia perfeitamente a presença de outra pessoa sobre si, sentada em seu abdômen. Ele ergueu uma das mãos a fim de expulsar quem quer que fosse.

??: Quer ajuda?

M: Sai... de cima...

??: Nah! Aqui até que é confortável.

M: Não... não me obrigue a te bater.

??: Pff! Bater?! — O desconhecido então inclinou o corpo, aproximando sua face da de Matsuo. — Haha! Você realmente não tem nada de especial! — concluiu o estranho cuja face agora estava mais nítida: Tratava-se se um rapaz por volta dos 22 anos; usava um tapa-olhos no olho esquerdo e em sua face via-se uma costura omitida parcialmente pelas madeixas claras que delineavam-lhe a face.

M: Seu-!

Matsuo teve o corpo travado no chão por uma força descomunal e o estranho, por sua vez, não demorou a agir de forma inusitada, arrancando um pedaço da carne alheia com os dentes através da mordida desferida no braço do oriental.

A pele arrancada doera mais do que a intenção em si, e o consequente berro ecoou pelo local enquanto Matsuo contorcia-se dentre seus limites.

M: D-ARGH! Desgraçado!

O suposto inimigo riu de modo frenético e psicodélico, cessando rapidamente e afastando-se com a apresentação parcelada de sua personalidade paradoxal.

??: Huhu... calado. Você me distraiu completamente com teu gosto ruim! HA..Hahaha...aiai... O que eu vim fazer aqui?... Era importante... é... “era”... porque agora que eu esqueci deixou de ser...

O agressor pôs-se pensativo durante um tempo, mas esperou propositalmente pela recuperação de Matsuo, que ao notar o desdém alheio, irrompe indagações.

M: QUEM DIABOS É VOCÊ?

??: Que diabo? Eu não entendi sua pergunta.

M: KK.. — Matsuo desferiu um soco contra o outro, mas este acabou se desviando com um simples saltitar despreocupado.

??: Errou. Buh! ~

M: … Eu juro... que ainda te mato!

??: Vai em frente! Não tem nada te impedindo além de mim.

M: QUAL O SEU PROBLEMA?! CÉUS?!

?? : Meu? … Meu... MEU?! MEU PROBLEMA?! Qual é o SEU problema?! Você que veio com esse “papo” de matar! Pff! Só gente doida mata os outros sem motivo, “Mama”.

M: “Mama”?

??: “Mama” = Matsuo. Não sabe teu próprio nome, agora?

M: Isso me irrita... É irritante! Como sabem o meu nome se sequer os conheço?!

??: Não conhece? Ah, você conhece... Nós nos conhecemos, mas alguém como você obviamente não se lembraria... Ademais, temos uma “fonte” bem confiável... sem contar nossas “felizes” recordações.

M: …

??: Mas enfim... vai ficar parado aí ou continuar o maldito jogo? Se não mover as peças do tabuleiro, acabará com as entranhas comidas por cães!

“É mesmo.”, pensou Matsuo. Ele não havia feito nada produtivo em todas as suas ações a não ser confirmar a inutilidade de um dos caminhos tomados, ou seja, a probabilidade de Lilith estar segura era maior.

Ao observar o local, estranhou... estranhou a semelhança conforme avançava com os poucos passos dados, certo de que já havia visto algo igual...

M: Mas... Mas aqui é o começo!