Notas iniciais
M - Matsuo H- Hazel L - Lilith ?? - Anônimo

Faltava-lhe ar. Matsuo sentia dificuldade para respirar, e na situação em que se encontrava, preso em um cubículo que mais parecia um caixão, mal podia mover os membros. Exercia força para todos os lados possíveis, mas em vão, afinal, estava realmente... encarcerado.

O oxigênio diminuía, as batidas de seus punhos, que pediam por socorro, falhavam. Teus olhos semicerravam-se enquanto o tique-taque infernal de um relógio(que não se via, óbvio) parecia demarcar seu tempo de vida. Tique taques, tique taques... morreram.

O tiquetaquear diminuiu seu ritmo e finalmente cessou. No entanto, um ruído ainda era audível: passos; passos ecoavam dentre a alternância com as pequenas palmas ritmadas. — O som fora ganhando mais proximidade. O tom infantil mesclava-se aos ruídos que se assemelhavam a murmúrios de mal dizer. Um som... Matsuo ouvia uma melodia que ficava mais “nítida” conforme os passos intensificavam-se:

“Brilha, brilha estrelinha,

qual a última a brilhar?!”

M: Quem está aí?!

“Brilha, brilha estrelinha,

quero ver você brilhar...”

M: Responda, maldito!

??: Hummmm. Sou eu! — ““Brilha, brilha estrelinha...”

M: Eu quem?

??: Mesmo que eu diga quem sou, de que adiantaria se de nada você lembrasse?

M: Seu nome, diga-me logo o seu nome.

??: Ahn... Eu tenho muitos; muitos miríades de milhões de nomes!

M: Não me importa, diga um!

??: Hum. Está ficando nervoso, Matsuo? É por que está difícil de respirar? Por que não consegue se mover? Por que não pode ver nada além do escuro?

M: H-Hey! Como sabe meu n-?!

“Sono profundo tu terás,

no infortúnio viverás”

“Brilha, brilha estrelinha,

qual a última a brilhar?!”

“Eu escolho o Matsuo...

Para uma volta no altar!”

Os passos se achegaram de Matsuo e começaram a gerar pequenos solavancos na superfície do caixão, que com o tremor intrínseco do castelo, cedeu à uma nova sala.

“Brilha, brilha estrelinha,

é a última vez que brilharás.”