Nothing is what we think
1 O começo de uma nova vida
Era no começo de Julho quado os gêmeos Adam e Felicity Queen chegaram na cidade de Santa Fé. Seu pai acabara de receber uma promoção na sua empresa. Sua mãe uma mulher cuidadosa, tanto com seus filhos quanto com sua casa. Logo de manhã as discussões entre a mãe e filha começavam:
—Mãe! Tem com você me dar um pouco de privacidade?!
—Minha filha, para começo de conversa, você me respeite, não levante sua voz para mim! E eu estou arrumando seu quarto, para seu próprio bem, já pensou? Uma garota de 16 anos sem saber dobrar um lençol.
—Michelle! – chamava grosseiramente sua mãe – Você não tem nada aver com o que acontece no meu quarto! Deixa minha bagunça em paz, coisa chata!
—Meu Deus Felicity! Pare de brigar com mamãe – interrompia Adam a ridícula briga ente sua irmã e sua mãe – Não acredito que isso ainda se repete!
—Irmãozinho, você poderia por favor, sair daqui! – falava ela esnobando o comentário do irmão.
—Eu saio! Mas você vem comigo, vamos, estamos atrasados para nosso primeiro dia de aula!
Adam, sempre foi um garoto estudioso, média 100 em todas as matérias menos em...
—Religião, o que sabemos sobre "isso" – falava o professor que entrava triunfante na sala – alguém poderia conceituar a palavra pra mim? Não? Ninguém? Que tal você Sr. Queen?
—Prefiro não responder, desculpa, obrigado.
—Você poderia ter esse tipo de atitude em outra aula, mas na minha, todos os alunos participam.
A sala ficou calada, todos já sabiam das atitudes severas do professor, menos Adam que chegara no meio do ano.
—Eu continua com a mesma fala, prefiro não responder – dizia Adam se recusando a atender a ordem do professor.
—Então vai ser assim? Tem certeza? Certo, a vontade – falava o professor extressado – bom, que tal você Srta. Stinson? Responda!
Enquanto isso, Felicity, estava menos interessada na sua aula de geometria, do que Adam na sua de religião.
—A geometria é um ramo da matemática preocupado com...
—Quem liga?! – respondia grosseiramente Felicity – Olha! Ninguém!
—Quem liga? – respondia o professor – aposto que o diretor liga, já para a sala dele!
Felicity saiu da sala sem tirar os olhos do professor rabugento. A garota já sabia que nunca mais iria se dar bem com o sujeito, mas com os alunos, ela já tinha tinha se enturmado, pelomenos com os vagabundos.
Era hora do almoço quando Adam sentiu uma mão em seu ombro e uma voz suave dizendo:
—É um idiotice, realmente odeio a aula do Sr. Harrison – dizia a garoto reclamando da aula de religião que acabara de assistir.
Adam olhou para trás e logo reconheceu a garota de cabelos longos e loiros, com os olhos azuis.
—Olá, "Srta. Stinson", concordo, é a pior aula do meu dia
A menina riu e logo respondeu estendendo a mão amigávelmente.
—Prefiro que me chamem de Bárbara! E você é...?
—Meu nome é Queen, Adam Queen. – debochava do filme que assistira a poucos dias atrás, com a intenção de fazer a garota rir.
E seu plano deu certo, a garota riu e se despediu:
—Tenho que ir estou cheia de fome, me acompanha?
—Claro, afinal, não sei onde fica o refeitório!
Já na sala do diretor, o clima não estava muito bom:
—6 suspenções, 14 detenções – lia o diretor os dados sobre Felicity na sua antiga escola – Srta. Queen, esta postura é inaceitável na minha escola! O que é isso garota? No primeiro dia de aula?! Desta vez passa, mas da próxima eu lhe suspendo! Esta me ouvindo?!
—Estou Sr. Melborn – dizia Felicity entediada.
—Certo, então saia daqui e vá direto almoçar!
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