Nothing Planned

14 When i get you alone...


Notas iniciais
Sorry I'm late ;) Posso ouvir um amém? Voltei gente e com atualização, uhuuuuuuuul. Mil perdões pela demora, mas a vida é uma coisa bastante complicada e quanto mais você cresce, menos tem tempo para escrever SOS. Como prometido, vou postar mais de um capítulo hoje, mas terminei esse agora as 3:56 da manhã e to morrendo de sono, assim que eu acordar já começo a escrever o próximo e posto, mas não se preocupem, hoje terá outra atualização. Sem mais delongas, espero que gostem :*

Caminhando para seu armário, naquela manhã de quarta-feira, Rachel estranhou quando todos no corredor pareciam estar encarando-a, apontando em sua direção e murmurando coisas com seus amigos. Por ser uma cheerio era obvio que as pessoas encaravam, mas dessa vez era diferente. Como se eles soubesse algo sobre ela que não deveriam.

Por um segundo se preocupou que fosse um dos hematomas estivesse aparecendo e tratou de apressar o passo para o banheiro, meio grossa expulsou todas as garotas que estavam lá e trancando a porta, começou a se olhar no espelho. Estranho, todos estavam cobertos. Inclusive o nojento chupão que ele deixara em seu pescoço na tarde anterior e que ela só conseguira cobrir com bastante maquiagem.

“É só sua paranoia Rachel, está tudo bem.” Murmurou para si mesma, tomando algumas respirações fundas e abrindo a porta, ignorando olhares feios que algumas garotas lhe lançaram.

Continuou pelo corredor e chegou ao seu armário, abrindo a porta e largando alguns cadernos e livros lá dentro. Olhou em seu calendário e notou que teria uma prova naquele dia, merda! Outra que iria tirar um belo zero.

Pegou o material de sua primeira aula e fechou a porta do armário dando um pulo quando viu Santana e Kurt parados de cara feia.

“Bom dia para vocês também.” Desejou, tentando acalmar seu coração que acelerara com o susto.

“Que merda é essa Rachel?” A latina questionou, mostrando algo em seu celular, mas com a raiva que estava sentindo, sua mão tremia e consequentemente o celular.

“Sant eu não consigo ler.” A Berry avisou tomando o aparelho da mão dela e abrindo a noticia no blog de Jacob Ben Israel.

ESTARIA RACHEL BERRY SEGUINDO OS PASSOS DE QUINN FABRAY?

Parece que os escândalos não terminam na vida da capitã das cheerios. Depois da confusão na festa de sua melhor amiga Santana Lopez, seu confuso romance com o quarterback Finn Hudson, eis que outra historia surge.

Enquanto namoravam ou ficavam, que é que sabe? Rachel Berry achou que estava grávida do quarterback! Sim população do McKinley, e para completar ainda veio fazer o teste aqui na escola encontrando ninguém mais, ninguém menos que a gravida da escola, Quinn Fabray!

Que ironia em?

Minhas fontes me contaram que as duas ficaram no banheiro todo o tempo enquanto Rachel esperava para saber se estavam com bolo no forno ou não, e depois de tal acidente as duas formaram uma espécie de amizade, contanto que Quinn não contasse para ninguém sobre o assunto.

Parece que as duas capitãs tem mais em comum que apenas a posição social. Nenhuma delas sabe da existência de camisinhas!

De olhos arregalados, a cheerio encarava incrédula a notícia. Confiara em Quinn, que não abriria a boca para ninguém, mas a loira continuava sendo a cobra de antes, usando coisas a seu favor no momento que lhe convinha. Como pode ser tão estúpida?

“Eu não quis acreditar, mas sua cara diz tudo.” Santana falou, tirando a morena de seus devaneios e encarando os dois. Ela abriu e fechou a boca diversas vezes, mas não saia uma palavra.

“Como você pode ser tão estúpida Rachel? Transar desprotegida? Contar para a Fabray e não pra gente? Pensei que fossemos melhores amigos e contássemos tudo um para o outro!” Kurt exclamou indignado e magoado.

“Nós somos!” Rachel respondeu, olhando os dois cheerios suplicante. “Vocês são meus melhores amigos.”

“Claramente não somos já que você escondeu isso da gente. Você escondeu isso de mim, eu te conto tudo Rachel e você achou que não seria necessário me contar?” Santana questionou, cruzando os braços sobre o peito e fechando a cara.

“Não é isso, eu só... eu... é que...” A Berry gaguejou sem saber como explicar, quanto mais enrolava para responder, mais deixava os dois impacientes.

“Quer saber, eu não me importo. Claramente a nossa amizade não é tão importante para você quanto é pra gente.” A latina começou, Rachel abriu a boca para rebater, mas Santana ergueu a mão interrompendo antes que começasse. “Nem tenta, se tem algo para falar, diga pra sua mais nova bff.”

“Vocês vão jogar nossa amizade fora por uma coisinha besta?” Questionou sem acreditar no que estava ouvindo.

“Não Rachel, você fez isso, só estou seguindo com o plano.” Santana respondeu, dando uma última olhada mortal para Rachel, e então dando o fora, deixando a cheerio surpresa e incrédula.

~~

Pelo resto do dia Santana continuou a ignorar a cheerio. Kurt ficou bravo por um tempo, mas no terceiro horário já tinha feito as pazes, mas a latina continua irrevogável.

Sempre que Rachel se aproximava a outra cheerio saia como se ela tivesse algo contagioso, nas aulas sentava o mais distante possível e no corredor, ás poucas vezes que cruzaram, Santana esbarravam propositalmente em Rachel, duas vezes derrubando as coisas dela no chão.

No começo a morena relevava, Santana estava magoada e aquela era sua forma de liberar o que estava sentindo, mas depois ela foi ficando cada vez mais cheia daquilo e no penúltimo horário quando Santana esbarrou batendo em suas costelas doloridas, ela simplesmente surtou.

“Vê se cresce Santana Lopez.” Gritou, certificando-se que todo mundo ouvisse. “Você parece uma menina mimada agindo dessa forma, eu não te contei, desculpa. Mas no momento tinha muitas coisas passando na minha cabeça para lembrar que eu tenho que te contar tudo, já que aparentemente isso é uma obrigação, não é?” Vendo que Santana continuava fingindo que não era com ela, a morena continuou. “Você não mudou, continua a mesma bullying de sempre, e isso entre a gente nunca foi uma amizade, era só fingimento porque eu subi ao topo e você como o minion sem cérebro que é precisa de alguém para seguir, mas eu cansei Santana. Quem não quer mais sou eu.”

O silêncio que seguiu foi excruciante. Todos no corredor ficaram esperando a reação da latina. A maioria acreditava firmemente que teria uma briga entre as cheerios e já apostavam em quem iria ganhar.

“O que você quiser mamãe.” A latina respondeu ainda de costas, e continuou a andar pelo corredor, fuzilando com o olhar qualquer um que entrasse em seu caminho.

Ela não precisava de Rachel Berry mesmo.

i.

Finn estava receoso ao entrar na sala de musculação. Como todo mundo viu o post no blog Jacob e já tinha se vingado do imbecil deixando bem claro que se visse outra reportagem sobre ele ou Rachel naquele lixo de blog, ele iria se certificar que Jacob nunca mais escrevesse em sua vida.

Ao meio dia o post já era inexistente, mas infelizmente todo mundo já tinha visto.

Conseguira evitar seus colegas do time de futebol com sucesso, mas tinha certeza ali sabia que era impossível evita-los. Lembrava-se de como trataram Sam Evans quando descobriram que ele tinha engravidado a Fabray e não queria ser tratado da mesma forma, gostava de ser respeitado e admirado naquela merda de escola, e um pequeno incidente e todo seu respeito poderia ir por água abaixo.

Mesmo que não tivesse engravidado, foi um quase. Escaparam por muito pouco, infelizmente ninguém se importaria com isso, focariam no fato que ele quase se tornou pai e o zoariam até o próximo escândalo.

Mas para sua surpresa, não foi isso que aconteceu.

“Huddy meu parceiro.” Azimio chamou, assim que o quarterback entrou na sala. “Cara, vou te falar, por um tempo eu fiquei em duvida, a Berry é realmente difícil, se torna ate chato tentar entrar nas calças dela, mas meus parabéns, você foi persiste e conseguiu.”

Todos os adolescentes concordaram, acenando para o quarterback e dando HiFive. Pouco convencido, Finn adorou cada segundo, fazendo piadas de como não tinha sido difícil e que ela estava louca por alguém que soubesse mandar.

Obviamente mentiras, mas ninguém precisava saber daquilo.

“E ai como foi? Cara você tem que contar os detalhes.” Karofsky comentou, e os outros concordaram.

“Porra cara, ai você pega. Eu não como e conto. Tem que ser no mínimo educado com as gurias, mesmo que elas abram as pernas mais rápido do que você abre o zíper da calça.” Finn respondeu de brincadeira, dando HiFive para alguns dos caras e acenando com outros.

“Duvido que realmente tenha transado com a Rachel, ela tem bom gosto, não teria ficado com um Neandertal como você.” A voz veio do canto, e quando os outros garotos se moveram, Finn percebeu que veio de Brody.

Tinha notado que não apenas Brody e Rachel pareciam mais próximos, como também tinham rumores que estavam namorando. Quando ficou sabendo, até tentou questionar Rachel, mas a cheerio o mandou para aquele lugar e que ele não tinha mais direito de saber nada sobre ela, exceto pelo bem da peça, eles não trocariam nem um oi sequer.

“Está com ciúmes Weston?” Provocou, sabendo exatamente que botões puxar para tirar o cara do sério.

“Ciúmes, a Rachel é minha. Não tenho razão para ter ciúmes.” A tom de voz possessivo não passou despercebido por Finn, mas no calor do momento, acabou ignorando.

“Depois que eu comi. Fique a vontade com minhas sobras.” Respondeu o quarterback dando de ombros como se não se importasse. Tentava fingir que não, mas a verdade era que ainda se importava e muito.

“Tem sempre a pergunta que não quer calar, será que comeu mesmo ou está só no fingimento? Imbecis como você fazem muito isso.” Brody respondeu, sorrindo quando alguns garotos fizeram um coro de uuuuuh e vish.

“Weston não deve saber ler, se ele quase a engravidou é óbvio que comeu. Tá achando o que? Que eles acharam porque ele gozou na hidromassagem?” Azimio provocou, ajudando o quarterback. Apesar de não ser muito amigo de Finn, seu desgosto pelo Weston era maior, também o imbecil não fazia parte do time e não merecia ser defendido.

“Acho que o mais importante é se você comeu Weston.” Finn rebateu sorrindo maliciosamente. “Se Rachel continuasse virgem você teria sentido quando transassem, e se o fizeram e você não sentiu nada, adivinha? E adivinha quem foi?” Não satisfeito o quarterback levantou da maquina que estava se exercitando e começou a caminhar na direção do Weston. “Sabe o que é melhor? Enquanto você teve que esperar para ser namoradinho, eu não precisei de nada disso. Berry tava tão necessitada por um pedaço do Hudson aqui que aceitou ter sexo só pelos benefícios. Enquanto você se arrastava atrás dela, eu estava comendo Weston.”

O primeiro soco veio tão rápido que Finn só sentiu quando o punho conectou com seu rosto, o segundo ele desviou, já no terceiro revidou certeiro no olho do desgraçado, mas não parou por ai. Socos voavam dos dois lados, enquanto os outros jogadores gritavam Luta repetidamente, fazendo um circulo em volta dos dois garotos.

O Hudson ficou por cima depois de ter dado um belo soco na mandíbula de Brody, mas não parou por ai. Aquele garoto lhe tirava do sério e só de pensar que ele transava com Rachel lhe dava mais raiva ainda, sabia que era ciúmes e mesmo não tendo direito a se sentir de tal forma, não conseguia evitar e agora liberava toda a raiva e frustração que sentia nas ultimas semanas.

Só foi arrancado do garoto por Beiste que veio gritando indignada querendo saber que bagunça era aquela e junto com o imbecil foi arrastado para a sala do diretor.

Pelo menos teria um bônus, com certeza Brody terminaria com Rachel e ele poderia finalmente tentar entrar nas graças da morena sem interrupções.

Finn Hudson não tinha ideia do quão errado estava.

ii.

“Vagabunda!” Brody gritou, jogando a contra a parede e chutando seu estômago com toda sua força. “Piranha. Não dava para ficar com as pernas fechadas, não é? Você tinha que dar para aquele lixo, como a vadia que é.” Cada palavra era um soco ou chute acertado na cheerio e na raiva ele nem se lembrava de acertar apenas onde ela podia esconder.

Pelos cabelos, Brody a arrastou pelas escadas ignorando os pedidos de desculpas e choros da morena. Seu velho estava no sofá da sala e ordenara que ele levasse a vadia para o quarto e ensinasse uma lição. Era a primeira vez via o homem com um olhar orgulhoso.

Após ensinar o lugar dela algumas vezes, fez o de sempre, ameaçou caso abrisse a boca e mandou ela se limpar, porque sua aparência lhe dava nojo. Terminava de combinar algo pelo celular quando ouviu um barulho vindo do andar debaixo.

Correu já pensando na merda que a vagabunda teria feito, mas gelou ao ver Rachel desmaia no final da escada.

“Puta que pariu.”

~~

Abrindo os olhos com bastante dificuldade, estranhou ao ver que tudo ao seu redor estava completamente escuro. Onde estava?

E onde estaria Brody? Seu corpo até estremeceu ao pensar no garoto e lembrar o que ele tinha feito naquele dia... Ou seria ontem? Passou as mãos por onde estava deitada e notou que era um colchão. Agora que seus olhos estavam acostumados com a escuridão, começou a reconhecer os traços de seu quarto e respirou aliviada, se estava em casa, significava que Brody não estava ali e por algumas horas não iria tortura-la.

Sentou no colchão e teve que morder o lábio inferior para segurar o grito de dor que ameaçou sair, não que alguém fosse ouvir, estava sozinha já que aquela hora os empregados já teriam ido embora.

Com bastante dor e dificuldade caminhou até o banheiro e lá acendeu a luz, ficou horrorizada com sua aparência. Toda a parte não coberta por seu uniforme das cheerios estava machucada, seu rosto já formava roxos e seu olho direito quase não abria.

Deixou que as lágrimas corressem por seu rosto e misturassem ao sangue seco que vinha de seu nariz e boca, pelo menos o primeiro não estava quebrado ou ela teria que inventar uma bela mentira. Brody dessa vez se empenhara em espanca-la, não tinha a menor condição de ela aparecer na escola até que os hematomas ficassem mais claros e pudessem ser cobertos por maquiagem.

Ótimo, tudo que ela precisava. Seu rendimento escolar já ia de mal a pior e agora atingiria o fim do poço.

Com bastante dificuldade retirou o uniforme largando no chão e entrou no chuveiro tratando de esfregar com bastante força todo seu corpo, mas por mais que fizesse isso, Brody não saia de sua pele. O cheiro dele parecia grudado nela e cada vez que a tocava inapropriadamente, o único termo que ela tinha conseguido pronunciar para se referir ao que ele fazia, parecia que cravava mais e mais fundo nela.

Saiu quando sua pele queimava e estava vermelha de tanto esfregar e se enrolou na toalha voltando para a cama e deitando com cuidado, graças à cheerios e os treinos loucos de Sue tinha diversas pílulas para dor e estava torcendo que isso ajudasse. Pegou o celular e notou que tinha uma mensagem de Brody.

Hudson me contou sobre o ‘amigos com benefícios’, agradeça a ele pela surra.

iii.

“Fora.” Marley ordenou, encarando a cheerio que estava sentada no colo de seu irmão e beijava o pescoço dele. Nojento.

Burt e Carole estavam viajando a negócios e seu irmão aproveitava trazendo as vadias da escola toda noite, mas naquela ela ia cortar o barato dele. Precisavam conversar.

“Estamos ocupados, volte a brincar com suas bonecas.” A garota respondeu, balançando a mão para que ela saísse e voltando a beijar Finn.

“Você tem cinco segundos ou eu vou te puxar por esse rabo de cavalo ridículo.” A Hudson avisou, começando a contar em voz alta. “Cinco, quatro, três, dois, um.” Vendo que ela não ia se mover, envolveu a mão no rabo de cavalo e passou a puxar a vadia que chorava, tentando se soltar e gritava obscenidades.

Abriu a porta e jogou-a para fora da casa, fechando a porta logo em seguida. Voltou ao quarto de Finn e pegou o material da cheerio, voltando para onde tinha jogado a e tacando as coisas também no chão.

“Qual é Mar, ta com ciúmes do seu irmão mais velho?” Finn questionou, depois de recolocar sua blusa e ir para sala querendo saber o que causou tal reação de sua irmãzinha.

“Senta essa bunda gigante no sofá que a gente tem que conversar.” A Hudson explicou, apontando para o sofá e sentando na poltrona bem em frente. “Eu ignorei você e essa reputação ridícula de pegador, eu ignorei quando você deu um fora na Rachel que a proposito foi a melhor coisa que te aconteceu e eu ignorei você trazendo essas vadias, todos os dias da semana. Eu ignorei porque a vida é sua e você faz dela o que quiser, mas não posso ignorar isso.”

“Marley...” O adolescente começou desconfiando do que ela queria falar.

“Ou você fala comigo ou você fala com a mamãe.” Ela o interrompeu sendo bastante clara.

“Merda.” Finn murmurou, ajeitando-se no sofá e suspirando, aquela seria uma bronca e tanto. “Manda.”

Notas finais
Finn só fode SOS. Então o que acharam?