Nothing Planned

15 Revenge on the wrong people


Notas iniciais
Como prometido, aqui está o capítulo! Espero que gostem :*

“Deus do céu menina Rachel, o que aconteceu com seu rosto?” Foi à primeira coisa que a Berry ouviu ao acordar na manhã seguinte. Por um minuto encarou Blanca, sua empregada confusa, mas ao sentar na cama sentiu uma excruciante dor percorrer todo seu corpo e então lembrou.

Arregalou os olhos, abriu e fechou a boca diversas vezes, mas nenhuma palavra saia.

“Rachel como você se machucou dessa forma?” A mulher insistiu, cerrando os olhos e observando cada machucado com atenção.

“E-eu... eu c-c-cai!” a adolescente respondeu nada convincente.

“Você caiu? Como e onde?” Questionou incrédula, sentando sobre a cama com os olhos ainda cerrados.

“Na escada, ontem á noite. Eu tropecei na ponta solta do carpete e rolei escada abaixo.” Respondeu, tentando soar mais convincente. Blanca não pareceu nada convencida e encarou a adolescente firmemente nos olhos.

“Você e eu sabemos que isso não foi uma queda menina Rachel, alguém te machucou e se você não quer me contar quem fez isso, então ligarei para seu pai ou seu tio. Tenho certeza que eles arrancam de você.” A mulher ameaçou, levantando da cama e caminhando para fora do quarto. Já tinha visto muitos casos daquele em Lima Heights Adjacents e não iria permitir que aquele continuasse.

“Você não pode.” Rachel também levantou da cama em completo pânico. Aproximou-se da empregada impedindo-a de sair e continuou. “Eu te proíbo, se você contar está demitida.”

“Você não pode fazer isso menina Rachel e minha decisão está tomada, eu vou contar para seu pai ou tio, quem atender primeiro.” Blanca torcia que alguém atendesse. O Sr. Berry e o Sr. Corcoran ás vezes desligavam seus aparelhos celulares quando estavam em reunião.

“Sim eu posso, quando meu pai viaja, a casa fica sobre minha responsabilidade e a partir desse dia Blanca, você não trabalha mais aqui. Trate de juntas suas coisas e saia imediatamente antes que eu chame a segurança.” Rachel avisou, fazendo uma feição ameaçadora o melhor que pode considerando como aparentava. Não podia e não ia permitir que a mulher contasse o que não deveria. Brody a mataria!

“Menina Rachel eu só quero o seu bem.” A mulher tentou argumentar surpresa e preocupada.

“Obrigada por se importar, mas não é da sua conta e infelizmente não posso arriscar ter você aqui, minha decisão está tomada, dê o fora de minha casa.” Rachel respondeu, caminhando até a mesa de cabeceira e ligando no ramal do segurança, informou que ele deveria acompanhar Blanca pela casa impedindo que ela faça qualquer coisa além de juntar suas coisas e ir embora e só poderia sair do lado da mulher quando ela estivesse do outro lado do portão.

“Você está cometendo um erro menina Rachel, a menos que conte para alguém o que ele faz com você, isso vai terminar num velório. No seu velório.” Blanca avisou, descendo as escadas e encontrando Francis o segurança da casa. “Você precisa me fazer um favor.” Pediu ao homem em baixo tom, mesmo demitida não deixaria que tal atrocidade continuasse acontecendo.

i.

“Alguém tem noticias de Rachel?” Mr. Schue perguntou vendo que novamente a aluna não aparecera. Já fazia uma semana que a morena não aparecia nas aulas, nos ensaios do glee ou nos ensaios da peça.

“Rachel está gripada e não querendo contaminar ninguém, pediu que seu pai a deixassem em casa descansando.” Kurt respondeu. Tinha ligado para a cheerio na noite anterior preocupado, até se oferecera para ir passar um tempo com ela, assistirem uns filmes, coisas de pessoas doentes, mas ela se recusara dizendo que não queria contamina-lo com seus germes.

No canto da sala Brody sorriu. Pelo menos a vadia era esperta. Mas não podia mais arriscar, por mais que Rachel tivesse merecido a surra que recebeu fora bastante algo bastante estúpido de sua parte bater em partes que ela não pudesse cobrir, sua sorte era que ela passava a maior parte do tempo sozinha em casa e tinha brigado com os melhores amigos, ou então estaria em sérios problemas.

Teria que se contentar com apenas sexo e bater nas partes que pudessem ser cobertas com aquele ridículo uniforme.

Sentindo que alguém lhe observava, olhou em volta procurando quem seria e encontraram, algumas cadeiras a sua direita, os verdes penetrantes de Quinn Fabray. Piscou para a loira e ela sorriu de volta, vadia. Se não estivesse prenha seria seu mais novo brinquedo.

“Não vamos ficar esperando o ornitorrinco melhorar.” Cassandra se pronunciou, usando seu mais novo apelido para a Berry, cada aula a loira aparecia com um novo e mais cruel que o anterior. “Tony e Maria cena 4. Tony dois, Bernardo, Riff e Chino também a cena 4, o resto ensaiando as danças.” Ordenou já impaciente.

Finn (Tony), Mike (Riff), Rory (Chino) e Puck (Bernardo) se posicionaram em seus lugares.

“Va para casa, Americano.” Bernardo começou, empurrando Tony e praticamente cuspindo a última palavra, como se fosse algo ruim.

“Vá com calma, Bernardo.” Tony respondeu, afastando-se do rapaz e do suposto lugar que Maria ficaria se estivesse no ensaio.

“Fique longe de minha irmã!” Ele ordenou, movendo-se para ficar na frente da garota, protegendo-a com seu corpo, era estranho fazer isso sem Rachel estar ali, mas Cassandra gritaria com eles caso não o fizesse.

“Irmã?” Tony questionou surpreso, encarando a jovem. Riff se aproximou do rapaz, ficando ao lado dele pronto para mediar caso aquela discussão saísse do controle.

Virando-se para ‘Maria’, Bernardo questionou indignado. “Não viu que ele era um deles?”

Maria supostamente deveria responder que apenas o vira com um olhar apaixonado, mas por não está ali, continuaram como se ela tivesse respondido.

“Eu avisei. Só tem uma coisa que querem de uma garota porto-riquenha!” Continuou Bernardo, enquanto Chino se aproximava.

“Isso é uma mentira!” Tony respondeu exaltado, estavam inventando coisas sobre si para a garota com quem estava apaixonado e tinha medo dela acreditar.

“Calma cara.” Riff pediu, pondo a mão no ombro de Tony.

“Vá embora!” Chino finalmente se pronunciou, aproximando-se de Maria.

“Fique fora disso, Chino.” Tony mandou e virando-se para Maria continuou. “Não acredite neles!”

“Ela vai ouvir o irmão antes...” Bernardo começou, mas foi interrompido por Riff.

“Se vocês rapazes se sentarem, podemos...” Começou, mas foi interrompido por Cassandra que mandou que parassem.

“Vocês foram muito bem sem o ornitorrinco...”

“Rachel, o nome dela é Rachel Berry e não ornitorrinco.” Finn a interrompeu, falando alto. Estava cansado daquela mulher chamando a morena dessas coisas. Rachel era uma linda garota e seu nariz, apesar de grande era um charme e Cassandra não tinha o menor direito de fazer graça.

“Cena quatro do começo e eu vou ficar olhando bem de perto.” Ela falou, olhando friamente para o Hudson. “Agora.” Ordenou mais alto e os quatro recomeçaram a cena.

ii.

Duas semanas depois e Rachel finalmente pode voltar para a escola. Os hematomas em seu rosto e braço tinha clareado bastante e com uma boa maquiagem sua pele estava impecável, infelizmente o mesmo não podia se dizer de suas pernas e ela teve que usar a calça das cheerios enquanto Lima quebrava recordes de dias bastante quentes.

Seu tórax estava pior ainda, em suas costelas havia enormes e doloridos roxos, que não pareciam que iriam sumir tão cedo, mas essa parte estava coberta pelo uniforme e não precisava se preocupar que alguém visse.

Brody foi a primeira pessoa a cruzar seu caminho e seu sorriso malicioso quase a fez vomitar, pelo menos ele não chegara perto, logo foi Santana que fingiu não a ver e continuou a fofocar com ninguém mais, ninguém menos que Brittany Greenworld. Sua vontade era de esganar a latina, mas ela tinha um peixe maior para pegar.

Voltando a caminhar para seu armário, acabou esbarrando em uma garota que corria apressada para sua aula. Num dia comum teria a ajudado a levantar e pedido desculpas, mas nos últimos dias raiva criara em seu peito e qualquer motivo a fazia escapar e dessa vez não foi diferente.

“Você não olha por onde anda inseto?” Questionou friamente, chutando o fichário da garota para longe. “Que não tenha uma segunda vez ou você vai se arrepender de ter me tocado.”

Encarando o rosto assustado da garota, a cheerio até se sentiu um pouco mal, mas também se sentia bem. Olhou feio para todos que a encaravam surpresos e continuou a andar como se não tivesse feito nada demais. Que o reinado de terror de Rachel Berry começasse.

Naquela manhã atendeu todas as aulas como sempre fazia, mas soltava piadas, fazia brincadeiras de mau gosto com os nerds e se aproximava mais e mais das cheerios que semanas atrás evitava por serem fúteis e bullies.

No terceiro horário combinou com Karofsky e outros jogadores do time de futebol para que conseguissem slushie tamanho grande e a encontrassem de frente ao banheiro feminino, especificou que queria verde e azul, sabendo que as cores geralmente manchavam roupas e demoravam mais para sair da pele.

Na hora do intervalo encontraram-se em frente ao banheiro feminino e Rachel foi procurar suas vitimas.

Quinn Fabray.

E Sam Evans. O garoto era apenas uma vingança do que sofrera no passado, e quem iria jogar slushie nem seria ela. Já a Barbie não podia esperar.

Chegou por trás com uma cara de anjo merecedora de Oscars e chamou a loira com um tom de voz tão suave que seria impossível qualquer um desconfiar.

Quinn se virou com cara de culpada e abriu a boca pronta para explicar que não tinha a menor ideia de como Jacob descobrira a historia e que jamais contaria para o garoto, mas não teve chance. O primeiro slushie acertou a garota no rosto, cegando-há por alguns minutos e o segundo foi derramado em sua cabeça e descia por suas roupas fazendo-a estremecer de frio.

Sam teve o mesmo tratamento, mas com um slushie a menos.

Quinn limpou os olhos com a manga de seu vestido e piscou ás lágrimas que ameaçavam descer, não querendo chorar na frente de todos e encarou Rachel incrédula.

“Você mexeu com a pessoa errada Fabray.” Avisou a cheerio, largando os copos no chão. “Comece a trazer roupas extras.”

O reinado de terror de Rachel Berry tinha oficialmente começado.

iii.

“Como você não pode estar indignada com isso?” Sam questionou incrédulo. Eles tinham sido humilhados na frente de todos e Quinn agia como se não tivesse acontecido nada e ainda tentava defender a Berry.

“Porque já fizemos pior com ela, e também...” Olhando em volta certificando-se que ninguém estava ouvindo ela continuou. “Eu tenho uma suspeita de que algo de ruim está acontecendo com ela.”

“Como o que?” Sam questionou confuso e um pouco incrédulo.

“Eu não sei ao certo, mas tem a ver com o Brody, e eu tenho um pressentimento bem ruim sobre isso.” Quinn começou a contar alguns detalhes que antes passaram despercebidos, mas que para ela se encaixavam num padrão, o sorriso irônico de Brody quando Kurt falou da suposta gripe de Rachel e então o principal.

Algumas semanas atrás ela estava indo ao banheiro e achou estranho ao ver que a porta estava trancada, encostou o ouvido para ver o que estava acontecendo e conseguiu ouvir a voz de Brody e alguns barulhos, como se alguém estivesse chorando, não deu para entender muito, mas sabia que o que estava acontecendo não poderia ser bom. Não teve muito tempo para se esconder, mas conseguiu a tempo de ver o rapaz saindo do banheiro.

Ao entrar ouviu alguém chorando trancada num dos cubículos, mesmo que a pessoa tenha fingindo não estar ali, deixou o banheiro rapidamente, mas ficou escondida e minutos depois viu Rachel deixando o mesmo banheiro.

“Quinn...” Sam começou, era realmente bizarro, mas não eram provas reais.

“Eu sei que não parece, mas Sam eu tenho um pressentimento ruim e você sabe que quando eu tenho isso é porque tem algo acontecendo.”

“E o que sugere que façamos?” Sam questionou, ainda estava em duvida, mas iria cooperar por sua namorada, afinal ela podia ser bem assustadora quando queria se entrasse no lado ruim dela e não queria arriscar de acontecer.

“Vamos falar com alguém.” Quinn respondeu. Os dois se limparam o máximo que deu nas determinadas situações e logo a loira o arrastava para fora do banheiro feminino. Caminharam pelo corredor ignorando os olhares de seus colegas e pararam de frente a pessoa que a loira tinha em mente.

“Finn, a gente precisa conversar.” Quinn falou seriamente. “É sobre a Rachel e é bastante sério.”

Notas finais
Quero todo mundo comentando porque amanha dia 4 é meu aniversário (daqui a pouco) e eu mereço até um, isso tá ruim ou legal. Vocês que sabem :*