Nothing Planned

21 More than you would imagine...


Notas iniciais
É um sonho? Uma visão? Não, é uma atualização! Isso soou melhor na minha cabeça, sorry tava vendo supergirl oakosaksoaksao VOLTEI õ/ E graças ao Paulo então uma salva de palmas p/ ele, gente sem ele não sei o que seria de mim ou das minhas fics, mas não deem muita bola ou ele fica convencido. Te amo Paulo ♥ Sem mais delongas, apertem os cintos e espero que gostem :*

Tudo que Rachel conseguia sentir era ódio.

Ódio de Brody, ódio de Cassandra, ódio de Shelby, que a abandonara quando ela mais precisava, ódio de Finn, que quebrara seu coração e a deixara a mercê de Brody, mas principalmente: Ódio de si mesma. Uma pessoa ridícula, confusa, sem chão e digna de pena.

Desde que fora liberada do hospital alguns dias atrás, era como se sua mente não conseguisse pensar em outra coisa além dos terríveis acontecimentos, provavelmente uma forma de achar sentido em tudo que acontecera, e só chegara a uma conclusão: Por mais torpe as ações de Brody foram, ele era o menos odiável de todos. O policial que tomara seu depoimento tinha toda a razão, ele era o único que a amava. O único que iria quere-la.

Apenas um ser repulsivo amaria outro ser tão repulsivo quanto ela.

Destruição atraia destruição, e o caos estava reinando por ai. Sua cabeça estava uma bagunça, não sabia o que pensar, o que sentir, como agir. Como deveria viver depois disso? Como deveria seguir com as pessoas lhe tratando como um vaso rachado, quando a olhavam com pena. Não tinha por que ter pena, Rachel merecera tudo que lhe acontecera. Ela pedira por aquilo ao se meter com uma pessoa como Brody Weston.

“Hobbit?” A voz de Santana soou delicada e temerosa enquanto batia timidamente na porta. Quem assistia tal cena jamais iria reconhecer Santana Lopez, mas era assim que ela agia ao redor da morena e ela odiava. Rachel não levantou a cabeça, nem saiu de sua posição fetal na cama, com a coberta lhe cobrindo todo o corpo, que pensasse que estava dormindo. Não queria ver ninguém, não queria falar com ninguém. Não suportava ver seus rostos. Todos lhe davam nojo.

Ninguém entendia o que ela estava passando, todos tinham lhe abandonado quando ela mais precisava. Pai relapso, tio duas caras, melhor amiga falsa, namorado traidor e amigos que espalhavam seus segredos por toda a escola. Por ela todos poderiam explodir juntos, um favor que fariam ao mundo.

Apenas uma pessoa deveria estar sofrendo torturadamente quanto ela; Brody. Como desejava vê-lo. Uma última vez. Entender por que ele tinha feito isso, conhecer a dor dele, dar uma nova chance a ele. Mesmo durante a dor e o medo, Brody foi sua constante e estava perdida sem.

Tinha certeza que ele não fizera de propósito. Todos tem um motivo, um passado, uma história. Ninguém era tão destruído sem uma razão. Mesmo torta e torpe, era a única forma que ele sabia amar, Rachel podia sentir isso, era sua forma de demonstrar amor e quem seria ela para negar? Ela tão necessitada de tal sentimento.

Mais batidas na porta e a voz de Santana com ameaças vazias. E então o mais puro silêncio. Graças a Deus. Tudo que precisava era do silêncio sepulcral e Brody, tudo ficaria bem enquanto tivesse aquilo.

i.

“Dê tempo ao tempo, ela vai vir quando estiver pronta.” Leroy falou quando viu a adolescente descendo as escadas.

Santana suspirou frustrada e engoliu a resposta que estava na ponta da língua, desde Shelby fora embora e o policial hijo de la puta enfiara minhocas na cabeça de Rachel, ela retraíra daquela forma. Os médicos estavam esperançosos que em casa Rachel ficasse mais confortável, se abrisse, mas as coisas pareciam ter piorado.

Ficava confinada do quarto por horas, não abrindo a porta para ninguém exceto pegar um prato de comida frio ou furtar algo da geladeira na calada da noite e mesmo assim, se visse alguém, corria para o quarto e trancava a porta novamente. Em tempos de crise, ficava dias sem abrir a porta, e o único som que saia eram seus gritos de terror com os pesadelos que lhe assolavam.

Leroy e Hiram tentaram conversar, até invadiram o quarto na primeira noite quando os gritos de Rachel acordaram até os vizinhos, mas isso só piorou a situação e tiveram que leva-la de volta para o hospital quando um de seus pontos abrira. Hiram estava cético e acreditava que o melhor seria levá-la para uma instituição psiquiátrica, Santana quase esmurrara o desgraçado quando sugeriu tal estupida ideia, já Leroy continuava com o mesmo lenga-lenga: Paciência, que quando ela estivesse pronta iria conversar com alguém, e então trariam um profissional a casa para consultá-la.

Santana também queria esmurrá-lo. Mas para falar a verdade, ela estava louca para esmurrar qualquer um com sua crescente frustração. De qualquer forma, ela estava ali. Todos os dias antes da escola, depois da escola, treino das cheerios, glee club, mas sempre recebia a mesma resposta.

Já no McKinley, por mais que os Berry e Figgins tivessem tentado abafar o caso, nada em cidade pequena ficava escondido por muito tempo e o principal assunto era o estupro, sequestro e quase assassinato de Rachel Berry, Jacob Ben até fizera um post sobre a queda da capitã das líderes de torcida, formado por boatos estúpidos envolvendo teorias conspiratórias e no período seguinte estava excluído graças a seu namorado e Finn.

No corredor, ela ignorava os olhares maldosos e cochichos que eram direcionados a ela onde diabos estivesse. Mandava algumas respostas acidas e olhares assassinos, mas eram pessoas demais e informação demais. Todos sabiam que ela participara do ‘resgate’ de Rachel, mas os detalhes ninguém sabia e não tinham coragem de perguntar alguma coisa.

Uma ótima ideia já que ela estava louca para mostrar seu Lima Heights a um desses panacas.

Entrou na sala do coral que geralmente ficava vazia no primeiro horário e fechou a porta, respirando aliviada pelos poucos minutos de paz que teriam. Apoiou-se na mesa e respirou fundo algumas vezes.

“Nada?” Finn perguntou, seus olhos cheios de esperança. Mas a latina apenas sacudiu a cabeça tristemente e assistiu o quarterback se fechar novamente. Já era rotina, ela encontrava a gangue na sala do coral antes que o sinal batesse e transmitia as novidades, infelizmente até aquele momento não tivera uma se quer.

“Talvez uma visita de todos nós possa anima-la.” Puck sugeriu pela milésima vez.

“Ela pode assustar com a quantidade de pessoas, é arriscado demais.” Kurt respondeu também pela milésima vez. Parecia até um texto decorado de tantas vezes que falara aquela frase.

“Será que tem algo que podemos fazer?” Quinn perguntou colocando a mão sobre a enorme barriga de nove meses.

“Me consiga uma máquina do tempo blondie.” Santana respondeu. “Ou uma ideia que possa ajudar minha melhor amiga, qualquer coisa exceto perguntas idiotas.”

“Só queremos ajudar Satan.” Sam respondeu aproximando-se da namorada e encarando a latina feio.

“Com essas brigas ridículas não vamos ajudar ninguém. Por enquanto sinto informa-los mas temos que fazer como Leroy disse, ser paciente e deixar que ela venha a nós.”

Antes que qualquer um pudesse falar algo mais, o sinal indicando que deveriam ir para suas salas tocou e desanimados foram deixando a sala em pares.

~~

Finn seguiu para a aula de inglês com Kurt, e por mais que o irmão tentasse criar uma conversa aleatória para amenizar o clima e animar o irmão, o quarterback não estava afim e acenava a cabeça mesmo sem entender uma palavra dita.

Só tinha uma pessoa na cabeça: Rachel Berry.

Sabia que precisava ajuda-la, só não tinha ideia de como, ainda mais quando ele mesmo estava tentando voltar a ser completamente ‘inteiro’.

Como pedido, respeitara a privacidade dela por todos esse tempo, mas agora precisava ter uma conversa com a morena. Uma conversa honesta, com todas as cartas na mesa. Ele era o único que poderia auxiliá-la a sair daquele buraco, e assim quem saber ajudar a si próprio a sair, pois já não aguentava vê-la daquele jeito.

Mas quando? Como? Rachel não estava falando nem com o pai e o tio, imagina ele!

E que diabos de aula insuportável que não acabava nunca? Olhava a cada cinco minutos para o relógio e a desgraça parecia demorar mais e mais para acabar; Estava decidido. Iria matar os próximos horários e encontrar uma maneira de ajudar Rachel.

Ainda não tinha ideia como ou o que iria falar.

Sua mente estava uma confusão, pois todo o assunto era perturbador demais para ele. Doloroso. Batia mais perto de casa do que gostaria. Imaginá-la sofrendo nas mãos do filho da puta lhe dava náuseas, além de trazer à tona memorias adormecidas há muito tempo.

Escapou de Beiste e Sue que vinham na direção oposto e na primeira oportunidade correu como se estivesse no campo, com a bola nas mãos prestes a fazer um touchdown, mas para seu carro. Ah se fosse pego! Estava em sérios apuros. Sua mãe ainda estava indignada por ele e seus amigos quase morrerem salvando Rachel. Orgulhosa, claro, mas também indignada por ter arriscado sua vida.

Dirigiu sem rumo tentando por a cabeça no lugar, pensar numa solução para toda aquela bagunça. Claro que não ajudaria num piscar de olhos, mas se pudesse dar um alivio, fazer alguma coisa para que Rachel enxergasse a luz no fim do túnel, já se sentiria vitorioso. Mas como? Rachel se fechara para o mundo depois que Shennon ou Shelby, como diabos a bitch se chamava tinham lhe abandonado? Como ajudar? Como liberta-la? Como fazer com que a garota transtornada emergisse de toda aquela merda?

Não podia salva-la. Aquilo não era um conto de fadas ou uma história razoavelmente escrita, era a vida real e ele era humano. Só poderia mostrar que por mais que se sentisse sozinha, abandonada, não estava. Que teria seu apoio em todas as horas.

E não teria como mostrar fugindo ou dando o espaço que ela realmente não precisava. Ou talvez precisasse, mas só iria saber se enfrentasse.

E por isso ele fez um retorno que fez os pneus do carro cantar recebendo algumas buzinas como resposta e acelerou na direção da casa dos Berry.

ii.

“Rach.” A voz mesmo abafada pela porta era impossível dela não reconhecer. Como resposta lançou uma olhar de ódio tão firme para a porta que talvez pudesse matar a pessoa do outro lado.

“Vá embora.” Disse friamente, a voz carregada de amargura. “Não preciso da sua pena, ou de seu arrependimento.”

“Que bom que eu não trouxe eles comigo.” Ele tentou brincar, mas a ‘piada’ saiu forçada até para seus ouvidos. “Você não precisa abrir a porta...”

“Ainda bem, porque não vou.” Rachel o interrompeu sentando na cama ao ouvi r o barulho de algo batendo contra o objeto e obstruindo o feixe de luz que entrava por debaixo da porta. Desengonçado como sempre...

“Eu vim te contar as últimas fofocas do planeta Terra, sabe o planeta que você mora.” Ele limpou a garganta e pegou o celular abrindo o bloco de notas onde tinha anotado os principais tópicos com medo de esquecer. “Tina e eu continuamos a peça. Eu ainda que não decidi cem por cento, mas acho que quero ser ator. Acho que sou bom nisso, contanto que não tenha dança.” Do outro lado da porta o silêncio continuou, mas ele não se deixou abalar. “Sabe a filha do Will Smith, a doidinha do bater cabelo? Ela é embaixadora ou algo do tipo da Chanel ou será Vogue? Não sei, mas Kurt está putíssimo com essa notícia. Eu acredito que ele só está com inveja, mas né? Não vou falar isso na cara dele.” Mais silêncio, mas o quarterback estava determinado. “O bebê da Quinn e do Sam vai nascer daqui uns dias, você tem que ver o Sam, está entre muito feliz e morrendo de medo, mas acredito que ele vai ser um maravilhoso pai, assim como Quinn. E adivinha? Outra cheerio está grávida, claro que é aquela que ninguém dá a mínima, mas pelo tirou a atenção da Q.”

Do outro lado da porta, sobre a cama Rachel ouvia com atenção, mas sem entender o motivo para tudo aquilo. Finn realmente achava que ela tinha tempo ou paciência para notícias irrelevantes? Por Deus! Como ele poderia achar aquilo importante?

“Pucktana voltaram ao ‘normal’, se é que aquilo pode se chamar de normal né...” Ele continuou sem saber que a cada palavra irritava mais e mais a morena. “Ah é saiu o novo Star Wars e puta merda Rach, é maravilhoso. Assim que sair em DVD eu trago e a gente faz maratona de todos os filmes, talvez eu até baixe o Rebels para você entender um pouco mais. E adivinha? O Leonardo Di Caprio ganhou o Oscar. Acredita? Parece até mentira, mas eu juro. Você tinha que ter visto a reação da minha mãe, pulou mais que pinto no lixo.” Rachel pode ouvir a gargalhada pela porta e acabou imaginando os lábios formando o sorriso torto que ela amava, as covinhas aparecendo. Por um momento foi como se tivesse voltando no tempo e eles eram os dois adolescentes que dominavam a escola e transavam nas horas vagas, sem problemas, sem pressões.

Infelizmente tal momento não durou muito e ela logo se levantou furiosa, escancarando a porta de surpresa e fazendo com que o quarterback caísse de costas aos seus pés.

Finn sorriu ao vê-la, ainda com hematomas e bastante pálida, vestida em um pijama rosa com desenhos de estrelas e os cabelos em duas tranças bagunçadas, machucada, traumatizada, mas era reconfortante notar que ela estava a salvo, longe do perigo.

“Você é um imbecil se acredita que eu dou a mínima para essas coisas.” Falou friamente, virando de costas e indo na direção da cama, mas por algum motivo não tinha vontade de ficar deitada como minutos atrás, por isso seguiu para a janela abrindo-a para entrar um ar e sentando no parapeito observando o mundo. “E saia do meu chão! Virou carpete agora?”

Grossa e nervosinha também, mas Finn preferiu segurar a patada que seu antigo eu iria dar. Preferiu focar na parte importante, em minutos tinha feito mais progresso que Santana ou os Berry. Rachel movera da cama e abrira a janela... e graças a deus porque o quarto cheirava a remédios e mofo.

“Qual motivo para repentino aparecimento e toda essa enchessão de saco?” Os olhos duros se viraram novamente para ele analisando-o como uma máquina com visão de raios-X.

“Eu só queria te animar. Tentar uma conversa normal. Eu entendo que você não quer e não precisa de pessoas sentindo pena ou te dando discursos motivacionais e vazios, ou teria aberto a porta para satanás ou seus parentes. Mas abriu para mim, sou um gênio, pode admitir.” Por mais que tentasse demonstrar convicção era notável o nervosismo. Tinha plena convicção que o plano daria errado.

Rachel sorriu friamente diante da prepotência do garoto. Ele ‘entendia’ o que ela queria. ‘Entendia’ o que ela precisava. Só poderia ser uma piada. O que o mais vadio da escola poderia entender? Ele usava as garotas do McKinley como um brinquedo, fizera o mesmo com ela, o que poderia entender da situação que estava passando ou do que precisava?

“Você que tem parcial culpa, entende? Então me explique o que você entende Finn Hudson, porque eu não tenho ideia! Você e todos de sua espécie tratam nós mulheres como objetos e propagam essa doutrina torpe e machista, repugnante e nojenta que somos apenas objetos para vocês brincarem e depois jogarem fora. E você entende o que eu preciso? Você não tem o menor direito de olhar na minha cara! Você é o culpado! Eu tenho nojo de você.” As lágrimas que ela tanto tentara segura desciam livremente pela lateral dos olhos enquanto passos firmes a levavam para próximo do adolescente, as mãos fechadas em punhos tentando lhe dar socos e machuca-lo da mesma forma que ela estava machucada.

“Rach...” Finn segurou os pulsos delicadamente impedindo que ela lhe acertasse a cara e ao mesmo tempo mantendo-a no lugar. “Você está sendo injusta ao me comprar com aquele lixo.” Era notável a magoa nos olhos cor de mel dele, mas ela fingiu não ver. “Eu nunca, jamais apoiaria isso!”

“Não diretamente, talvez.” Ela respondeu puxando os braços e cruzando-os sobre o peito. “Mas indiretamente, você tem o mesmo jeito de pensar. Egoísta, egocêntrico, achando o dono do mundo e dono de nós! Alimentando a crença que somos inferiores, donzelas em perigo! É por pessoas como você, que Brody existe! Ele é tão vítima dessa sociedade como eu! Brody me ama, ele só não soube como demonstrar, porque foi criado assim. Por pessoas feito você.” Cada palavra saída da boca da morena era uma completa bagunça para Finn. O que ela estava dizendo? E que espécie de lavagem cerebral lhe fora feito?

“Rachel, Brody Weston não é e nunca foi uma vítima. Ele escolheu por livre vontade fazer essas coisas sabendo que era errado ou não teria escondido e te ameaçado para esconder.” Ele novamente envolveu os pulsos da morena em suas mãos e a encarou firmemente nos olhos. “Não acredite no que aquele policial infeliz falou, e não acredite na mentira que Brody te ama. Ele é cruel, frio, ele não te ama. Você merece melhor que alguém como ele. Eu sei disso!”

“Eu mereço quem? Você?” Ela sorriu ironicamente. “Você que me deixou por medo de um relacionamento sério. Que não teve a coragem de vir falar comigo, simplesmente me envergonhou na frente de todos e quebrou meu coração em mil pedaços. Por sua culpa eu fiquei a mercê dele, triste e quebrada, eu era praticamente um prato servido para o Brody.”

Horrorizado, Finn não tinha ideia do que falar, o que fazer. Como salvar alguém que sofrera tanto que tinha transformado os pensamentos para processar toda aquela brutalidade. E de qualquer forma, havia uma parcela de verdade naquilo tudo, por mais que desejasse do fundo de seu coração que não houvesse.

Soltando-se uma última vez, Finn viu o exato momento que todo seu progresso fora água abaixo. Cabisbaixa, ela retornou a cama, se aninhando no cobertor.

“A culpa é principalmente minha. Se eu fosse uma boa pessoa, isso não teria acontecido. Pessoas quebradas atraem pessoas quebradas. Problemas atraem problemas, eu sou um enorme problema e atrai um maior ainda envolvendo pessoas que nem deveriam ser envolvidas.” O murmúrio não seria ouvido se não fosse pelo fato que o quarto estava em completo silencio.

“Não pense assim. Nem por um instante.” Finn sentou-se ao pé dela e colocou a mão sobre a cintura dela tentando não se magoar quando ela se esquivou assustada. Era algo que ocorria muito e iria ocorrer por um longo tempo. “Eu sei que pode ser difícil, mas não é verdade.”

“E o que você poderia saber qualquer coisa sobre isso Finn? Sobre ser usada, espancada, ameaçada, estuprada e torturada?”

Sobre o cobertor rosa, castanho e mel se encontraram, ambos quebrados até a raiz de seus espíritos e Finn deu um sorriso triste.

“Mais do que você imagina.”

Notas finais
Se ficar ruim a culpa é do Paulo... O que acharam?