Nothing Left To Lose

13 We Cannot Live in Fear


Notas iniciais
Hey! OBRIGAAAAAADA PELA RECOMENDAÇÃO ISAA, bem...
Último mês com fics de bandas aqui no Nyah! Muitos vão migrar pro animespirit mas eu não vou, não.
Bem a fic já está na reta final, devo dizer.
Dou uns 5 capítulos + Epílogo para o acabar.
Bem, vamos a fic.

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Matthew me encarou com a clara e evidente confusão no rosto. Eu até conseguia ver letreiros luminosos piscando em sua cabeça com as mesmas perguntas que se passaram pela minha própria. Por que estavam fazendo isso conosco? Não éramos um casal perfeito nem estávamos no topo dos artistas de Hollywood. Falando sério, o fotografo que tirou essas fotos não tinha mais nada para fazer? Como por exemplo, ir fotografar Kristen Stewart com Robert Pattinson? Ou Kristen Stewart chifrando o Robert Pattinson? Qualquer coisa?

– Por que não me contou antes que isso vinha acontecendo? – Matt se manifestou pela primeira vez depois que eu mostrei as fotos em que estávamos em diversas situações – até as constrangedoras – para ele, e expliquei que fora meu pai que aceitara suborno para isso não ser a capa da próxima edição da People.

– Eu não queria te preocupar. E além do mais, as primeiras fotos foram apenas da gente conversando e nunca se passou pela minha cabeça que o aconteceu, de fato aconteceria. Ou que se preocupavam tanto com a nossa vida amorosa. De qualquer forma, me desculpe. Não queria que chegasse a esse ponto, só sei que a partir de agora temos que tomar mais precauções e cuidados que nunca. – eu disse o encarando nos olhos – E bem, isso inclui vir aqui. Ao que tudo indica, podemos estar sendo vigiados agora mesmo.

– O que? Não vir mais aqui? – ele me encarou, negando com a cabeça. – Escuta, meu amor, eu não tenho medo. – ele falou. – Vamos assumir isso de uma vez. Nós não temos nada a temer, não devemos nada a ninguém.

Algo dentro de mim sorriu assim que ele pronunciou “Meu amor”, mas decidi ignorar momentaneamente. Tínhamos assuntos mais sérios para resolver no momento.

Como por exemplo: Estávamos mesmo prontos para assumir isso?

Ele colocou a mão em meu queixo, e apertou carinhosamente. Talvez ele estivesse certo. Não devíamos nada para ninguém. Nós nos amávamos, e não poderíamos ter medo disso.

– Você tem certeza? – perguntei estreitando os olhos.

– A única coisa que eu tenho certeza absoluta é que eu te amo e vou tentar fazer de tudo para que isso de certo. – foi a resposta recebida. Muito bem recebida na verdade.

Eu gostei de ouvi-lo dizendo aquilo para mim, mas algo me veio a cabeça naquele momento.

– Eu não quero que... bem, a Valary fique sabendo sobre a gente por meio de revistas de fofoca. – falei com um nó na garganta.

– Não seria mesmo o certo. – ele falou coçando o queixo. – Eu vou falar com ela.



Olhei em volta, procurando por algo que denunciasse-nos. Nada. A rua estava praticamente vazia se não fosse pelos carros estacionados. Nós estávamos em frente a casa de Zacky, e até onde eu sabia era onde todos os outros estavam. Tirando Matthew – que estava comigo – obviamente, porém ele iria se juntar aos amigos nesse momento. Dei-lhe um beijo de despedida dentro de Bob, e ele se foi.

Entretanto eu continuei ali. Parada no mesmo lugar com as duas mãos ainda em cima do volante. Apesar de já não ter mais medo, alguém poderia ter nos fotografado nesse exato momento. Algo me veio a mente, e rapidamente, peguei meu telefone celular e disquei agilmente os conhecidos números. O número do meu pai.

– Sunshine – atendeu na segunda chamada. Meus dedos pararam de tamborilar assim que ouvi a voz do velho – não tão velho assim – Michael, fazendo com que me concentrasse totalmente no que iria falar.

– Pai, eu realmente agradeço o que você tem feito. Que não tenha deixado que aquelas fotos vazassem, mas não aceite mais suborno tudo bem? Eu não posso viver com medo. Matthew e eu não devemos nada a ninguém. – falei de uma vez. Minha voz não falhando um minuto sequer.

– É claro, vocês vão se assumir, não? – fora uma pergunta retórica, mas era a mais pura verdade. A compreensão estava presente em sua voz – Então, está tudo bem. Acho que teria de ser apresentado ao meu mais novo genro em breve, suponho.

– Sim. Mas é claro que sim. – falei ficando levemente rubra ao sequer pensar em que teria de apresentar meu pai e Matthew formalmente. Meu estomago já se embrulhava com o pensamento. – Eu preciso desligar, a gente se fala depois. – e desliguei.

Dirigi até o hotel, onde se encontrava um Bird entediado. E como não queria que ele destruísse o quarto inteiro o levei para passear em um parque da cidade. Não ficava muito longe do hotel, portanto fui caminhando com ele ao meu lado.

Ouvi meu celular tocar minutos depois de chegar ao tal parque, olhei no visor e vi que era Charles, meu empresário.

– Hey, Charl. Como vai? – perguntei assim que atendi ao telefone na primeira chamada.

– Hey, TayTay. Eu estou ótimo, ainda mais agora que a gente vai voltar ao trabalho! – esbravejou pronunciando as palavras em um tom alto.

– Okay, okay. Não precisa me deixar surda, é sério. – falei – Bem, vamos ensaiar para o festival em Los Angeles, suponho.

– É isso aí, nós começamos daqui a dois dias. Não se atrase. Te mandarei uma mensagem de texto. – ele falou, desligando o telefone depois de se despedir.

Suspirei profundamente. Los Angeles era demasiadamente perto, e se fosse pensar na perspectiva de que Matthew estaria aqui enquanto eu estiver lá, a distância poderia parecer terrivelmente longa e insuportável, portanto preferia parar de pensar dessa forma.

Afinal, um festival de Rock não poderia parecer uma tortura aos meus olhos como estava parecendo nesse momento. Bem, ficar longe Matthew parecia ser um fardo terrível em que eu teria que agüentar.

Lembrar de Matthew, me fazia relembrar de coisas pendentes pela qual minha consciência não descansava em martelar. Ainda parecia, que apesar de Matt não estar mais casado, de fato, era como se eu estivesse traindo a confiança de uma amiga. Que era o que ela era. Se ela fosse como eu realmente pensava, tudo sairia perfeitamente bem e ela entenderia que eu nunca fiquei com Matthew enquanto eles ainda estavam juntos. E ela então, iria me desejar felicidades... Era o que eu esperava. Sei que para nenhuma mulher no mundo deve ser fácil perder alguém Matthew Charles Sanders, porém ela teria de entender.

Olhei para a tela do visor e involuntariamente, meu polegar clicou em contatos, e procurei por um nome na lista em particular.

Chamei Bird que veio correndo em minha direção, ficou pulando ao meu redor. Tirei os óculos de sol de aros redondos do rosto, e coloquei o número na linha.

Não demorou muito e eu ouvi a sua voz embargada e suave ao mesmo tempo:

– Hum, alô.

– Varary? Aqui quem fala é a Taylor. Taylor Momsen. A gente poderia se encontrar? Há algo que preciso que você saiba.


Notas finais
Só uma pergunta: Por que o número de leitores e favoritos só aumentam enquanto os números de reviews só diminuem?
Vamos comentar né galera. Vocês fazem uma autora feliz e o capítulo sai mais rápido #fikdik