Notas iniciais
Então, Oi. Obrigada pelos reviews que ainda recebo, néah?
Enjoy

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Pisquei algumas vezes até entender que eu estava mesmo em frente a casa de Matt – ou pelo menos era. Agora, a única moradora ali era ela, Valary DiBenedetto. Ela era uma pessoa muito agradável, e mesmo que ela houvesse parecido confusa ou telefone, aceitara me encontrar. Expirei até que meus pulmões não suportaram a quantidade de ar que continha.

Com a força que tinha – e o leve tremor que minhas pernas insistiam em produzir – fiz com que meu dedo indicador fosse em direção à Campânia e apertasse o botão que fez um barulho que me pareceu muito mais alto que o habitual.

Alguns segundos se passaram, e nada de Valary aparecer. Mas eu tinha a certeza de que era apenas o meu nervosismo afetando o meu cérebro e fazendo com que tudo parecesse muito mais devagar do que era realmente.

Suspirei novamente, certa de que eu tinha que sumir dali antes que ela aparecesse mesmo e eu dissesse todas as besteiras que estava prestes a dizer para ela. Na verdade, besteiras não era exatamente a palavra certa. E com certeza, aquilo era de seu interesse também. Porém, por outro lado, se eu não dissesse nada ela nunca saberia que aquilo era de fato, de seu interesse.

Pensei idiotamente, e só percebi que era tarde demais para voltar atrás quando Valary abriu a porta sorridente.

Não era de se espantar que ela estivesse sorrindo. Ela ainda não sabia de nada, e por mais que me doesse, ela teria de saber alguma hora. Então, por quê não agora?

– Oi, Valary. – falei pausadamente, com um risinho nervoso escapando dos meus lábios. Eu tinha absoluta certeza de que ela estava completamente perdida em relação a tudo isso. Afinal, eu nunca havia antes marcado para encontrá-la a sós. Apenas juntamente com os meninos... ou com Matthew.

– Hey, TayTay – ela sorriu novamente e meu coração se despedaçou. Como eu poderia dizer o que estava prestes a dizer para alguém sorrindo o tempo inteiro? – Como você está? Entra.

Entrei segurando fortemente minha jaqueta nas mãos. Ainda tinha muito de Matthew ali, e tudo contribuía para que eu desistisse do que iria fazer.

– Eu estou... Na verdade, Valary, eu bem... – comecei a falar idiotamente sem que me desse conta de que ela já havia se sentado para ouvir.

– Você ligou dizendo que precisava que eu soubesse de algo. – ela interrompeu, servindo-se de whiskey.

– Exatamente, eu queria dizer que... – interrompida novamente.

– Você quer? – ela perguntou, erguendo a garrafa em minha direção.

Eu neguei com a cabeça me aproximando um pouco mais.

– Então, o que é tão importante que precisa que eu saiba, Little T? – ela perguntou dando uma golada no líquido em seu copo.

Senti meu estômago virar geléia dentro de mim. Eu sabia o que tinha que fazer, sabia que era o certo. Mas, por que tinha que ser tão difícil dessa forma?

– Bem, eu...

– Sabe, não sei se você está sabendo, mas, na verdade eu tenho quase certeza que sim – ela começou, novamente me interrompendo. A expressão em seu rosto estava me fazendo com que eu me perguntasse se ela estava sendo... Falsa? – que eu e Matt nos separamos. Ele foi embora alguns meses atrás e não voltou nunca mais. – ela sorriu novamente em minha direção e deu outro gole no copo de whiskey que tremia em suas mãos.

Meu coração se encolheu dentro de mim e eu me senti pequena, muito pequena.

– O que você tinha para falar mesmo? – Valary perguntou.

Dessa vez não abri a boca para começar a falar. Apenas fiquei cabisbaixa como a perfeita covarde que sou. Não teria mais coragem de falar absolutamente nada para ela, e temia que essa conversa tomasse rumos indesejados.

Devia ter se passado longos trinta segundos, e mesmo que eu quisesse sair correndo dali, não o fiz. Segurei com mais força a jaqueta em couro em minhas mãos, até que finalmente vi Valary se levantar indo em direção a uma mesinha que ficava ao lado a uma grande estante cheia de livros, que se fosse em um outro momento eu ficaria os apreciando sem que o tédio me atingisse. Ela abriu uma gaveta logo em baixo retirando um envelope na cor branca.

– Não precisa dizer nada de qualquer forma. – ela falou franzido o nariz para mim, entregando logo em seguida o envelope em suas mãos.

Encarei o rosto dela franzindo a testa em completa confusão.

– O que tem aqui dentro? – eu perguntei estreitando os olhos minimamente.

– Apenas abra! – ela respondeu seca.

Para a minha completa infelicidade, meu sexto sentido me dizia o que havia ali dentro. E não era coisa boa. Senti meus olhos ficarem opacos.

Grande merda! Maldito momento foi aquele que eu tive a ideia de ligar para Valary.

Abri o envelope, convicta de seu contexto. E eu não estava errado.

Puxei as fotos de forma lenta tremida, já que minhas mãos pareciam gostar de entregar todo o meu nervosismo.

Não havia escapatórias. Não havia saída. As fotos que mandavam para o meu pai fora entregue para Valary. Momentos íntimos entre Matthew e eu escancarados sem pudor algum.

Ela não era mais casada com Matthew, o que eu teria de temer? A resposta certa seria: Tudo.

– Era isso o que você queria me falar? – Valary indagou, servindo-se de mais whiskey. Algo me dizia que ela não parava de beber desde que Matt fora embora...

– Isso foi depois. – respondi de imediato. Tudo o que eu menos queria, era que ela pensasse que fui eu o pivô de sua separação.

– Não estou certa disso. – ela rebateu – Agora tudo faz sentido. Vocês viviam grudados, eu é que fui burra demais para não notar que estava rolando alguma coisa. E eu era sua amiga! Como você foi capaz disso?

– Pára, não é absolutamente nada disso do que você está pensando. Não é. Eu nunca fiquei com Matthew enquanto vocês ainda estavam juntos, isso nem passava pela minha cabeça. – respondi de uma só vez – Eu. Não. Sou. Esse. Tipo. De. Garota! – falei pausadamente. Meu coração estava em disparada.

– Você devia ter falado isso antes. – ela falou mais para si mesma do que para mim. – Antes de tudo isso acontecer. Escuta, eu não sou o tipo de mulher que não aceita uma separação, mas isso tomou um rumo diferente do que eu imaginava.

– Me perdoe, mas eu não escolhi sentir isso. Eu não tive intenção de machucar ninguém, eu juro. – falei.

Ela suspirou e fechou os olhos em seguida.

– Não é sua culpa – para minha surpresa, foi o que ela me disse. – Mas...

Mas o que? – indaguei aflita.

– Vou ter que pedir para que fique longe dele. – sua expressão era de pena. As palavras me atingiram como se me estapeassem. Eu realmente não esperava por aquilo.

Ficar longe de Matthew? Aquela era mesmo uma proposta em sã consciência? É claro que eu nunca faria uma coisa dessas sem que houvesse um motivo realmente relevante do que uma ex mulher desesperada. Eu poderia dizer que sentia muito e sair correndo dali antes que a coisa ficasse feia. Afinal, ficar longe de quem eu amava, ficar longe de Matthew estava fora de questão.

Mas eu preferia ter feito o que estava prestes a fazer de uma vez. Mas não fiz, então tive que ouvir suas últimas palavras enquanto me afastava. Minha mão parou na maçaneta quando à ouvi dizer o que eu mais temia, embora isso nunca tivesse se passado pela minha cabeça.

Tragicamente, eu não havia saído correndo enquanto ainda havia tempo. Eu era estúpida.

– Eu estou esperando um filho de Matthew. Taylor, eu estou grávida!


Notas finais
Vejo novos leitores porém, não vejo reviews :(
- Masok
O próximo capítulo só vai sair se os reviews chegarem aos 245. Só pra gente interagir aqui e para os leitores aparecerem, okay?
O que acharam desse capítulo?
XOXO