Nothing Left To Lose

12 To Make Matters Worse


Notas iniciais
Obrigada pela linda recomendação CamillaGentil ! O capítulo é para você, e os leitores que fazem com que a minha inspiração flua com os lindos reviews.
Boa leitura

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Olhei para a minha imagem no espelho, analisando como de costume, cada defeito que eu tinha. Mas dessa vez, não tinha nada haver com o meu interior. Eu procurava por algo excepcionalmente extraordinário para alguém como Matthew ter reparado em alguém como eu, porém, nada foi encontrado.

Isso só fazia tudo parecer ainda mais surreal do que já era. Eu realmente havia beijado ele e, há pouco tempo, dados uns amassos quentes dentro do carro.

Antes de vir para casa, havia passado em um Pet Shop para comprar ração e objetos para fazer com que Bird – o agora, nome do filhote de Labrador – se distraísse e não quebrasse nada no hotel.

Baguncei meus cabelos propositalmente em uma falha tentativa de fazer com que ficasse sexy.

Fui me deitar um pouco mais cedo que o comum, pensando em como eu gostaria que Matthew estivesse aqui para dormir ao meu lado. Só não havia garantia de que iríamos, de fato, dormir.



– Alô? – falei contra o telefone, despreocupadamente.

Em minhas mãos, estava o cardápio do restaurante onde estava. Em uma mesa afastada e solitária, eu estava sozinha, para variar.

Depois de quase duas semanas depois de Matthew e eu termos descobertos um interesse em comum – nós mesmos. Era estranho pensar no que havia acontecido, mesmo que fosse muito real e que aquele sentimento que eu sentia fosse puro e verdadeiro, eu continuava com aquele pensamento de que estávamos fazendo algo muito ruim. Éramos um casal agora, mesmo que custasse acreditar e que algo me dizia que alguém iria se machucar gravemente no final das contas.

Mesmo assim, sempre que podíamos, nós íamos até a campina onde tudo começou para que, assim, pudéssemos ficar sozinhos e conversar. Ou então, nos beijávamos em um canto escuro na casa de um dos meninos.

– Como está, Sunshine? – perguntou meu pai, Michael do outro lado do telefone.

– Com fome. – respondi – E você, como está? – indaguei.

– Na verdade, eu estou bem atrás de você. – falou ele.

Olhei para trás de ímpeto, procurando pelos olhos azuis idênticos aos meus de meu pai.

E então os vi. Um sorriso se brotou em meu rosto.

Ele estava vindo em minha direção, desligando o celular e me encarando com um sorriso.

– Taylor. – ele saudou.

– Pai! – o abracei, me sentando com ele na mesa onde estava logo em seguida – O que é que está fazendo aqui?

Ele sorriu.

– Não posso ver a minha família sem ter motivo nenhum? – perguntou.

– Você tem um motivo, não tem? – perguntei o encarando com interesse.

– Acho que podemos falar sobre isso depois. Que tal, almoçarmos primeiro? – a resposta de Michael foi imediata.

Minha cabeça girou, e a minha intuição me dizia que não devia ser nenhuma coisa boa. Afinal, eu era... eu e esse era um fato pelo qual eu não poderia lutar contra. Talvez eu houvesse nascido trazendo problemas. Ou atraindo problemas.

Acho que dá na mesma.

– O que é?

– Olha Taylor, estou aqui de passagem. Eu e sua mãe já voltamos para New York, e como tenho que trabalhar em San Diego, imaginei que seria bom ver a minha filha. – ele falou – E bem, colocar... Coisas em dia.

– Pai, que tipo de coisas? – insisti. Mas fui interrompida por um garçom verificando se já tínhamos algo em mente para o almoço.

O assunto se encerrou ali.

Meu coração deu um salto só de imaginar o que poderia estar acontecendo, e, para ajudar, a ansiedade me atingiu.

Respirei profundamente algumas vezes depois de ignorar todas as minhas respostas interiores.



– Acho que me deve algo. – falei, quando já não podia me conter. Estava com Michael em uma praça. Bird, tentava capturar pássaros com seus pulos anormais.

– Acho que sim. – ele respondeu, tirando de dentro do casaco um envelope. – Lamento não ter muito tempo. – falou – Bem, querida, eu acho que nunca pensei nessa possibilidade, porém, eu realmente quero que você saiba que eu não me importo com o tipo de cara você quer se envolver...

– Pai – Eu o interrompi, com a certeza de que sabia exatamente do que ele iria falar. Do que se tratava.

– Não, Taylor, está tudo bem. Eu só quero que você tenha cuidado.

– Ele não está mais casado. – falei de uma só vez.

– Não estou aqui para te julgar, tudo bem? – ele falou, soltando um longo suspiro – Eu realmente tenho que ir.

Meu coração falhou e um suspiro escapou pelos meus lábios. Encarei o envelope amarelo em minhas mãos, o apertando levemente temendo o que poderia conter ali.

Assenti para Michael. Ele se levantou e me encarou.

– Não me olhe desta forma. – ele pediu.

Um sorriso verdadeiro brotou em meus lábios, agradecendo internamente por ter um pai como o meu. Não havia o que reclamar de Michael.

Quando ele se foi, minhas mãos levemente trêmulas abriram o envelope com rapidez, devido a ansiedade que predominava.

– Droga.

Mil vezes merda. Eram fotos, exatamente como as que meu pai havia falado, a diferença, era que pioravam cada vez que eu passava de uma em uma.

Eram fotos de mim e de Matthew na campina nos beijando, e logo em seguida, no meu carro... Fazendo coisas um pouco piores para um pai se ver.

Meus sentimentos mudavam rapidamente. Iam de incredulidade para raiva, e de raiva para medo. Medo de perder Matthew por causa disso. As fotos, a nova vida particular à um fio de ser exposta para o mundo. Entretenimento para as pessoas.

Mas eu não deixaria isso acontecer. Lutaria até o fim para que o amor que eu sentia prevalecesse, e não era fotógrafo nenhum que estragaria a minha determinação.

Procurei ligeiramente meu celular dentro da bolsa, e apertei a tecla de discagem rápida.

Não demorou para que a pessoa atendesse ao telefone e meu coração, dando o costumeiro pulo de animação quando eu ouvia sua voz rouca e entorpecente.

– Matt – chamei seu nome, um sorriso se formando em meus lábios. Ainda era tão estranho que estivéssemos juntos que eu mal podia acreditar. Meu sorriso morreu aos poucos, quando lembrei o motivo de ter ligado. – A gente pode se encontrar? Há algo que preciso que você veja.


Notas finais
O que acharam? Comentem!
xx