Notas iniciais
Okay, okay meu coração está a 12189721971297927198798217917 CORINTHIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANS!
Okay, não ia postar agora, but o Corinthians ganhou e estou feliz, semana que vem é NÓIX bando de loco. É.
Se falar mal é meu tênis na sua cara, MUAHAHAHA. SQÑ
'-'
Aproveitem o capítulo. Não pera.
CORINTHIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANS!
Agora sim, MUAH

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Sai correndo da casa. Não podia ser verdade, simplesmente não podia. Entrei no meu carro as pressas, e sai cantando pneus. Quando tudo está dando certo para mim, alguma coisa acontece. Sempre foi assim.

Não era bem a ideia fugir da realidade com uma perfeita covarde, mas as minhas pernas fizeram o trajeto automaticamente. Não fora minha culpa. Ou talvez fosse, mas não foi fácil ouvir aquilo. Afinal, eu era fraca demais.

Meu celular tocou, o que me fez dar um solavanco no banco. Atendi-o rapidamente ao ver quem era no telefone.

– Charl? – minha voz saiu calma, apesar da guerra que estava travada na minha mente.

– Taylor, querida, eu disse que ligaria assim que decidíssemos começar a ensaiar as novas músicas para o festival em Los Angeles, não? – perguntou meu empresário.

Suspirei.

– É sim. Você disse. – concordei relutante. Seria agora? Justamente agora?

– Então, quero que pegue o primeiro avião até Los Angeles. Sei que estou te avisando muito em cima da hora, mas não é minha culpa. Nós perdemos tempo demais e ainda por cima, os organizadores avisaram que o festival foi mudado de data. Será na metade do mês que vem, em dezembro, e ainda não fizemos nada. Portanto, Little T, te vejo amanha às duas horas da tarde na casa de Jamie. – Ele parou para respirar, depois de falar tudo aquilo de uma só vez.

– Está tudo bem para mim. – falei, estacionando em uma rua qualquer apenas para me concentrar mais no que iria fazer. – A gente se vê. – e desliguei.

Disquei o número do aeroporto sem pestanejar.

– Alô, qual é o próximo vôo para Los Angeles?



Peguei as roupas no armário e joguei tudo em uma mala, de qualquer jeito. As lágrimas há muito, escorriam pelos meus olhos. Acariciei o topo da cabeça de Bird que dormia tranquilamente em cima da minha cama.

Segurei um cigarro entre os dedos e o acendi na sacada. Problemas, problemas e mais problemas. Ultimamente, essa palavra resumia minha vida perfeitamente. Meu coração deu uma descompensada ao lembrar que teria de deixar Matt, e não era apenas por causa do festival. Sua ex mulher acabara de me dizer que estava esperando um filho dele, e que eu teria de ficar longe de Matthew. O que eu poderia fazer se não exatamente aquilo? Nada. Absolutamente nada.

O telefone tocou novamente. Era a terceira ligação de Matthew aquele dia, e eu não sei por que não atendi a nenhuma delas. Apenas o deixei tocar enquanto mais lágrimas acompanhadas de soluços vinham de mim, e eu fumava desesperadamente. Talvez, se eu atendesse ao telefone celular, ele perceberia meu desespero e perguntasse qual era o problema. Mas o problema eu não poderia dizer a ele.

Suspirei profundamente.

Ele merecia uma explicação plausível para eu, repentinamente não querer mais falar com ele. Mas, não havia como fazer isso sem contar a ele que a ex estava esperando um filho. Ou pior. Que eu havia ido até a casa dela para contar tudo sem o seu consentimento antes.

Eu estava ferrada de qualquer forma.

Eu odiava ter que fazer isso. Mas era preciso. Eu teria de deixá-lo sem uma despedida, uma explicação ou um beijo. Era o que eu pretendia.

O quão infantil era isso? Bem, o suficiente para ele não querer olhar na minha cara nunca mais, principalmente, quando Valary disser o que carrega no ventre. E que é dele...

Droga, droga, droga. Mil vezes a mesma palavra.

Coloquei Bird dentro do suporte para cães – é claro que eu o levaria –, peguei a mala e pedi para o hotel chamar um táxi para me levar até o aeroporto.

Não demorou muito para que o táxi chegasse, e novamente, ouvi meu celular tocando. Mordi o lábio inferior ao não atendê-lo mais uma vez. O que Matt poderia estar pensando sobre mim? Infantilidade, com certeza.

O caminho me pareceu demasiado longo, e eu nem gostaria de pensar como seria a viagem de quarenta minutos. Era pouco, sim. Mas se for pensar na perspectiva de que estava deixando Matthew para trás, eu ficaria maluca e voltaria atrás imediatamente.

Desci do carro e o taxista me ajudou com as malas.

No saguão, estava tudo muito calmo, sem nenhum vôo atrasado e nem nada disso. Estranhamente normal.

Passei pela parte burocrática, e me sentei para esperar a hora do meu avião decolar.

Peguei o celular, mas não havia mais nenhuma chamada pedida ali. Ótimo, ele desistiu de mim.

Era incrível que isso esteja passando pela minha cabeça, levando em conta que fui eu quem estava o ignorando até agora. Idiota, idiota, idiota – Maldita mania de pensar na mesma palavra três vezes.

Eu deveria ter dito a ele que pelo menos estava indo embora, dessa forma eu me sentiria menos culpada. Será que ele estava levando isso como um término?

Ah. Meu. Deus! O que foi que eu fiz?

Uma chamada fez meu coração dar um salto e me tirar de meus devaneios violentamente.

Respirei fundo, me levantando para ir em direção a sala de embarque. Cada passo dado era como se meu coração fosse quebrado. De novo e de novo. Cada passo dado era cada vez mais longe de Matthew, e isso me assombrava. Atormentaria meus sonhos, os tornando em pesadelos intermináveis. Minha vida, longe de Matt, era um pesadelo.

Mas algo me fez parar no meio do caminho.

Era Matthew vindo correndo até mim. Era uma miragem?

– Taylor! – ele me repreendeu assim que chegou perto de mim. Eu não podia acreditar que ele estava mesmo ali. E tudo indicava que não eram alucinações. A boca, o cabelo, a voz rouca, as covinhas estavam presentes ali. Muito reais para serem projetadas pela minha cabeça, apesar de conhecê-lo como a palma de minha mão.

– Matt! — meus olhos não saíram dos dele um minuto sequer.

– O que aconteceu? Por que você não atendeu ao telefone? – ele perguntou, visivelmente chateado.

– E-eu não sei. – gaguejei. – Mas eu estou muito feliz que esteja aqui. – meu coração batia rapidamente a essa altura.

– Você está? – fora uma pergunta retórica – O que diabos você está fazendo em um aeroporto com malas e um cachorro em suporte? – outra pergunta retórica – Você pretendia ir embora sem se despedir não é?

Minha boca se abriu duas vezes, antes de ouvir outra chamada para o meu vôo mas eu não sai do lugar.

Eu não sabia o que dizer.

– Pela segunda vez, Taylor, você pretende ir embora sem dar adeus, mas eu apareço. – ele relembrou, fechando os olhos e suspirando ao mesmo tempo. – O que está acontecendo?

Eu não disse nada. Não conseguiria. Eu teria de ir embora em alguns minutos e eu simplesmente, não conseguia dizer que teria de deixá-lo.

Mas, não era o que eu sentia que tinha que fazer. Era muito errado.

Então, não me importando com nada mais ao meu redor, me concentrei em Matthew Charles Sanders bem a minha frente. Ele não precisou de uma resposta em palavras para entender o que eu quis dizer.

Soltei minhas malas no chão e minhas mãos se ocuparam trazendo seu rosto para mais perto do meu.

E tudo que se passou pela minha cabeça foi o toque de seus lábios nos meus, o modo como ele me puxou pela cintura fortemente e que talvez estivessem tirando fotos nossa agora, mas que se dane.

Ele bem entendera o que eu quis dizer quando eu o soltei. Eu o amava mais que tudo, e não seria o primeiro problema que nos separaria.

Ele encostou sua testa na minha e eu falei:

– Eu amo você Matthew. Me desculpe se deixei você confuso hoje, mas... – suspirei – eu tenho que ir. – fiz um muxoxo e continuei separando nossas testas. – O festival em Los Angeles, eu vou estar lá e tenho que ir agora.

“Última chamada para o vôo para Los Angeles no portão três” A voz passiva da mulher nos auto falantes me alertou. Era a hora.

– Promete que vai me explicar tudo quando voltar? – ele perguntou, não soltando minha mão.

Até lá, Valary já deveria ter contado a ele sobre o bebê e talvez nem nos víssemos mais por causa disso. Meu coração estava mais reconfortado e aquecido com o beijo quente de Matt, mas era hora de partir. Então, dessa forma, lívida e seca, preferi dizer o que ele gostaria de ouvir. Mas eu tinha a certeza de que ele não precisaria mais de explicações da minha parte quando eu voltasse de Huntington Beach.

– Eu prometo.


Notas finais
O que acham do capítulo?
Tem algum Corinthiano aí?
Digam o que acham nos reviews, e obrigada pelos comentários do capítulo anterior.