Notas iniciais
Infinitamente obrigada pela recomendação da bela Pretty (Trocadilho) HAHA
E pelos reviews também. Apesar de, é claro, não ter sido o suficiente de acordo com os comentários que eu recebia antes, E em relação aos leitores e os favoritos que tem na fic :(
De qualquer forma, eu agradeço a quem ainda está aí. Significa muito para mim.
Lá em baixo

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“Nunca”. Ele dissera. Não poderia responder quanto tempo ficamos ali, curtindo o silencio e observando o pôr do Sol, abraçados sem saber realmente se iríamos ficar assim novamente. Porque tinha tanta coisa pela qual nos preocupar, que no fim, nos desligamos do mundo lá fora. Presos no nosso próprio. Feito para nós dois.

– Como ficamos? – perguntei depois de um longo tempo em silêncio sem constrangimentos, como normalmente ficaria.

Ele me abraçou com mais força. Ele estava por trás de mim, encostado no meu carro. Ouvi alguns latidos do meu pequeno Labrador, mas ignorei.

– Espero que dessa forma para sempre. – ele respondeu. E apesar de um sorriso involuntário ter se formado em meu rosto, e a resposta ter sido bem recebida por minha mente e coração, não era bem o que eu queria dizer.

Eu me virei para ele, com a expressão séria.

– Eu também. Mas, sabe, eu, hum, quero dizer como tudo isso ficará depois? – e apesar de eu realmente não querer quebrar aquele clima, era inevitável não tocar no assunto – E... E Valary?

Ele hesitou.

– Eu falei com ela. – ele respondeu – Não exatamente sobre... Você, mas sim que precisava de um tempo. E bem, ela entendeu.

– Ela é uma ótima pessoa. – falei, sendo verdadeira. Ele assentiu, concordando.

Era estranho, porém, maravilhoso. Estar com Matthew me fazia sentir uma destruidora de lares qualquer, uma vagabunda sem coração. Mas, por outro lado, me fazia sentir completa e feliz. Eu queria aquilo, afinal, eu o amava.

Eu não queria pensar sobre como as pessoas iriam reagir – meus pais, por exemplo –, ou o que iriam falar, porque era para mim supostamente não me importar. Mas eu me importava. Porque isso não afetava somente a mim, e sim, todos os que estavam a minha volta. Principalmente Matthew.

Mesmo que esse não fosse um problema para mim, a sociedade continuava apertando na mesma tecla. Continuavam a dizer que uma garota ficar com um cara tão mais velho era errado. Onde o amor fica em meio de tudo isso? Quero dizer, só porque eu sou jovem não significa que eu esteja imune a qualquer tipo de sentimento.

Mas infelizmente, isso não estava em minhas mãos. Não dependia só de mim.

Havia coisas demais em jogo. Coisas demais pela qual lutar. Essa batalha ainda não estava ganha, mas eu não descansaria até que eu vencesse a guerra.

– No que está pensando? – ele perguntou. Seus lábios curvados sugerindo um sorriso.

– Analises psicodélicas de como uma paixão platônica se torna real, e como isso afeta a sociedade. – respondi, tentando ao máximo não parecer uma idiota. Uh, esse barco já estava furado faz algum tempo.

– É claro. – ele respondeu – Tão óbvio. – ironizou.

Eu ri nasalmente, o puxando para mais um beijo que durasse tempo o suficiente para que lembrássemos que precisamos de ar para continuar a vida, e dar mais quantos beijos como aquele até quando pudéssemos.

Seus lábios nos meus era algo surreal. Algo que eu não poderia descrever exatamente nem em um milhão de anos. Só sabia que não queria parar. Nunca mais. Porém, infelizmente, tínhamos que fazê-lo mais cedo ou mais tarde, e apesar de eu preferir a segunda opção, meu celular havia tocado me fazendo dar um pulo ao ou ouvir o grito de Patrick Doyle, em As Esquisitonas ao som de Do The Hippogriff.

Santa merda.

Era meu empresário. Ah, por que Charlie? Por quê? Pensei idiotamente, atendendo o meu amado BlackBerry. (HÁ)

– Oi, Charlie. – cumprimentei.

– Saudações, querida Miss Sunshine. – ele falou. Era o velho Charl mesmo.

– Quais são as boas novas? – indaguei, abafando uma risadinha, pois Matt havia beijado meu pescoço.

– Realmente boas, e parece que você também. – ele falou, e eu repuxei a boca em um dos lados. – Você está com alguém?

– O que? Não sei do que, hum, você está falando. – respondi, estreitando os olhos.

– Sei. Suponho que esteja soltando risadinhas abafadas e cúmplices, sozinha, então. – ele falou. Pude sentir o sorriso em sua voz. – Bem, de qualquer forma, tenho mesmo formidáveis noticiais.

– E do que se trata? – perguntei interessada.

– O The Pretty Reckless, tem agendado shows para o final do mês de outubro em um festival. E olha só que coincidência, na Califórnia. Porém, será em Los Angeles. – ele falou de uma só vez.

– Isso é ótimo. – comentei, começando a ficar animada com a ideia de voltar para os palcos depois desses meses fora. Eu sentia falta da correria, dos gritos ensurdecedores e de cantar. Era um fato. – A gente se vê então, me ligue quando decidirem começar a ensaiar. – e desliguei.

– Charlie? É o empresário, certo? – Matthew perguntou.

– É isso aí, e estamos agendados para um festival de música em Los Angeles. – disse, sorrindo abertamente. – Realmente lamento dizer isso, mas acho que temos que ir.

Observei o céu já escuro, e com algumas nuvens formadas ameaçando desabarem sobre nossas cabeças.

– Lamento por isso também. – ele falou, me envolvendo.



Seguimos até a casa de Brian, onde o carro de Matthew se encontrava estacionado. O Labrador ia atrás com uma expressão cansada, afinal, ficara correndo na campina durante todo aquele tempo.

As luzes da varanda estavam acesas, e eu torcia mentalmente para que ninguém visse que ainda estávamos juntos.

Uma coisa se perpassou pela minha cabeça, mas tive de ignorar já que Matt me puxara para ele novamente.

Cai por cima dele, e suas mãos foram em direção à minha cintura fazendo que não sobrasse espaço nem para um fio de cabelo em distancia de um corpo ao outro. O beijei e um choque elétrico se passou por todo o meu corpo. Uma de minhas mãos se viu livre para passear por seus braços tatuados e musculosos.

Seus lábios deram atenção ao meu pescoço.

Eu arfei.

De repente, havia ficado muito calor. Um calor terrivelmente insuportável. E então, eu quis me ver livre das calças skinny, e da camiseta branca que, apesar de sem mangas, cobria partes demais do meu corpo e isso não era favorável naquele momento.

As mãos de Matthew foram para o dentro da minha blusa, na parte de trás. Ele estava bem perto do feixe do meu sutiã.

Eu me sentei, e ele fez o mesmo. Quebrando o beijo, ele tirou a própria camiseta, e em uma tentativa de fazer o mesmo com a minha, me virei e bati na buzina do Mustang – como a desastrada que sou – fazendo o maior barulho. Um labrador latiu, e em seguida, luzes dentro da casa se acenderam.

Isso foi realmente ótimo. Argh.

Nos separamos de ímpeto com o susto. Matthew, ao invés de me xingar, gargalhou alto. Mas eu estava nervosa. Realmente nervosa. E isso não se devia apenas ao fato de ter quase – infelizmente, só quase – feito sexo com o cara que amava. Apesar de dentro de um Mustang velho que pertencera ao meu pai, e na frente de um cachorro... No meio de um estacionamento.

Ah, esqueci de mencionar a minha virgindade?

Grande merda!

– Não achei engraçado. – falei com a expressão séria.

– Foi hilário. – ele retrucou.

Matthew vestiu a camiseta com rapidez, o que me fez protestar involuntariamente.

– Teremos tempo. – ele falou, se despedindo de mim com um selinho.

– Hum, Matt? – chamei, quando ele fez menção em abrir a porta.

– O que? – perguntou, me encarando.

– Vamos deixar tudo isso, aqui, entre a gente, está bem? Pelo menos por enquanto. – pedi. Meus olhos vacilaram por um momento, mas eu realmente não estava preparada para tudo o que viria depois. Não agora.

– É o melhor a se fazer. – ele concordou, um sorriso brotando em seus lábios – Por enquanto. – E se foi, seguindo para o seu carro com veemência.

Fiquei um momento o observando ir.

Olhei para um filhote no banco de trás, que estava com a cabeça apoiada nas patinhas da frente.

– É isso aí. – falei para ele. A nostalgia me atingindo, me fazendo lembrar o que a pouco, havia esquecido devido aos hormônios a flor da pele. O impossível acontecera. Assim como um pássaro ser capturado por um cachorro que pula mais alto que o comum.

Fui para o banco do motorista, dando a partida em Bob, e encarando o cachorro novamente, que fungou.

– Não conte para ninguém, o que aconteceu aqui dentro. – falei – Mantenha o focinho calado, Bird.



Notas finais
Seguinte: Como os reviews não batem com o número de leitores e favoritos eu ou fazer uma coisa para que a gente tenha uma interação por aqui.
OS REVIEWS TEM QUE CHEGAR NOS 205 PARA O PRÓXIMO. No memento em que bater esse número eu posto o próximo na hora.
Não sou nenhuma capitalista de comentários nem nada disso, porém eu não gosto de escrever para fantasmas.
Poxa, a gente se dedica horas para escrever algo decente e várias pessoas até favoritam mas nunca dizem o que está achando. Mas então, é isso.
Agradeço aos que estão aí, e nunca deixaram de dizer sua opinião.
Motiva o autor, e faz com que ele poste mais rápido!
Xoxo