Notas iniciais
Duvido quem vai dizer que não postando rápido agora! RUM. haha
AMEI os reviews do capítulo anterior por isso esse capítulo cheio de coisas boas, hihi
Então, leiam as notas finais.

Eu esperava temerosa pelas palavras dele. As palavras que eu tinha a clara certeza de que eu sabia quais eram.

Suspirei e fiquei cabisbaixa ao mesmo tempo. Vamos lá, Matt. Diga as palavras logo. Pensei comigo mesmo querendo por um fim naquela tortura.

– Do que você está falando? – ele questionou estupefato.

Eu estreitei os olhos em sua direção.

– Estou falando exatamente disso, oras. Não é para isso que você está aqui? – indaguei com a voz embargada, olhando para baixo para não que encará-lo quando a compreensão o abatesse.

– Terminar? Quem mencionou essa hipótese absurda? – ele perguntou, os olhos arregalados de angústia. – Não diga uma coisa dessas. Nunca!

O encarei atônita e aliviada ao mesmo tempo. Atônita, por estar esperando uma resposta bem diferente, e aliviada, bem, pelo mesmo motivo. Suspirei convicta de que era um sonho. Apenas um sonho em que estava tendo ou uma alucinação, talvez. Mas não era. Quando voltei a encará-lo, ele ainda estava ali, com suas orbes verdes, suas mãos tocando as minhas e a confusão era visível em sua expressão.

– Bem, eu pensei que... Depois de tudo que eu fiz, a minha reação exagerada e agora que você sabe que vai ter um filho, você estivesse aqui tentando me dizer que queria acabar. – murmurei as palavras e ele escutava atento, mas assim que terminei de falar, ele se pronunciou em protesto.

– Essa ideia é tão absurda quanto eu não te amar. – ele falou, sorrindo de leve. – O que eu estava tentando te dizer, o que eu vim até aqui para falar era que Valary contou a mim que estava grávida um dia após você ter ido embora. – ele deu uma pausa avaliando minha feição e eu assenti o encorajando a continuar – Eu disse a ela que a ajudaria com o que fosse preciso, seria presente e não abandonaria meu filho por nada nesse mundo. – assenti em concordância. Ele fez o certo ao dizer aquilo a ela, a deixar segura de forma que nenhuma mulher o atrapalharia na relação com o filho. E eu concordava plenamente com aquela atitude. Quando eu achava que sua explicação havia acabado, vi em seus olhos que teria mais coisas, e então pedi:

– Continue.

– Eu iria vir até aqui antes de tivesse tido a chance, mas então, eu recebi uma ligação do hospital. – ele deu uma pausa como se estivesse relembrando – Era um problema com a Valary, mais precisamente, com o bebê. Sai correndo de casa para ter mais noticiais e quando cheguei ao hospital recebi o apelo de um médico dizendo-me que Valary havia perdido o bebê, devido a bebida que ela estava ingerindo com mas freqüência que o comum. – ele suspirou ao terminar.

Me senti mal por isso, era o filho de Matthew afinal. Alguém igualzinho a ele em miniatura era mesmo uma pena e uma tristeza. Deixei minha cabeça vagar até o dia em que fui falar com Valary e ela enchia copos e mais copos de whiskey e me perguntei se isso era devido a Matt ter saído de casa. Eu imagino como ela deve estar se sentindo.

– Isso é horrível. Tipo, ela perdeu o bebê mesmo. – o abracei instintivamente. Matt deveria estar sentindo as dores da perda também – Sinto muito. – sussurrei em seu ouvido. Ouvi seu suspiro e um “Obrigado” abafado pelas minhas roupas em seguida.

Acabou que Matt dormiu em meu quarto ao meu lado, enquanto no dia seguinte, ao acordarmos expliquei aos garotos que Matt havia chegado na noite anterior e acabou ficando, mas eles não dispensaram comentários maliciosos de qualquer forma, enquanto eu preferia ignorar e minhas bochechas queimavam.

O dia do show chegara trazendo consigo muito animação – principalmente da minha parte, já que a razão da minha felicidade e um pedaço de mim voltou para o devido lugar – e os outros caras, Brian, Jojo, Zacky e o novo baterista, – que se mostrou um cara muito louco e divertido – Arin vieram ver ao show do The Pretty Reckless juntamente com Matthew. E é claro que Matthew já contara para eles sobre nós dois, e eu tive que aguentar um pouquinho mais de piadas toda vez nos beijávamos. Mas eu não podia reclamar, estávamos em amigos. Suspirei ao lembrar-me de Jimmy, afinal, seu aniversário de... Partida seria daqui alguns dias e eu queria estar lá.

No final da contas, todas as minhas frustrações das últimas semanas foram esquecidas com toda a diversão que tivemos nas últimas horas. Depois do show, fomos para uma boate na cidade, mas devo admitir que apesar de todas a diversão que eu estava tendo com eles, eu não estava a fim de ficar em um lugar com todas aquelas garotas nuas dançando ou ouvindo música agitada naquele momento. Eu ansiava ficar um tempo com Matt. Um tempo sozinha com Matt, para compensar todos os intermináveis dias em que não nos vimos. Seria pedir muito?

Fiquei sozinha pensando em tudo o que passamos juntas, desde o começo quando a ideia de me apaixonar – mesmo não sendo tão difícil já que era ele – não passava pela minha cabeça. E ainda quando todos nós íamos para boates para nos divertir, beber, dançar... Mas devo admitir que não era isso que eu queria no momento. Enquanto todos os outros estavam se divertindo com dançarinas ou garotas, Matt estava ao meu lado em uma mesa em um canto tão sombrio quanto as outras mesas que ficavam ao canto.

Ele me encarava e eu o puxei para perto de mim. O beijei mostrando o quanto eu precisava dele perto de mim. Começou calmo, mas então, se tornou algo urgente e quente. Sua boca moldava a minha como se tivesse sido feita para me beijar. Inconscientemente, tirei uma perna do chão e coloquei envolta de sua cintura, ainda sentados na mesa. Ele pousou a mão em minha coxa e conforme o beijo se intensificava, uma de suas mãos segurava minha cintura firmemente, e a outra passava a mão pela minha coxa e a apertava em regiões estratégicas enquanto minha cinta liga se movia conforme seus movimentos.

Arfei.

Aquilo estava passando dos limites para um lugar lotado, e não era isso que eu queria. Mentira, eu queria sim, mas não naquele lugar.

O afastei relutante e quase protestei pelo meu próprio ato quando sua boca saiu da minha, mas eu tive de fazê-lo.

– Eu preciso te contar uma coisa. – senti minha bochecha formigar ao perceber que nunca havia conversado com ele sobre minha virgindade, mas eu precisava falar antes de tudo. O encarei. Ele tinha um sorriso nos lábios e eu quase voltei a beijá-lo esquecendo de todo o resto. Entretanto, não queria falar sobre algo tão íntimo em uma boate, então o puxei pela mão e o levei até o estacionamento onde o velho Mustang estava estacionado.

Ele pareceu não entender nada quando o empurrei literalmente para dentro do carro.

– Você está um pouco violenta hoje. – ele comentou, mais para si mesmo do que para mim e acrescentou – Eu gosto de garotas violentas. – ele falou de forma sussurrada chegando bem perto de mim. Senti seu hálito quente em meu pescoço. Okay, eu havia entendido o duplo sentido e eu não precisava de mais nada para ficar com vergonha ou agarrá-lo ali mesmo.

Suspirei enquanto dava partida no carro e mordi o lábio.

– Que é isso? Vai me seqüestrar? – indagou com uma sobrancelha arqueada.

Soltei uma risada abafada enquanto saia da garagem em direção a estrada.

– É sério, aonde vamos? – ele indagou e agora parecia um tanto quanto preocupado.

Ele percebeu o meu silêncio enquanto dirigia em alta velocidade pelas ruas de Los Angeles.

Sua mão foi até a minha coxa novamente e apertou, não tirando a mão do lugar, ele perguntou:

– O que você queria me contar? – ele perguntou, dessa vez deslizando a mão na parte de dentro da minha coxa. Mordi o lábio inferior a fim de não deixar um gemido escapar.

Eu não conseguiria olhar nos olhos dele para dizer aquilo, e deixá-lo confuso me parecia muito mais divertido.

O olhei de relance enquanto dirigia. Pousei minha mão livre por cima da mão dele que ainda estava em minha coxa.

– Eu. Sou. Virgem. – murmurei com a voz rouca, em uma tentativa de deixá-la sexy. Ótimo. Eu deixei ele confuso agora?

– O que? – ele indagou com um sorrisinho sugestivo no rosto. – Isso é sério?

– Isso é um problema para você? – indaguei, tentando parecer casual. Mas ele não teve de respondeu, porque eu avistei o lugar e falei – Chegamos!

Ele encarou o chalé dos meus avós ao longe. Uma casa nada modesta, porém rústica em meio a colinas e um rio.

Desci a rua que cortava os a estrada em direção ao lugar que seria nosso essa noite.

Estacionei devagar ao lado da casa, e tirei a chave da ignição. Uma de minhas mãos foram para a maçaneta mas, foi impedida brevemente. Encarei Matt que tinha o olhar sério e sugestivo em mim.

– Você está me perguntando se é um problema a mulher que eu amo ser apenas minha e de mais ninguém? – a pergunta retórica atingiu meus ouvidos com uma martelada no coração pela proximidade com que ele falara aquilo. Ele sorriu.

Meus lábios se curvaram e um beijo foi selado. Breve mas suficiente.

Entramos no chalé com um silêncio confortável. Os cômodos não haviam mudado nada. Ainda havia um piano na sala principal, o quarto que costumava ser meu nas férias ainda estava com a minha cara e o quarto de casal ainda estava como o costumeiro.

Senti seus lábios no meu pescoço e um sorriso involuntário apareceu em meus lábios, que logo foram ocupados com a boca dele na minha.

– Eu amo você. – sussurrei entre um beijo.

– Eu amo mais. – ele falou, me guiando pelos corredores como se já conhecesse o caminho. Me encostou em uma parede não dando chance de escape, – mas quem disse que eu queria escapar? – seu corpo de pressionou mais ao meu, e sua boca desceu para o meu pescoço, suas mãos passeavam livremente pelo meu corpo inteiro.

Envolvi sua cintura com uma perna depois da outra, ficando suspensa entre a parede e o corpo forte e másculo de Matthew Charles Sanders.

Ao fim do corredor, ele nos conduziu até o meu antigo quarto. A cama era de solteiro, mas devo admitir que era melhor assim. Dessa forma não havia como ficarmos longe um do outro. Tirei sua camiseta agilmente e ele fez o mesmo com as minhas roupas até que eu ficasse apenas de roupa íntima a sua frente. Ele se deitou na cama ficando por cima de mim e voltamos a nos beijar com muita intensidade.

Minhas pernas envolviam sua cintura ainda com cinta liga. Suas calças voaram pelo cômodo e suas boca foi novamente para o meu pescoço e busto. Arqueei as costas facilitando suas mãos no feixe de meu sutiã. Ele parou, me encarando nos olhos com uma seriedade a muito desconhecida.

– Você tem certeza? – ele perguntou. É claro que Matt perguntaria.

– Eu tenho certeza que te amo e que nada vai me desistir disso. – falei em um sussurrou. Me aproximei novamente, puxando seu rosto para o meu. A única luminosidade presente, era a luz da lua.

O beijei enquanto suas mãos abriam o feixe de meu sutiã com certa habilidade, então ele desceu a alça pelo meu braço me beijando enquanto o fazia e de repente, meus seios estavam descobertos. Uma de suas mãos desceu para a minha coxa, desprendendo a cinta liga e a jogando para longe no mesmo instante. Ele beijou pescoço, busto e barriga enquanto eu mordia o lábio reprimindo gemidos.

Ele me tocou com a mão cuidadosamente, olhando em meus olhos e quando percebi, ele já estava dentro de mim nos tornando um só. Nossas bocas não saiam uma da outra na mesma sincronia em que nossos corpos se chocavam. As batidas de nossos corações e respirações se misturando como uma só. Porque era o que nós éramos, o que estávamos selando aquela noite. Eu amava Matthew Charles Sanders com a minha a minha vida e depois de tudo o passamos, a certeza de que nada mais me faria sair de perto dele me dominou. Eu o amava. Apenas ele.

Notas finais
O que acharam? HEIN? HEIN?
Dou mais dois capítulos para o final. Ou seja, acho que esse é o penúltimo e dai só tem mais um capitulo e o epílogo. Vocês já devem tá enjoados dessa fic mesmo.
Okay, kisses amoras