Nothing Left To Lose
18 Jingle Bell Rock
Notas iniciais
NOTAS FINAIS
Acordei com os primeiros raios solares do dia indo de encontro a minha face. Minhas mãos estavam afundadas no peitoral de Matt, o que contribuiu para eu constatar que o que vivi na noite passada fora real. O incomodo com os raios foi logo se substituído pela felicidade que me atingiu ao notar que Matt sorria.
– Bom dia! – saudei ao ver os olhos dele se abrindo lentamente.
– Bom dia, meu amor – ele falou de volta. Um sorriso deslumbrante enfeitando seu rosto – Você dormiu bem? – a pergunta poderia ter saído inocente, mas acho que soou mais maliciosa do que ele pretendia.
– Foi uma pergunta retórica, certo? – indaguei, formando um arco com a sobrancelha.
Por outro lado, ele riu me puxando para mais perto de si de forma em que ficássemos grudados um ao outro – se é que isso era possível.
– Eu amo você – ele sussurrou em meu ouvido.
O resto da tarde se resumiu em carícias, beijos, abraços e... Bicicletas. Acabou que o tal do papparazzi não encheu nossos sacos desde que nos assumimos quando nos beijamos no aeroporto e aquilo era uma coisa boa.
Mais tarde, naquele mesmo dia, pegamos um avião de volta para Huntington Beach e eu, finalmente, saí do hotel para ficar junto de Matt em sua nova casa. Juntamente de Bird, é claro.
Os dias se passaram com a mesma rapidez costumeira, não sei se porque eu estava com Matthew, ou porque o ano estava acabando.
Quando notei já era dia 25 de dezembro, e os meus pais, os pais de Matt, ele e eu, comemorávamos o Natal naquele dia. Algo familiar e agradável. Devo dizer que na presença um do outro, papai e Matt esqueciam que eu ainda estava lá. Conversavam como amigos de anos de duração.
– Você não acha ótimo, Taylor? – papai questionou sobre o assunto que eles conversavam e eu não fazia ideia do que era. Optei pela resposta mais óbvia para alguém que não tinha a mínima noção sobre o assunto.
– Hum? Sim. – falei e acrescentei – Claro, claro.
Depois disso eu assentia e balbuciava palavras nas horas certas.
Papai e mamãe não poderiam ter acertado mais em meu presente a não ser dar a mim o Chalé que há muito pertencera aos meus avos, o chalé em que continha toda a mágica da primeira noite em que eu fui verdadeiramente de Matthew.
E ele não poderia ter me lançado olhar mais sugestivo quando minha mãe, Collete anunciou que aquele lugar era meu a partir de então. Papai me chamando de Sunshine como nos velhos – ou novos – tempos foi o momento crucial para o meu costumeiro tom de repreensão:
– Pai! – não havia ninguém por perto no momento, estávamos apenas nós dois nas espreguiçadeiras em volta da piscina enquanto minha mãe conversava com os pais de Matthew juntamente com o próprio.
– Não reclame. Nunca vou deixar de te chamar dessa forma. – ele falou sorrindo.
Assenti o encarando e me jogando para trás na espreguiçadeira.
– Ele te faz bem. – continuou Michael.
– Você tem razão, ele faz. – concordei.
– O modo como ele te olha e que você sorri quando está perto dele... – ele começou, e eu subitamente prestei a maior atenção – Acho que você finalmente, encontrou alguém que te faça sentir como se fosse à luz do sol.
Observei as feições de meu pai e não havia vestígios de que ele estivesse tirando uma com a minha cara. Ele estava mesmo falando sério e aquilo, bem, aquilo não poderia ter me deixado mais feliz. A aprovação de meu pai, mesmo ele nunca ter sido severo nem nada do tipo, sempre fora importante para cada ato meu. E o ouvir usando o antigo ditado que ele mesmo fazia questão de anunciar cada vez que nos reuníamos em família me fez marejar. Ele realmente achava isso.
Corri para abraçá-lo e não o soltei tão cedo. Michael era minha pessoa favorita acima de todas as outras – não desfavorecendo minha e mãe e Matthew, que não ficavam muito abaixo. Mas a minha relação com o meu pai sempre fora a melhor e isso não mudava e nem ficava diferente em relação ao meu crescimento.
Ele sempre agia comigo da mesma forma de quando eu tinha cinco anos, claro que algumas mudanças em ambos os comportamentos foram chegando com o tempo, mas sempre fora o mesmo.
Encarei Matthew ao meu lado assim que todos foram embora. Um braço estava em volta de mim, sua boca foi de encontro a minha e como sempre, meu coração bateu descompensadamente. Um gesto cheio de ternura e mostrava o quanto um significava para o outro.
De repente, estávamos no quarto com as nossas roupas jogadas para todos os lados. Não importava realmente quantas vezes eu e Matt nos tornássemos um só. Para mim, iria sempre se parecer como a primeira vez. Pois com ele, sempre seria especial e não restavam mais dúvidas que por mais imperfeita que nossa relação fosse, seria com ele que eu passaria o resto de minha vida, não havia dúvidas. Ele era quem me fazia feliz, era ele quem eu amava e, principalmente, como meu dizia, era ele quem me fazia sentir como se eu fosse a Luz do Sol.
A morte de Jimmy era algo que ainda fazia nossos corações falharem a cada passo dado. E deixar flores em um túmulo parecia realmente pior de se pensar quando a convicção de que um ente querido estava ali, mas eu entendi que ele estava em um lugar bem melhor do que a terra poderia proporcionar. Ele estaria vendo o quanto eu e Matt estávamos felizes. O quanto a amizade e os nossos pensamentos: de Brian, Jojo, Zee e o baqueta Arin sempre se voltariam para ele. O dia 28 de dezembro não poderia terminar sem que as lágrimas me sucumbissem no carro enquanto Matt dirigia. Eu realmente não queria chorar, mas, era inevitável. Matt acabou me levando para o Johnny’s Bar e o sentimento de nostalgia me atingiu com força total.
Recuperada, mas não recomposta, Matt me puxou até uma mesa do outro lado do salão e pediu cervejas para nós. Logo depois, Johnny, Brian, Zacky e Arin se apossaram da mesa onde estávamos e todos nós fizemos um brinde com garrafas de Heineken em mãos.
– Ao Jimmy! – falamos todos juntos e nos sentamos.
– Vem aqui. – Matt me puxou pela mão, me chamando depois de um tempo, me levando até uma mesa de sinuca.
– O que você quer? – indaguei.
Matt sorriu sugestivamente me encarando com suas orbes verdes, e sua covinhas presentes.
– Há dois anos, exatamente – ele começou seu discurso para mim – você me prometeu que deixaria eu te ensinar a jogar sinuca e eu não esqueci. E estou aqui para cobrar. – ele falou óbvio, e meu queixo foi até o mundo inferior deu um “Oi” pra Hades e voltou.
Como ele ainda se lembrava?
– Você só pode estar brincando. – ralhei com os olhos arregalados – Não acredito que você ainda lembra disso.
– Rá, eu me lembro de muitas coisas, meu amor. – ele falou indo até o suporte e pegando dois tacos.
– Você só pode estar brincando, eu não vou fazer isso.
– Você já falou isso duas vezes. – ele colocou um dos tacos em minhas mãos.
– Isso aí Matt, mostra pra ela quem é que manda. – Brian falou como se estivéssemos prestes a entrar em um ringue de luta.
O encarei de esguelha e estreitei os olhos para o ser acéfalo.
– Obrigada, Brian.
– Disponha querida. – ele agradeceu, tomando um gole de sua cerveja.
Eu não posso me queixar disso completamente, eu acabei aprendendo a jogar. Mesmo que de forma bastante inusitada já que cada um deles quis me mostrar suas habilidades de uma forma. JoJo perdeu a partida para Brian, que perdeu para Zacky que perdeu de Matt que ganhou de mim, que perdi de Arin – a baqueta humana! Na verdade, ele acabou ganhando de todo mundo, ele era o melhor.
– Há – Arin gritou assim que acertou a bola preta em um dos buracos me vencendo.
– Tudo bem taco humano, você venceu – joguei minhas mãos para trás em forma de rendição.
– Hei – ele falou – eu não sou tão magro assim. Aliás, olhe para si mesma.
Eu tive que rir.
Eram momentos assim que faziam minha vida valer a pena. “Tudo vai bem, quando acaba bem” o ditado era velho, e bem clichê, mas bem, eu não poderia discordar completamente.
Notas finais
Bem, tudo acaba um dia e como as fics serão excluídas no fim do ano, pensei em uma forma de acabar ela. Sinto muito, mas não dá pra prolongá-la mais.
Amo vocês por comentarem, recomendarem e entenderem que esse é o capítulo final e depois só o epílogo.
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