Notas iniciais
Demorei não é? É que eu estava trabalhando no trailer da fic, que provavelmente sairá no próximo capítulo. Espero que gostem do capítulo.

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A minha vida tomou um rumo muito diferente do que costumava ser em apenas alguns meses. Desde o dia em que conheci Os Avengers, minha vida nunca fora tão agitada. Eu era convidada quase todos os finais de semana para ir há festas com eles, conversava com todos com uma intimidade tão natural, como se nos conhecêssemos há anos. Conseqüentemente, conheci Valary e Michelle DiBenedetto, Lacey, Leana e Gena, que eram realmente muito sociáveis e transmitiam simpatia. Em pouco tempo, meu melhor amigo se tornou James Sullivan. Ele era incrível, divertido, engraçado e principalmente maluco.

Estávamos todos nós em uma boate em Los Angeles, para mais uma noitada de bebedeira e agarração, pelo qual, eu ficava apenas assistindo. Conversávamos animadamente sobre os nossos próximos shows e planos para o futuro.

_ Eu e Matt pensamos em ter filhos, em um futuro um tanto próximo. _ Valary comentou, olhando para o marido, fazendo com que o mesmo desse um breve sorriso. Os homens foram buscar bebidas, deixando as mulheres então, sozinhas.

_ Suas canções são ótimas, meus parabéns. _ Val disse, fazendo com que um sorriso brotasse em meu rosto. Valary era uma das mulheres que eu mais gostava e admirava das ali presentes, e agora era oficial.

_ Muito obrigada, Valary. De verdade. _ olhei para baixo, com a face um pouco corada. Quando eu recebia um elogio, eu nunca sabia o que fazer.

_ Matt não para de ouvir o CD da banda, eu juro. _ ela continuou.

_ Até ontem eu era uma fã lunática pelo Avenged Sevenfold, e hoje, escuto da esposa do vocalista que ele não pára de ouvir um CD de músicas que eu compus. A sensação é maravilhosa. _ sorri.

_ Você merece, e eu concordo plenamente com a Valary. _ disse Gena.

_ Você é tão novinha e já tem tanta fama. Como você lida com os holofotes? _ foi Michelle quem perguntou.

_ Sempre irão dizer alguma coisa ruim, por isso eu tento não me importar. _ e era verdade. Eu tentava não me importar com o que diziam ao meu respeito, mas às vezes, era simplesmente inevitável. Às vezes é impossível conter as lágrimas que ameaçam cair, e isso, fazia parte da fama. A noite seguiu calma, e ao mesmo tempo, agitada. Calma, para mim, pois eu não era o tipo que se acabava em uma pista de dança, até porque, eu não sabia dançar. Eu era tão desengonçada e desastrada quanto um camelo, e já era difícil tentar não tropeçar nos meus próprios pés em uma superfície completamente plana. Imagine dançar, e ainda mais com os saltos que eu estava — e até hoje, perguntou-me como consigo usá-los — e, não poderia me esquecer que eu pagaria o maior mico da história dos micos bem em frente aos caras mais perfeitos do universo. Definitivamente, não. Preferi apenas observar Brian e Michelle, pelo qual, precisariam apenas de um quarto para concluir o que faziam. Mas ver aquela cena não era muito agradável. Além de todos os outros terem se dissipado, — eu nem havia visto eles saindo — o casal com certeza, iria gostar de um pouco de privacidade.

Levantei-me cautelosamente. E mesmo que eu gritasse em seus ouvidos e retirasse as minhas roupas, eles não teriam me notado.

Peguei a garrafa de whisky em cima da mesa e comecei a andar. Fui à busca de um lugar mais calmo, tentando passar por entre as pessoas que estavam próximas demais, dançando, com certa dificuldade. Um cara tentou se aproximar de mim. Ele obviamente, não estava em seu juízo perfeito e estava fraco, pois o empurrei de leve pela aproximação inconveniente, e o mesmo deu vários passos para trás, desnorteado. Continuei o trajeto, encontrando, por fim, um lugar em que eu poderia “respirar”. Era uma espécie de corredor mal iluminado, onde se encontravam várias portinholas. A pouca luz que vinha eram das luzes coloridas e neon do grande salão ao lado, onde as pessoas se divertiam. Mas, ainda dava para ver algumas silhuetas no fim do corredor, pessoas conversando. Escorei-me na parede, indo de encontro ao chão. Bebi um pouco do Whisky que havia trazido, ao mesmo tempo que um casal entrava pelo mesmo corredor beijando-se furiosamente, abrindo uma das portas que, antes, observara. Finalmente, entendi para que, aqueles, provavelmente quartos, serviam ali.

Bebi mais um gole. E mais um, e outro. Até meus sentidos ficarem mais lentos, a cada gole. Era hora de parar. Não cheguei a ficar bêbada, a ponto de parecer uma tola, mas sim, entorpecida. Meus olhos, certas vezes, quase se fechavam.


Um perfume amadeirado me despertou, ou me deixou ainda mais entorpecida. Talvez, aquela altura, eu estivesse dormindo. Sonhando com aquele cheiro. Não seria novidade, e não seria a primeira vez. Aquele cheiro. A voz única, a única que me acalmava... Sussurrava meu nome. Implorava por mim. Taylor... Taylor... Taylor.

_ Taylor! _ Meus olhos se abriram abruptamente dando de cara com o que, poderia ser um anjo. O meu anjo, chamando por mim. Meus olhos tentaram se acostumar com as luzes neon batendo em meu rosto, mas a minha cabeça girava. _ Taylor, você está bem?

_ Não. _ olhei em volta, observando que me encontrava no mesmo corredor que estava à — eu não sabia quanto tempo.

Matthew puxou-me pela cintura, com cuidado, para cima, para que eu me levantasse. Mas a minha tontura era tanta, que mesmo com o apoio dele, eu não conseguiria ficar em pé. Ele então, me trouxe ao seu colo. Me senti pequena, frágil e a sensação era horrível. Suas mãos, tão quentes, iam de encontro direto a minha coxa, pelo vestido curto e a meia que ia pouco acima do joelho. Tentei esvaziar a minha mente, para afastar a insuportável dor de cabeça, ou para afastar o perfume que invadia as minhas narinas a cada passo que ele dava. Meus olhos estavam fechados em uma sonolência não natural.

_ Graças a Deus, você encontrou ela. _ pude reconhecer a voz de Jimmy, aliviada. _ Ela está bem?

_ Agora está... Diga para os outros que eu levarei ela para o hotel em que está hospedada. E você, encarregue-se de Valary, para mim.

_ Tem certeza cara? Até onde estou sabendo, Tay está hospedada em um hotel em Beverly Hills. _ Jimmy falou.

_ Está tudo bem, eu levo ela no meu carro. Afinal, são apenas algumas horas até lá, certo?


Ergui minha cabeça devagar, apertando os olhos com força. O mesmo cheiro inebriante, pelo qual, eu tanto gostava, o cheiro de Matthew, me cercava. Havia acabado de acordar, e pude perceber que estava no banco traseiro de um carro. Sentei-me de um salto, fazendo com que o motorista olhasse para trás e sorrisse.

_ Achei que não acordaria hoje. _ Matt riu.

_ Que horas são? _ perguntei, achando estranho que o céu ainda estivesse escuro, e a lua, ainda brilhasse.

_ São cinco horas da manhã. Você, digamos que passou mal na boate, e agora estou te levando para o seu hotel. _ ele respondeu calmamente.

_ É, eu bebi um pouco. Sou muito fraca quanto á isso, desculpe-me pelo incomodo. _ abracei-me, só então percebendo que uma jaqueta de couro enorme, me envolvia. O mesmo cheiro amadeirado permanecia nela, e agora, passava para mim. Mas eu não seria tola o suficiente para cheirar a jaqueta, bem em frente ao dono.

_ Não é incomodo. Você estava mal e precisava de mim... _ ele parou de falar, fitando-me pelo retrovisor. Não tive tempo de corar, ou fazer qualquer outra coisa, pois a famosa ressaca já dava seus primeiro sinais de aparição. Recostei minha cabeça no banco, jogando-a para trás.


Acordei novamente, mas desta vez, havíamos chegado, foi pouco antes dele estacionar o carro em frente ao hotel. Acompanhou-me até o meu quarto, despediu-se e quando estava pronto para dar as costas, eu perguntei:

_ Quer dormir aqui? _ ele sorriu, olhando para os pés logo em seguida. _ Quero dizer, está tarde e para você voltar, não vai ser nada confortável e... quero dizer, você deve estar cansado. _ precipitei-me a dizer, temendo ele ter maliciado minha pergunta.

_ Tudo bem, eu já ia aceitar mesmo. _ ele riu novamente enquanto adentrávamos em meu quarto.

Vesti um moletom gigantesco dos Lakers e logo em seguida, deitei-me. Ele apenas tirou a camiseta do Megadeth e as calças, pronto para dormir no confortável sofá ao lado da cama. Não conseguimos dormir para falar a verdade. Nós conversamos o resto da noite, e um pouco do dia. Sem dar sinais de sono ou quaisquer, tipo de cansaço físico ou psicológico. Rimos juntos. E a risada dele era linda. Percebi isso, porque não conseguia olhá-lo, sem sorrir. Era automático. E quando finalmente amanheceu por completo, conseguimos dormir.

E então, quando já era início de tarde, ele se foi. Levando, o meu sorriso com ele.



Notas finais
Reviews anjos :3