Nothing Left To Lose
4 Got a Secret
Notas iniciais
AAAH, o que acharam do trailer? Tá aqui link: http://www.youtube.com/watch?v=ZngJ4Be_AEM&feature=youtu.be
A ansiedade estava me dominando a aquela altura. Pois, o fim de outubro estava próximo, mas eu ansiava pela festa de Halloween na casa de Ben, para ser exata. Ele havia convidado os Avengers, que já haviam confirmado presença. Mas naquele momento, tocar guitarra parecia o melhor a se fazer. Nem parecia que eu morava em New York, a famosa e agitada cidade das luzes. Se eu apenas ficava em casa, e quase não tinha amigos aqui, na verdade, por muito tempo, não tive amigos. Mas agora, fiz vários. Incluindo os integrantes da banda que eu mais amava no mundo todo: Jimmy, Zacky, Johnny, Brian e... e Matt. Por que ele tinha que mexer tanto comigo? Mas que droga. Ele era casado e ainda, com uma mulher incrível. Eu não teria chances, mesmo que eu quisesse. E eu queria? Ele me deixa confusa de uma forma inexplicável. Mas, talvez eu esteja confundindo as coisas. Confundindo estar, hum, interessada no meu ídolo. Deve ser apenas coisa da minha mente adolescente. Por um momento insano, eu agi como uma fã tola de Justin Bieber, que acha que ele irá largar de sua namorada para ficar com ela. Comecei a rir sozinha. Era evidente agora, que eu havia confundido tudo.
_ E aí, Ben? _ falei assim que ele abriu a porta dando passagem para eu poder entrar.
_ Está fantasiada de que? _ ele perguntou olhando-me da cabeça aos pés. Olhei para ele, o analisando. Ele estava vestido de Slash.
_ Estou fantasiada de eu mesma, “A Prostituta”, está lembrado? _ falei sorrindo amarelo, referindo ao meu vestido mais curto que o comum, a cinta-liga e a jaqueta de couro.
_ Ah, pára com isso, Blonde. Não vá me dizer que está começando a dar ouvidos para o que falam?
_ Vai ter muito sacanagem desta vez? _ perguntei, encerrando o assunto anterior.
_ Não, só algumas garotas semi-nuas é o suficiente. _ ele riu. Fomos direto há ao sofá de couro preto, onde estavam os meus caras.
_ Mark, Jamie, Charlie. _ cumprimentei-os com um aceno de cabeça, sentando-me ao lado deles. Olhei para os três que estavam usando a fantasia idêntica. Ri sozinha, ao perceber que eles eram os Três Mosqueteiros.
_ Taylor. _ os três disseram juntos. Trocamos algumas palavras e eu voltei a analisar a minha volta. O lugar estava cheio. Mais mulheres, do que homens. É claro. A música que tocava faziam as garotas, já bêbadas dançarem como malucas na pista. A decoração estava perfeita; haviam refletores de luzes, caveiras, teias de aranhas e abóboras. Nem percebi que meu pescoço girava, virava de um lado para o outro, com os olhos atentos a qualquer movimentação diferente, em vezes, apertava os mesmos a fim de enxergar melhor entre as pessoas. Eu estava procurando alguma coisa? A resposta veio de imediato em minha cabeça. Não, não estava procurando alguma coisa, e sim, alguém. Foi inevitável. Olhei de relance e rapidamente, para o lado esquerdo, e olhei novamente, assim que percebi quem era. Meus olhos se prenderam aos dele, automaticamente. Porque ele era automático em mim. Senti meu rosto esquentar e olhei para meus pés que batiam contra o chão de uma forma irritante, até mesmo, para mim.
_ E aí cara, como é que está? _ JoJo se anunciou à frente, sendo seguido pelos outros. Fui cumprimentada de um por um, com sorrisos amigáveis. Inclusive, de Matt. Fiquei calada enquanto observava os caras conversando. Os cinco, estavam vestidos de motoqueiros vingadores. E isso os tornavam ainda mais, hum, interessantes, devo dizer. Com todo aquele couro, taxas, bandanas, caveiras e preto. Despertei-me de meus devaneios quando ouvi Matt dizer:
_ Não vamos deixar que Taylor beba esta noite. _ sorriu, quando eu sorri um pouco envergonhada também.
_ Estou limpa, sem uma gota de álcool. _ disse.
_ É bom mesmo, Tay. Deu-nos um belo susto da última vez. _ Jimmy disse.
Logo todos se dispersaram e foram dançar, deixando-me então, sozinha. Desta vez, eu estava sóbria e fui para um lugar mais calmo. Estava tudo realmente cheio, era muito difícil de andar pelas pessoas que estavam suadas e algumas garotas, sem a parte de cima das roupas.
_ Hey, loirinha, _ uma garota de cabelos curtíssimos puxou-me pelo braço _ não vai beber nada? _ ela estava um pouco tonta, e me oferecia um dos copos que havia na bandeja cheia dos mesmos, em sua mão.
_ Não. _ respondi seca.
_ Um pouquinho de tequila não faz mal há ninguém. Tome aqui. _ ela entregou-me um copo com uma quantidade um tanto grande da bebida. Peguei o copo de sua mão, apenas para a garota parar de me perturbar. Saí de perto dela, não antes de dizer:
_ Está satisfeita?
Subi as escadas as pressas, lutando para não ser derrubada pela infinidade de pessoas que desciam ao mesmo tempo. Fui até onde pelo que eu me lembrava, era o quarto de Ben. Abri a porta com um chute. Havia um casalzinho se beijando na cama de forma violenta:
_ Saiam daqui. _ disse. O casal se assustou se afastando um do outro rapidamente. Os dois se olharam e foram embora, batendo em meu ombro ao saírem.
_ Que garota estúpida. _ pude ouvir ela dizer, mas nem me importei. Fechei a porta e sentei na cama, dando um longo suspiro. Fui colocar o copo de tequila em cima do criado mudo ao lado da cama, derrubando grande parte do conteúdo ali contido em cima do carpete, graças a minha total falta de noção de espaço. Sim, eu havia chocado o copo contra a quina do móvel, mas não forte o suficiente para quebrá-lo ou algo do tipo.
Droga. Por que eu tinha que ser tão desastrada?
Bom, pela pouca quantidade de bebida, não faria mal tomar o que ali restava, faria? Como uma resposta repentina de meu sub-cociente, levei o copo a boca, tomando tudo em um só gole.
Minha cabeça estava girando, e eu tinha certeza absoluta que não havia bebido mais do um copo de tequila. Eu tinha certeza. Mas, sendo assim, porque eu estava vendo tudo, completamente, desfocado? Ziguezagueei, como se alguém houvesse me empurrado, mas não havia ninguém a ambos os lados. Era evidente que ninguém tinha sequer, encostado em mim. Fui de encontro à parede, apoiando-me na mesma. Poderia eu, ser tão fraca com bebida assim?
Comecei a andar novamente, nem eu sabia o que estava fazendo. Mas quando percebi, lá estava eu, dançando e rindo como uma maluca no meio da pista. Eu havia perdido a sanidade. Uma garota, provavelmente, tão insana como eu, se aproximou, ainda dançando; grudava seu corpo ao meu. Começou a tocar uma nova música, Sweet Child O’ Mine. Ah, como essa música me inspirava. Arranquei minha jaqueta de couro, jogando-a para cima. Voltei a dançar. Eu mesma passava as mãos pelas minhas coxas, pescoço e seios. Senti alguém aproximar-se, por trás. Quem é que fosse, colocou o nariz em meu pescoço, inspirando profundamente. Era um homem com a barba por fazer. Senti uma de suas mãos grandes em minha cintura, e a outra da mesma, estava sobre meu punho em um tour pelo meu corpo. Estava ficando terrivelmente quente. Senti seus lábios de encontro ao meu pescoço, e então ouvi sua risada rouca e abafada. Me virei de súbito, olhando diretamente nos olhos dele.
Era Matthew.
She's got eyes of the bluest skies
As if they thought of rain
I hate to look into those eyes
And see an ounce of pain
(Ela tem os olhos como os céus mais azuis
Como se eles pensassem em chuva
Detesto olhar para dentro daqueles olhos
E enxergar o mínimo que seja de dor)
Mas eu estava, digamos que, chapada demais para me importar. E parando para pensar, acho que ele também. Senão, ele não teria feito nada daquilo. Muito menos, tomado-me em seus braços fortes no momento em que eu sorri, quando olhei diretamente nos seus olhos verdes. Mas eu me esqueci completamente de tudo, quando ele tocou minha bochecha trazendo então, o meu rosto para mais perto. Eu inclinei minha cabeça, e finalmente, os seus lábios tocaram os meus com tal urgência, que por um minuto, apenas por um pequeno e insignificante minuto, pensei que ele quisesse isso tanto quanto eu. Matt apertou minha cintura e, eu, coloquei minhas mãos em seus cabelos. Ele estava incrível com aquela bandana, devo acrescentar. Sua boca desceu para o meu pescoço, deixando um rastro pegando fogo, por onde sua língua passava. O teto poderia desabar sobre nossas cabeças, e eu não notaria, e acho que, tampouco ele. Parecia entretido demais me fazendo ir à loucura, à insanidade. Ele se separou de mim novamente, e então começamos a gargalhar. Sem sabermos realmente, o motivo para isto.
_ Yeah. _ ele gritou, como um perfeito maluco, e eu, continuava a rir.
Senti meu braço sendo puxado com veemência de um lado, mas mesmo assim, não conseguia parar de gargalhar.
_ Taylor, você bebeu novamente? _ Brian perguntou, assim que me afastou de todas aquelas pessoas.
_ Claro que nãããão. _ minha voz saiu, estranhamente arrastada, enquanto levantava o dedo indicador bem na frente do rosto de Brian. Seu rosto estava embaçado demais, para a minha visão naquele momento.
_ Argh, Deus! Olha o seu estado. _ ele disse, com a testa franzida.
_ Eu não bebi, eu juro. Só um pouquinho. _ fiz um espaço entre os dedos.
_ Vem, vou te levar lá pra cima. _ ele disse, já me puxando pelo braço.
_ Não, eu quero voltar! _ fiz uma voz manhosa, batendo os pés no chão, como uma criança birrenta. Ele pareceu conter-se para não rir da cena que eu havia feito. Mas, mesmo assim, não precisou de força para me levar até um dos quartos vazios da imensa casa de Ben.
Ele entrou no quarto, me levando pelo braço até o sofá ao lado da cama, e então ficou na porta me encarando preocupado. Ele sorriu de forma amigável, assim que eu o fiz.
_ BriBri, não seja malvado. _ disse a ele, que desta vez riu com vontade.
_”BriBri”? Você deve ter bebido muito mesmo.
_ Eu só bebi um copinho de tequila.
_ Quem te deu esse copinho de tequila? _ ele perguntou.
_ Aah, uma garota de cabelos curtos qualquer. Eu derrubei muita coisa no chão. Ben vai me mataaaar. _ disse.
_ Aaah, agora eu entendi. Aquela garota de cabelos curtos é a Alice. Ela colocou Ecstasy, nos drinks que estava servindo. _ e então ele começou a rir, e eu o acompanhei me deitando de barriga para cima. E só depois percebi que tinha rido tempo suficiente para não perceber Brian indo chamar Jimmy, e voltando com o mesmo, sei lá eu, quanto tempo depois. E então, éramos apenas eu e Jimmy.
_ Não deve aceitar bebidas de qualquer um. _ disse sentando-se ao meu lado.
_ Jim, eu quero voltar lá para baixo e dançar.
_ Taylor, eu vim aqui para cuidar de você. Exatamente para você não fazer nenhuma burrada com tantos caras bêbados por ai. _ Jimmy disse, e eu fiz bico e cruzei os braços.
_ Mas, um cara me deixou em uma situação lamentável lá. Eu quero ir lá com ele. _ disse, sem nem pensar no que estava falando.
_ Que cara? _ Jimmy perguntou, preocupado. Ele parecia o meu pai. Sorri maliciosa.
_ Você sabe. O seu amigão fortão. _ comecei a rir novamente.
_ Ah, Taylor. Eu não acredito. O que fez exatamente? _ ele perguntou, com os olhos arregalados.
Levantei meu olhar para ele, com o meu melhor sorriso de lado.
_ Eu tenho um segredo. _ sussurrei, fazendo cara de mistério. Me pergunto como ele não estava rindo das minhas expressões. _ Você quer saber qual é?
Jimmy franziu o cenho, se aproximando de mim para poder ouvir melhor.
_ Você é meu melhor amigo. Posso confiar em você? _ eu perguntei, com a voz ainda mais baixa.
_ Por que estamos sussurrando? _ Jimmy perguntou, sussurrando de volta.
_ Eles podem nos ouvir. _ voltei a rir.
_ Quem pode nos ouvir, Taylor? _ ele parecia assustado, enquanto eu ria.
_ Tudo bem, eu vou te contar. Mas você não pode contar a ninguém. _ disse, assim que recuperei o fôlego. _ Shh, tem que ficar em silêncio. _ coloquei um dedo em seu lábio.
Jimmy nem havia feito menção em se mexer.
_ Jimmy, eu estou apaixonada pelo seu amigo gostoso. A gente estava lá, dançando e ele me beijou. Jimmy, eu estou apaixonada por Matthew. Eu quero ir lá embaixo, beijar ele de novo, e de novo, e de novo, e de novo...
_ Taylor, Taylor, me escuta. _ Jimmy me encarou preocupado. _ Hoje, ele tomou da mesma tequila que você. Ele pegou a tequila que tinha Ecstasy. Você só está sã, porque, pelo que Brian me disse, você derrubou grande parte no chão. Mas, sobre o que você acabou de me dizer, é verdade?
As palavras atingiram-me como um soco no estômago, mesmo, praticamente, drogada. Então, ele havia me beijado por que estava... drogado também?
Sem nem perceber, eu estava chorando e Jimmy me abraçando.
_ Eu amo ele tanto, Jim. Por favor, não conte a ninguém. _ implorei novamente.
_ Pode deixar. Seu segredo está seguro comigo. Esta dor vai passar, meu anjo. _ Jimmy disse.
E então, eu só lembro-me de ter acordado no dia seguinte, na mesma posição. Jimmy, com as costas apoiada no sofá ao lado da cama, comigo abraçada a ele. Meu melhor amigo.
Notas finais
Kisses.
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