Notas iniciais
Bom, depois de uma semana exatamente, vim aqui postar. então espero que gostem do capítulo.

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Deprimente. Era a palavra que se encaixava perfeitamente há minha vida naquele momento. Enquanto olhava para a janela, observando a chuva cair do outro lado, — e isso dava um ar totalmente melancólico a New York – lembrava-me de tudo o que tinha me acontecido em tão pouco tempo. A minha saída de Gossip Girl e a recém formação de minha banda, — que nem CD tinha ainda — o que me lembra que eu precisava compor. Mas a inspiração simplesmente, não vinha.

Estava pronta para sair de meu quarto, que mais parecia o quarto de um garoto, pelas roupas jogadas em qualquer canto, pelos infinitos CDS espalhados por uma escrivaninha, pelo vídeo game ainda ligado à televisão, pela cama desarrumada às quatro da tarde, pelos inúmeros pôsteres de minhas bandas favoritas coladas na parede — entre eles, um se destacava: Avenged Sevenfold, bem no centro. Era a minha banda favorita. As letras, a voz, os acordes, os solos, tudo era maravilhoso. Inclusive os integrantes, a amizade que mantinham a vida toda, a diversão que era notável em seus shows — enfim, não parecia o quarto de uma “modelo-atriz-loira de 16 anos”, como minha mãe dizia. Mas era apenas mais um dos rótulos que eu tinha. Então, pouco me importa.

Precisava de inspiração. E eu sabia aonde encontrar. Peguei um de meus CDS favoritos e coloquei-o para tocar, pelo qual a primeira música foi Beast and the harlot. Obviamente, City of evil era um de meus CDS favoritos.

This shining city built of gold, a far cry from innocence
There's more than meets the eye round here look to the waters of the deep.
A city of evil
There sat a seven-headed beast, ten horns raised from his head
Symbolic woman sits on his throne but hatred strips her and leaves her naked.
The Beast and the Harlot

Cantei junto. Subi em cima da cama, lugar aonde parecia muito mais confortável para se fazer um “show”. Parei no mesmo instante de cantar, assim que senti uma vibração vinda de meu interior. Desci aos pulos de cima da cama e desliguei o som.

Um acorde estava na minha cabeça e não poderia jogá-lo fora. Corri até meu violão e a caderneta que estava ao seu lado. Sem delongas, coloquei as cifras no papel.


Com o passar dos meses, o CD, finalmente ficou pronto. As faixas foram todas feitas por mim. Apesar das letras serem cheias de significado, não tinham sentido nenhum em minha vida. Eu gostaria de poder ter alguém para me fazer sentir tudo que eu escrevia. A vida parecia ser mais fácil na minha mente, quando eu estava sonhando ou quando eu não ligava a TV, e via uma notícia minha. Uma notícia maldosa, quero dizer. Porque era ótimo quando eu era elogiada pelo meu trabalho. De qualquer forma, as letras das músicas não passavam de minhas fantasias mais bobas.

Levantei-me quando terminei de fazer a maquiagem, — que fazia questão de ser eu quem a fazia — e me olhei no espelho. Observando cada detalhe. Nada poderia estar fora do lugar. Perfeito para o show que ocorreria em poucos minutos, acabei por concluir.

Saí de meu camarim de encontro aos meus caras. Ben, Mark e Jamie estavam à minha espera.

_ Está todo mundo pronto? _ perguntei como era costume. Não éramos do tipo que ficava nervoso antes de entrar no palco em um show comum, mas de qualquer forma, este, não seria um show comum.

_ Pode ter certeza, loirinha. _ Ben respondeu.

_ Nós nunca tivemos tantos fãs em um show. _ Jamie comentou. _ São 50 mil pessoas gritando pela gente ali fora. _ ele sorria.

_ Esse show vai ser animal! _ foi a vez de Mark.

Esperamos mais alguns minutos antes de entrar, em silêncio. Na verdade, ouvindo os gritos ensurdeceres: “The Pretty Reckless”. Nunca imaginei que a banda atingiria algum dia, tal sucesso.

_ É a hora de vocês. _ Olive disse ao nosso lado.

_ É, está na hora de arrebentar. _ Ben disse.

_ San Diego, vocês estão prontos? _ perguntei assim que entrei no palco. Mais gritos foram ouvidos. Aquilo nunca me enjoaria. Sorri.

Posicionei-me em meu devido lugar, assim como os caras. Ao ouvir Jamie com a bateria e Mark com o baixo, obviamente, reconheci a primeira música que havia escrito. Light Me Up.

Does what I'm wearing seems to shock you?
Well that's okay, 'cause what I'm thinking about you is not okay
I've Got it on my mind to change my ways
But I don't think I can be anything other than me
I don't think I can be anything other than me

Do you have a light?
Can you make me feel alright?
There's plenty of light to go around (one line to long)
Do you think its right when you hit me to the ground?
Well, light me up when I'm down
Light me up when I'm down

Does what I'm saying seems to haunt you?
Well that's okay, 'cause what I'm saying about you is not okay
I've Got it on my mind to change my ways
But I don't think I can be anything other than me
I don't think I can be anything other than me

Do you have a light?
Can you make me feel alright?
There's plenty of light to go around (one line to long)
Do you think its right when you hit me to the ground?
Well, light me up when I'm down
Light me up when I'm down
Light me up when I'm down
Light me up when I'm down

Does what I'm taking seem to bother you
well that's okay 'cause I can take it all without you and I'm okay
I've Got it on my mind to change my ways
But I don't think I can be anything other than me
I don't think I can be anything other than me

Do you have a light?
Can you make me feel alright?
There's plenty of light to go around (one line to long)
Do you think its right when you hit me to the ground?
Well, light me up when I'm down
Light me up when I'm down
Light me up when I'm down
Light me up when I'm down

Light me up when I'm down
Light me up when I'm down
Light me up when I'm down


E assim seguiu-se um dos shows mais incríveis que fiz em minha vida. Gritaram como malucos quando tocamos Make me wanna die, e cantaram junto em todas as músicas. Aquilo me emocionava. Saber que gostavam do meu trabalho era gratificante, era magnífico. Na verdade, para mim, fazer música não era exatamente um trabalho, era diversão. Então, era como se eu fosse paga para me divertir. No final do show seguimos para o Back Stage, realmente felizes. O nosso empresário, Charlie, já nos esperava com taças de champagne em mãos.

_ Vocês foram incríveis. _ ele veio nos abraçar, e entregou uma taça para cada um.

_ Ao The Pretty Reckless! _ erguemos as taças, chocando uma com a outra, brindamos.

Eu levava a taça à boca, quando, Mark segurou minha mão no meio do caminho.

_ Hey, pequena, você ainda não tem idade para beber. _ disse fazendo os outros gargalharem. Fechei a cara e mostrei-lhe o dedo do meio.

_ Vai se ferrar. _ dei um longo gole na bebida.

_ Por Deus. Quase esqueço. _ Charlie disse.

_ “Quase esqueço” do que? _ perguntei. Todos o fitaram.

_ Tem alguém que quer vê-los. Acho que vocês vão gostar. _ ele respondeu.

_ São fãs? _ Jamie perguntou indiferente.

_ Onde estão? _ Mark perguntou.

_ Não são fãs. E eles estão tentando vir para cá. Estavam vendo o show de um camarote, mas despistar os fãs deles é que são elas.

_ Por Deus, quer dizer quem é? _ eu já estava ficando aflita com aquele suspense melodramático.

_ São os caras do Avenged Sevenfold. Eles ouviram o CD de vocês, gostaram e estão a fim de conhecê-los. Tanto é, que vieram ver o show. Legal não, é? _ Charlie respondeu como se algo assim, nos acontecesse todos os dias.

_ Não brinca! _ eu estava de olhos arregalados. _ Por favor, diga que isso não é brincadeira.

_ Estou falando sério, Taylor. _ ele deu mais um gole em sua bebida, e olhou por cima de meu ombro _ Chegou quem faltava!

Congelei.

Charlie andava em direção a porta. Eu e os garotos nos viramos.

_ Como é que está, Charlie? _ M.Shadows perguntou enquanto dava a mão para o empresário, que apesar de alto, parecia minúsculo ao lado de si.

Charlie cumprimentou Brian, Zacky, Jimmy e Johnny, e logo falou:

_ Esse é o The Pretty Reckless. _ apontou para nós.

Fomos cumprimentados pelos caras do Avenged Sevenfold, e eu poderia jurar que cairia da cama em meu quarto a qualquer momento, e perceberia que isso não passava de um sonho. Um doce sonho. Mas não, não acordei nem mesmo quando os caras da minha banda favorita fizeram menção de me puxarem para um abraço, e assim fizeram, um por um. O perfume que invadiu minhas narinas, um perfume tão real, foi o que me fez concluir que aquilo não era um sonho. O perfume amadeirado de Matthew, me fez perceber que aquilo tudo era real.

_ Vocês mandam muito bem, meus parabéns. _ Jimmy disse. Meu Deus!

_ É, quando ouvi a banda pela primeira vez fiquei impressionado. Vocês vão longe. _ Johnny disse.

_ Obrigada. _ respondi.

_ Hey, quem está afim de uma pequena comemoração? _ Zacky deu a idéia.

_ Claro que a gente quer. _ Ben respondeu.

_ A gente pode se conhecer melhor. _ Matthew falou. “Claro que podemos” pensei comigo mesma.

_ Bom, a menos que a Taylor tenha que ir dormir cedo hoje a noite. _ Charlie brincou comigo, fazendo os caras rirem, enquanto eu revirei os olhos.

_ Rá rá rá. _ soltei uma risada falsa, cheia de ironia.

_ O nome disso é piada Taylor. Fica fria. _ Mark disse.

_ E aonde vamos ir? _ Ben perguntou.

_ Em uma boate que tem por aqui. Ela realmente muito boa. _ Brian respondeu.

_ Strippers? _ Jamie perguntou com um sorriso malicioso.

_ E isso poderia faltar? _ Johnny respondeu como se tivessem o ofendido.

_ Ótimo. Será realmente muito excitante ver garotas nuas dançando na minha frente. _ estava sendo sarcástica. E eles riram.


Fomos até a tal boate, e eu agradeci internamente assim que vi que a sala de strippers era reservada, só entrava quem quisesse. Com isso, não precisaria ter que vê-las em “ação”. Nos sentamos em uma mesa, perto de uma outra em que tinha algumas garotas que riam e usavam roupas curtas. Ri internamente. Eu estava usando roupas curtas, eu não era diferente de nenhuma delas ali. Pedimos algumas bebidas e ficamos conversando, todos nós. Tive o bom senso de tentar não ficar bêbada e acabar fazendo alguma loucura.

_ Galera, eu acho que eu vou para lá. _ Jimmy disse apontando para a sala privada com as strippers. _ Quem vem junto?

Johnny, Mark, Ben, Jamie e Charlie se levantaram na mesma hora. Bufei.

Ficamos apenas eu, Zacky, Brian e Matt na mesa.

_ Então Taylor, quantos anos você tem? _ Matthew me perguntou dando um gole em sua cerveja.

Pensei um pouco antes de responder. Pensando se eu deveria, ou não mentir a minha idade. Achei melhor não. Ele acabaria descobrindo, não é mesmo?

_ Dezesseis. _ olhei para os meus pés, que eram muito mais interessantes.

_ Caralho, você está falando sério? _ Brian perguntou com uma expressão incrédula.

_ Algum problema? _ perguntei. Eu não queria ser grossa com os caras que davam origem a minha banda preferida, mas foi inevitável. Saiu sem eu perceber.

_ Me desculpe. _ ele pareceu desconcertado.

_ Esquece. Está tudo bem. É só... a minha idade. _ o que eu falei não havia sentido. _ Enfim, porque vocês não quiseram ir com os outros caras, ver algumas mulheres nuas? _ sorri.

_ Não gosto muito de vir há boates sem a minha Michelle. E acredite, quase sempre viemos juntos para ver algumas vadias nuas. Mas é com ela. _ Brian disse olhando para as mãos em seu colo. Eu juro que quase chorei ao ouvir o que ele dizia sobre a esposa.

_ Deveria existir mais homens como você. _ simplesmente saiu da minha boca. Corei.

Ele riu olhando para o nada.

_ Hey, eu também sou muito fofo. Tanto é que não estou lá. Porque fico apenas pensando na minha Gena. _ Zacky me fez rir.

_ É claro que é. _ disse. Olhei para Matthew que apenas nos observava calado.

Mudamos de assunto e começamos a falar sobre vídeo games e bandas em comum. Enfim, Mark, Charlie, Johnny, Jamie e Jimmy voltaram, gerando um assunto malicioso. Dava para notar que eles haviam passado da dose na bebida.

Os caras do Avenged Sevenfold eram realmente divertidos. Jimmy era o mais louco, falava coisas sem sentido mesmo sóbrio. Johnny era tão baixinho que quase dava vontade de morder. Brian era extremamente sexy e engraçado. Zacky era um fofo. E o Matt tinha aquelas covinhas que faziam ele parecer um bebê algumas vezes, e era lindo, o seu corpo era enorme, parecia um armário. E ainda tinham seus braços gigantes e tatuados. Ele era sexy, lindo e... e perfeito. Era fechado e misterioso. Como um enigma, um enigma que está apenas esperando para ser resolvido.


Notas finais
Reviews e mordidas :3