Nothing Left To Lose
8 I Killed a Girl
Notas iniciais
Entretanto, a partir de agora vou me dedicar mais a esta fic, porque acho que todo mundo já tá sabendo da nova regra - puta, essa regra super puta que me deixo mais puta ainda - não é?
Vou tentar concluir a fic até final do ano, ou então, se eu não conseguir eu vou passar ela para os Originais. Fazer o que né? Ainda vou poder contar com vocês?
Outra coisa super importante!
Assinem isso aqui, gente! Por favor?
http://euconcordo.com/peticao/269/anulacaoregra/
A gente tem que tentar alguma coisa não é mesmo?
Obrigada
Fechei a porta atrás de mim, entrando a passos lentos no flat que havia me hospedado.
As palavras de Matt martelavam em minha cabeça. Eu devia estar tendo alucinações. Afinal, ele não diria isso se eu não o estivesse tendo, diria?
Sentei-me na cama, retirando os sapatos e os jogando para longe. Soltei uma grande quantidade de ar pela boca, como se estivesse entediada. Passei a mão pelos longos fios de cabelo loiro e, em seguida joguei meu corpo para trás.
Eu odiava gostar tanto assim de Matt.
O amor que eu sentia por ele poderia ser comparado com cigarros, ou uma droga qualquer. Mesmo sabendo que faz mal continuava sendo utilizada. Mesmo não querendo, sabendo que é errado ou no meu caso, inconsciente. E odeio isso. Odeio não ter o controle da situação, odeio ser dominada, e principalmente, odeio sentir. Porque sentir, era o motivo das pessoas sofrerem, porém, contraditoriamente, era o motivo delas se alegrarem.
Sem nenhuma vontade de me levantar andei até a sacada, pegando um maço de Marlboro da minha bolsa. Sim, eu ainda tinha uma reserva para momentos como este.
Dei uma longa tragada e soltei a fumaça em seguida. Aquilo ferraria a minha garganta no dia seguinte, mas, quem se importa? Sem nem perceber, já estava com o segundo cigarro em mãos, dando uma tragada atrás da outra, rapidamente ele chegou ao fim.
Coloquei o que restava no cinzeiro, retirei a jaqueta de couro que estava sobre mim e, a passos apressados fui em direção ao banheiro. Passei pelo grande espelho e, de esguelha, vi uma garota me encarar curiosamente. Examinei-a com cautela.
De fato, não era a mesma de um ano atrás. Ela cresceu, amadureceu e estava, definitivamente, diferente. Ela costumava ser fria, vazia e de certa forma, mais forte. Agora, infelizmente, ela se tornara uma sentimental fragilizada. Isso, devido ao fato de ter se apaixonado.
Vulnerável.
Não existia palavra melhor para descrevê-la nesse momento.
Depois de um longo e relaxante banho quente, liguei a secretária eletrônica que mostrava que eu tinha uma mensagem de voz.
Era de Michael, meu pai.
“Hey, Sunshine.Como está na Califórnia? Espero que esteja se divertindo. Sua mãe e eu resolvemos tirar umas férias também. Estamos no Alaska! – Ele falou essa parte com grande entusiasmo, afinal, ir para o Alaska era um desejo antigo, mas infelizmente, nunca tivemos oportunidade e tempo para ir antes. Entretanto, eles estavam lá. Sem mim. Legal isso, papai e mamãe. – Você terá de se virar sozinha por um tempo, não é mesmo? Ressaltando o chalé de seus avós em Los Angeles. Ele está tão abandonado, deveria ir para lá qualquer dia desses. Aposto que ele adoraria receber Sunshine.
Ah, não esqueça que você está sendo observada por malfeitores, vulgo, papparazzis! – Minha atenção foi virada completamente para as palavras pronunciadas. – Então, cuidado com a proximidade que você mantém com homens como seus amigos. Pode ser interpretado de uma maneira errada, e ninguém quer isso, quer? Da próxima vez não conseguirei te livrar de um escândalo que seria se fotos como aquelas caíssem nos noticiários e revistas de fofoca. Acho que você sabe do que, e de quem estou falando, não é?
De qualquer forma, saiba que eu e sua mãe te amamos. E não esqueça: Você sempre será a minha Luz do Sol. E um dia, você encontrará alguém que te faça sentir exatamente assim.”
Reprimi meus olhos com força, ouvindo a última frase. Papai recitara o velho ditado. Era a última coisa que eu precisava ouvir. Porque aquela frase parecia tão estupidamente irreal. Eu nunca seria a luz do sol de ninguém. A muito passara-se a época em que eu acreditava naquelas palavras, em que eu acreditava em conto de fadas.
Mas então, alguém havia tirado fotos minha e de Matthew no estacionamento esta noite? E havia sido rápido o suficiente para correr contar para o meu pai?
Os fotógrafos estavam começando a ser bem criativos. Por favor, contar para o meu pai? Isso era sério? Provavelmente o subornaram, para que o papai super-herói ter que safar sua filhinha imprudente de se meter em um grande escândalo.
Mas esses pensamentos levaram-me a outros.
Eu estava assim tão perto de Matt? Eu com certeza, perderia o sono se pensasse demais sobre isso.
Levantei-me da cama novamente trazendo mais para perto o roupão que estava usando. O que Jimmy diria? Eu estaria ao telefone com ele agora mesmo? Aposto que teríamos nos divertido a beça esta noite, ele me faria rir, dançar como uma idiota, beber até cair só para ter um motivo para rir no dia seguinte. Com certeza ficaria me cutucando enquanto eu desabafava sobre como Matt era bonito, atraente, sexy e explodia meus ovários quando canta. Ele agüentaria uma garotinha apaixonada falando sobre o cara que gosta. Mesmo esse cara sendo um de seus melhores amigos.
Aposto que estaríamos ouvindo Motorhëad, para ser mais exata, Evolution. Ou talvez, quem sabe assistindo pela milésima vez Iron Man, comentando como Robert Downey era gostoso.
Ri nasalmente.
Sem dúvidas alguma, estaríamos fazendo uma destas coisas, e eu não me sentiria tão sozinha. Eu, com absoluta certeza preferiria isso. Mas eram dias que não voltariam, e eu tentava lidar dia após dia com esse fato. Mesmo depois de todo esse tempo.
Ignorei minha vontade de chorar, lembrando-me novamente da mensagem do meu pai. Eu ligaria para ele amanhã e faria perguntas.
Estava cansada de ele encobrir minhas burradas fingindo que nada aconteceu. Estava na hora de eu começar a ter responsabilidade, e encarar o fato da tal “proximidade” com um homem casado estava entre elas. Eu sentia que precisava disso.
Como um ato automático – e sem nem perceber – eu estava novamente em frente ao grande espelho do banheiro.
Observei cada detalhe sórdido de mim mesma, e decidi que tinha alguma coisa absurdamente errada. Meus poros estavam enormes, minha pele era branca até demais, ao ponto de ficar esverdeada contrastada ao conjunto de peças íntimas na cor preta, eu tinha grandes olheiras embaixo dos olhos e uma espinha dava sinal de querer começar a aparecer.
Os olhos receosos da garota no refletor me encararam mais uma vez. Nada disso comparava-se com os defeitos que ela tinha por dentro.
A menina que fora forte um dia, passou as mãos pelos cabelos desgrenhados.
Expirei profundamente.
Eu matei uma garota... A garota que eu costumava ser.
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