Nothing Left To Lose

9 Feet don't Fail me Now


Notas iniciais
Tá, não demorei pra postar o capítulo porque sim. Obrigada pelos reviews, galera. É bom saber que devido as circunstancias, ainda há leitores que não vão me abandonar e isso é muito importante para mim.
Obrigada.
Espero que gostem, e boa leitura.

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Está tudo bem. Seja forte. Pés, não falhem agora. Eu repetia mentalmente enquanto caminhava em direção a mesa onde se encontravam os quatro – antes, cinco – homens que mudaram a minha vida.

Tentei parecer indiferente quanto aos olhos de Matthew me recepcionando e dei apenas um sorriso amigável.

– Hey. – falei, sentando-me em uma cadeira entre Zacky e Johnny. Combinamos de almoçar todos juntos já que na última semana eles estavam cheios de trabalho com a banda. E inclusive, tentando encontrar um novo baterista.

– Hey – disseram todos ao mesmo tempo.

Zacky, não tirando os olhos do jornal que lia, pegou com a mão algumas batatas fritas, as molhou na cerveja do copo de Brian e comeu-as em seguida. Olhei a cena um pouco enojada, mas não disse nada.

Johnny puxou assunto sobre o jogo em que os Lakers haviam ganhado, mas não prestei muito atenção. Estava muito aérea aquele dia. Um garotinho olhando o aquário de peixes no lado oeste do restaurante já bastava para prender minha atenção. Apoiei meu cotovelo na mesa, e meu rosto na mão.

O garotinho olhava admirado para todos os peixes, apontando com o dedo para mostrar ao pai que não prestava a mínima atenção. Ele olhou na minha direção e eu acenei fracamente com a ponta dos dedos.

Mas não recebi um aceno de volta.

O garotinho que era aparentemente fofo mostrou-me seu dedo do meio.

Arqueei uma sobrancelha, e Brian gargalhou alto.

O que estava acontecendo com as crianças de hoje em dia?

Desviei minha atenção para Brian, que estava praticamente se dobrando em cima da mesa.

– A sua cara. – Brian disse, em meio a risadas.

– Eu não achei engraçado. – murmurei carrancuda. Eu sempre tentei me dar bem com crianças. Mas todas elas tinham algo contra mim, era tipo um complô. Uma vez, quando peguei no colo a filha de dois anos da minha tia Elena, fui inteira vomitada. Eu não entendo. Eu sou tão legal.

– O que eu perdi? – Johnny perguntou sem entender.

– Aquele garotinho é uma comédia. – Gates disse apontando para o menininho que agora, o encarava.

Todos eles se viraram em direção ao garoto, e o mesmo, mostrou novamente o pequeno dedinho do meio.

Brian franziu a testa e parou de rir no mesmo momento que ele fez isso.

– Há! – eu disse, batendo na mesa com a mão.

Syn fez uma careta estranha, explicando o que havia acontecido para os caras.

Porém, novamente, não prestei atenção. Estava presa em meu universo particular. Primeiro, havia meu pai, que se recusara a responder minhas perguntas por telefone.

Eu ligara para ele no dia seguinte, depois daquela mensagem de voz. E eu perguntei das fotos e o que, de fato, disseram a ele. Mas, o que ele fez foi dizer que a gente conversaria pessoalmente e então, passou o telefone para a minha mãe. Ela não me deixara falar, apenas continuava a fazer perguntas do tipo, “Há que horas você está indo dormir?”, “Já escovou os dentes?”, “Está se alimentando direito? Você está muito magra, Taylor.”, “Quero que me ligue todos os dias.”. E repetiu as mesmas perguntas várias vezes. Típico de mãe.

Papai fizera de propósito. Ele sabe o quanto minha mãe gostava de falar as vezes.

E em segundo, aquela maldita frase que não saia da minha cabeça: ‘Sem luz, sem sombras’, ‘Sunshine, sem Shadows’, ‘Taylor sem Matt...’

Balancei a cabeça tentando esvair aqueles pensamentos e respirei fundo, antes de virar minha atenção completamente para os caras a minha frente.

Porém, meus olhos faiscaram ao perceber um par de olhos verdes encarando-me, sem fazer o mínimo esforço em disfarçar. Mordi o lábio inferior, olhando para as minhas mãos. Os olhos de Matthew eram muito intimidadores.

– ... E aí ele disse: “Aposto cinqüenta pratas, que você não consegue”. – Peguei uma pequena parte da conversa pelo qual não estava participando. Zacky, contava alguma estória banal, gesticulando enquanto falava. – E então, eu fui lá e pedi para a garçonete dez hambúrgueres! E vocês não adivinham? Eu comi todos! Todinhos. E ganhei a aposta daquele merda. – Ele falou orgulhoso.

Matt deu um tapa na cabeça dele enquanto ria, e Johnny franziu a testa e perguntou:

– E você pegou a garçonete?

– Nah. – ele respondeu. – Esse foi o Brian.

– Hey, eu nunca disse que peguei ela. – Brian falou incrédulo.

– Mas você foi para a casa da garota. – Zacky rebateu, olhando confuso para Brian.

– Não, você entendeu errado, Vengeance. Ela disse que queria saber a marca do delineador que eu usava. E então, ela, carinhosamente, me pediu para maquiá-la porque tinham um encontro. Alguma coisa assim. – ele respondeu óbvio.

Eu tive que dar risada. Mas logo notei o quanto a minha risada era tão ridiculamente infantil que me alertei a parar segundos depois de começar.

– Vocês são uns idiotas. – Matthew disse, dando uma golada em sua cerveja, em meio a risos de convinhas. Covinhas...

Suspirei, apoiando o rosto nas mãos, entretanto, não o encarei. Era como se estivesse escrito na minha testa que eu estava o admirando.

– Vocês tiveram alguma sorte quanto ao novo baterista? – perguntei, pegando algumas batatas fritas da bandeja a minha frente.

Johnny suspirou.

– Bem, depois que você tem um Jimmy como baterista da sua banda, nada mais te agrada tão facilmente.

– Portanto, a resposta é, absolutamente, não. – Matthew continuou de onde Jojo havia parado.

Minha boca se curvou em um sorriso amarelo, dizendo um, claramente, “Sinto muito”.

– Lamento. – disse em voz alta. A falta que Jimmy fazia ainda era bastante presente e doloroso de se lembrar. Mas em todo lugar que íamos, era como se James Owen Sullivan estivesse lá. Fazendo piadas e bancando o palhaço, ou, até mesmo, correndo atrás de patos. Sendo o louco de sempre.

Suspirei.

– Taylor – Johnny chamou com a voz alterada, mostrando que não fora a primeira vez que ele que pronunciara meu nome, para chamar minha atenção.

– O que? – perguntei, encarando o baixinho.

– Você se lembra que, quando estávamos em turnê nós dissemos que compraríamos um presente de aniversário? – Brian disse, fazendo com que meu rosto se virasse para encará-lo.

– Bem, na verdade, eu não lembrava. – respondi sincera. – Que é? Vocês vão me dar jato particular, ou alguma coisa assim? – brinquei.

– Não abusa. – Zacky disse, e eu ri.

– Está curiosa? – Matthew perguntou, semicerrando os olhos.

– Agora estou. Então, o que os veados sete vezes vão me dar? – perguntei, levando a lata de refrigerante até a boca.

– Nosso corpo nu. – Jojo respondeu, tentando fazer uma careta sexy.

Ri.

– Vem com a gente e saberá. – Brian se precipitou, levantando-se de sua cadeira e estendendo uma de suas mãos para mim.

Sorri, e segurei-a.

Saímos do restaurante após pagar a conta, e na verdade, eu estava bem ansiosa para saber o que diabos era meu presente.

Combinamos de todos nos encontrarmos na casa de Brian, e de fato, todos eles foram para seus carros e eu fiz o mesmo.

– Tay – me virei, tirando a minha atenção das chaves de Bob para Matt que se encontrava a minha frente.

– Olá – disse – Veio me apurar o que vocês, malucos, vão me dar? – perguntei fazendo uma careta.

Ele negou com a cabeça, e sorriu.

– Desista. – ele disse. – Não vou te dizer.

Fiz uma expressão derrotada.

– Na verdade, acho que, hum, temos que conversar. – ele continuou, com a expressão ligeiramente séria, fazendo com que eu engolisse em seco.

Assenti. Acho que, de certa forma, sabia sobre o que ele queria conversar.

– Mas depois. – ele murmurou. – Agora, temos algo pelo qual ver. – ele continuou, fazendo com que a tensão pairada no ar se dissipasse momentaneamente – O seu misterioso presente.

Revirei os olhos divertidamente, com o coração acelerado entrei em Bob e observei até que Matt entrasse em seu próprio carro, então coloquei a chave na ignição, com as mãos fracamente trêmulas.

Afinal, ele tinha esse efeito sobre mim. Matthew Charles Sanders me fazia ficar nervosa, e não era algo pelo qual eu pudesse lutar agora. Era tarde demais para isso, porque o estrago já havia sido feito.

Eu já havia me apaixonado.


Notas finais
Lembrem-se que a opinião de vocês é realmente importante, portanto COMENTEM! Sem review, sem capítulo.
E fantasminhas, apareçam! Não mordo (Só se vocês pedirem).