Notas iniciais
Oi gente, então, estou tendo um surto de inspiração com essa fic, na boa. Estou postando rápido não?
Isso se deve a vocês que estão comentando.
Enjoy!

Olhei para o lado de fora da janela, e tudo o que se dava para ver, eram as nuvens. Nada mais além disso. Eu estava um pouco solitária e emotiva nos últimos dias, ou talvez fosse apenas a TPM. Nada mudava o fato de que deixei Matt para trás com a promessa de que explicaria tudo quando voltasse.

Assim que desembarquei – com Bird em um suporte para cães – Jamie já estava me esperando para que fossemos para sua casa. A casa dele era enorme e nós todos passaríamos ali. Era bem mais confortável do que ficar em um hotel.

Encostei minha cabeça no vidro, e eu e ele nem conversamos nada depois de ter nos abraçado e dito “Estava com saudades”, a culpa era toda minha, é claro. Ele notou que eu não estava bem quando eu apenas balbuciava palavras nas horas certas ou assentia. Mas era isso, o silêncio, ou dizer a ele o que estava de fato acontecendo. Preferi manter a segunda opção.

Chegamos em sua casa, e como de costume, estava uma bagunça completa. Vi algumas camisinhas usadas e sutiãs jogados na sala, mas ignorei. Deixei Bird no jardim, mas pelo que percebi, ele não teve paz já que os caras resolveram ir brincar com ele.

Subi para o quarto de hospedes e resolvi ir dormir imediatamente, pois meu corpo estava muito cansado.

Não era de se admirar que tive pesadelos aquela noite inteira, não permitindo que eu tivesse uma noite de sono completa. Ao contrário, tudo piorou quando eu liguei a televisão e vi em um programa de fofocas uma foto minha e de Matthew se beijando no aeroporto. Não que eu já não soubesse qual eram as conseqüências desse relacionamento, só esperava algo um pouco diferente disso. Não era pedir demais ter um relacionamento estável, era?

Na verdade, se você não se chamar Taylor Momsen, então está tudo numa boa.

Os dias que se arrastaram foram basicamente os mesmo. Ensaios com uns quinze minutos de descanso a cada duas horas. Sem contar nos ensaios fotográficos com a banda, mas não era nada com que eu já não estivesse acostumada.

Não me leve a mal, eu gostava de fazer essas coisas, era só que tudo o que aconteceu em minha vida anteriormente contribuiu para a minha total falta de profissionalismo, e todo mundo percebeu. Estava levando tudo muito como uma obrigação, e isso não era bom.

Ah, eu preciso de uma vida nova para começar. Já não bastava tudo que anda acontecendo e eu tinha evidente impressão de que não tinha como piorar.

Suspirei derrotada no final de mais um dia de ensaios na casa de Ben. Subi para o ‘meu’ quarto apressada, e fui tomar banho.

Liguei o registro e deixei a água correr pelo meu corpo livremente e encostei a cabeça na parede. Eu senti a maquiagem preta escorrer dos meus olhos sem se importar realmente.

Deixei com que minha cabeça vagasse livremente por todas as coisas que me assombraram nos últimos dias.

Eu estava morrendo de saudades de Matthew e na verdade, de Johnny, Brian e o Vengeance e... Jimmy. Ah, Jimmy. Até conhecer ele, eu não tinha ideia do que era ter uma amizade tão forte, real e verdadeira e, também, nunca tinha sentido tanto a saudade de alguém que estivesse tão longe.

Era minha sina afinal.

Sentir saudades das pessoas o tempo todo, quando está tudo bem, volta a dar tudo errado. Não havia como lutar contra algo tão grande e forte assim, sozinha. Pois era exatamente como eu me sentia.

Desliguei a ducha e me enrolei em uma toalha que estava pendurada do lado de fora, os meus cabelos molhados grudavam na testa e em minhas costas.

Ouvi meu telefone celular tocar e corri para o outro cômodo. Eu torcia com todas as minhas forças para ser que eu queria que fosse. Afinal, eu precisava ouvir a voz dele mais do que tudo.

Mas não. Era apenas Charlie avisando que o show seria daqui dois dias.

De certo modo, o festival estar chegando era uma coisa muito boa. Isso significava menos segundos sem que eu tivesse que ficar longe de Matt, e finalmente eu poderia voltar para o lado dele, que era exatamente onde eu pertencia.

Porém, coisas como uma tal promessa de esclarecer algo que eu não tinha convicção de que conseguiria me rondou a cabeça. Aquela reação que tive foi tão estupidamente infantil e... Tão eu, que eu tinha certeza que estava com as bochechas vermelhas apenas pelo fato de cogitar ele saber. Ou não?

Bem, minha estranha rotina de alguns meses atrás – quando eu ainda estava em Huntington – me parecera tão agradável que a minha costumeira rotina de eventos não me deixava mais tão avontade.

Minto, fazer shows sempre me deixava com uma euforia descomunal, e tive que constatar que o único problema era Matthew não estar presente. E isso me dilacerava.

Fui dormir cedo aquela noite, e o dia seguinte se passou arrastou tão rapidamente que nem notei quando o céu já escurecia.

Todos nós; Jamie, Ben, Mark e Charl, estávamos a beira da piscina contemplando as estrelas. Ou talvez, somente eu estivesse já que os outros quatro estavam quase tão bêbados quanto sonolentos. Meus pés estavam na água e se mexiam automaticamente formando ondas que se quebravam em minha pele novamente. Eu estava de jeans – com suas bainhas molhadas – e uma regata branca que quase sumia em contraste a minha pele.

Logo eu começava a ficar igualmente sonolenta, e eu me perguntava se tinha visto mesmo um hipogrifo voando com Sirius Black montado nele. Bem, talvez eu tivesse bebido um pouquinho além da conta também.

Ouvi a campanhia da casa tocar e olhei para trás como um pedido mudo para que algum deles fosse abrir a porta. Todos eles estavam caídos em um profundo sono. Bocas abertas, roncos e eu até pude jurar que ouvi Charlie, – com seus 40 e tantos anos – dizer: “Mãe, compra um Wii?”

Dei uma risada fraca e me levantei me precipitando para dentro da casa. Fui apressada até a porta e antes de abrir, e gritei:

– Diga a senha! – eu devia meesmo ter bebido um pouquinho além da conta. Mas não esperei a resposta. Eu escancarei a porta e foi então, que meu coração deu uma martelada antes de se esquecer de que seu dever era bombear sangue.

Era Matthew. É claro que seria Matthew.

Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, dizer como sentia sua falta, eu percebi em seus olhos que ele não estava nada bem.

Três semanas bastaram para ele notar que o que tinha feito fora burrice e havia vindo até aqui para me dizer que não me queria mais, ou então...

Ele me abraço, me arrancado de meus devaneios como seu perfume inebriante e sua voz em sussurrando em meu ouvido:

– Eu te amo. Me desculpe se fui um pouco rude no aeroporto. – ele falou.

– Mas você não foi. Você estava certo, e não devia ter agido daquela forma infantil, e agora você está aqui. – ele estava mesmo ali. E só caiu a fixa quando falei aquilo em voz alta.

Ouvi seu suspiro fraco e então, ele se afastou depois de algum tempo. Não protestei quanto a suposta separação de nossos corpos, afinal eu notei que algo sério havia acontecido e ele precisava falar.

– O que aconteceu? – perguntei, insistindo por uma explicação com os meus olhos confusos.

– Agora eu entendo que porque você agiu daquela forma. Valary me contou tudo depois de... – Ah. Então era isso? Valary havia finalmente dito a ele que estava grávida. Ela deveria ter feito isso antes de me mandar ficar longe dele. Mas não a culpo. Como poderia? Ele se repreendeu buscando palavras para continuar.

– Não, foi errado. Eu deveria ter dado uma explicação.

A expressão no rosto dele parecia esconder algo a mais em meio a tanto sofrimento. Havia algo que ele ansiava por me contar desesperadamente. Isso era claro e evidente.

Ele soltou ar pelo nariz e ficou cabisbaixo, e então voltou a me encarar nos olhos e abriu a boca duas vezes e não falou nada novamente.

Eu acho que entendi. Suas mãos estavam nas minhas e aquilo era horrivelmente significativo. Infelizmente para mim, eu estava entendendo aonde ele queria chegar.

– Você quer terminar. – minha voz saiu baixa, e eu não o encarei nos olhos quando disse aquilo. O meu tom de voz soou como uma afirmação, pois não restava dúvidas para mais perguntas.

Ele teria um filho com Valary afinal, eu não tinha mais chances.

Notas finais
Hoje estou entristecida por estar fazendo o aniversário de menos um ano da minha vida e que eu não fiz nada útil. masok
Aniversário é uma comemoração tão supérflua, concordam? Tipo você está comemorando menos um ano de vida? #COMOASSIM
Se bem que está chovendo e eu gosto de chuva. E isso não teve nada haver.
Anyway, COMENTEM!