Not With These Eyes With Mouth Devour Me
12 Capitulo 12: Dia de... Desistência...
Notas iniciais
Agradecimentos nas notas finais, muito importante.
Capitulo 12: Dia de... Desistência...
“ Os seus, os meus, os nossos olhos...”
Olhos azuis de Ciel estavam tão vividos quanto podiam, a marca do contrato brilhando em seu olho esquerdo, a pele mais rosada que o normal, e as bochechas coradas. Levou duas mãos até o pescoço, caído na cama. Seu corpo tremia e ele se movia em desespero.
Sebastian já havia visto aquela cena antes.
– Ele está tendo um ataque de asma?! – indagou o príncipe, surpreso.
Sebastian levantou-se da cama abandonando as mãos do jovem mestre e num pulo, jogou a empregada porta a fora.
Suas mãos agarravam com força o pescoço da empregada enquanto suspendia o corpo dela contra a parede.
Enquanto isso, Nathan acalmava Ciel. Sua crise já tinha passado, mas ele continuava deitado na cama. Ainda em transe. Tudo aquilo ainda passava em sua mente, aquela mulher me contando o passado. Não deveria se lembrar dessas ínfimas coisas.
Parou. Seu corpo parou de se mover e sua mente ficou em branco. Seus olhos voltaram a ser demoníacos e seu corpo voltou à temperatura normal. Levantou-se da cama, quando Sebastian havia voltado para o quarto. Seus olhos vagavam com curiosidade pelo local, sem saber ao certo o que estava acontecendo.
Algo estava muito errado, ele sentia.
– O que está havendo aqui? – perguntou sério.
– Você está bem, Ciel? – indagou o príncipe, preocupado.
– Por que não estaria, príncipe? – cruzou os braços, fitando ele sério
– Bem, você acabou de... – foi interrompido pelo mordomo.
Ele foi até o jovem mestre, pegando-o no colo. Virou-se antes disso, apontando o dedo na própria boca para Nathan permanecer calado.
– Vamos voltar para o quarto, bocchan. Você já descansou bastante, me suponho.
– Mas eu... — Calou-se ao receber um beijo suave na testa e ver um incontestável brilho naqueles olhos vermelhos.
– Vamos para casa, Ciel. — E sem falar mais nada, os dois saíram do quarto.
Nathan permaneceu sentando na própria cama, estático. Ele tinha a boca um tanto aberta e mantinha-se surpreso. Jamais havia visto o mordomo com tanta raiva ou tão preocupado. Naquela hora, sentiu-se mais ínfimo que qualquer outra coisa. Seus olhos se encheram de lagrimas, tão logo a linha do lado esquerdo caiu. E ele caiu para trás.
A porta estava fechada, ele estava sozinho, e estava chorando mais uma vez. A conta de quantas vezes já se viu naquela situação eram tantas que já as tinha até perdido a seqüência. Contudo, agora, seus olhos enfim perceberam que jamais seria capaz de ter quem amava.
Por quantas inúmeras vezes passou noites em claro pensando no moreno, e por tantas noites ficou a pensar em como podia fazer para fazê-lo apaixonar-se por si. E tudo fora em vão.
Seria realmente tão errado querer aquilo para si? – pensava o príncipe – Será que Deus não tinha dó de si? — E ao pensar isso, riu amargurado.
Deus? Deus? Por que o mais límpido dos deuses, aquele que em todas as culturas de todos os povos é cultuado e amado, por qual razão ele olharia com amor ou mesmo complacência para consigo? Não! Antes de tudo ele havia pecado; havia pecado ao se apaixonar por um demônio, havia pecado ao fazer um contrato com um ser das trevas. Havia pecado ao nascer. E pecava agora, tentando tirar daquela criança, o que lhe fora destinado desde o nascimento.
As lagrimas não paravam de cair, e ele ficou preso em seu quarto durante todo o restante de tarde.
Matilde havia voltado para seus aposentos, ela fazia um malfeito curativo no braço quebrado, teria realmente de ir ao medico daquela vez. O demônio fizera questão de quebrar o braço dela. Ele de lhe arrancar mais alguns machucados mais superficiais.
Mas ela sorria feliz. Sua querida mãe podia estar brava consigo, não importava, estava realmente feliz. As palavras daquele demônio para si fizeram-na se sentir tão humana que chegou a cogitar a possibilidade de morrer realmente com um simples sufocamento.
Com o braço meio enfaixado, saiu com uma das carruagens para a cidade, indo encontrar-se com o medico local.
Em sua mente, apenas as visões do olhar daquele mordomo fizeram-na sentir um prazer tão imenso, que chegou até mesmo a gozar de felicidade no sofrimento dele.
– Tão humano que chega a ser sombrio...
Sebastian não exalou nenhuma aura assassina naquele momento. Ele suspendeu o corpo da empregada, rodando seu braço e quebrando-o.
A voz dele tomada pela fúria, e de certo modo, desespero, fizeram com que um estranho sentimento brotasse em si.
Enganam-se aqueles que pensam que foi amor.
“ – Eu quebro-lhe todos os ossos do corpo antes que consiga tocar nele, sua vadia.”
Naquela hora nada pareceu importar mais ao mordomo quanto aquele garoto. Não lhe importou mais que vingar aquela que fazia seu mestre sofrer e nada lhe deu tanta preocupação quanto o bem estar daquela criança.
A carruagem parou e dela a empregada desceu com o mais belo sorriso estampado no rosto. Apesar de alguns machucados que sangravam ao rosto e a faixa já manchada de sangue, ela desfilou pela calçada, adentrando a enfermaria local e sendo prontamente atendida como um caso de emergência.
Num caminho desconhecido pelos humanos, Sebastian levava ciel consigo para o seu suposto lar. E apesar quem morava naquele lugar, ali era o único onde poderia estar seguro com Ciel.
O ex-conde manteve seus olhos fechados durante todo o percurso, não e não preciso ver para saber para onde o mordomo levava-lhe. Sentia um estranho conforto tomar conta de si, e um cheiro suave adentrar à sua narina. Um grunhido conhecido soou, mas foi apenas isso, já que o som parou e junto com ele, o moreno também.
Colocou o demoniozinho sentado e ele finalmente abriu os olhos encarando o demônio. O mordomo estava se joelhos ante o jovenzinho.
– O que aconteceu na mansão, Sebastian.
– Não aconteceu nada... Demais... – disse encarando os olhos negros de Ciel.
Levantou-se um pouco, aproximando sua boca da do garoto e tomando-lhe os lábios de forma carente e suave. O beijo era molhado e lento, e apesar de varia vezes as línguas ganharem mais velocidade, o beijo persistiu por um bom tempo.
Não eram humanos, e não precisavam necessariamente de ar. Mas separaram-se. Sebastian, sem voltar a abrir os olhos, desceu os beijos pelo queixo do garoto, e ia descendo pescoço a fora. Sua mão segurava as costas do garoto para que ele ao caísse para trás e uma de suas pernas estava entre as do menino.
Aquela mão que apoiava o garoto deitou-o e a outra agora se cabia de desabotoar lentamente os botões da camiseta branca. Voltou a tomar-lhe os lábios pequenos e rosados, tão doces.
Abriu os olhos finalmente, e pode deslumbrar da visão daquele mesmo demônio com quem transara há um tempo atrás. Este, porém, não estava audacioso como de costume.
Seu corpo estava mole e um cheiro agradável – e inconsciente – ele exalava. Um doce sorriso em deleite estava em sua face com a boca entreaberta e os olhos semicerrados.
Seu olhar caiu para o mordomo que estava sobre si, de quatro. O garoto ergueu as mãos em direção ao rosto do mais velho, lançando-lhe o cabelo para trás de uma das orelhas.
– Mostra-me tua verdadeira forma.
– Não posso deixar que meu mestre me veja de forma tão suja. – disse dando-lhe mais um beijo. – A forma que me desagrada.
– Não me desagrada saber que és um demônio. – disse invertendo as posições e colocando-se sobre mordomo – Desagrada-me não saber com quem é que durmo todas as noites... – disse distribuindo beijo pelo pescoço do mordomo e abrindo seu fraque — Com quem incansavelmente eu transo todos os dias. – ele terminou retirando toda a blusa do mordomo e este novamente se colocou sobre o demoniozinho — Me desagrada saber que sou o único a não ver tua bela forma demoníaca.
– Não quero decepcioná-lo, mestre. – disse com um sorriso no rosto.
– Jamais me decepciona Sebastian. Depois de tantos anos, pensei que já soubesse disso... – disse fazendo carinho em sua nuca – Quantas foram às vezes pensei toca-lo assim. Quantas foram as noites em pleno desejo de querer tocá-lo. Ah, céus! Quantas foram?! – disse fechando os olhos e vendo o corpo do demônio deitar-se sobre si.
– Uma única vez...
– Apenas uma, me deixe ver sua forma... – disse subindo a cabeça que se encontrava em seu pescoço – Apenas desta vez, me tenha verdadeiramente e sem máscaras. Apenas desta vez. – Ciel disse, tomando a iniciativa de um beijo sensual.
A aura se Sebastian começou a ser liberada, ele colocou Ciel sentado em seu colo, ainda beijando-o. Uma camada escura preta de tecido envolveu seu corpo, tomando o lugar das roupas humanas. Uma bota de salto longo estava em seus pés, e seu cabelo estava maior, mais liso e sedoso. Seus olhos, assim que abertos, puderam dar lugar a um vermelho vivido e deslumbrante. A pele ficou mais sedosa, assim como a de Ciel sempre ficava na forma demoníaca. Usava uma calça de couro preta colada nas pernas torneados, e seus músculos bem mais acentuados à mostra davam um charme impar aquele mordomo.
Assim que o beijo compartilhado foi separado, Ciel pode finalmente admirar aquilo que era seu prazer, sua sublime decadência.
– És a arte mais bela já esculpida que vi em toda minha vida. – Ciel disse, caminhando seus dedos desde a cintura até o ombro, encontrando os olhos vermelho e seu sorriso inebriante.
– E és apenas meu. Só meu e para sempre meu.
– Eternamente...
– Preso por um contrato. – completou Ciel, dando-lhe mais um beijo.
A roupa de couro desapareceu com rapidez, desfazendo-se em frangalhos pela decisão de Ciel. Ele pode enfim sentir o falo rígido e grande diretamente em sua pele. Um arrepio percorreu-lhe toda a espinha e ele soltou um gemido gostoso.
Deleitou-se ainda mais, ao sentir um de seus mamilos ser chupado pelo mordomo enquanto o outro era acariciado com as mãos. Agarrou o pescoço de Sebastian, começando um leve rebolar.
A mão que acariciava o mamilo desceu para as nádegas do garoto enquanto a boca do mais velho tomou de forma selvagem a de Ciel. O ex-conde gritou assim que um dedo invadiu sua entrada, e um suspiro contido saiu da boca de Sebastian logo em seguida.
Movimentado para cima e para baixo, às vezes de um lado para outro, ele tentava encontrar o ponto doce de Ciel. Enquanto o fazia, masturbava-o juntamente com os movimentos dos dedos, negligenciando a sua própria ereção.
Apenas com a masturbação, Ciel já tinha se desfeito na mão do mordomo, jogando seu corpo em um arco para traz. E mesmo vendo o membro desfalecido em suas mãos, Sebastian continuava a masturbá-lo e a massageá-lo.
Distribuía vários chupões e marcas no corpo do garotinho, marcando-o como seu. Depois de algum tempo, Ciel voltava a ficar excitado, principalmente por que uma onda de prazer enorme havia lhe invadido o corpo de súbito.
– Como prefere Ciel?
– A-ah! A-ah! – ele apenas gemia.
– Está ignorando o seu fiel mordomo?
– Se...! Sebas...! A-ah!!! – ele havia introduzido mais um dedo naquela cavidade apertadinha.
– Me diga, Ciel. Como gosta? É assim? – disse movendo os dedos bem de vagar, numa dolorosa dança de prazer. – Ou assim? – moveu agora com mais violência os dedos, adentrando o terceiro no buraco dele.
– Que — ro... Ma — mais...!Vo – você! – ele novamente gozou apenas com os dedos do demônio.
– Ciel... Ciel...
Apesar de o mordomo o estar chamando, Ciel detinha-se longe, imerso ao prazer que estava sentindo. Seu rosto estava corado, a respiração totalmente descontrolada e suas pernas tremiam levemente.
Depois de algum tempo esperando o garoto voltar, Ciel trocou de posição com o demônio, colocando-o deitado e sorrindo-lhe disse:
– Não acha que já se negligenciou demais. Não quero meu demônio triste... – disse dando rápidos beijos em direção à ereção pulsante de Sebastian.
Lambeu com a língua molhada toda sua extensão, rancando um suspiro de deleite do mordomo. Abocanhou boa parte do membro, começando chupar-lhe com vontade. Em pouco tempo, o mordomo desfez-se no rosto corado de Ciel.
– Foi rápido... – comentou, sorrindo.
Ele retirou um pouco do liquido em seu rosto e levou-o a boca, engolindo os resíduos de prazer que dera ao demônio mais velho. Subiu em seu peito, pegando o falo ainda ereto do homem e direcionando-se para a sua entrada. Devagar ele ia se sentando sobre o membro do demônio, que afundava sua cabeça para trás ao sentir-se tão apertado dentro daquele buraquinho. Ciel acabou ferindo a própria boca enquanto a mordia.
Assim que estava totalmente dentro, Ciel soltou um longo suspiro, começando a lentamente se mover.
Era como se o anus dele pudesse gozar de tão gostoso que ele realizava seus movimentos. Mas apesar de excitante, Sebastian necessitava de algo mais brusco, e com as mãos na cintura do jovem mestre, ele começou a dar investidas mais fortes enquanto via o buraquinho se torcer e dar ainda mais prazer ao demônio.
Ciel não controlava seus gemidos, que saiam sonos, e outrora ele chegava a arranhar o ombro do mordomo.
– Se... Sebastian...! – chamou – Eu... Eu vou...!
– Não vai. Proíbo-te. – disse sério, encarando os olhos azuis de Ciel.
– Demônio! — Sebastian penetrou-o fundo, fazendo com que controlar sua ejaculação ficasse impossível.
– Vou te ajudar... – disse pegando no membro do garoto e impedindo-o de gozar com o polegar.
As estocadas eram profundas. Havia colocado Ciel de quatro para uma maior comodidade, além é claro, de aquela ser sua posição favorita. A cintura ia de encontro as nádegas macias e branquinhas de Ciel que fazia expressões de puro prazer.
Soltou o membro do garoto, vendo-o gozar pela terceira vez e junto com ele, Sebastian também se desfez, caindo totalmente sem forças sobre o jovem mestre.
– Foi mau comigo... – choramingou, assim que Sebastian caiu para o lado.
– Venha cá... – disse puxando o corpo do garoto para cima do seu e abraçando-o.
– Estou um pouco cansado... – disse deixando sua cabeça cair sobre o peito do mais velho.
– Então durma... – disse fechando os olhos e levando o garoto para o quarto na casa demônio.
Colocou-o deitado na cama, cobrindo-o e estava para sair quando Ciel chamou-o.
– Sebastian, fique comigo até que eu durma. – disse de costas
– Yes, my Lord. – sussurou voltando para a cama de casal.
Notas finais
Essa historia demorou a ser atualizada por que eu tive um impasse de criatividade. Não sabia o que colocar primeiro e também estava resolvendo uns problemas pessoais.
Em "E pecava agora, tentando tirar daquela criança, o que lhe fora destinado desde o nascimento." eu faço referencia à semelhança de Sebastian com o pai do Ciel, no mangá.
O lemon não deve ter ficado bom por que eu estou meio cansada agora, já que estou escrevendo desde as 11 da noite. Peço desculpas de novo e tentarei melhorar mais.
Até o próximo capitulo.
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