Not With These Eyes With Mouth Devour Me

11 Capitulo 11: Dia de... Loucura...


Notas iniciais
Narração por Ciel...

Capitulo 11: Dia de... Loucura...

“ Não importa para onde eu vá, não importa onde eu esteja, contando que você esteja lá, por mim, tudo bem...”

Abria meus olhos calmamente, a luz era tão forte que eu não enxergava nada. Levei uma das mãos até meu rosto, fazendo sombra nos olhos para tentar descobrir onde eu estava, mas apenas conseguia ver um punhado de arvores.

Me sentei, só percebendo agora que eu estava deitado no chão, e onde eu estava parecia uma floresta, um jardim, algo assim.

Vi a sombra de alguém se colocar ao meu lado. Olhei para quem estava ali, mas apenas consegui ver, de seu rosto, um sorriso. Ela tinha a minha altura, os cabelos eram loiros em duas marias-chiquinhas, e vestia um vestido. Ela me estendeu a mão, mas eu me recusava a pega-la.

Mas ela se abaixou e pegou-a, e por mais que eu tentasse, não conseguia faze-la soltar. Pior, eu sequer conseguia me mover ante dela. Não! Pior ainda! Ela estava me controlando!

Ela me levou por entre a floresta andando, às vezes devagar, às vezes mais apressada, mas sempre me puxando. E eu podia apenas observar.

Chegamos a uma arvore que ficava no centro das outras, afastada e sozinha. Ela não tinha folhas, diferentes das outras. Tinha apenas estranhos símbolos no tronco, que seguiam por toda extensão da arvore.

“ – Você gosta muito de jardins não é, jovem mestre...” – ela disse pela primeira vez.

Mas eu não respondi nada. Apesar de querer estar correndo não conseguia. Eu precisava da ajuda de... Cllaude? Quem é Cllaude?

“ – Cllaude é o meu mordomo...” – a mulher disse novamente. “ – É o nosso mordomo...”

Espera! Meu mordomo é o... O...

“ – Não se lembra?” – ela dizia me abraçando. “ – Lembra quando um demônio cruel matou nosso mordomo? Ele atrapalhou todos os nossos planos...”.

Isso está errado, muito errado! Não me lembro de nenhum Cllaude. Meu mordomo é o... Por quê?! Eu não estou conseguindo falar o nome dele.

“ – Quem é você?” – eu finalmente disse, eu acho.

“ – Eu? Eu sou você...! “ – ela disse, animada, rodando na arvore “ – Somos a mesma pessoa, mas a nossa única diferença é essa...”

Ela pulou para a arvore, ficando sentada em um dos galhos.

“ – Aquele demônio maldito de matou!!!” – e ela ficou pendurada com as mãos no mesmo galho.

Ele era tão fino que poderia quebrar, e não deu em outra. Ele quebrou e fez ela cair sentada no chão, enquanto ria. Mas isso não era nem perto do que eu estava sentindo, minha cabeça doía tanto, eu via coisas sem nexo. Estava pendurado em uma ponte... De quem são aqueles pés? Onde eu estou? Quem são essas pessoas? Por que tudo está pegando fogo?

“ – Ops! Memória errada...!” – ela disse séria.

Mas isso foi a ultima coisa que eu ouvi dela. Depois disso, eu estava naquele presente.

Estava pendurado em uma torre, disso eu sabia. Alguém estava lutando ali, eu também sabia. Mas eu não conseguia abrir meus olhos. De novo, não estou tendo controle de meu corpo. Eu estou contando, por que eu estava contando, tudo está muito confuso!

Espera! Espera! Por que eu não consigo liberar meu poder? Onde está o... Que droga, quem eu estou esperando, afinal?!

Eu me soltei daquele lugar, abrindo finalmente os olhos e vendo aquela figura que eu tanto queria chamar. Seu cabelo estava um pouco maior do que de costume, mas eu o reconheceria em qualquer lugar.

“ – Se... Bas... “ – mas antes que eu terminasse, eu vi minha visão mudar. Agora ele estava vestido com seu costumeiro fraque e o rosto estava mais perto que antes.

“ – Tian...” – eu disse, finalmente. E eu sorri, mas logo depois meus olhos se fecharam e depois de algum tempo, voltei a encontrar aquela mesmo mulher loira.

Ela estava sentada, sorrindo, me esperando eu acho.

Ela se levantou assim que eu voltei, vindo ate mim, me abraçando de novo. Eu vi por cima de seus ombros, mais um pedaço de galho caído no chão.

Tentei empurra-la, mas minhas mãos não se mexeram. E ela disse alguma coisa no meu ouvido, e novamente aquela mesma dor de cabeça.

“ – Acho que dessa vez, está certo...” – eu vi antes de desmaiar ela dizer, voltando até a arvore.

Eu estava dançando num baile, com uma mulher. Ela tinha também os cabelos loiros. Espera, eu não me lembro de saber dançar... Ah, sim... Eu sei um tipo de dança, mesmo... Mas quem é essa mulher? E quem são essas pessoas que estão ridiculamente vestidas?

Ah... Isso sim é engraçado, o Sebastian com um chapéu rosa... Gostaria de tirar uma foto!

Fiquei o tempo todo dançando com ela, e todos pareciam muito felizes. Mas depois de o que julguei muito tempo, a imagem deles voltou a desaparecer, e eu voltei para a floresta.

A mulher estava sentada no chão, cantarolando. Quando eu cheguei, ela parecia brava.

“ – Você é mesmo muito complicado, hein... Está muito difícil isso...” – ela veio até mim.

Pegou-me pela mão e me trouxe mais perto da arvore. “– Como sou uma boa garota, vou deixá-lo escolher um deles pra mim...”.

E minha mão se ergueu, apontando para um pequeno e escondido galho fino ali.

“ – Jura? Você quer mesmo aquele?”

Eu fiz sim com a cabeça. E ela pulou, ficando ali em cima e quebrando-o. Mais uma vez, aquela insuportável dor de cabeça.

Onde eu estava? Onde mesmo? Ah, Eu estava ouvindo alguma coisa. Ah, sim! Foi a primeira vez que senti ciúmes dele... Aquela freira assanhada se jogando pra cima do meu mordomo... Por que diabos eu estou vendo isso mesmo?

Meu corpo se virou contra o lugar, fitando o céu, enquanto Sebastian, lá dentro, tinha relações sexuais com uma prostituta qualquer. Por que mesmo eu escolhi essa lembrança.

E pouco depois tudo foi desaparecendo, eu achei que volteria para onde aquela mulher estava. Mas não era a mesma pessoa. Era uma mulher de cabelo branco. Eu não estava na floresta, eu estava em um lugar... Abandonado? Não, eu sabia que ele estava ali, mas quem era aquela mulher de cabelo branco? Quem era? Ash? Ou... Undertaker?

E eu voltei para a floresta finalmente. Eu já não sabia mais qual era a intenção dela, mas ela não sorria mais.

Ela se aproximou de mim, me fazendo deitar no chão novamente. E depois disso, eu desmaiei. Mas antes, ela ainda disse: Tenha bons sonhos, Ciel Phantomhive...

E eu acordei, logo que desmaiei eu acho. Eu estava sozinho no meu quarto. Mas eu não estava naquela funerária? Quanto tempo passou?

A porta do meu quarto se abriu, e eu vi entrar duas pessoas. A primeira, Sebastian, que veio até mim. E por um momento, eu pude vê-lo com seu uniforme mesmo, mas ele estava com uma roupa de medico. E logo depois eu vi Nathan, o príncipe. E eu também o vi vestido com um uniforme de empregada. Junto com outros três “espíritos”.

E eu ri alto com isso, e os dois me olhavam surpresos, eu estava rindo de diversão.

“ – Está uma graça com esse vestido, príncipe...” – eu disse rindo mais. “ – Não vai me apresentar os outros dois?”

“ – Vestido? Dois?” – ele disse de forma idiota, como se não estivesse vendo-os ali.

“ – Está lindo vestido de medico, Sebastian...” – eu disse, lhe encarando da maneira mas pervertida possível.

Ele diferente do príncipe, agradeceu o elogio com um sorriso. Mas logo que uma terceira pessoa entrou no quarto é que parece que tudo voltou ao normal.

Sebastian estava com seu fraque, o príncipe com suas roupas normais, e a empregada... E quando eu olhei pra ela, meu corpo todo começou a tremer. Eu levei a minha mão até minha cabeça, tremendo ainda. Sebastian veio até mim, perguntando o que estava acontecendo, mas eu estava com muito...

“ – Medo...!” – eu disse num resquício de voz. “ – Tire-a daqui! Tire-a daqui! Você tem que me proteger! Tem que me proteger!!!”

Eu agarrei a sua blusa, ainda tremendo. Por que ela estava tão aterrorizante assim? Por que ela tem o mesmo cheiro que aquela mulher?