Noiva Em Fuga

18 Capítulo 17 - Acordando


Notas iniciais
Finalmente o nyah! voltou !!! o/ Como estão, meus amores e amoras? Espero que, bem!! Divirtam-se com o capítulo!!! Leiam as notas finais, ok!!!

Um barulho baixo, porém irritantemente insistente, fez com que Izaya acordasse naquela manhã de sábado. Tentou ignorá-lo, se recusando a abrir os olhos e abandonar aquele maravilhoso mundo de inconsciência. Havia dormido tão bem e estava tão quentinho e confortável sendo abraçado daquele jeito por aqueles braços fortes...
Arregalou os olhos de imediato ao se dar conta da situação, mas logo relaxou, afinal, o que tinha de mais eles dormirem abraçados? Eles transavam, dormirem juntos era algo absolutamente normal! Embora essa tivesse sido a primeira vez em que eles haviam realmente dormido juntos e não cochilado por uma hora ou duas depois do sexo. Aliás, eles nem tinham feito sexo! Depois de todos aqueles meses de relacionamento sexual, por várias vezes ambos já haviam dormido na casa um do outro, mas nunca chegaram a dividir a cama com essa finalidade. Izaya nunca havia se importado muito com isso, para ele, tanto fazia dormir na mesma cama que o loiro ou não, mas já a um certo tempo havia percebido que quem tinha um problema com isso era o guarda-costas. Tirando os ocasionais cochilos pós-sexo, Shizuo parecia ter se auto-imposto a regra de não dormir na mesma cama que ele.
A primeira vez que dormiram sob o mesmo teto, depois de passarem a noite e boa parte da madrugada transando loucamente, Shizuo o havia feito dormir no quarto de hóspedes. Não deu importância na hora, mas o fato de o loiro manter a mesma atitude quando estava ali, na casa do informante, o fazia pensar um pouco no porque daquilo.
"Será que ele ronca e tem vergonha disso?", foi a primeira coisa que passou pela cabeça de Izaya, mas foi logo descartada, ele, incrivelmente, não roncava, mesmo fumando uma quantidade enorme de cigarros diariamente.
"Ele realmente deve ter nojo de mim, mas como não consegue resistir, acaba mantendo uma certa distância depois do sexo por puro arrependimento.", isso também foi descartado depois de o moreno ter sido acordado por uma súbita invasão do membro do loiro e ter ganho um beijo extremamente luxurioso em seguida, após terem dormido por cerca de duas horas apenas, depois de passarem a noite toda fazendo sexo. E parando para pensar melhor, se ele realmente tivesse nojo, não o beijaria na boca, independente do quão forte fosse a atração sexual entre eles.
"Shizu-chan deve ter medo de ser violentado por mim enquanto dorme.", foi a conclusão mais ridícula e absurda na qual chegou, depois disso, parou de ficar pensando nessa peculiaridade do loiro. O mais provável era que Shizuo não se sentisse à vontade com esse tipo de intimidade sem um contexto sexual. Vai saber...

O tal barulho insistente novamente chamou a atenção de Izaya, que logo reconheceu o toque de seu celular. Levou um certo tempo para que o moreno conseguisse se soltar do abraço de Shizuo e se levantasse, indo pegar o celular sobre o criado-mudo do outro lado da cama, que inclusive, já havia parado de tocar duas vezes e estava recomeçando pela terceira.
– Alô.
– Izaya-kun?! — reconheceu de imediato a voz do médico clandestino.
– O que foi, Shinra?
– Já estava começando a me preocupar com você também.
– Eu estava dormindo. O que houve de tão urgente pra você me ligar tão cedo?
– Cedo? São quase dez da manhã!
Izaya ficou surpreso. Desde a adolescência tinha o costume de acordar cedo, por volta das sete e meia da manhã, as únicas exceções eram quando estava doente, o que era raro, ou quando estava dolorido e momentaneamente incapacitado de andar por causa de uma intensa noite de sexo com Shizuo. O que não era o caso.
– Mas isso não é importante agora. — continuou o médico — Você tem alguma notícia do Shizuo-kun? Ninguém sabe dele desde ontem. Ele não voltou pro apartamento e nem atende o celular. Você não fez nada com ele, fez?
– O quê?! Acha mesmo que eu seria capaz de fazer alguma coisa com ele? — perguntou, num tom falsamente indignado.
– Acho.
– Que cruel, Shinra!
– Então? Você sabe dele ou não?
– Por acaso eu sei sim. Não é à toa que sou um informante!
– E...?
– Vou ser bonzinho dessa vez e não vou cobrar pela informação, ok!
– Tá, apenas diga! Celty está preocupada com ele e eu também!
– Ok, ok! Shizu-chan está aqui.
– No seu apartamento? Por que não disse logo?! — dava para perceber o alívio na voz dele — Celty já estava me deixando aflito, dizendo que ele provavelmente havia sido atacado.
– E ele foi.
– QUÊ?!
– Ele apareceu aqui todo sujo de sangue, disse que uns caras o atacaram.
– E como ele está agora?
– Dormindo igual a uma pedra!
– E os ferimentos? São graves?
– Pra um humano normal, talvez, mas estamos falando do Shizu-chan! Eu fiz os curativos, mas ele perdeu uma boa quantidade de sangue.
– Foi você que mandou o atacarem?
– Se fosse, acha que eu estaria falando com você agora? Shizu-chan já teria me quebrado inteiro se achasse que eu fui o mandante! Mas desta vez eu sou inocente!
– Certo... vou tranqüilizar a Celty. Ah, diga pro Shizuo-kun que o Tanaka-san também ficou preocupado. Ele me ligou, já que o Shizuo-kun não estava atendendo o celular e nem apareceu para trabalhar.
– Hm. — ficou pensativo por um instante, observando a face adormecida do loiro — Shinra? Você pode me fazer um favor?
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Shizuo percebeu que havia um certo peso sobre seu braço esquerdo mesmo antes de abrir os olhos. Piscou um pouco por causa do sono, mas logo focalizou sua visão no que estava pressionando seu braço, dando de cara com o rosto adormecido de Izaya bem próximo ao seu. A última coisa que se lembrava era de ter se deitado na cama de Izaya, mas não tinha a intenção de dormir ali. Pelo visto, estava mais cansado do que pensava.
Desde o início daquela relação, sempre que um acabava passando a noite na casa do outro, não costumavam dormir na mesma cama. Uma imposição sua na verdade, já que o moreno não via problema algum nisso, aliás, por várias vezes ele pareceu ansiar por isso, mas acabava por dar de ombros e não questionar essa atitude do loiro. Shizuo já havia notado que Izaya tinha uma certa carência de afeto, isso o deixou bastante surpreso no início e com o passar do tempo, por diversas vezes, ficou bastante tentado a suprir essa falta.
Acariciou um pouco os cabelos macios do informante e passou suavemente o polegar pela face adormecida, esboçando um pequeno sorriso ao vê-lo suspirar e se aconchegar ainda mais junto a si. Aquela não era a primeira vez que dormiam juntos. A primeira havia sido dois dias atrás, quando a intensa noite de sexo acabou com o informante completamente inconsciente depois de chegar ao orgasmo por tantas vezes. Shizuo também havia ficado cansado, óbvio, acabou se deitando ao lado do outro e quando se deu conta estava acariciando os cabelos de Izaya, que tinha uma expressão relaxada no rosto e parecia ter somente adormecido. Se surpreendeu com a própria atitude mas não parou o que fazia, continuou acariciando os cabelos ainda úmidos de suor do outro e acabou adormecendo também, quando acordou, o informante ainda estava profundamente adormecido com a cabeça sobre seu peito, afagou novamente os cabelos dele e o deitou com cuidado sobre o travesseiro, vendo-o se encolher um pouco pela súbita perda de calor, já que ambos haviam dormido nus e sem se cobrirem. Afastou os lençóis sujos de sangue, suor e sêmen, deixando-os embolados num canto qualquer, pegou uma colcha no guarda-roupas e cobriu o moreno, que pelo visto, ainda dormiria por um bom tempo, só não se juntou à ele por que teria que trabalhar em algumas horas e ainda tinha que voltar para Ikebukuro, tomar um banho, trocar de roupa e comer alguma coisa. Se não fosse por isso...
Levou sua mão até a cintura do menor, trazendo seu corpo para mais perto e afundando o nariz na curva do pescoço dele, aspirando o perfume daquela pele tão pálida e macia. Izaya tinha um cheiro gostoso, uma mistura sutil de chá verde com alguma fragrância almiscarada que Shizuo não sabia identificar qual era, mas adorava. Se pudesse, ficaria ali o dia inteiro, sentindo aquele cheiro, o gosto daquela pele... mas tinha que ir trabalhar, e mesmo não sabendo que horas eram, tinha certeza de que havia dormido demais e estava muito, muito atrasado! Puxou seu braço esquerdo com cuidado para não acordar Izaya e começou a se levantar da cama, mas foi surpreendido por um par de braços ao redor do seu pescoço o puxando para baixo e o forçando a se deitar novamente.
– Izaya, eu preciso ir trabalhar. — falou, esperando que o outro o soltasse.
– Não precisa não.
– Não estou com tempo para brincadeiras, pulga! — tentou se levantar de novo e novamente Izaya o puxou.
– Não é brincadeira. — soltou o loiro e se deitou de bruços, pondo os braços embaixo da cabeça — Shinra me ligou pra saber por onde você andava e-
– Por que ele não ligou pra mim, se queria saber algo? — perguntou, interrompendo o outro.
– Ele ligou. Aliás, não só ele, mas você dorme igual a uma pedra...! — deu de ombros.
Shizuo procurou pelo celular tateando os bolsos, olhou ao redor e até embaixo da cama e só então se lembrou que o havia deixado sobre a pia do banheiro quando foi tomar banho. Foi até lá e o encontrou exatamente onde havia deixado, havia três chamadas perdidas de Tom e mais cinco de Shinra, além de meia dúzia de mensagens de Celty. Discou o número de Tom e esperou quatro toques até ser atendido.
– Shizuo?
– Sim, sou eu Tom-san, acabei perdendo a hora.
– Ah, tudo bem, não se preocupe com isso. Já está melhor?
– Hã?
– Soube que foi atacado e o Izaya cuidou de você. Já estão assim, tão casal?! — o tom de voz era malicioso e divertido.
Desde o dia em que Tom viu Izaya lhe roubar um beijo no meio da rua, Shizuo não teve outra opção a não ser explicar o que estava acontecendo entre eles e desde então, sempre que havia uma oportunidade, seu chefe não perdia a chance de provocá-lo.
– Não estamos de jeito nenhum! E eu já expliquei que não somos um casal! — uma veia já começava a pulsar em sua testa.
– Claro, claro. — deu uma risadinha totalmente descrente — Aproveite bem o resto do dia. — disse em tom sugestivo — Nos vemos amanhã.
– Sim. — e a ligação foi encerrada.
Shizuo voltou para o quarto e se sentou na cama, próximo ao moreno que permanecia deitado na mesma posição.
– Eu disse, não disse?!
– Você falou com o Tom-san?
– Não. Foi o Shinra. — Izaya virou-se na cama, deitando-se de costas — Soube que você também foi atacado alguns dias atrás, o que houve? Foram os mesmos caras?
– Sim. Eu e Tom-san estávamos cobrando uns caras e um deles veio pra cima de mim com um canivete. — deu de ombros — Eu estava meio distraído e então ele conseguiu me acertar.
Izaya não deixou transparecer, mas saber que os ataques sofridos pelo loiro não tinham nada a ver com os ataques relacionados ao tráfico de órgãos, o deixou um tanto aliviado. Levantou-se da cama e tirou a camisa do pijama, indo até o guarda-roupas e escolhendo uma muda para si, juntamente com uma toalha limpa.
– Isso é pra me provocar? — o loiro perguntou, seus olhos estavam fixos na porção de pele desnuda do moreno.
– Pode tratar de quietar o seu facho, por que você não vai conseguir nada! — lançou um breve olhar irritado ao outro — Eu ainda estou um pouco dolorido e você não vai encostar um dedo em mim! — e entrou no banheiro.
– Sem problemas... — disse para si mesmo, em seguida abriu um sorriso pra lá de pervertido — Não pretendo encostar nenhum dedo em você... pelo menos não até que você implore!

Notas finais
Esse capítulo foi bem fluffy, não é!? Espero que tenham gostado!!! E no próximo tem o que? O tão esperado lemon no banheiro!!!! Finalmente!!! Bom, estou tendo alguns probleminhas com o próximo capítulo, tive que recomeçá-lo três vezes por que meu computador resolveu ficar de palhaçada comigo, então, não sei se vai dar para postá-lo na próxima quarta-feira, ultimamente não estou com muito tempo para escrever, mas vou tentar, ok. Espero que compreendam se não der. Bjs !!!