Noiva Em Fuga

19 Capítulo 18 - Nada melhor que um banho... ou dois!


Notas iniciais
Olá meus amores!!!! Fiz das tripas coração, mas consegui terminá-lo à tempo!!! o/ Bom, nesse capítulo tem o tão esperado lemon no banheiro!!! Espero que todos os que sugeriram ele, gostem! (deixem um comentário dizendo se ficou bom ou não, ok) E o que eu disse antes ainda está valendo, não estou tendo muito tempo para escrever ultimamente, então, é provável que os próximos capítulos demorem um pouco, mas vou fazer o possível pra tentar manter o mesmo ritmo de postagem, mas pode ser que não dê... Espero que entendam! Enfim, aproveitem o capítulo, ele está ENORME!!!!!

Assim que entrou no banheiro Izaya ligou as torneiras para encher sua enorme banheira com água quente, iria cozinhar ali dentro por pelo menos uma hora, precisava relaxar um pouco já que não havia conseguido na noite anterior por conta da preocup- curiosidade à respeito do loiro. Quando achou que a quantidade de água já era suficiente desligou as torneiras e jogou alguns sais perfumados na banheira, terminou de tirar as roupas e entrou no Box, tomaria um banho rápido de chuveiro antes, afinal, era um pouco nojento ficar mergulhado na própria sujeira. Ligou o chuveiro e deixou que a água quente escorresse por todo o seu corpo, suspirou e fechou os olhos, aproveitando aquela sensação gostosa e não escutando quando a porta do box foi rapidamente aberta e fechada. Arregalou os olhos e virou-se depressa quando sentiu algo duro o cutucando.

– O que pensa que está fazendo, Shizu-chan?

– Tomando um banho. — deu de ombros, como se a ereção no meio de suas pernas não existisse.

– E você não reparou que EU já estou tomando banho!? — disse um pouco irritado. Estava difícil resistir à tentação, mesmo ainda estando um pouco dolorido.

– Qual o problema? — o loiro deixou a água quente escorrer por seu corpo, deslizando a mão suavemente pelos cabelos e descendo até o abdômen, parecendo completamente alheio a situação do próprio corpo.

Izaya engoliu em seco vendo a mão do outro deslizar pelo corpo, mas conseguiu desviar o olhar a tempo, antes de chegar em certa parte. Mas seu próprio corpo já mostrava claramente que havia se excitado só com aquela visão.

– Mantenha suas mãos bem longe de mim, ouviu bem!? — virou-se novamente para a parede, tentando se concentrar somente no banho.

– Sem problemas.

Izaya achou aquilo tudo muito estranho, era óbvio que Shizuo não havia desistido de transar com ele, mas aquela atitude indiferente era um tanto incomum... provavelmente era só uma distração para pegá-lo desprevenido! Se bem que... se essa fosse a real intenção, ele poderia ter feito isso assim que entrou no box. O moreno franziu as sobrancelhas e olhou por cima do ombro. Péssima idéia. Shizuo havia pegado um pouco do seu xampu e passado nos cabelos e agora a espuma escorria pelo pescoço, passava pelo abdômen definido e descia até o... Merda! Sua excitação incômoda havia se tornado uma completa ereção. Pegou o sabonete e começou a se ensaboar, tentando acabar com o banho o mais rápido possível para sair logo dali, acabou deixando-o escorregar por entre os dedos.

– Parece que você está precisando de ajuda. o loiro sussurrou, roçando o nariz em seu pescoço.

– S-Shizu-chan... — sentiu a língua do loiro provar sua pele e então deslizar por suas costas, fazendo-o se arrepiar inteiro, mesmo ainda estando embaixo da água quente que saía do chuveiro, não conseguindo evitar que um gemido longo escapasse de seus lábios quando os dentes de Shizuo mordiscaram a lateral do seu quadril.

– Aqui está. — sussurrou novamente, próximo ao ouvido do moreno. O informante demorou um instante para perceber a mão estendida do loiro à sua frente, lhe entregando o sabonete que havia deixado cair. Pegou o sabonete, sentindo o corpo do outro praticamente colado ao seu e a língua travessa do guarda-costas traçando pequenos círculos em sua nuca, acabando completamente com sua sanidade.

– S-Shizu... hmm... Eu disse pra manter... suas mãos longe...! — sua respiração já estava ofegante por causa daquelas carícias.

– Minhas mãos estão longe! — era verdade, as mãos do loiro estavam apoiadas na parede, em nenhum momento elas haviam tocado no corpo de Izaya — Mas você não disse nada sobre a minha boca ou qualquer outra parte do meu corpo...! — chupou com vontade a junção do ombro com o pescoço.

Izaya gemeu um pouco mais alto, acabando por deixar o sabonete cair novamente de sua mão e não dando nenhuma importância ao fato, seu pênis doía de tão duro que estava. Maldito loiro gostoso e sua língua terrivelmente enlouquecedora! Aproveitou o pequeno espaço que havia entre ele e a parede e virou-se de frente para o loiro, passou os braços ao redor do seu pescoço e o beijou de forma quase desesperada, grudando ainda mais os corpos e provocando uma fricção gostosa em seus membros.

– Isso foi jogo sujo, Shizu-chan! — o beijou de novo e passou uma das mãos pelo abdômen forte do guarda-costas, descendo-a até seus membros e começando a masturbá-los juntos.

– A culpa é sua, por ficar desfilando quase pelado na minha frente! — desceu os beijos para o pescoço de Izaya e chupou aquela área, arrancando um gemido impudico do moreno, que intensificou os movimentos da mão.

– Eu não... estava quase pelado...! — retrucou entre gemidos.

– Não vai mesmo me deixar te tocar? — deixou que sua língua brincasse no ouvido do informante.

– Não... hmm... — soltou um gemido longo e rouco quando chegou ao ápice, mas não parando a masturbação até que o loiro também gozasse — Mas você pode tentar me fazer mudar de idéia se quiser. sorriu de forma pra lá de pervertida e passou a língua pelos lábios antes de prender o lábio inferior entre os dentes.

Shizuo praticamente grunhiu, ficou excitado novamente só em ver aquela cena. Izaya definitivamente tinha muito poder sobre ele quando o assunto era sexo! Aproximou ainda mais os corpos, prensando o moreno e fazendo alguns movimentos de vai-e-vem com o quadril enquanto beijava o pescoço de Izaya, deixando-o excitado de novo.

– Eu vou te fazer implorar pra que eu use as mãos. — mordiscou a orelha do informante — Vou te fazer gemer igual a uma cadela no cio.

Izaya riu e logo fechou os olhos ao sentir a língua do loiro brincar com um de seus mamilos e logo em seguida com o outro, depois descer pelo abdômen distribuindo beijos, mordidas e chupões até chegar à virilha, passando a ponta da língua suavemente ao redor do membro duro, ignorando-o completamente e passando a dar maior atenção à parte interna das coxas.

– Shizu-chann... — choramingou.

O loiro não lhe deu a menor atenção e continuou a tortura lenta por vários minutos, até finalmente abocanhar a ereção do moreno, fazendo-o gemer alto e inclinar a cabeça para trás, apoiando-a na parede.

– Coloque a perna no meu ombro. — mandou, passando a língua pela glande e depois chupando.

Izaya obedeceu, completamente inebriado pelo prazer que a boca de Shizuo estava lhe proporcionando. O loiro deu uma chupada mais forte e deslizou a língua até os testículos, ora lambendo e outra passando os dentes de leve, acabando por escorregá-la um pouco mais para baixo, passando a ponta suavemente ao redor do ânus e deslizando-a lentamente para dentro. Izaya gemeu de forma tão obscena que teria deixado uma atriz pornô com vergonha, suas pernas começavam a fraquejar e se não estivesse encostado na parede, provavelmente elas já teriam cedido. O prazer era intenso, mas ainda assim, não era o suficiente, ele precisava de mais, precisava sentir o outro dentro de si. À essa altura, nem se importava mais se estava dolorido ou não.

– S-Shizu- chan... me come logo!

O loiro sorriu, sem parar de mover a língua dentro dele, deixando-o a ponto de gozar.

– Vai ser meio difícil sem usar as mãos... — lambeu bem devagar toda a extensão do pênis rijo do informante.

– Shizu-chan... — embrenhou os dedos nos fios loiros, puxando-os um pouco.

– Sim?

– Pode usar as mãos... hmm... — impulsionou o quadril pra frente, tentando fazer Shizuo chupá-lo com mais força.

– E o que mais? — continuou lambendo bem devagar.

– Você é um cretino?! — o loiro riu e chupou apenas a glande.

– Tente de novo. — passou os dentes bem de leve.

– Por favor, Shizu-chan... use as mãos, a boca, o que você quiser... só me come logo! Por favor...

– Já que você insiste...! — voltou a boca para o membro do moreno, dando uma chupada longa e forte, sentindo o gosto do pré-gozo.

Izaya gemeu alto e mordeu o lábio inferior com força quando Shizuo aumentou a intensidade das chupadas e o penetrou com dois dedos, movendo-os cada vez mais rápido até que o informante gozasse em sua boca. Shizuo voltou a ficar de pé e teve que segurá-lo pra que não caísse, ergueu-o no colo o fez rodear sua cintura com as pernas e pôr os braços em volta do seu pescoço, voltou a encostá-lo na parede e o beijou com luxúria, deixando-o sentir o próprio gosto. Izaya voltou a gemer em meio ao beijo, embrenhando os dedos nos cabelos encharcados do loiro e puxando-os, tendo que partir o beijo para gemer alto quando o membro do outro lhe invadiu. O loiro passou a morder e chupar cada vez mais forte o pescoço já cheio de marcas do informante, à mesma medida em que as estocadas se tornavam cada vez mais rápidas e profundas, acertando a próstata do moreno por diversas vezes seguidas, levando-o novamente ao orgasmo e fazendo-o contrair o ânus ao redor do membro do guarda-costas, fazendo-o gozar também.

Precisaram de alguns instantes para que normalizassem suas respirações. Shizuo afastou o corpo de Izaya da parede e o fez descer de seu colo, pondo-o no chão e tendo que segurá-lo quando suas pernas não foram capazes de sustentar seu peso.

– Você está bem? — perguntou com uma pontinha de preocupação.

– Claro! — respondeu com ironia — Só não estou conseguindo ficar de pé sozinho... Nada demais! — lançou um olhar irritado ao loiro, que revirou os olhos.

Shizuo o segurou firmemente pela cintura e puxou-o para debaixo do chuveiro, deixando que a água quente lavasse o sêmen de seus corpos.

– Shizu-chan! — Izaya protestou quando o loiro pegou o sabonete e começou a ensaboá-lo — São as minhas pernas que doem, não meus braços! Eu consigo me lavar sozinho! — tentou se apoderar do sabonete, mas não obteve sucesso.

– Quieto, pulga! — começou a beijá-lo para distraí-lo enquanto ensaboava cada parte do corpo do moreno — Se quiser, deixo você me ensaboar também. — sussurrou no ouvido do informante, em um tom de voz bastante sugestivo e cheio de malícia.

Izaya, por algum motivo inexplicável até para si mesmo, acabou corando com aquilo. Era impressão sua ou Shizuo estava mais pervertido que o normal? Geralmente quem falava aquele tipo de coisa era ele, não o loiro! Ouvir aquele tipo de provocação implícita naquela voz tão sexy, o deixava muito excitado e surpreendentemente um tanto constrangido, e isso parecia divertir imensamente ao guarda-costas.

– Você é um tarado pervertido, Shizu-chan! — virou o rosto, tentando esconder o tom rosado que surgiu em suas bochechas, mas aceitando o sabonete que o outro lhe oferecia e fazendo com ele o mesmo que havia feito consigo.

O loiro voltou a beijá-lo, deslizando uma das mãos suavemente pelo corpo do moreno enquanto a outra ainda o sustentava firmemente. Izaya guardou o sabonete no pequeno suporte que havia ali e envolveu o pescoço do maior com os braços, deixando-se levar pelas carícias inebriantes do outro enquanto a água do chuveiro tratava de livrá-los da espuma, deixando-os limpos novamente. O loiro tateou a parede às cegas por alguns instantes até conseguir desligar o chuveiro, para só então terminar o beijo, prendendo o lábio inferior de Izaya entre os dentes.

– Você pretendia usar aquela piscina que chama de banheira?

– Pretendo! — apoiou a testa no ombro do loiro — Preciso relaxar, agora mais do que antes! — Shizuo riu — Não ria, cretino! Por sua culpa, eu mal consigo me agüentar em pé! EI! O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? ME PÕE NO CHÃO, SHIZU-CHAN!

Shizuo havia passado o braço que não o estava segurando, por trás de suas pernas, erguendo-o no colo e saindo do box.

– Você mesmo disse que mal consegue se agüentar em pé.

– Mas isso não significa que você precise me carregar desse jeito!

– Preferia se arrastar até a banheira?

– Sim! — o loiro revirou os olhos — Seria menos vergonhoso do que ser carregado feito uma donzela frágil e indefesa!

– Tsc. Pra alguém que correu pela cidade usando um vestido de noiva, ser carregado desse jeito não deveria ser nada demais. — alfinetou.

Izaya estreitou os olhos e virou o rosto, fazendo um bico enorme. Shizuo tinha razão, mas o problema era o modo como o loiro o estava tratando, com cuidado, de forma quase gentil. Isso era extremamente desconcertante. Nunca tivera uma relação assim com ninguém, nem mesmo com os pais ou as irmãs, não que se odiassem, longe disso, mas os Orihara nunca foram muito bons em demonstrar sentimentos, por isso Izaya ficava um pouco constrangido quando o loiro o tratava com certo cuidado, não estava acostumado com esse tipo de coisa.

Shizuo o levou até a banheira e inclinou-se um pouco para colocá-lo lá dentro com cuidado. Quando os pés do informante tocaram a água, ele se encolheu e se agarrou firmemente ao corpo do guarda-costas.

– Essa água está um gelo! — se encolheu ainda mais contra o peito do loiro, detestava água fria!

– A água está morna, Izaya. — havia posto a mão na água para medir sua temperatura — Deixa de frescura!

– Não é frescura! — lhe lançou um olhar irritado — Não quero essa água fria!

Shizuo ficou bastante tentado à jogar o moreno naquela banheira, a água estando fria ou não. Estava tentando retribuir o cuidado que Izaya havia tido com ele na noite anterior quando cuidou de seus ferimentos, mas o informante não estava ajudando! Respirou fundo e se abaixou o suficiente para soltar a água da banheira e tornar a enchê-la com água quente, finalmente colocando o moreno lá dentro, quando ia se afastar, Izaya o puxou, fazendo-o perder o equilíbrio e cair dentro da banheira.

Izaya começou a rir ao ver a cara de susto do loiro, e seu riso logo se tornou uma gargalhada histérica quando uma veia começou a pulsar na testa de Shizuo, que parecia prestes à afogá-lo naquela banheira.

– Não estou achando a menor graça! — praticamente rosnou, batendo a mão com força na água e fazendo uma grande quantidade acertar o rosto do informante.

Izaya, ao invés de se irritar, acabou rindo ainda mais, se é que era possível, e bateu a mão na água, jogando uma grande quantidade no rosto do loiro. Começaram uma espécie de guerrinha com água e com o passar dos minutos, Shizuo já não exibia mais o semblante irritado, os cantos de seus lábios estavam repuxados num pequeno sorriso de divertimento.

– Que cena linda... eu poderia até tirar uma foto... ou vomitar!

Os dois pararam na mesma hora e se viraram para a porta do banheiro, dando de cara com a expressão sarcástica e maliciosa de Namie. O rosto de Shizuo rapidamente ficou vermelho, já Izaya, exibia uma expressão irritada.

– O que faz aqui, Namie-san? — não ficou nem um pouco feliz por ela ter interrompido sua diversão.

– Vim buscar o presente que comprei ontem pro Seiji e acabei esquecendo aqui. — deu de ombros.

– Isso não explica o fato de você estar aqui no meu banheiro. — abriu um de seus típicos sorrisos de canto — Descobriu que tem fetiche por ver dois homens nus numa banheira? Está querendo se juntar à nós? Acho que o Shizu-chan não se importa!

Shizuo estava bastante tentado a se afogar na banheira. Como aqueles dois podiam agir daquele jeito, como se a situação não fosse nem um pouco constrangedora?

– Prefiro me atirar pela janela à entrar nessa banheira com você, Izaya.

– Hã?! Então quer dizer que se for só o Shizu-chan, você não se importaria, não é?! — ergueu uma sobrancelha.

– Não foi isso que eu disse e você sabe muito bem disso! — abriu um pequeno sorriso repleto de malícia — Não precisa ficar com ciúmes, não tenho o menor interesse no seu namorado!

A cada palavra dita por aqueles dois, Shizuo ia afundando um pouco mais na banheira. Seria possível aquele diálogo ficar pior?

– É bom mesmo!

– Ora, ora, então admite que ele é seu namorado?

– Não. Só estou dizendo que não gosto de dividir o que é meu!

Havia falado cedo demais... e desta vez, realmente afundou a própria cabeça na água, mas Izaya o puxou para cima, o olhando de forma divertida.

– Por que não me deixa morrer em paz?

– Você é tão dramático, Shizu-chan! — riu um pouco.

– Acho que vou vomitar...! — Namie fez uma careta, enojada — Mas respondendo a sua pergunta... Vi umas manchas de sangue no corredor em frente à porta do apartamento, tive a esperança de alguém ter te surrado bastante. — analisou as próprias unhas — Então vim procurar o seu cadáver ensangüentado e me deparo com essa cena tão linda! — sorriu de forma sarcástica.

– Inveja é um sentimento muito feio, Namie-san...! — apoiou o cotovelo direito na borda da banheira e apoiou o rosto na mão — Como vai o Seiji-kun? Ele e Mika-chan formam um casal tão lindo, não acha? — provocou.

Namie estreitou os olhos e o encarou de forma irritada, logo esboçando um meio sorriso.

– Não tanto quanto vocês dois! — virou-se e saiu dali — Bom, já vou indo. Talvez eu ache algo interessante pra fazer, mandar alguns e-mails, tem coisas bem interessantes na internet... Quem sabe, né?! — disse alto, já no corredor, sua voz ficando cada vez mais baixa à medida que se afastava.

– O que ela quis dizer com isso? — o loiro perguntou, já havia desistido de tentar se afogar.

– Provavelmente ela vai colocar a foto na internet. — deu de ombros.

– Q-Que foto?

– A que ela tirou enquanto estávamos no meio daquela guerrinha com água.

– Você está brincando, né?! — o moreno arqueou uma sobrancelha e negou com a cabeça. A vontade de se afogar na banheira retornou com força — Você não se importa?

– Acha mesmo que as pessoas vão acreditar numa foto que mostra nós dois, que estamos sempre brigando pela cidade, juntos numa banheira? — perguntou calmamente.

Shizuo parou para pensar e viu que ele tinha razão, ninguém acreditaria, provavelmente pensariam que não passava de uma montagem.

– Sua secretária é tão dissimulada quanto você! — fez menção de se levantar, mas o moreno o impediu sentando-se em seu colo — O que pensa que está fazendo? — Izaya se remexeu no colo do loiro, ajeitando-se propositalmente sobre o membro dele e deixando-o duro quase instantaneamente — Não devia me provocar, Izaya! — subiu as mãos pelas coxas do informante até o traseiro, apertando com força.

– Por que não? — se remexeu novamente, arrancando um gemido longo do guarda-costas — Já que vou ficar um tempinho sem andar... — contornou os lábios do loiro com a língua e mordiscou o lábio inferior — Melhor aproveitar bastante agora, não acha?! — brincou um pouco com a língua na orelha do outro e depois desceu para o pescoço.

Shizuo puxou com força os cabelos do informante e atacou seus lábios, beijando-o com certa ferocidade e movendo sua língua em perfeita sincronia com a do moreno. Puxou novamente os fios negros, apartando o beijo e mordendo com força o pescoço pálido de Izaya, enquanto uma das mãos o masturbava e dois dedos da outra brincavam em sua entrada. O informante aproximou os lábios do ouvido de Shizuo e gemeu da forma mais obscena que pôde, puxando forte os fios loiros e arranhando-lhe a nuca com suas unhas curtas, sentindo o membro do loiro abaixo de si, que já estava duro, ficar ainda mais.

Shizuo parou a estimulação dupla que fazia no informante e o ergueu um pouco, posicionando o pênis rijo na entrada do moreno e começando a penetrá-lo, fazendo-o descer lentamente até a metade e depois puxando seu quadril com força para baixo. Izaya gritou alto e afundou as unhas nos ombros do loiro ao ser penetrado daquela forma, não que tivesse doído, muito pelo contrário, havia sido extremamente prazeroso, o suficiente para fazê-lo gozar, sujando a água e tanto o seu abdômen quanto o do loiro. Shizuo subiu e desceu as mãos por suas costas, parando-as no traseiro e apertando com força, antes de separar um pouco mais as nádegas do moreno e forçar ainda mais seu membro para dentro daquele corpo. O informante sentiu seu próprio membro endurecer de novo e começou a se mover, segurando firme nos ombros marcados por suas unhas e impulsionando o corpo para cima e para baixo com a ajuda de Shizuo, aumentando a velocidade dos movimentos à medida em que o prazer os consumia.

Izaya virou um pouco o rosto para o lado, dando ao loiro um maior acesso à seu pescoço e acabando por se ver refletido no grande espelho sobre a pia na parede oposta à banheira. Podia ver claramente as marcas das suas unhas em um dos ombros do loiro, seu próprio corpo subindo e descendo num ritmo frenético sobre o membro do outro, a expressão luxuriosa e faminta no rosto de Shizuo, a grande quantidade de água que havia caído no chão por conta da intensa movimentação na banheira, sua própria expressão completamente entregue ao prazer... Ver aquilo tudo fez com que sua excitação chegasse à um nível que ele achou ser sobre-humano, sentiu que poderia explodir à qualquer momento se não chegasse logo ao orgasmo, quase grunhindo em protesto quando Shizuo o fez parar com os movimentos e o tirou do colo. O guarda-costas ignorou as lamúrias do moreno e o fez apoiar os braços na borda da banheira e empinar o traseiro, logo se posicionando de joelhos atrás do informante e penetrando-o com força, fazendo ambos gemerem alto. As estocadas adquiriram um ritmo intenso, o loiro saía quase que totalmente e depois entrava com tudo, atingindo por diversas vezes a próstata do moreno e levando-os à um orgasmo tão violento, que tiveram que se apoiar na borda da banheira por algum tempo, até que seus corpos parassem de tremer um pouco.

O loiro foi o primeiro a se recuperar, tratou de sair daquela água completamente suja de sêmen e depois soltá-la, logo pegando Izaya no colo novamente e se dirigindo ao box para tomarem um terceiro banho. Não demoraram muito embaixo do chuveiro, apenas o tempo necessário para que seus corpos se tornassem limpos de novo, depois Shizuo colocou o moreno sentado sobre a tampa abaixada da privada e começou a secar seus cabelos com uma toalha. Em nenhum momento Izaya reclamou por estar sendo tratado como uma criança pequena, estava cansado e dolorido demais para protestar, e além disso, aqueles cuidados do loiro o faziam se sentir de forma ambígua, detestava depender dos outros ou ser tratado como um inválido, mas por outro lado, a sensação de ser cuidado pelo loiro era boa demais para ser desperdiçada.

Quando já estavam ambos secos e devidamente vestidos, Shizuo o pôs deitado na cama, ele parecia exausto, e quando ia se afastar, sentiu os braços do moreno o puxarem até que estivesse deitado também, não ofereceu resistência, também estava um pouco cansado. Izaya se aconchegou em seu peito e fechou os olhos, sentindo as carícias suaves que Shizuo fazia em seus cabelos e logo se entregando ao sono.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Deixem um comentário dizendo se ficou bom ou se ficou uma grande mer** !!!! Bjs á todos que leram e até o próximo capítulo!!!! *-* !!!